BÖLÜM 2: KABAKÇI MUSTAFA İSYANI VE ALEMDAR MUSTAFA
2.8. Alemdar Mustafa Paşa’nın İstanbul’a gelişi ve İsyancıların Cezalandırılması
Para capacitar o modelo à realização da análise de previsão, foi mantida, com relação à especificação da acumulação de capital, a estrutura preexistente do modelo B-MARIA-27. Em geral, o mecanismo de acumulação funciona de acordo com o objetivo do trabalho: se é para realização de exercício de estática comparativa ou previsão. Em exercícios de estática comparativa as simulações são empregadas considerando duas configurações temporais: curto e longo prazo. Estas definições não tem correspondência com calendário exato, uma vez que não há preocupação com a trajetória de expansão do investimento ao longo do tempo. Nos exercícios que atentam para esta análise, o foco é direcionado para a forma com que os gastos de investimento são alocados entre as atividades e regionalmente, e não para a determinação do investimento privado agregado em construções, máquinas e equipamentos. Em estática comparativa, não é necessário que exista uma relação fixa entre capital e investimento (DIXON et al, 1982; HADDAD, 2004). Além disso, nos exercícios de estática comparativa é usual manter o estoque de capital como exógeno no curto prazo, para que o investimento regional seja determinado pela taxa de retorno da atividade. No longo prazo, ao estoque de capital é permitido variar de acordo com o diferencial entre a taxa de retorno da atividade e regional do capital e uma taxa de retorno do capital global da economia. Para os exercícios de simulação executados no presente trabalho foi utilizada a análise de estática comparativa. No entanto, para ampliar a capacidade analítica do modelo, foi incorporado também o módulo de dinâmica recursiva.
O mecanismo de dinâmica do modelo segue a especificação de Dixon e Rimmer (1998; 2002), aplicada no modelo MONASH. Tal modelo incorpora três tipos de ligações intertemporais: (1) acumulação física de capital; (2) acumulação de ativos financeiros; e (3) processos de ajustamentos defasados. O modelo BLUE adota o primeiro e o terceiro processos intertemporais. O mecanismo de acumulação de capital pela atividade j na região t ocorre de acordo com a seguinte equação:
, , , , (3.3)
onde, Kj,q é a quantidade de capital disponível para uso na atividade j da região q durante o
período t; Yj,q é a quantidade de capital novo criado pela atividade j da região q durante o ano
A equação (3.3) pode ser usada para traçar a trajetória do estoque de capital da atividade j da região q para um dado ponto inicial do estoque de capital Kj,q (kj,q(0)) e para um dado
mecanismo de determinação do Yt(t). Um mecanismo usualmente aplicado em modelos EGC
dinâmicos baseados no MONASH para determinação do investimento da atividade j da região
q é representado por:
, ,, , ,, (3.4)
e
, , , , (3.5)
Nas equações (3.4) e (3.5), Et denota a expectativa mantida no ano t; RORj,q(t) é a taxa de
retorno do investimento da atividade j da região q considerada no ano t; Qj,q(t+1) é o retorno
do capital da atividade j da região q no ano t+1; r é a taxa de juros; Cj,q(t) é o custo de uma
unidade extra de capital instalado para a atividade j da região q no ano t; e , é uma função não decrescente.
A equação (3.4) define a taxa de retorno esperada do investimento da atividade j na região q no ano t como o valor presente de uma unidade monetária extra de investimento. Isso significa que uma unidade monetária de investimento pode comprar ⁄ , unidade(s) de capital, da(s) qual(is) se espera no ano t gerar rendimentos em t+1 iguais a
, , e reduzir a necessidade de gastos com investimento por , , . A equação (3.5) define uma curva de oferta de investimento, em que a
taxa de retorno do capital avaliada a cada período depende da taxa de crescimento do estoque de capital. Usualmente, esta função é assumida ter inclinação infinita, indicando que a oferta de investimento tem elasticidade infinita em relação à taxa de retorno esperada.
Duas outras considerações sobre as equações (3.4) e (3.5) podem ser feitas. Primeiro, de que para as funções definidas por , na equação (3.5) é assumido terem inclinação positiva, o que significa que, por exemplo, se investimentos têm sido realizados na atividade j da região
q, fornecendo uma alta taxa de crescimento do capital nesta atividade, então esta situação é
compatível com a existência de uma taxa de retorno esperada elevada, uma vez que isso tem atraído novos investidores. De outra forma, isso significa que a equação (3.5) pode ser escrita também como:
, ⁄ , , , (3.6)
em que , , .
Segundo, a consideração de que esta abordagem de acumulação adotada no MONASH permite aplicação de dois métodos diferentes de representação das expectativas: estática e
forward-looking (ou expectativas racionais). Com expectativas estáticas, os termos
, e , da equação (3.4) são representados pelos valores correntes a
cada período do retorno do capital e pelo custo unitário de capital, respectivamente, ou por extrapolação utilizando índices de preços correspondentes a cada período. Neste caso, isso significa que os investidores consideram apenas a renda corrente e os preços dos ativos quando formam as expectativas correntes sobre taxas de retorno.
Na representação forward-looking, os termos de expectativas são substituídos pelos resultados
de simulação, em que: , , e , , . Nesta
abordagem, o investimento no ano t depende das taxas de retorno do capital e de outras variáveis no ano t+1, o que significa que as expectativas formadas para a realização de investimento no t levam em consideração os valores no ano seguinte da taxa de retorno do capital e dos custos de instalação do novo capital, descontado o montante de depreciação. A desvantagem desta especificação em relação às expectativas estáticas é que a solução para um ano não pode ser computada antes da solução do ano seguinte, o que limita sua dinâmica em termos recursivos. A vantagem prática da especificação estática é permitir soluções com base em um mecanismo recursivo. Assim, a solução para o ano t pode ser computada das hipóteses para o ano t e para os dados do ano t-1 e de anos anteriores. Analogamente, a solução para o
t+1 pode ser computada, e assim por diante. Devido a estas possibilidades e vantagens, o
mecanismo de expectativas estáticas foi especificado no modelo BLUE para representar a forma de acumulação dinâmica do capital.
Para a calibragem da depreciação, seguiu-se o procedimento da versão dinâmica do modelo ORANIG (HORRIDGE, 2003), o ORANIG-RD.35 Inicialmente foi adotada a seguinte relação:
⁄ (3.7)
na qual, seguindo a notação empregada anteriormente, Yt representa o investimento; It
corresponde ao estoque de capital da economia; e G representa uma relação fixa no ano t entre os níveis de investimento e estoque de capital. O subscrito da atividade foi suprimido para facilitar a exposição. O capital no ano t+1 cresce da forma:
(3.8)
Da equação (3.7), tem-se que . Substituindo isso em (3.8) e rearranjando os temos, obtém-se:
⁄ (3.9)
O valor de G foi encontrado utilizando-se informações sobre o estoque de capital do Brasil estimadas por Moranti e Reis (2004) e disponibilizadas pelo Ipeadata. Como estas informações se encontravam em preços constantes de 2000, o deflator implícito do capital fixo foi usado para levar os dados para o ano de 2007. Os valores de It foram distribuídos de
acordo com a estrutura do investimento, para que uma relação fixa fosse obtida para G. Com isso, foi encontrado um valor igual a 7,6% para G. Supondo que o estoque de capital cresce a uma taxa anual igual a 3,6%, então o valor da taxa de depreciação do capital D é igual a 4% ao ano. Este valor é próximo àquele utilizado por Haddad e Domingues (2001) para calibragem do modelo EFES e à taxa de depreciação encontrada por Oreiro et al (2004) e IEDI (2006).
A versão dinâmica do modelo ORANIG apresenta de forma bem detalhada o mecanismo de acumulação de capital; no entanto, uma característica da aplicação deste modelo conduziu à decisão de não adotar esta estrutura no modelo BLUE, mas sim o mecanismo do modelo MONASH. O ORANIG-RD faz a hipótese de que o investimento, o estoque de capital e o retorno do capital possuem a mesma estrutura. Isso acarreta que o mecanismo de acumulação seja interpretado de forma mais intuitiva na trajetória da economia até atingir o estado estacionário. Como o modelo BLUE utiliza estrutura do investimento diferente da estrutura do retorno do capital, problemas de avaliação neste sentido poderiam ocorrer.
No entanto, o mecanismo dinâmico aplicado ao mercado de trabalho do modelo MONASH e adotado no modelo BLUE é análogo à especificação realizada no ORANIG-RD. Este mecanismo corresponde aos processos de ajustamentos defasados do mercado de trabalho, que pode ser descrito pela seguinte equação simplificada:
(3.10)
em que W(t) e E(t) correspondem ao salário real e emprego, no ano t, respectivamente; Wf(t) e
Ef(t) são previsões do basecase dos salários reais e emprego, no ano t; e α é um parâmetro
positivo.
Este mecanismo é consistente com a hipótese de que os salários se ajustam para equilibrar o mercado de trabalho. Se o emprego estiver acima do seu nível previsto, então o salário real aumenta como parte do processo de ajustamento de equilíbrio.