Par a que a im plem ent ação de um a solução dest e t ipo t r aga, de fact o, benefícios reais par a as em pr esas são necessár ias vár ias condições. Assim um a gest ão do valor colaborat iv o im plica:
¾ A exist ência de análise de gest ão r igor osa de infor m ação de apoio à decisão.
¾ A infor m ação r eflect e com r igor as consequências e o im pact e das decisões.
¾ Os im pact os em qualquer pont o da cadeia são ident ificáv eis de form a clara par a qualquer pessoa desde que t enha aut or ização par a t er acesso a elas.
¾ A inform ação, que explicit a o im pact o das m udanças, pode ser m onit or izada ao longo de t oda a cadeia.
¾ É possível usar m eios inform át icos para criar st andar ds par a m edir o desem penho
¾ As aplicações est ão int er ligadas de m odo a for necer infr a est r ut ur as e m et odologias com uns par a a análise de desem penho.
5. Bibliografia
Mart in, John D., Pet t y, J. William ; Pet t y , William J.; Value Based Managem ent ; Oxfor d Univer sit y Pr ess; 2000
I ndust r y Week´ s The Value Chain: w ww .iw v aluechain.com
Value Chain Analysis Progr am ; www .engin.um ich.edu/ VCAP
Anexo R - Lei de Bases da Contabilidade Pública
Lei N.º 8/ 90 de 20 de Fever eir o
Ar t igo 1 º Obj e ct o
1- O r egim e financeir o dos ser viços e or ganism os da Adm inist r ação Cent r al e dos inst it ut os públicos que r ev ist am a form a de ser viços per sonalizados do Est ado e de fundos públicos, o cont r olo or çam ent al e a cont abilização das r eceit as e despesas obedecem aos pr incípios e nor m as const ant es da pr esent e lei.
2- Os ser viços e or ganism os da Adm inist r ação Cent r al e os inst it ut os públicos que r evest em a for m a de ser viços per sonalizados do Est ado e os fundos públicos são r efer idos nos ar t igos seguint es sim plesm ent e sob a expr essão «ser viços e or ganism os da Adm inist r ação Cent r al».
Ar t igo 2 º D e fin içã o
1. Os ser viços e or ganism os da Adm inist r ação Cent r al dispor ão, em r egr a, de aut onom ia adm inist r at iva nos act os de gest ão cor r ent e, t r aduzida na com pet ência dos seus dir igent es par a aut or izar a r ealização de despesas e o seu pagam ent o e par a pr at icar , no m esm o âm bit o, act os adm inist r at ivos definit ivos e execut ór ios. 2. Os act os de gest ão cor r ent e são t odos
aqueles que int egram a act ividade que os ser viços e or ganism os nor m alm ent e desenvolvem par a a pr ossecução das suas at r ibuições.
3. Excluem - se do âm bit o da gest ão cor r ent e os act os que envolv am opções fundam ent ais de enquadr am ent o da act ividade dos ser viços e or ganism os e, designadam ent e, que se t r aduzam na apr ovação dos planos e pr ogr am as de act ividades e r espect ivos r elat ór ios de execução ou na aut or ização par a a r ealização de despesas cuj o m ont ant e ou nat ur eza ult r apassem a nor m al execução dos planos e pr ogr am as apr ovados.
4. A com pet ência dos m em br os do Gover no inclui sem pr e os necessár ios poder es de dir ecção, super visão e inspecção, bem com o a pr át ica dos act os que excedam a gest ão cor r ent e, gar ant indo- se a int er venção dos ór gãos de planeam ent o com pet ent es sem pr e que est iver em causa a apr ovação dos planos e pr ogr am as incluídos no Plano de I nvest im ent o e Despesas de Desenv olvim ent o da Adm inist r ação Cent r al ( PI DDAC ) .
Ar t igo 3 º
Pa ga m e n t o da s de spe sa s e a u t or iz a çã o pa r a a libe r t a çã o de cr é dit os
1. O pagam ent o das despesas, incluindo as que são supor t adas por r eceit as consignadas, aut or izado pelos dir igent es dos ser viços, ser á efect uado pelos cofr es do Tesour o, m ediant e cheque sobr e ele em it ido ou or dem de t r ansfer ência de fundos ou ainda at r avés de cr édit o em cont a bancár ia, quando est a for m a se r evelar a m ais convenient e.
2. A aut or ização par a a liber t ação dos cr édit os necessár ios par a o pagam ent o ser á feit a m ensalm ent e, por cont a dos duodécim os das dot ações globais inscr it as no Or çam ent o do Est ado, e o r espect ivo pedido de aut or ização ser á acom panhado de m apas j ust ificat ivos adequados à efect ivação do cont r olo a que se r efer e o nº 4.
3. A concessão da aut or ização para a liber t ação de cr édit os depender á apenas da ver ificação de cabim ent o nos r espect ivos duodécim os e do cum pr im ent o da obr igação de r em essa dos m apas j ust ificat iv os e docum ent ação da despesa r elat ivos à gest ão or çam ent al j á efect uada. 4. Os m apas e a docum ent ação a que se
r efer em os núm er os ant er ior es ser vir ão de base ao cont r olo sist em át ico sucessivo de gest ão or çam ent al r efer ido no ar t igo 10º .
Ar t igo 4 º
Or ga n iz a çã o dos se r v iços e or ga n ism os
1. A or ganização dos ser viços e or ganism os dot ados de aut onom ia adm inist r at iva dever á r espeit ar pr incípios essenciais de unifor m idade, de m odo a assegur ar um a per m anent e visão de conj unt o da Adm inist r ação Pública e a per m it ir um cont r olo eficaz de gest ão.
2. Sem pr ej uízo do dispost o no núm er o ant er ior , a or ganização ser á flexív el, devendo adapt ar - se às necessidades sect or iais em que se enquadr ar o r espect ivo ser viço ou or ganism o.
Ar t igo 5 º
Con sign a çã o de r e ce it a s
Poder ão, em casos especialm ent e j ust ificados, ser consignadas r eceit as a ser viços sem aut onom ia financeir a, m ediant e por t ar ia conj unt a do m inist r o com pet ent e e do Minist r o das Finanças.
Ar t igo 6 º At r ibu içã o
1. Os ser viços e or ganism os da Adm inist r ação Cent r al só poder ão dispor de aut onom ia adm inist r at iva e financeir a quando est e r egim e se j ust ifique par a a sua adequada gest ão e, cum ulat ivam ent e, as suas r eceit as pr ópr ias at inj am um m ínim o de dois t er ços das despesas t ot ais, com exclusão das despesas co- financiadas pelo or çam ent o das Com unidades Eur opeias.
2. A at ribuição dest e r egim e de aut onom ia com fundam ent o na ver ificação dos r equisit os const ant es do núm er o ant er ior far - se- á m ediant e lei ou decr et o- lei.
3. O dispost o nos núm er os ant er ior es não é aplicável aos ser viços e or ganism os que t enham aut onom ia adm inist r at iva e financeir a por im per at ivo const it ucional.
4. Par a além do dispost o no nº 1, poder á ainda ser at r ibuída aut onom ia adm inist r at iva e financeir a em função de out r as r azões ponder osas expr essam ent e r econhecidas por lei ou decr et o- lei, nom eadam ent e as que se r elacionem dir ect am ent e com a gest ão de proj ect os do PI DDAC co- financiados pelo or çam ent o das Com unidades Eur opeias .
5. Par a efeit os do dispost o no nº 1, não são consider adas com o r eceit as pr ópr ias as r esult ant es de t r ansfer ências cor r ent es e de capit al do or çam ent o do Est ado, dos or çam ent os da Segur ança Social e de quaisquer ser viços e or ganism os da Adm inist r ação Cent r al, dot ados ou não de aut onom ia adm inist r at iva e financeira, bem com o do or çam ent o das Com unidades Eur opeias, quando, nest e últ im o caso, a r egulam ent ação com unit ár ia não dispuser em cont r ár io.
Ar t igo 7 º
Ce ssa çã o do r e gim e e x ce pcion a l
1. A não ver ificação dos r equisit os pr evist os no nº 1 do ar t igo ant er ior dur ant e dois anos consecut iv os det er m inar á, nos casos em que a aut onom ia adm inist r at iva e financeir a não foi r econhecida nos t er m os dos nº 3 e 4 do m esm o ar t igo, a cessação do r espect ivo r egim e financeir o e a aplicação do r egim e ger al de aut onom ia adm inist r at iva.
2. A const at ação da sit uação pr evist a no núm er o ant er ior ser á feit a com base no exer cício dos anos ant er ior es e a cessação do r egim e de aut onom ia adm inist r at iv a e financeir a ser á efect ivada m ediant e por t ar ia do Minist r o das Finanças, pr oduzindo os seus efeit os a par t ir do início do ano económ ico seguint e ao da publicação.
Ar t igo 8 º
Re a liz a çã o da s de spe sa s e a u t or iz a çã o do pa ga m e n t o
1. A r ealização das despesas r efer ent es aos ser viços e or ganism os dot ados de aut onom ia adm inist r at iva e financeir a ser á aut or izada
pelos r espect ivos dir igent es, os quais aut or izar ão t am bém o seu pagam ent o.
2. I ndependent em ent e do pr evist o no ar t igo 16º da Lei nº 86/ 89, de 8 de Set em br o, os ser viços dot ados de aut onom ia adm inist r at iva e financeira r em et er ão aos or ganism os com pet ent es do Minist ér io das Finanças os docum ent os necessár ios ao cont r olo sist em át ico sucessivo de gest ão or çam ent al, enviando t am bém aos ór gãos de planeam ent o com pet ent es os elem ent os indispensáveis ao cont r olo das despesas incluídas no PI DDAC.
Ar t igo 9 º
Pe r son a lida de j u r ídica e pa t r im ón io pr ópr io
Os ser viços e or ganism os dot ados de aut onom ia adm inist r at iva e financeir a dispor ão de per sonalidade j ur ídica e pat r im ónio pr ópr io.
Controlo de gestão orçamental
Ar t igo 1 0 º
Se r v iços e or ga n ism os com a u t on om ia a dm in ist r a t iv a
1. Par a além da verificação de cabim ent o a que se r efer em os nº 2 e 3 do ar t igo 3º , ser á efect uado um cont r olo sist em át ico sucessivo da gest ão or çam ent al dos ser viços e or ganism os com aut onom ia adm inist r at iva, o qual incluir á a fiscalização da confor m idade legal e r egular idade financeir a das despesas efect uadas, abr angendo ainda a análise da sua eficiência e eficácia.
2. Est e cont r olo sucessivo ser á feit o com base nos m apas j ust ificat iv os e docum ent ação de despesa r em et idos e poder á envolv er um a ver ificação dir ect a da cont abilidade dos pr ópr ios ser viços e or ganism os.
3 . Os r esult ados do cont r olo efect uado
const ar ão de r elat ór ios de gest ão or çam ent al, que ser ão r em et idos ao m inist r o com pet ent e e ao Minist ro das Finanças e, quant o ao PI DDAC, t am bém ao Minist r o do Planeam ent o e da Adm inist r ação do Ter r it ór io, podendo ser solicit ada a r ealização de um a inspecção aos ser viços ou or ganism os.
Ar t igo 1 1 º
Se r v iços e or ga n ism os dot a dos de a u t on om ia a dm in ist r a t iv a e fin a n ce ir a
1. A fiscalização da gest ão or çam ent al dos ser viços e or ganism os dot ados de aut onom ia adm inist r at iva e financeir a ser á efect uada at r avés de um sist em a de cont r olo sist em át ico sucessivo, m ediant e a análise dos elem ent os a que se r efer e o nº 2 do ar t igo 8º e, quando necessár io, a ver ificação dir ect a da cont abilidade dos pr ópr ios ser viços e or ganism os.
2. Est e cont r olo abr anger á a r egular idade financeir a e a eficiência e eficácia das despesas efect uadas.
3. Ser á ainda assegur ado o j ulgam ent o das cont as pelo Tr ibunal de Cont as.
Ar t igo 1 2 º
M e ios de fisca liz a çã o in t e r n a
1. Os ser viços e or ganism os dot ados de aut onom ia adm inist r at iva e financeir a dever ão dispor de m eios de fiscalização int er na t ecnicam ent e independent es dos r espect ivos ór gãos de dir ecção.
2. No caso de ocor r er a cessação pr ev ist a no ar t igo 7º , as com pet ências dos ór gãos de fiscalização int er na t r ansit am par a os or ganism os encar r egados do cont r olo a que se r efer e o ar t igo 10º .
Ar t igo 1 3 º
Pode r de r e qu isiçã o e d e v e r de cola bor a çã o
1. Os ór gãos com pet ent es par a efect uar o cont r olo de gest ão or çam ent al poder ão ver ificar e r equisit ar t odos os pr ocessos e docum ent os r espeit ant es à gest ão or çam ent al efect uada.
2 . Os ser viços e or ganism os da Adm inist r ação
cent r al t êm o dever de pr est ar t oda a colabor ação indispensável à plena efect ivação do cont r olo sist em át ico de gest ão or çam ent al.
Con t a biliz a çã o da s r e ce it a s e de spe sa s Ar t igo 1 4 º
Sist e m a s de con t a bilida de
1. O sist em a de cont abilidade dos ser viços e or ganism os com aut onom ia adm inist r at iva ser á unigr áfico, devendo ser or ganizada um a cont abilidade analít ica indispensáv el à avaliação dos r esult ados da gest ão.
2. O sist em a de cont abilidade dos ser viços e or ganism os dot ados de aut onom ia adm inist r at iva e financeira ser á digr áfico e m oldado no Plano Oficial de Cont abilidade ( POC ) , no plano de cont as especialm ent e aplicável às inst it uições bancár ias ou ainda nout r o plano de cont as oficial adequado.
Ar t igo 1 5 º
Con t a bilida de de ca ix a e com pr om issos
Os sist em as de cont abilidade aplicáv eis aos ser viços e or ganism os da Adm inist r ação Cent r al dever ão pr ever , a par de um a cont abilidade de caix a, um a cont abilidade de com pr om issos ou encar gos assum idos aquando do or denam ent o das despesas.
N or m a s ge r a is e t r a n sit ór ia s Ar t igo 1 6 º
Aplica çã o a os a ct u a is se r v iços e or ga n ism os com a u t on om ia
a dm in ist r a t iv a e fin a n ce ir a
1. O r egim e de aut onom ia adm inist r at iva e financeir a dos ser viços e or ganism os da Adm inist r ação Cent r al ex ist ent es à dat a da ent r ada em vigor da pr esent e lei e que não t enham obt ido r eceit as pr ópr ias no m ínim o de 50% das despesas t ot ais nos anos económ icos de 1988 e 1989 cessar á com efeit os a par t ir de 1 de Janeir o de 1991.
2. Except uando- se do dispost o no núm er o ant er ior os ser viços e or ganism os r efer idos no nº 3 do ar t igo 6º .
3. Do cálculo das despesas t ot ais ser ão excluídas as despesas co- financiadas pelo or çam ent o das Com unidades Eur opeias e não ser ão consider adas com o r eceit as pr ópr ias as definidas no nº 5 do ar t igo 6º da pr esent e lei. 4. A cessação da aut onom ia financeir a ser á efect ivada m ediant e por t ar ia do Minist r o das Finanças.
Ar t igo 1 7 º
I n for m a t iz a çã o e for m a çã o do pe ssoa l
1. Ser á pr om ovida a com plet a infor m at ização do sist em a de gest ão or çam ent al da Adm inist r ação Pública, bem com o a for m ação do pessoal envolvido da aplicação da r efor m a or çam ent al e de cont abilidade pública.
2. Os ser viços e or ganism os exist ent es à dat a da ent rada em vigor dos diplom as a que se r efer e o ar t igo seguint e dever ão ar t icular a infor m at ização do seu sist em a de cont abilidade e a for m ação do seu pessoal com as m edidas const ant es do núm er o ant er ior no pr azo de dois anos a cont ar daquela dat a.
Ar t igo 1 8 º
Le gisla çã o com ple m e n t a r
No pr azo de 180 dias ser á publicada a legislação com plem ent ar necessár ia à execução dest e diplom a, designadam ent e quant o ao r egim e financeir o dos ser viços e or ganism os com aut onom ia adm inist r at iva, ao r egim e financeir o dos fundos e ser viços aut ónom os, pagam ent os das despesas pelo Tesour o e adapt ação da est r ut ur a or gânica dos ser v iços env olvidos na aplicação da pr esent e lei.
Anexo S – Regime de Administração Financeira do Estado
D e cr e t o- Le i n º 1 5 5 / 9 2 de 2 8 de Ju lh o
O pr esent e decr et o- lei finaliza a ar quit ect ur a legislat iv a da reform a or çam ent al e de cont abilidade pública, pela qual se est abelece um novo r egim e de adm inist r ação financeir a do Est ado.
O pr im eir o passo legislat ivo par a est a r efor m a est r ut ur al foi dado com a r evisão das bases cont idas nos novos ar t igos 108º a 110º da Const it uição: um a alt er ação da est r ut ur a do Or çam ent o e dos pr incípios e m ét odos de gest ão or çam ent al
A nova Lei de Enquadr am ent o do Or çam ent o do Est ado, Lei nº 6/ 91, de 20 de Fever eir o, veio desenvolver est es pr incípios, gar ant indo a sua com plet a r ealização, r efor m ulando o sist em a de execução or çam ent al, r efor çando a r esponsabilidade por essa execução e pr evendo um a nova Cont a Ger al do Est ado, cuj a est r ut ur a coincide, no essencial, com a do Or çam ent o, de m aneir a a per m it ir um a fácil e clar a leit ura e, por t ant o, um a m elhor apr eciação polít ica pelo Par lam ent o.
Por seu t ur no, a Lei de Bases da Cont abilidade Pública, Lei nº 8/ 90, de Fev er eir o, cont ém o r egim e de adm inist r ação financeir a do Est ado, dest inado a subst it uir o sist em a de cont abilidade pública que ainda é, no essencial, o que hav ia sido int r oduzido pelas reform as de 1928- 1929 a 1930- 1936.
A r ealização e o pagam ent o das despesas deix am de est ar suj eit os ao sist em a de aut or ização pr évia pela Dir ecção- Ger al da Cont abilidade Pública, confer indo- se assim m aior aut onom ia aos ser viços e or ganism os da Adm inist r ação Pública.
Com efeit o, ela passa a funcionar de acor do com o pr incípio const it ucional da desconcent r ação, podendo os seus dir igent es gerir os m eios de que dispõem para a realização dos obj ect iv os definidos pela