Faktör 3: Fiyat; bu faktör bir değişkenle ifade edilmektedir.
6.14. Ailede Zehirlenme Durumu
As festas juninas brasileiras foram igualmente trazidas pelos portugueses ao país durante a colonização, sendo estas provenientes da confluência de elementos de ritos pagãos e católicos relacionados ao culto da natureza e a práticas mágico religiosas. Segundo Jadir de Morais Pessoa, as festas juninas guardam relação com antigos cultos aos “espíritos das árvores”, responsáveis pelo crescimento e fortalecimento das plantações.
O modo mais antigo e mais comum de se prestar homenagens aos “espíritos das árvores” é cortar uma delas no bosque e levá-la para o centro da aldeia, onde será erguida em meio à alegria geral. O objetivo é atrair o espírito frutificante da vegetação, tanto para a população, como para o rebanho (...). Há dois costumes nas festas populares no Brasil que lembram muito bem essas práticas mágico-religiosas. São o erguimento do mastro nas festas juninas e o “pau-de-fitas”, com danças e cânticos ao seu redor (PESSOA, 2007, p. 38).
Dentro deste contexto, Pessoa evidencia que, além desta ancestralidade, as festas juninas nacionais guardam relação com o desenvolvimento de atividades destinadas à sobrevivência, próprias das sociedades camponesas. Este tipo de festejo estaria relacionado, segundo Pierson, “ao ciclo produtivo vivido pelo agricultor, ocorrendo em um período no qual diminuem as atividades agrícolas; espaço entre o fim da colheita e o início de um novo plantio” (PIERSON apud SOUZA, 2007, p. 98). Neste sentido, “o que há de correspondente
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nas festas juninas é a existência de comidas e bebidas à base de produtos agrícolas de época: amendoim, gengibre, jerimum, milho, (...) e outros” (PESSOA, 2007, p. 39). 16
No que diz respeito ao estilo festivo, as festas juninas fazem parte do ciclo católico cristão, mas correspondem àquelas “que possuem a mais tênue ligação com a igreja” (SOUZA, 2007, p. 98). A maioria das pessoas não apregoa um significado religioso a essas festividades, pois, mesmo estando ligadas à celebração e homenagens a santos, “trata-se de festas eminentemente seculares”, organizadas e realizadas por pessoas não necessariamente ligadas à igreja (PIERSON apud SOUZA, 2007, p. 98).
Historicamente, as festas juninas têm sua origem ligada à celebração do solstício de verão no hemisfério norte, festa pagã celebrada no dia 24 de junho, posteriormente incorporada pela igreja católica que passa então a celebrá-la em homenagem a São João. No hemisfério sul, a festa adaptada comemora o solstício de inverno, celebrando diferentes santos cristãos a partir da apropriação deste festejo por parte da igreja católica, transformando, desta forma, o mês de junho na comemoração de São João, São Pedro e Santo Antônio.
As festas juninas, no entanto, incorporaram diferentes elementos em todo o mundo, transformando-se, no caso brasileiro, numa “festa caipira”, doméstica e comunitária, onde se dança quadrilha e a presença de um leigo “sacerdote” é solicitada somente para realizar um falso casamento. Segundo Pessoa, em boa medida, o que ocorreu foi a transferência desta festa tipicamente camponesa “para os pátios dos colégios e das igrejas, na cidade, tomando a forma de quermesse ou simplesmente “festa junina”. É bem verdade, também, que ela perdeu a sua gratuidade, tornando-se marcadamente uma festa de arrecadação de fundos” (PESSOA, 2007, p. 42).
Dentro desta perspectiva, as festas juninas hoje possuem também um significado e um sentido comercial, pois auxiliam as comunidades e os grupos envolvidos em sua construção a levantar verbas para fins determinados, como melhorias em escolas e reformas das igrejas das pequenas cidades que muitas vezes dependem deste dinheiro para realização de obras necessárias. Assim também, o caráter lúdico atribuído a estas festas atualmente, liga o seu significado às crianças, ao caipira engraçado, à brincadeira de roda e às músicas e comidas típicas que fazem menção à gente do campo.
16 As festas ju i as a F a ça do s ulo XVIII i luía , segu do Souza , os assa es de gatos, ua do estes eram atirados dentro das tradicionais fogueiras e sacrificados de diferentes formas. Na descrição de Elias (1994, 201), a populaç o se eu ia, úsi a sole e e a to ada e, so u a esp ie de fo a, e guia-se uma pira e o e. E seguida, u sa o ou u a esta o te do os gatos e a pe du ado a fo a . Ati a o jetos gi os dentro delas – e os gatos eram vistos como tal – era visto, de qualquer forma, como uma maneira de conseguir
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Muitos autores, no entanto, atribuem um sentido pejorativo a esse tipo de festejo, em vista das adaptações feitas e das brincadeiras relacionadas à figura do caipira. Nós, ao contrário dessa visão, acreditamos, tal com Jadir de Morais Pessoa que
(...) temos, no dia da apresentação da quadrilha, uma “permissão” social para invertermos nossa rotina urbana e assim, envoltos em gracejos e até em elogios pela performance, sermos o caipira que gostaríamos de poder ser. Então, em vez de explorado nas nossas brincadeiras, o homem do campo, sábio no seu conhecimento profundo de todas as formas de vida e religiosamente integrado à fecundidade das plantas e dos animais, está é gritando, suplicando para não morrer dentro de nós (PESSOA, 2007, p. 42). As festas juninas nacionais fazem, assim, parte do ciclo de festas católicas brasileiras, compondo o seu calendário festivo. Suas características e significados ganharam novas formas ao longo do tempo, tendo sido incorporadas pelos grandes centros urbanos e adaptadas ao modo contemporâneo de vivenciar algumas tradicionais festas camponesas. A permanência deste festejo, a exemplo de outros que também foram modificados em razão das novas necessidades sociais, não simboliza o fim de tradições rurais em vista de suas inovações; trata-se, ao contrário, das possibilidades interpretativas de novas leituras e identificações culturais que se abrem e que são produto do trânsito mais intenso entre estilos de vida rural e urbano.