2.5. Etik Davranış İlkeleri
2.5.1. Adalet
pequena empresa, observa-se que as decisões normalmente são tomadas com base na intuição e experiência do empresário dirigente. Essas características típicas demonstram em parte por que muitas empresas de pequeno porte encerram suas atividades antes de completar um ano de vida. Dessa forma, o dirigente da pequena empresa precisa se conscientizar que o gerenciamento das informações internas e externas na empresa aumenta a possibilidade de sobrevivência e sucesso do negócio.
3.3.1 Proposta apresentada por MORAIS (1999)
Para a autora os processos para desenvolver um sistema de informação estratégica, que ela chama de sistema de inteligência competitiva (SIC), devem
20
ROTHWELL, R.; ZEGVELD, W. (1978). Small and Medium Sized Manufacturing Firms: Their Role
and Problems in Innovation-Government Policy in Europe, the U.S.A, Canada, Japan and Israel, Report to the Six Countries Programme on Innovation, TNO, Delft, Netherlands.
considerar o porte das empresas e o componente custo, pois, os empreendedores de pequeno porte apresentam algumas peculiaridades:
Não estão conscientes da importância do gerenciamento da informação;
Não dispõem de recursos financeiros para criar unidades especializadas em informação nas suas empresas;
Não dispõem de tecnologias e de cultura do uso da informação; São consumidores de informação ofertados por empresas de pesquisa.
Dessa forma, ela propõe como forma de viabilizar o SIE, a associação entre empresas em caráter setorial, por segmento ou abrangência regional. O modelo sugerido de SIE deve atender a um grupo significativo de empresas onde serão compartilhados custos, benefícios e procedimentos, sem implicar na divisão dos resultados obtidos. As seguintes características são sugeridas: “ser simples; ser veloz no seu desenvolvimento; estar estruturado para atender grupos de empresas de segmentos similares ou correlatos; permitir subprodutos em cada uma das etapas do processo” (MORAIS, 1999, p.35). Além das características, é proposto, também, que no momento de modelagem do SIE, seja contemplada a seguinte estrutura básica: necessidade de informação harmonizada; SIE como processo coletivo; ganhos de competitividade; subsídio para a tomada de decisão.
Após a implantação do SIE, os principais benefícios que se espera alcançar são: minimização dos riscos nos processos de tomada de decisão; incorporação da postura estratégica e da visão prospectiva; melhor conhecimento da posição competitiva das empresas; identificação de alianças estratégicas e antecipação dos sinais de mudanças do ambiente empresarial. Assim, o SIE deverá produzir para a pequena empresa um mapa de informação sobre o ambiente externo e interno, “a partir de métodos práticos e adequados às especificidades da organização de tal porte, que atendam duas características imprescindíveis: velocidade de resposta e custo” (MORAIS, 1999, p.38).
3.3.2 Proposta apresentada por DALFOVO e RODRIGUES (1998)
A proposta dos autores é fruto de pesquisa realizada nas pequenas e médias empresas (PMEs) do setor têxtil de Blumenau, Santa Catarina.
Em visita às empresas foram observados problemas elementares de coleta, processamento e oferta de informações pelos sistemas informatizados. Os sistemas existentes nas empresas produziam relatórios de formatação complicada, eram pobres
em informações e desestruturados (sem sumarizações e totalizações), demonstrando uma desatenção com a arquitetura dos sistemas e influenciando negativamente a qualidade das decisões. Na opinião dos autores, “a utilização adequada de informações, obtidas através de um sistema de informação bem estruturado, facilita ao executivo a tomada de decisão e o posicionamento estratégico da empresa” (DALFOVO e RODRIGUES, 1998, p.45).
Para solucionar tal problema foi proposto um sistema de informação estratégica para tomada de decisão nas PMEs, a partir do entendimento das empresas do que é um sistema de informação e uma decisão estratégica; quais delas utilizam sistema de informações e como foi estruturado e quais as principais informações necessárias ao desenho do SIE.
Deve ser considerado, também, que a implantação da nova tecnologia nas empresas iria afetar aspectos estruturais, processuais, comportamentais e de desempenho organizacional. Dessa forma, a visão e a tomada de decisão estratégica só será possível a partir da integração desses elementos. Conseqüentemente, “faz-se necessário desenhar um modelo que contenha tais elementos e aponte suas relações de peso” (DALFOVO e RODRIGUES, 1998, p.45).
O primeiro passo na determinação do modelo é a identificação do cenário com as respectivas demandas por informações das empresas. Para isso foram coletados os seguintes dados:
A existência de sistemas de informação (46% das empresas não possuíam sistema de informação – formal ou informal);
Dados do ambiente externo e interno (60% das empresas não coletavam dados dos concorrentes e 45% sobre os consumidores; internamente, 50% das informações coletadas são da área administrativa/financeira);
Existência de informação dispersa internamente nas empresas (apenas em 23% das empresas a informação circulava organizadamente);
Recebimento de informações estratégicas em tempo hábil (apenas 15% dos executivos recebiam informações no tempo desejado);
Confiabilidade das informações estratégicas que circulavam internamente nas empresas (41% dos respondentes indicaram receber informações confiáveis);
Corporatividade e integração das informações estratégicas (apenas 23% dos respondentes afirmaram que as informações são corporativas).
Ficou constatado através dos dados coletados que os sistemas de informação não estavam sendo adequadamente utilizados para tomada de decisão estratégica. Existia uma forte resistência ao uso do computador.
Dessa forma, foi proposto inicialmente pelos autores um programa de sensibilização e treinamento acerca do uso de microcomputadores e sistemas de informações, para acabar com a resistência ao uso da tecnologia. E o Modelo de Sistema de Informação deve ter uma arquitetura corporativa com as seguintes características básicas:
Manuseio simplificado – apresentar informações em formato de gráficos e figuras; Baixa complexidade estrutural – nível de complexidade da estrutura do sistema; Alta flexibilidade – deve atender às características de organização estrutural das
PMEs;
Arquitetura conceitual “down-up” – atender as características do negócio têxtil; Alta versatilidade e funcionalidade – capacidade de integrar e processar informações
internas e externas.
Para o atendimento das características acima, a arquitetura do sistema deve conter dois grandes blocos: dados operacionais internos e informações externas. “Por fim, é preciso um monitoramento constante dos rumos das estratégias, da competitividade e das tecnologias da empresa” (DALFOVO e RODRIGUES, 1998, p.56).