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Üretime Sevkin Azalan Olduğu Durumda Yöntemler

6. STOK DEĞERLEME YÖNTEMLERİNİN MALİ TABLOLARA ETKİSİ 59

6.2. Ortalama Maliyet ve FİFO Yöntemlerinin Karşılaştırmalı Analizi

6.2.3. Üretime Sevkin Azalan Olduğu Durumda Yöntemler

Importa esclarecer desde logo que salário-de-contribuição e salário-de- benefício são conceitos distintos, embora, no mais das vezes, exigem análise conjunta.

Tendo em vista que o trabalhador, tanto quanto o empregador, deve recolher suas respectivas contribuições previdenciárias, o salário-de-contribuição corresponde ao montante (valor) que servirá de base de cálculo daquela contribuição.

Com a clareza que lhes é peculiar, Castro e Lazzari afirmam que

O salário-de-contribuição é o valor que serve de base de cálculo para a incidência das alíquotas das contribuições previdenciárias dos segurados, à exceção do segurado especial. É um dos elementos de cálculo da contribuição previdenciária; é a medida do valor com a qual, aplicando-se a alíquota de contribuição, obtém-se o montante da contribuição dos segurados empregados, incluindo os domésticos, trabalhadores avulsos, contribuintes individuais e, por extensão, os segurados facultativos50.

48 HARADA, Kiyoshi. Contribuições sociais: doutrina e prática. São Paulo: Atlas, 2015, p. 73. 49 Trata-se da ADI nº 3105, Relatora Min. Ellen Gracie/ Acórdão Min. Cesar Peluso, DJ de 18.2.2005.

50 CASTRO, Carlos Alberto Pereira de. LAZZARI, João Batista. Manual de direito previdenciário. 15. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2013, p. 241.

Acima já nos manifestamos no sentido de que, por expressa disposição constitucional (§ 3º do art. 201), todos os salários-de-contribuição considerados para o cálculo de benefício serão devidamente atualizados na forma da lei. Trata- se de regra de suma relevância para o segurado, a fim de que possa ter benefício de maior valor, na medida em que os efeitos nefastos da inflação poderiam corroer seu poder aquisitivo com o passar do tempo.

Considerando o objeto de estudo deste trabalho, interessa-nos investigar o que se entende por salário-de-contribuição para o segurado empregado.

A definição de salário-de-contribuição para o empregado consta do inciso I do art. 28 da Lei nº 8.212/91, o qual merece transcrição literal pela relevância que assume:

Art. 28. Entende-se por salário-de-contribuição:

I - para o empregado e trabalhador avulso: a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente prestados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa;

(...)

O empregado que tiver dois ou mais empregos concomitantes, estará obrigado a contribuir relativamente a cada um deles, sempre observando os limites mínimo e máximo de contribuição.

A contribuição previdenciária do empregado será descontada pelo empregador, o qual assume o papel de responsável tributário, sem perder de vista o fato de que as contribuições para a Previdência são espécie do gênero tributo.

O desconto da contribuição do trabalhador e o não repasse pelo empregador importa crime de apropriação indébita previdenciária (art. 168-A do Código Penal). Do mesmo modo, o empregador que não incluir em folha todas as parcelas salariais do empregado integrantes do salário-de-contribuição (p.ex. salário “por fora”), estará cometendo crime de sonegação de contribuição previdenciária (art. 337-A do Código Penal).

Questão controvertida diz respeito aos casos em que o empregador não descontou a contribuição do empregado ou mesmo quando as descontou em desacordo com a legislação de regência. Quem deve ficar responsável pelo adimplemento dessas contribuições em eventual reclamação trabalhista quando o empregado tem direito a verbas de natureza salarial?

A respeito do tema em análise, em maio/2008 o TST editou a OJ-SDI1- 363, a qual possui a seguinte redação:

OJ-SDI1-363 - DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS. CONDENA-ÇÃO DO EMPREGADOR EM RAZÃO DO INADIMPLEMENTO DE VERBAS REMUNERATÓRIAS. RESPONSABILIDADE DO EMPRE-GADO PELO PAGAMENTO. ABRANGÊNCIA (DJ 20, 21 E 23.05.2008) A responsabilidade pelo recolhimento das contribuições social e fiscal, resultante de condenação judicial referente a verbas remuneratórias, é do empregador e incide sobre o total da condenação. Contudo, a culpa do empregador pelo inadimplemento das verbas remuneratórias não exime a responsabilidade do empregado pelos pagamentos do imposto de renda devido e da contribuição previdenciária que recaia sobre sua quota-parte. (grifamos)

Acreditamos não ser adequada a orientação do TST sobre a matéria, uma vez que há norma legal em sentido contrário. O § 5º do art. 33 da Lei nº 8.212/91 é expresso no sentido de que:

§ 5º O desconto de contribuição e de consignação legalmente autorizadas sempre se presume feito oportuna e regularmente pela empresa a isso obrigada, não lhe sendo lícito alegar omissão para se eximir do recolhimento, ficando diretamente responsável pela importância que deixou de receber ou arrecadou em desacordo com o disposto nesta Lei. (grifamos)

Nesta linha de ideias, perfilhamos nosso entendimento com Ivani Contini Bramante quando essa assevera que:

A empresa fica diretamente responsável pelo recolhimento das contribuições previdenciárias, referentes ao período em que reconhecido o labor, uma vez que se omitiu quanto ao devido registro em CTPS e oportuna arrecadação (artigo 121, II CTN, e artigos. 30, I, e 33, parágrafo 5º, da Lei 8212/91)51.

51 BRAMANTE, Ivani Contini. Reconhecimento de vínculo empregatício e obrigações

Prosseguindo na análise do tema objeto desse tópico, assim como ocorre com o salário-de-benefício, aqui também há limites mínimo e máximo de salário- de-contribuição. Ou seja, o empregado estará obrigado a contribuir sobre um limite mínimo, mas não estará obrigado a contribuir em valor superior ao limite máximo (teto previdenciário).

O limite mínimo do salário-de-contribuição do empregado corresponde ao piso salarial, legal ou normativo, da categoria ou, inexistindo este, ao salário mínimo, tomado no seu valor mensal, diário ou horário, conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o mês (§ 3º do art. 28 do Plano de Custeio).

Conforme visto acima, aqui também o limite máximo do salário-de- contribuição é de R$ 4.663,75 (para o ano de 2015). Não mais subsiste antigas regras que limitavam o salário-de-contribuição a determinada quantidade de salários mínimos (5, 10 e 20 salários mínimos). Atualmente o teto do Regime Geral de Previdência Social – RGPS tem um valor específico, não mais sendo mensurado em número de salários mínimos.

Interessante pontuar que tais limites não se aplicam em relação às contribuições do empregador, exceto o empregador doméstico.

Estamos a dizer que, caso determinado empregado tenha um salário-de- contribuição equivalente a 10 mil reais, a contribuição previdenciária do obreiro tomará por base o teto do RGPS (R$ 4.663,75), ao passo que a contribuição do empregador incidirá sobre os 10 mil, haja vista que a quota patronal incide sobre o total da folha de salários (art. 195, I, “a” da CF/88).

O décimo-terceiro salário (gratificação natalina) integra o salário-de- contribuição, exceto para o cálculo de benefício. Tal regra implica dizer que o empregado verterá contribuições para o sistema durante os 12 meses do ano, acrescida de mais uma relativa ao 13º terceiro salário, totalizando 13 contribuições no ano. Entretanto, quando do cálculo do salário-de-benefício (média dos 80% maiores), aquela contribuição relativa ao 13º salário não será levada em conta.

http://www.trtsp.jus.br/geral/tribunal2/LEGIS/CLT/Doutrina/ICB_09_11_07_01.html, Acesso em 10.3.2015.

Como regra, os benefícios previdenciários não integram o salário-de- contribuição, ou seja, sobre o valor do benefício que o empregado estiver recebendo, não haverá incidência de contribuição previdenciária, exceto quanto ao salário-maternidade.

Aliás, é bom que se diga que o salário-maternidade da segurada empregada e da trabalhadora avulsa é o único benefício da Previdência que pode superar o teto do RGPS, estando limitado apenas ao subsidio mensal dos Ministros do STF, na forma do que dispõe o art. 248 da CF/88, com redação dada pela EC 20/9852.

A contribuição do empregado é calculada mediante a aplicação da correspondente alíquota, de forma não cumulativa, sobre o seu salário-de- contribuição mensal, de acordo com a seguinte tabela:

Salário-de-contribuição (R$) recolhimento ao INSS (%) Alíquota para fins de

Até 1.399,12 8,00

de 1.399,13 até 2.331,88 9,00

de 2.331,89 até 4.663,75 11,00

Referida tabela consta do Anexo II da Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, de 09 de janeiro de 2015 - DOU de 12/01/2015. Os valores valem a partir de 1º de janeiro de 2015, tendo sido reajustados em 6,23% (seis inteiros e vinte e três décimos por cento).

Exemplo de aplicação da tabela: Carlos recebeu salário do seu empregador no importe de R$ 2.600,00. O valor da contribuição previdenciária a ser descontada do empregado será de R$ 234,00 (9% de 2.600,00). Nesse mesmo exemplo, caso o valor do salário de Carlos for de R$ 6.500,00, sua contribuição previdenciária será calculada sobre o teto do RGPS, perfazendo o importe de R$ 513,01 (11% de 4.663,75)53.

52 Acerca do valor do salário-maternidade, remetemos o ilustre leitor ao item 3.2.3.2.5, no qual fazemos uma análise mais detalhada das regras aplicáveis ao benefício.

53 O valor de R$ 513,01 corresponde ao valor máximo de contribuição previdenciária a ser descontado de um segurado empregado, considerando a tabela vigente em 2015.

A contribuição previdenciária do empregador, em regra, corresponde a 20% (vinte por cento) calculados sobre o total da folha de salários, sem limitação no teto do RGPS54. No exemplo, a quota previdenciária do empregador será de R$ 1.300,00 (20% de 6.500,00), considerando que nesta empresa só tenha o empregado Carlos.

Adicionalmente, a empresa também deverá recolher a alíquota de 1%, 2% ou 3% a título de Seguro Acidente de Trabalho (SAT), em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho. Esses percentuais são calculados sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas, no decorrer do mês em relação ao segurado empregado e trabalhadores avulsos.