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Bu bilgiler Brown Üniversitesi Kütüphanesi ve Providence Journal’dan alınmıştır Ayrıca yazının hazırlandığı 1937 yılında yaşayan ilk göçmenler ile de görüşmeler yapılmıştır Önemine binaen

A ERMENİLERİN AMERİKA’YA YERLEŞMESİ

81 Bu bilgiler Brown Üniversitesi Kütüphanesi ve Providence Journal’dan alınmıştır Ayrıca yazının hazırlandığı 1937 yılında yaşayan ilk göçmenler ile de görüşmeler yapılmıştır Önemine binaen

O manejo de ecossistema naturais ou antrópicos é feito com base em experiências historicamente acumuladas e em práticas oriundas de conceitos científicos, assim, partindo-se de diferentes abordagens científicas, diferentes resultados e objetivos podem ser alcançados.

Um paradigma é o modo de uma ciência ver o mundo. Envolve observações que levam a suposições empíricas, ditando os questionamentos e as abordagens científicas. Os paradigmas da ecologia têm sofrido grandes transformações que conseqüentemente implicam também em mudanças nas estratégias de manejo dos recursos naturais (Pickett & Ostfeld, 1995).

É fundamental, portanto, esclarecer em que bases da teoria ecológica este trabalho foi desenvolvido e estabelecer as relações entre o novo paradigma da ecologia e

o manejo ecossistêmico ou manejo adaptativo em microbacias hidrográficas (mesoescala) de uso agrícola.

Neste aspecto, é também interessante estabelecer algumas análises considerando os agroecossistema (microescala), já que este se baseia em princípios ecológicos e na compreensão dos ecossistemas naturais (Gliessman, 2001).

O paradigma clássico da ecologia considera a idéia do Balanço da Natureza, sugerindo que sistemas naturais são fechados e auto-reguláveis (Pickett & Ostfeld, 1995).

A microbacia hidrográfica, componente da mesoescala, é um sistema natural aberto, que interage com agentes externos aos seus limites geográficos. Então, um estudo nesta área seria deficiente se conduzido por essas suposições. Existe na microbacia um fluxo interno e externo de energia, nutrientes, poluentes, organismos e materiais diversos, além de uma interação dos ciclos naturais. Por isso, não se poderia preservar a água e os recursos naturais de uma microbacia apenas isolando-a, pois o ciclo hidrológico, os processos físicos e químicos do solo, a dinâmica da flora e fauna sofrem influências de agentes controladores que muitas vezes estão além dos divisores de águas.

Da mesma forma ocorre com os agroecossistemas que fazem parte da microbacia e são também sistemas abertos, onde parte da energia recebida de diversas formas, inclusive pelo uso de insumos químicos, é levada para fora do sistema através das colheitas (Altieri, 2002; Gliessman, 2001).

O paradigma clássico enfatiza também o ponto de equilíbrio estável dos sistemas ecológicos e acredita na sucessão como processo determinístico (Pickett & Ostfeld, 1995). Estudos, entretanto, demonstram que não há um único estado clímax, um estado estável para os sistemas naturais, por exemplo, para as formações vegetais, nem tampouco uma rota fixa para alcançá-lo em caso de ocorrer alguma mudança. Existe um mosaico de situações e estados naturais persistentes estabelecidos por acontecimentos históricos no interior ou entorno deles e os caminhos e fases da sucessão ecológica são específicos e individuais.

Ainda contrariando premissas do paradigma clássico, a visão do novo paradigma da ecologia é de que as perturbações naturais não são eventos excepcionais e de que o homem não deve ser excluído enquanto fator ecológico normal (Pickett & Ostfeld, 1995), o que também é confirmado pelos estudos dos processos naturais na microbacia hidrográfica.

Os distúrbios naturais são inerentes ao sistema e a ordem em que ocorrem determinam o estado, a composição, a estrutura dos recursos naturais da microbacia. A ação humana na microbacia hidrográfica e nos agroecossistemas é de grande importância, está inserida no sistema, e é representada, sobretudo, neste caso, através da prática da agricultura, portanto não pode ser excluída dele. A inserção da agricultura neste contexto reforça todos os aspectos já discutidos e refutados do paradigma clássico da ecologia. O uso dos recursos naturais para a produção de bens demandados pela sociedade potencializa os distúrbios e os fluxos de organismos (pragas e doenças, por exemplo) e compostos químicos (adubação, calagem, defensivos químicos, etc ).

É relevante também salientar que num Plano de Manejo Integrado de Microbacias Hidrográficas as perturbações naturais, tanto de origem interna como externa à microbacia, como cheias, secas, incêndios etc, devem ser previstas. Por exemplo, enchentes que podem prejudicar a passagem em estradas que, inadequadamente, atravessam cursos d’ água ou a zona ripária; as ações para a preservação e a recuperação de áreas com vegetação natural precisam considerar a possibilidade de invasão de fogo, tradicionalmente usado em lavouras canavieiras. Além disso, é importante na recuperação da mata ciliar ser considerado o processo de sucessão, isto é, manejar e conservar os processos e a dinâmica da floresta.

As limitações do paradigma clássico clamam por um novo paradigma da ecologia, que é representado pela idéia de “Fluxo da Natureza”. O termo fluxo destaca a variação, a fluidez e as transformações nos sistemas naturais.O novo paradigma da ecologia reconhece que os sistemas são abertos, regulados por eventos que podem ser originários no exterior dos seus limites, neles os pontos de equilíbrio estável são raros, são afetados por distúrbios naturais e incorporam as ações humanas e seus efeitos (Pickett & Ostfeld, 1995).

Desta forma, a elaboração de um Plano de Manejo Integrado de Microbacias Hidrográficas, que inclua o monitoramento ambiental, não pode ignorar o paradigma contemporâneo da ecologia para que seu direcionamento científico e suas estratégias de manejo não negligenciem a dinâmica, as conexões, os fluxos, as estruturas dos sistemas ambientais.

A idéia de fluxo natural tem sido sedimentada através do conceito de manejo adaptativo. Sob esta estratégia, as metas dos planos de manejo são articuladas através do uso de um modelo do sistema que deve incorporar os componentes, as interações, e as prováveis flutuações. Então, técnicas apropriadas são aplicadas ao sistema, os resultados monitorados, e as táticas, ou até mesmo as metas, são modificadas de acordo com as respostas do sistema. Em outras palavras, o manejo pode, como a ciência, ser usado para testar hipóteses. A diferença é que no teste das hipóteses do manejo, as propostas podem ser mudadas se forem consideradas irreais, ineficazes ou se opuserem à sobrevivência do sistema (Pickett & Ostfeld, 1995).

Na busca da preservação do ecossistema, da proteção do solo, da moderação climática, da biodiversidade, da ciclagem de nutrientes, da qualidade da água e dos valores culturais e sociais, deve-se voltar a atenção para a introdução de um plano de manejo sustentável na microbacia hidrográfica que privilegie os processos naturais e o contexto social, ecológico, econômico, cultural no qual está inserida, compatível com o uso da terra pelo homem. A sustentabilidade pode ser definida como um alvo móvel, implicando em sua eterna busca, cujo rumo será mantido, ao longo do tempo, pelas informações obtidas pelo monitoramento dos indicadores de sustentabilidade (Lima, 1999).

O paradigma clássico da ecologia simplifica o mundo natural e a idéia do Balanço da Natureza é uma metáfora cultural, mal articulada, ao invés de um conceito científico (Pickett & Ostfeld, 1995). Em consonância com o paradigma contemporâneo, mais do que a manutenção da integridade biofísica da microbacia é importante, num plano de manejo, prever a possibilidade de mudanças em seu estado original, desde que seja garantida a sua sustentabilidade (Lima, 1999).

As mudanças de paradigmas sugerem mudanças também nos objetivos, nas práticas e nos métodos previstos em um plano de manejo para determinado sistema, além de ressaltarem também a importância da escala para a análise, como no caso, a microbacia hidrográfica, representando a mesoescala e os agroecossistemas nela inseridos, representando a microescala.

A essência do presente trabalho tem seus fundamentos nos novos paradigmas da ecologia e a idéia de fluxo da natureza apóia o esforço para a busca de um manejo sustentável.

3 MATERIAL E MÉTODOS