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ÜCRETSİZ İZNİN İŞLETME GEREKLERİNE DAYANMAS

Belgede Kısa çalışma (sayfa 39-43)

B. İŞ SÖZLEŞMESİNİN ASKIYA ALINMASININ KOŞULLARI

3. ÜCRETSİZ İZNİN İŞLETME GEREKLERİNE DAYANMAS

A análise dos resultados da presente pesquisa será feita com base nas sugestões de Moraes (2005). O teórico aponta para as possibilidades das análises textuais que se dão através de etapas, tais como “unitarização” do corpus da pesquisa e categorização das unidades construídas. Sendo assim, no dizer de Moraes (2005), os resultados desta pesquisa sofreram “[...] um processo de desconstrução seguida de reconstrução [...]” (p 87).

Segundo Moraes (2005), o corpus é a denominação dada ao conjunto de textos que serão analisados. Na presente pesquisa o corpus constitui-se de “textos depoimentos” escritos pelos Sujeitos da pesquisa. Na análise de tais dados, deixa-se claro, serão adotadas categorias

a priori117:

Quando a opção é trabalhar com categorias a priori, o pesquisador deriva suas categorias de seus pressupostos teóricos, sejam eles explícitos ou implícitos. Neste caso já estão definidas antes de se encaminhar a análise propriamente dita. (MORAES, 2005, p. 92)

No entanto, mesmo com categorias bem delimitadas, há que se levar em consideração a leitura deste autor, pois:

[...] toda a leitura de um texto é uma interpretação. Não há a possibilidade de uma leitura objetiva e neutra. O pesquisador precisa assumir sua própria leitura, influenciada por suas teorias e idéias. (MORAES, 2005, p. 88)

No método de análise escolhido, a apresentação final se dará na forma de um

metatexto contendo a análise textual dos textos depoimentos. Analisar é entendido aqui no

sentido de separar – “[...] significa dividir. Qualquer análise divide um todo em partes para, a partir daí, construir uma melhor compreensão do todo.” (MORAES, 2005, p. 89).

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Adotam-se categorias a priori em concordância com alguns dos pressupostos fenomenológicos, pois: “Para atingir novas camadas é preciso ter uma compreensão global inicial de determinada camada.” (MORAES, 1993, p. 20).

O presente trabalho pretende uma análise textual qualitativa dos depoimentos textuais, nada mais sendo que:

[...] um processo integrado de análise e de síntese, que se propõe a fazer uma leitura rigorosa e aprofundada de conjuntos de materiais textuais, visando descrevê-los e interpretá-los no sentido de atingir uma compreensão mais elaborada dos fenômenos e dos discursos no interior dos quais foram produzidos. (MORAES, 2005, p. 89)

Frisa-se que a presente análise será feita com base em categorias a priori, conduzida através das “lentes” das quatro categorias a seguir: realidade, imagem, lugar e identidade. O resultado final da análise será expresso, conforme a sugestão dada por Moraes (2005), ou seja, na forma de um metatexto dividido em descrição e interpretação. Tentou-se, no presente trabalho, atingir o último nível ao qual deveria chegar toda e qualquer pesquisa:

Toda pesquisa deveria ir além de uma simples descrição, chegando até a interpretação, entendida como abstração e afastamento dos elementos e instâncias concretas dos fenômenos estudados. Interpretar é teorizar sobre o objeto da pesquisa. É tentar explicá-lo [...] (MORAES, 2005, p. 99)

Com relação ao metatexto reservado à interpretação dos dados, procurar-se-á seguir as sugestões de Olabuénaga (1999), quando o teórico fala sobre a “análise de conteúdo”:

Sin ir tan lejos, entre nosotros, la escritura a dado lugar a una proliferación sin límites de documentos escritos de todo tipo (cartas, letreros, diarios, periódicos, informes, libros, ectas…) cuyo denominador común es su capacidad para albergar un contenido que, leído e interpretado adecuadamente nos abre las puertas al conocimiento de aspectos y fenómenos de la vida social de otro modo inaccesibles. El análisis de Contenido no es otra cosa que una técnica para leer e interpretar el contenido de toda clase de documentos y, más concretamente (aunque no exclusivamente) de los documentos escritos.118 (p. 192)

Segundo Olabuénaga (1999) as imagens podem ser analisadas segundo um texto. O

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“Sem ir tão longe, entre nós, a escrita tem dado lugar a uma proliferação sem limites de documentos escritos de todo gênero (cartas, letreiros, diários, periódicos, informes, livros, etc.) cujo denominador comum é sua capacidade para abrigar um conteúdo que, lido e interpretado adequadamente, nos abre as portas ao conhecimernto de aspectos e fenômenos da vida social de outro modo inacessíveis. A análise de Conteúdo não é outra coisa senão uma técnica para ler e interpretar o conteúdo de toda sorte de documentos e, mais concretamente (ainda que não exclusivamente) dos documentos escritos.” (OLABUÉNAGA, 1999, p. 192, tradução nossa).

teórico lembra que análises de conteúdo feitas nas pinturas rupestres das cavernas revelam toda uma gama de conhecimentos acerca da vida social de então, incluindo vegetação, hábitos alimentares, estratificação social, etc. Deste modo, os desenhos elaborados pelos Sujeitos serão analisados como textos, lembrando que, segundo Gastal (2006), Eco (1999), Olabuénaga (1999) e outros, isso é perfeitamente possível, visto que, imagens são textos.

Conclui-se com uma última palavra acerca dos resultados analisados e interpretados. Segundo Moraes (2005), a verdade é algo sempre em movimento, e, dessa forma, tomar posicionamento no sentido de analisá-la implica, sempre, em deixar de olhar o(s) lado(s) oposto(s). Portanto, o esforço feito no presente trabalho é apenas uma tentativa de aproximação da verdade. Trata-se de uma verossimilhança. É, certamente, esforço “nunca inteiramente concluído” (MORAES, 2005, p. 101).

4 ANÁLISE DOS RESULTADOS

“Eu extraio um conceito de outro conceito com base na dedução que resulta da análise.”

(Kant, “Realidade e Existência: ‘lições de metafísica’”, p. 59)

No presente capítulo será apresentada a descrição dos resultados da pesquisa, bem como a interpretação dos mesmos119. Para a realização da presente pesquisa, como já se teve a oportunidade de dizer, optou-se pelo método da análise textual, nos moldes sugeridos por Moraes (2005), onde o teórico aponta para a “categorização” das idéias emergentes dos textos. Portanto, as categorias iniciais e intermediárias do presente estudo (MORAES, 2005), foram geradas com base nas categorias maiores, ou ainda, categorias finais preestabelecidas, a lembrar: realidade, imagem, lugar e identidade.

O corpus resultante do atual estudo apresenta-se em quatro grandes grupos, sejam eles, dezesseis textos depoimentos (chamados de textualizações do espaço), nos quais os Sujeitos da pesquisa comunicam seus trajetos casa-escola, dezessete desenhos (chamados de mapas

mentais), em que o aluno comunica por imagens seu trajeto casa-escola, dezessete imagens de satélite, nas quais o aluno identifica casa e escola traçando/calculando nessas imagens seu

trajeto, e dezesseis (re)textualizações, onde o aluno (re)vê e (re)escreve mais um texto, integrando, neste, todos os produtos confeccionados.

Antes de se iniciar a descrição, porém, se faz necessário um esclarecimento acerca de como, especificamente, foram analisados cada um dos quatro grupos de dados. Os textos

depoimentos (textualização do espaço) foram analisados, como já mencionado, valendo-se da análise textual. Os mapas mentais (desenhos) elaborados pelos Sujeitos foram considerados

como textos. Numa concepção semiótica, já elucidada nos subcapítulos anteriores (“2.3.2” e “3.8”), é perfeitamente possível/necessário que as imagens sejam lidas como texto. As imagens de satélite, por sua vez, não foram lidas/interpretadas, portanto não serão descritas

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Mais uma vez fica evidente que a presente investigação enquadra-se nos moldes fenomenológicos. Entendendo-se investigação fenomenológica em concordância com Moraes (1993) quando o professor escreve que: “Em sua essência, pode-se descrever três momentos da investigação fenomenológica: o primeiro consiste num olhar atento para o fenômeno, procurando percebê-lo em sua totalidade. Neste momento o ser procura lançar alguma luz de sua presença sobre o que se apresenta ainda velado. O segundo momento consiste em descrever o fenômeno sob investigação, sem entretanto deixar-se levar pelas crenças e pré-conceitos. É descrevê- lo à luz da redução fenomenológica. Finalmente, o último momento consiste em um mergulho nos aspectos essenciais do fenômeno. Tudo isso ocorre e se repete em ciclos ou círculos, que cada vez lançam mais luz sobre o fenômeno, desvelando gradualmente o que se encontra velado e ampliando o campo de atuação do ser. O movimento da compreensão é circular.” (p. 22).

aqui. Ainda assim, tais imagens servirão de instrumento de “apoio”, utilizadas sempre que necessário, nas descrições e interpretações subseqüentes. Por fim, as (re)textualizações (textos finais dos Sujeitos) foram analisadas juntamente com as textualizações do espaço e os mapas

mentais, visto que o objetivo era destacar o que emergiria dos textos. É importante salientar

que todos os textos depoimentos, mapas mentais, (re)textalizações e respectivas imagens de

satélite encontram-se em anexo (Anexos A, B, C e D).

Passa-se agora à descrição daquilo que, fundamentado em Moraes (2005), se pode chamar de categorias iniciais e intermediárias que afloraram na investigação.

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