1.4. Yoksulluğun Ölçülmesi
2.1.3. Üçüncü Sanayi Devrimi (1940-2010)
2.1.3.2. Üçüncü Sanayi Devriminde Büyüme, Kişi Başına Gelir ve GSYİH
Diferentemente da pesquisa de cunho quantitativo (4.1.1), a pesquisa qualitativa não tem como objetivo principal a generalização de dados, mas sim, a compreensão do funcionamento de um determinado evento, situação ou contexto. As categorias de análise não são definidas a priori, mas apenas ao longo do processo de pesquisa (MCCRACKEN, 1988106 apud DÖRNYEI, 2001b, p. 193).
Segundo Dörnyei (2001b, p. 239), dada a grande influência dos estudos quantitativos em psicologia, não há um grande repertório de estudos qualitativos na área de motivação e LE. No entanto, considerando-se a nova compreensão da complexidade do construto motivacional, mais estudos qualitativos se tornam necessários e oportunos já que, conforme afirmam Pintrich e Schunk (1996, p. 12), “a riqueza dos estudos qualitativos deve fornecer novos olhares para velhas questões”.
Os estudos qualitativos mais freqüentes na área de educação são a pesquisa etnográfica, o estudo de caso, os estudos pautados em entrevistas e a pesquisa-ação (ANDRÉ, 2004; DÖRNYEI, 2001b, PINTRICH; SCHUNK, 1996). Em comum, todos buscam compreender a realidade de uma determinada situação, através de técnicas qualitativas de coleta e interpretação de dados, seja através do uso de entrevistas, de observação e/ou de intervenção.
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Na área de motivação e aprendizagem de LE é possível encontrar vários estudos que possuem uma abordagem qualitativa. Citaremos brevemente alguns deles:
a) Williams e Burden (1999): a pesquisa, realizada com alunos ingleses aprendizes de francês, objetivou investigar o desenvolvimento das atribuições dos alunos em relação aos seus êxitos e falhas na aprendizagem. Para tanto, utilizou-se de curtas entrevistas semi-estruturadas. Os resultados apontaram que os alunos tendem a atribuir o seu êxito a fatores externos, como a aprovação do professor. Além disso, evidenciou-se que, em alunos mais velhos, as atribuições são mais variadas.
b) Pinto (2000): o estudo etnográfico, realizado com alunos da sexta série (atual 7º ano), aprendizes de inglês, de uma escola pública de Contagem (MG) buscava identificar quais eram os fatores motivacionais relevantes para os alunos em sala de aula. A coleta de dados foi realizada através de observação de aulas, aplicação de questionários e entrevistas. Para tabulação e análise dos dados, a pesquisa valeu-se do modelo de motivação proposto por Dörnyei (1994). Entre os principais resultados encontrados estão: i) em sala de aula, a figura do professor mostrou-se a influência motivacional mais relevante; ii) os fatores motivacionais relacionados com a LE mostraram-se pouco relevantes para os informantes na escolha e persistência nas atividades em sala de aula; iii) dentre os fatores motivacionais ligados às características dos aprendizes, a necessidade de sucesso dos informantes mostrou-se relevante para a decisão de executar as atividades, visando, principalmente, ao reconhecimento do seu desempenho; iv) no que se refere à atribuição de causas aos sucessos da aprendizagem, os alunos tendem a considerar prioritariamente os fatores externos, como a facilidade das atividades e a forma como a professora as apresenta.
c) Neder Neto (2000): através de estudo etnográfico, com alunos da sexta série (atual 7º ano) de uma escola particular de Belo Horizonte (MG), o autor buscou investigar a influência das atividades que privilegiam a criatividade sobre a motivação no aprendizado em língua estrangeira (inglês). Questionários, entrevistas e a observação do pesquisador (que neste caso era também o professor da turma) foram os instrumentos utilizados para a coleta de dados. Foram realizadas, ao longo da pesquisa, oito atividades, diferentes das habituais, das quais quatro delas exigiam criatividade por parte dos alunos e quatro delas não. Ao
final do período, os alunos foram solicitados a comparar os dois grupos, tendo em vista os seguintes aspectos: prazer na realização das atividades, grau de aprendizagem, grau de interesse, grau de motivação para estudar inglês e grau de ansiedade suscitado pelas atividades. Os resultados apontaram que as atividades que solicitam a criatividade dos alunos são positivamente avaliadas, em contraposição às atividades onde a criatividade não é exigida. Além disso, 57% dos alunos informaram, após a realização das atividades, estar mais motivados do que no início do curso.
Os estudos qualitativos, como se pode observar, permitem que se investiguem diversos aspectos da relação entre motivação e aprendizagem de línguas estrangeiras, de forma mais profunda e detalhada, em contraposição aos estudos quantitativos. No entanto, nas últimas décadas, tem havido um crescente reconhecimento de que a combinação das abordagens qualitativa e quantitativa numa mesma pesquisa pode fornecer a presença do que há de melhor em cada uma delas, além de neutralizar as limitações e os vieses inerentes a cada uma (DÖRNYEI, 2001b, p. 242). Para Dörnyei, uma das maiores preocupações ao se realizar uma pesquisa de cunho qualitativo é a natureza relativamente ad hoc da seleção dos sujeitos participantes. Para que essa seleção seja realizada de forma mais adequada, o autor sugere a utilização da metodologia de “amostragem sistemática dos sujeitos”. Nesse tipo de procedimento, um pequeno questionário é administrado a um grande número de indivíduos, e, baseando-se nas respostas obtidas, os pesquisadores identificam certos sujeitos que representam casos típicos – ou casos extremos – da realidade pesquisada. Numa segunda fase, esses sujeitos participam de entrevistas qualitativas, constituindo, assim, a amostra sistemática da pesquisa.
Ao analisar, por um lado, os tipos de pesquisa existentes na área de motivação e aprendizagem e, por outro, o caráter complexo que possui todo e qualquer estudo sobre fatores afetivos, o nosso objeto de estudo e as nossas perguntas e hipóteses de trabalho, a utilização de uma metodologia “mista”, que nos permitisse não apenas generalizar alguns dados, mas a partir deles selecionar uma amostra que pudesse ser analisada e interpretada mais profundamente, revelou-se a mais adequada. Nesse sentido, nossa pesquisa também se vincula à etnografia, ao estudo de caso e à pesquisa-ação, conforme definiremos no item 4.3.
4.2 – O nosso caminho de pesquisa:as etapas, os sujeitos e os procedimentos para