1.2. KAMU YÖNETĠMĠNĠN ÖRGÜTLENMESĠ
1.2.2. Çok Merkezli Yönetimi Esas Alan Yapı
1.2.2.2. Özerk Bölgesel Yönetim
9. Pólo Industrial Tecnológico – Vespasiano- EI
10. Resort Quintas do Rio das Velhas – Jaboticatubas- EI 11. Autódromo Internacional - Lagoa Santa- NI
29 O Plano Macroestrutural do Vetor Norte materializou as macrodiretrizes para a formação do grande
projeto Aerotrópole RMBH, como veremos ao longo da pesquisa.
12. Anel Viário de Contorno Norte da RMBH- EP 13. Rodovia de Contorno Norte do AITN/LMG 800-I
14. Expansão do Metrô - Estação Vilarinho – AITN - (VLT)- EP 15. Cidade Administrativa do Estado de Minas Gerais- I
16. PRECON Parque - Pedro Leopoldo -EI 17. Tecnoparque (Lapa Vermelha) - EI 18. Centro da Moda Fashion City - EI
19. Faculdade Ciências Médicas - FELUMA - NI 20. Parque Tecnológico de Belo Horizonte - BHTec. I
Figura 1- LOCALIZAÇÃO DOS EMPREENDIMENTOS NO VETOR NORTE DA RMBH
Fonte: Plano Macroestrutural, Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDE), 2009. Diante da magnitude destas transformações, nesta pesquisa elegemos como objeto empírico, uma análise sobre o grande projeto de reestruturação do Aeroporto Internacional Tancredo Neves. Esta escolha se deu não só porque entendemos que este
se constitui no maior e mais importante dosempreendimentos mencionados, devido ao
também porque os demais empreendimentos foram planejados, dentre outros motivos, em função de assegurar a expansão das atividades aeroportuárias.
O OBJETO EMPÍRICO: O Aeroporto Internacional Tancredo Neves
(...) no plano intermediário - de mediação entre o local e o mundo – encontramos a metrópole. Dominada pela lógica da acumulação, ela aponta a condição de integração ao processo global, isto é, à economia global como espaço onde se coloca praticamente a contradição entre espaços integrados e desintegrados ao capital mundial (entre centro e periferia, visto que a metrópole exerce o poder de centralidade espacial). Ela concentra capital e poder, e, portanto, as decisões que permitem orientar a reprodução, sintetizando o processo de acumulação sob novas estratégias. (...) Dessa forma, na metrópole o fenômeno urbano, enquanto prática sócio-espacial, se realiza como segregação, o que revela a imposição do uso produtivo do espaço ao uso improdutivo, delimitando os contornos da cidadania. (CARLOS, 2011, pág. 85)
É notória a importância do setor de transporte aéreo, seus efeitos multiplicadores, e externalidades para a economia de um país. As viagens aéreas não só promovem a integração nacional e a indução de negócios regionais, como também se apresentam como importante insumo produtivo de grande parte das corporações,
impactando a eficiência das cadeias produtivas dos mais diversos setores da indústria30.
Na escala internacional o setor de transporte aéreo promove a inserção do Brasil por meio de fluxos comerciais e culturais, influenciando as contas externas através de receitas auferidas e de despesas realizadas em moeda internacional. Já na escala nacional, a aviação é base para o desenvolvimento do turismo, para o transporte de
pessoas e distribuição de cargas31. (BNDES, 2010a, pág. 8)
Na metrópole, o aeroporto tem um papel específico, que está diretamente ligado à dinâmica das relações próprias do local e da região bem como das escalas nacional e
internacional. Não por acaso, atualmente doze cidades brasileiras32 localizadas em
regiões metropolitanas recebem intervenções em seus sítios aeroportuários, para
30 Cf. BNDES (2010. pág. 8). 31
Ibidem. pág. 38.
32 Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Cuiabá
(MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Natal (RN), Recife (PE) e Salvador (BA).
capacitá-los ao trânsito de cerca de seiscentos mil turistas durante a realização dos eventos da Copa do Mundo de Futebol de 2014 e das Olimpíadas de 2016.
Apesar da crise financeira dos países centrais, o cenário de infraestrutura dos aeroportos internacionais, tem cada vez mais se modernizado, com altos padrões logísticos de eficiência e tecnologia. No Brasil, o setor aéreo tem sido marcado por uma profunda defasagem entre a expressiva expansão da demanda - vinculada ao aumento da renda da população e da redução dos preços dos bilhetes - e o baixo crescimento da oferta de infraestrutura. Alia-se ao aumento da demanda de passageiros o crescimento
de cargas aéreas com a difusão do e-commerce33, ou, comércio eletrônico, que requer
uma infraestrutura logística bastante expressiva para assegurar a rapidez necessária a este setor da economia.
A queda do valor dos bilhetes está relacionada à liberalização tarifária promovida pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que contribuiu para baixar o preço médio por quilometro voado em 48% entre 2003 e 2008. Além disso, o
Brasil apresenta proeminente indústria aeronáutica. As vendas da Embraer34 voltam-se
não apenas para o mercado externo, mas também para o interno. No âmbito institucional
a Infraero35 é a empresa que administra 67 aeroportos dos cerca de 700 do parque
aeroportuário brasileiro.
Atualmente, instauram-se novas perspectivas para o setor aéreo no Brasil. A Infraero promove uma série de intervenções no sentido de reverter a defasagem da infraestrutura dos aeroportos, dentre elas destaca-se a privatização, ou concessão dos
maiores aeroportos brasileiros. Recentemente, foram vendidos36 para consórcios
privados 51% dos dividendos dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília. A
concessão ocorre por meio da criação de uma Sociedade de Propósito Específica, o que
alguns especialistas apontam como novo nome para a já conhecida “fórmula mágica”37
33
Cf. IPEA (2010).
34 Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A, companhia de capital misto e controle estatal. É um
conglomerado brasileiro fabricante de aeronaves comercias, militares e agrícolas.
35 Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária, criada em 1972, é uma empresa pública federal
brasileira de administração indireta, vinculada a Secretaria de Aviação Civil (SAC). Cabe destacar que a SAC foi criada pelo governo federal em 2011 juntamente com a Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias (CONAERO), responsável pela organização e coordenação das atividades operacionais nos aeroportos e das autoridades Aeroportuárias.
36 De acordo com levantamento em jornais realizado durante a pesquisa, em especial o Jornal Valor
Econômico, os aeroportos foram vendidos por valores que ultrapassaram a expectativa do governo e do mercado, alcançando cerca de 24,5 bilhões de reais, com ágio de até 600% sobre o lance mínimo.
37 Cf. Fix (2007).
da parceria público-privada38. Segundo o presidente da Infraero, Antônio Gustavo do
Vale39, os 49% dos dividendos que pertencem à Infraero, decorrentes da sociedade
serão destinados à ampliação dos demais aeroportos da empresa principalmente os deficitários. O Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), mais conhecido pelo nome da cidade que lhe hospeda, Confins, localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o último aeroporto privatizado em novembro de 2013 será objeto de um esforço específico de análise nesta tese de doutorado.
Desde 2005, concomitantemente com a transferência dos voos do Aeroportoda
Pampulha Carlos Drumond de Andrade40 para o AITN, o Governo do Estado de Minas
Gerais por meio de sua Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDE) tem direcionado investimentos, principalmente por meio de intervenções urbanísticas de grande porte, para o Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Esta reestruturação territorial tem por uma de suas principais finalidades transformar o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em um importante hub logístico multimodal no Brasil, cuja função primeira é a centralização de coleta e distribuição de mercadorias. E, assim, recolocar a RMBH no mapa econômico e logístico brasileiro.
No âmbito das ações de planejamento urbano de caráter logístico, a reestruturação do sítio aeroportuário ampara-se no Plano Macroestrutural do Corredor
Multimodal41 de Alta Tecnologia, que envolve novos empreendimentos urbanos
logísticos implementados ou que estão em fase de implementação. Dentre eles destacam-se: (i) o novo Centro Administrativo do Estado de Minas Gerais, sede do
38 Cf. Cota (2010). 39
Entrevista concedida a jornalista Miriam Leitão no programa Espaço Aberto da emissora de TV Globo News sobre o novo momento da aviação no Brasil. http://g1.globo.com/globo-news/espaco-aberto- miriam-leitao/videos/t/todos-os-videos/v/aeroportos-leiloados-podem-dar-novo-rumo-ao-setor/1806286/. Acesso em fevereiro de 2012.
40
O aeroporto da Pampulha foi criado em 1930 para dar suporte ao correio aéreo militar, localiza-se na regional Pampulha, a cerca de nove quilômetros de distância do centro da cidade de Belo Horizonte. No entanto, essa distância não foi suficiente para manter o aeroporto longe da cidade que com o passar do tempo o cercou por todos os lados. Com o crescimento da aviação no Brasil as instalações do aeroporto se tornaram insuficientes e sua ampliação inviável. Por isso, na década de 1980 o governo construiu um novo aeroporto chamado por Aeroporto de Confins, distante cerca de trinta quilômetros do centro de Belo Horizonte. No entanto, o aeroporto de Confins esteve subutilizado por vários anos, enquanto o aeroporto da Pampulha operava acima de sua capacidade. A Infraero passou a restringir a operação de voos do aeroporto da Pampulha permitindo apenas o pouso e a decolagem de aviões de pequeno e médio porte. Desde então, o aeroporto da Pampulha é considerado o maior aeroporto regional do país, com voos destinados principalmente ao interior de Minas Gerais e cidades vizinhas. Além disso, destaca-se na manutenção de aeronaves com treze oficinas presentes em seu sítio aeroportuário que possui cerca de dois milhões de metros quadrados.
41 Desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de Minas Gerais através de
parceria com o escritório de consultoria internacional Jurong de Cingapura.
Governo do Estado, transferido em 2010 da região centro-sul de Belo Horizonte para o entorno do aeroporto; (ii) a Linha Verde, via que liga a capital mineira e principal cidade da RMBH ao aeroporto. Assim, com todas essas ações coordenadas vem se instaurando uma nova centralidade na RMBH.
As mudanças propostas pela expansão do AITN contribuirão para redesenhar a geografia econômica da RMBH, dotando a localidade de toda infraestrutura necessária para a modernização nos moldes da chamada “nova economia” e a inserção competitiva da região em outras escalas, tanto nacional como internacional, como fica claro no discurso do então governador do Estado de Minas Gerais Aécio Neves (Quadro 1).
Quadro 1 - Discurso do governador Aécio Neves em encontro com ministro da Defesa Nelson Jobim em 14/08/2008
Apenas uma breve introdução, para agradecer a presença do ministro Nelson Jobim, sobretudo as parcerias que nós temos construído com o Ministério da Defesa. Nós estamos, a partir de agora, iniciando o processo de licitação para as obras que transformarão o Aeroporto Tancredo Neves de Confins no primeiro aeroporto indústria do país, com um tratamento tributário diferenciado, o que permitirá a atração de empresas para trabalharem naquela região. Esse esforço, na verdade, é complementar à própria decisão tomada por nós, há alguns anos, de
transferência dos vôos do Aeroporto da Pampulha para o Aeroporto Tancredo Neves, em Confins. Com isso, já temos vôos internacionais vindo direto para Belo Horizonte, e ao mesmo
tempo um conjunto de investimentos está chegando àquela região, a própria Linha Verde, talvez o mais emblemático deles, mas o Centro Administrativo, dentre outros, permitirá certamente o
crescimento, a valorização muito grande de toda a região Norte da nossa capital. Eu me
lembro que, quando era presidente da Câmara e assumi interinamente a Presidência da República, em 2002, assinei a medida provisória que criou o aeroporto indústria, que agora com a aprovação da Receita Federal e do Ministério da Defesa, se transforma em realidade. Portanto, um passo muito importante para a consolidação da nossa capital de Belo Horizonte e do seu entorno como um importante centro econômico, principalmente no que diz respeito à
indústria de ponta, que terá preferência na aquisição daquelas áreas. Portanto, eu agradeço
a presença do ministro Jobim, e principalmente mais essa importante parceria em favor de Belo Horizonte e de Minas Gerais. Aécio Neves
Fonte: Reportagem Agência Minas, 14/08/2014.
O AITN será um dos primeiros42 do Brasil a incorporar a concepção de
Aeroporto Cidade43, o que envolve uma série de intervenções urbanísticas de grande
42 Outro sitio aeroportuário que está sendo construído dentro da concepção arquitetônica urbanística de
aeroporto cidade no Brasil, é o aeroporto de São Gonçalo do Amarante, localizado na Região Metropolitana de Natal a vinte quilômetros do centro. Ele também foi o primeiro aeroporto a ser privatizado no Brasil, em agosto de 2011, depois de um leilão disputado, o vencedor foi o Consórcio Inframérica, formado pelas empresas Infravix, do grupo brasileiro Engevix, e pela argentina Corporación América. Naquela ocasião a revista Exame (Jan, 2012) publicou a seguinte matéria: Rio Grande do Norte
porte no território, previstas no Plano Macroestrutural, para converter o AITN44 em hub logístico multimodal. Nessa concepção o aeroporto deixa de ser uma extensão distante da cidade, geralmente localizado em sua área limítrofe, e que acaba sendo “engolido”
pela cidade à medida que o tecido urbano se expande, e passa a compor o eixo
estruturador do desenvolvimento urbano, e as demais atividades urbanas, voltadas principalmente para lhe dar suporte tendem a se localizar em anéis a sua volta.
Assim, de acordo com os defensores do modelo, o aeroporto através da eficiência logística garantida pelo alto grau de inovações e investimentos tecnológicos, assume um importante papel para o desenvolvimento econômico. Além disso, passa a oferecer diferenciais, com a presença de hotéis e condomínios de escritório que também possibilitam a extração de rendas imobiliárias (aeroporto cidade).
De acordo com informações obtidas em visita a SEDE (Secretaria de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais), a intenção do governo estadual é alavancar o desenvolvimento econômico do estado e da região do entorno (num raio de 20 km) do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, através de sua expansão e da adoção do conceito de Aeroporto Cidade e Aerotrópole. O objetivo maior é a consolidação do Vetor Norte da RMBH como hub logístico, e segundo pólo aeronáutico brasileiro, através da implantação de atividades econômicas e indústrias “limpas” ligadas ao setor aeronáutico (principalmente manutenção de aeronaves e formação profissional) e a biotecnologia.
O aeroporto já funcionou em caráter experimental como único aeroporto
industrial do país, onde empresas45 voltadas para exportação encontram uma zona de
neutralidade fiscal, sob o regime de entreposto aduaneiro especial, utilizando-se do modal aéreo com vistas a garantir rapidez, agilidade e acessibilidade aos fornecedores e consumidores. A implementação do projeto é conduzida através de uma parceria,
quer usar novo aeroporto para atrair projetos. Idéia é atrair novos investimentos para a região utilizando como argumento a facilidade de enviar produtos para o mercado internacional, segundo a
revista, no discurso de assinatura do contrato de concessão a Presidenta Dilma declarou: "A gente ouve
falar muito em fronteira agrícola. Aqui estamos criando uma fronteira logística",
43
Em todo o mundo há cerca de 30 aeroportos cidades ou aerotrópoles.
44 A maquete eletrônica da expansão do AITN proposta pelo Governo de Minas Gerais em parceria com a
Infraero e a Changi Consultant Airport de Cingapura pode ser assistida em:
http://www.youtube.com/watch?v=EjMCsExhSU4&feature=related.
45
Segundo a SEDE, as empresas Nanum Nanotecnologia e Clamper (empresa que produz dispositivos elétricos), operaram por dois anos, entre 2006 e 2008, como projeto piloto no Terminal de Cargas de Confins, com geração de cerca de 200 empregos.
através de um acordo de cooperação técnica entre o Governo do Estado de Minas Gerais e a INFRAERO.
Segundo um levantamento prévio de matérias publicadas em diversos sites, para iniciar esse empreendimento o Governo de Minas contratou, através de recursos de U$ 500.000,00, doados pelo governo americano, mais U$4.500.000,00, uma acessória internacional de Cingapura (JURONG), que foi a responsável pela elaboração do plano, que além de prever a expansão do aeroporto em quatro fases até 2030, inclui uma grande proposta de uso e ocupação do solo para o entorno do aeroporto, na qual se destaca a construção, que atualmente encontra-se em fase de licitação de parceria público-privada, do Anel Viário do Contorno Metropolitano Norte.
Em 28 de agosto de 2009, o então Governador Aécio Neves entregou pessoalmente ao Ministro da Defesa brasileiro Nelson Jobim, em Brasília, a proposta realizada pela consultoria internacional. Em entrevista o referido governador cogitou a possibilidade de implementação do Plano Macroestrutural, via parcerias público- privadas bem como sugeriu a privatização do AITN, para que a expansão do aeroporto iniciasse o mais rápido possível, com a construção de um segundo terminal para o aumento da capacidade de passageiros, que hoje é de cinco milhões pax/ano, e que já está em seu limite, para 12 milhões pax/ano até 2014, ano em que o Brasil sedia a Copa do Mundo de Futebol. Cabe destacar, que o aumento da pista em 600 metros para aviões de carga foi embargado pela justiça (por problemas ambientais) como veremos no decorrer da pesquisa, e está atualmente em fase de construção. Além disso, em setembro de 2009 a INFRAERO iniciou com recursos de cerca de R$ 1,2 milhões, a ampliação da área de estacionamento.
Para alcançar seu objetivo o Governo do Estado de Minas Gerais após a
elaboração do Master Plan, pela consultoria internacional, como já mencionado, ao
custo de cinco milhões de dólares, o apresentou pessoalmente, pelo então Governador Aécio Neves para o Ministro da Defesa Nelson Jobim.
A proposta do Governo do Estado de Minas Gerais é que o AITN (Figura 2) se
torne um dos primeiros do Brasil a incorporar a concepção de Aerotrópole, o que
envolve como mencionado anteriormente, uma série de intervenções urbanísticas que passam pela consolidação do aeroporto industrial, pela ocupação do entorno, pela atração de empresas com alto valor agregado para exportação e para o mercado interno,
pela implantação de distritos industriais com tecnologia de ponta, pelas vias de acesso duplicadas e conservadas, por centros de treinamentos próximos, por rede de ensino e de áreas de lazer e residências voltadas para dar suporte à estrutura aeroportuária. Cabe ressaltar, que o idealizador do conceito de Aerotrópole, John D. Kasarda, tem como base para seus projetos uma concepção funcionalista da cidade. Na Aerotrópole, como dito anteriormente, ao invés do aeroporto ser uma extensão da cidade, a cidade passa a ser planejada em função das atividades aeroportuárias. Assim, as ações do Estado passam a ser direcionadas estrategicamente para alcançar o melhor desempenho possível do “hub logístico” e corredor multimodal, que integrará a Aerotrópole às escalas regional, nacional e mundial.
Figura 2
PROJEÇÃO DO AITN PARA TRINTA ANOS