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2.3. Konya Geleneksel Kadın Dış Giyimlerinin Sınıflandırılması

2.3.2. Özel Amaçlı Giysiler

em bolsa acham-se atualmente, todos eles, custodiados pela Câmara de Compensação mantida pela BM&FBovespa. Como os investidores não se relacionam diretamente com a Câmara de Compensação, mas por intermédio das sociedades corretoras ou distribuidoras de valores mobiliários, compete a estas a função de também lhes representar em todo e qualquer evento relacionado com os títulos e valores mobiliários não decorrente do pregão (que não impliquem transferência de propriedade), nos chamados “eventos de custódia”162. Por esse motivo, os contratos de comissão celebrados entre os investidores e as sociedades corretoras ou distribuidoras de valores mobiliários são também chamados de “contratos de subcustódia”.

Finalmente, existe também entre investidor e sociedade corretora ou distribuidora de valores mobiliários um contrato de conta corrente163, consoante estipulado no artigo 14164 da Resolução CMN nº 1655/1964.

4.3.2 Entre Sociedade Corretora ou Distribuidora de Valores Mobiliários e Agente de Compensação

161 Código Civil, Art. 707. “O crédito do comissário, relativo a comissões e despesas feitas, goza de privilégio

geral, no caso de falência ou insolvência do comitente”.

162

Ver Item 4.3.5 deste trabalho.

163

Sobre o contrato de conta corrente, ver o Item 4.3.4 deste trabalho, onde trataremos desse contrato que também existe entre o Agente de Compensação e a Câmara de Compensação. O que abordaremos no referido item aplica-se para o contrato de conta corrente existente entre investidor e sociedade corretora ou distribuidora de valores mobiliários.

164 Resolução CMN nº 1655/1964. Art. 14. “A sociedade corretora deverá manter sistema de conta corrente, não movimentável por cheque, para efeito de registro das operações por conta de seus clientes”.

Não são todas as sociedades corretoras ou distribuidoras de valores mobiliários que podem, isoladamente, executar o contrato de comissão em favor dos investidores- comitentes perante a Câmara de Compensação. Quando não acumulam a função de Agente de Compensação, as sociedades corretoras ou distribuidoras de valores mobiliários ficam obrigadas a subcontratar165 a comissão para entidades habilitadas para assumirem a qualidade de Agentes de Compensação.

Com a interposição de uma nova pessoa via subcontratação, “as cláusulas e obrigações desse primeiro contrato são reproduzidas, em essência, na relação jurídica seguinte, constituída entre um Intermediário e um Membro de Compensação”166. Na prática, o Agente de Compensação acaba por executar a ordem do investidor como se fosse a sociedade corretora ou distribuidora que com ele celebrou o primeiro contrato de comissão. Conforme pontua Eduardo Augusto Caixeta Menezes167:

“Evidência disso é o fato de que, perante a BM&F, quando esta funciona como contraparte central, o Membro de Compensação responde por todas as obrigações em nome próprio, sem qualquer menção ao Intermediário com o qual contrata. A situação não se confunde com uma cessão de crédito, já que há formação de novo contrato, e o que é mais peculiar, sem a participação direta do Comitente”.

A subcontratação exigida pela BM&FBovespa tem a finalidade de interpor um Agente Econômico com mais garantia e solidez financeira (e, portanto, com menor risco de inadimplemento) para efetivar a negociação bursátil perante a Câmara de Compensação, visando reduzir o risco sistêmico. Dessa subcontratação, surge necessariamente entre

sociedade corretora ou distribuidora de valores mobiliários e Agente de Compensação um contrato de conta corrente168, consoante estipulado no artigo 14169 da Resolução CMN nº 1655/1964.

165 “No subcontrato, não há, como na cessão da posição contratual, a substituição de uma das partes por outra,

mas sim a formação de um outro contrato derivado do principal. Nele, o subcontratante não ingressa na relação jurídica principal, na qual permanecem os contratantes originários. Um deles, porém, com amparo na relação principal, celebra um outro ajuste com terceiro – o subcontratante. O subcontrato, portanto, é dependente do principal. [...] O subcontrato não altera o contrato principal – que subsiste entre as mesmas partes, o que não se verifica com a cessão – que provoca a substituição de um dos contratantes do contrato original” (BDINE JÚNIOR, Hmid Charaf. Cessão da posição contratual. São Paulo: Saraiva, 2007, p. 92- 93).

166 MENEZES, Eduardo Augusto Caixeta. Swaps: Uma análise jurídica, 2012. 327 fls. Dissertação

(Mestrado). Universidade Federal de Minas Gerais - Faculdade de Direito, Programa de Pós Graduação, Belo Horizonte. Orientador: Sérgio Mourão Corrêa Lima, p. 279-280.

167 MENEZES, Eduardo Augusto Caixeta. Swaps: Uma análise jurídica, 2012. 327 fls. Dissertação

(Mestrado). Universidade Federal de Minas Gerais - Faculdade de Direito, Programa de Pós Graduação, Belo Horizonte. Orientador: Sérgio Mourão Corrêa Lima, p. 279-280.

168 Sobre o contrato de conta corrente, ver o Item 4.3.4 deste trabalho, onde trataremos desse contrato que

4.3.3 Entre Sociedade Corretora ou Distribuidora de Valores Mobiliários e Agente de Custódia

As sociedades corretoras ou distribuidoras de valores mobiliários, quando não forem habilitadas para funcionar como Agentes de Custódia, devem igualmente subcontratar a comissão para os Agentes de Custódias. Conforme Siegfried Kümpel170:

“As corretoras também têm de manter os valores mobiliários pertencentes aos seus clientes depositados em contas de custódia individualizadas, sempre em nome do investidor, sendo o agente de custódia o único responsável pelas movimentações em conta de custódia”.

Os agentes de custódia funcionam perante a bolsa de valores para garantir a ocorrência dos chamados eventos de custódia, tais quais, por exemplo, a distribuição de

dividendos, pagamento de juros sobre o capital próprio, direito de subscrição de novas ações a serem emitidas pela companhia, bonificação (distribuição de novas ações aos acionais em função de aumento do capital social por conversão de lucros sociais da companhia), e os desdobramentos (Split) e agrupamentos (Implit) de ações171.

Esses eventos de custódia são desdobramentos do contrato de custódia (depósito irregular) existente entre o Agente de Custódia e a Câmara de Compensação172.