4.7. ÖRGÜTSEL BAĞLILIK SEVĠYELERĠ VE SONUÇLARI
4.7.2. Örgütsel Bağlılığın Sonuçları
Com o retorno dos alunos para o início do ano letivo de 2009, programei-me para entrar em contato com os sete alunos pré-selecionados pelo QAM. Para minha
11 18 Sim Não 9 16 Sim Não
surpresa, logo nos primeiros dias de fevereiro, ao transitar pelos corredores da EPCAR, fui interpelado por alguns alunos que vieram me perguntar se a pesquisa continuaria. Alguns desses alunos constavam entre os que responderam ao QAM, não tendo sido, porém pré-selecionados para a continuação da coleta de dados. Destaco, além disso, que os alunos Gabriel e Oziel, daqueles que pré-selecionamos, ao me encontrar nesse período, questionaram sobre o andamento da pesquisa, mesmo ainda não tendo sido informados da pré-seleção.
No dia 11 de fevereiro de 2009, pela manhã, procurei os sete alunos pré- selecionados individualmente e combinei uma reunião com eles para a noite daquele dia na Sala dos Professores da EPCAR. Nessa reunião, durante 35 minutos conversarmos sobre a possibilidade de continuarmos a pesquisa iniciada em 2008. Primeiramente, perguntei se todos se lembravam da ocasião em que preencheram o questionário, ao que todos disseram que sim. Alguns me questionaram o motivo da escolha. Dentre as observações feitas no momento, o aluno Gabriel mencionou que os escolhidos eram todos bons em Matemática. Para responder a essa pergunta, disse que as respostas dadas no QAM foram determinantes para a escolha e que eu não dispunha de dados que me permitissem afirmar algo acerca do desempenho individual deles em Matemática. Disse também que maiores detalhes seriam explicados no desenrolar da pesquisa, mais especificamente nas entrevistas, quando cada um poderia perceber no que se baseou minha escolha, o que, para cada um dos sete alunos, em suas entrevistas individuais, foi esclarecido ressaltando as respostas mais marcantes no QAM e, sobre essas, buscando maior profundidade e compreensão.
Por ocasião, destaquei que precisaria da disponibilidade de tempo deles para a aplicação de outros questionários e também para as entrevistas. Destaquei o sigilo acerca de todos os procedimentos, a necessidade de voluntariedade de todos e que a qualquer momento eles poderiam desistir de participar da pesquisa, se assim o desejassem.
A ansiedade foi grande. Eles foram unânimes em questionar como seriam registrados os dados da pesquisa, se teriam acesso ao produto e como seria esse produto. Esclareci que o produto final estaria registrado numa dissertação como trabalho final do mestrado.
Nesse dia, distribuí novamente o TCLE e todos o assinaram, consentindo com os termos. Como apenas um aluno era maior de 18 anos e com a proximidade do feriado
do Carnaval, pedi que os outros levassem o TCLE para obter a assinatura dos pais. Na oportunidade, combinamos que as entrevistas, bem como o preenchimento dos próximos questionários seriam feitos na Sala dos Professores da EPCAR, nas segundas e terças-feiras, à noite, horário que o Comando do Corpo de Alunos disponibilizou para essa atividade.
No dia 9 de março de 2009, compareceram 6 dos 7 alunos selecionados na pesquisa para responder ao QCM. Primeiramente, conferi alguns dados pessoais dos alunos como: nome dos pais, endereço, telefone e data de nascimento. Depois, expliquei que o questionário que estavam prestes a responder era um instrumento já utilizado em outras pesquisas e até em outros países. Para o aluno ausente, fiz a aplicação do questionário em data posterior.
A partir disso, no primeiro semestre de 2009, sempre nas segundas ou terças- feiras, continuei o processo de coleta de dados com entrevistas individuais com os alunos – primeira rodada. O conteúdo dessas entrevistas foi direcionado pelos QAM e QCM, de forma a verificar as falas dos alunos quando do preenchimento dos questionários, e verifiquei a constância das respostas dadas e/ou a variação delas.
Paralelamente à aplicação do QCM e das entrevistas com esses alunos, procurei os seus professores de Matemática de 2008 e 2009 e lhes expliquei em linhas gerais o projeto da pesquisa que estava desenvolvendo. Na ocasião, pedi autorização ao professor Reinaldo para estar em suas salas de aula para observar e/ou gravar aulas em áudio e vídeo, bem como que participasse de entrevistas sobre os sete alunos selecionados. Com a concordância, eles assinaram o TCLE apropriado.
Em 2008, a professora Luisa era a única que lecionara para os sete alunos na turma Alpha do 1o ano. Em 2009, de acordo com a distribuição por classificação dos alunos, eles não mais estavam numa mesma sala. Entretanto, todos eram alunos do professor Reinaldo e distribuídos da seguinte forma: na turma Delta, o aluno Gabriel; na turma Echo, os alunos Heitor, Arthur, Leonni e Nélson; e, na turma Fox, os alunos Oziel e João.
Buscando um melhor conhecimento das identidades matemáticas dos alunos selecionados, comecei a entrevistar os professores Reinaldo e Luisa, individualmente, sobre cada um dos alunos, o que gerou uma série de 14 entrevistas, sendo 7 com cada professor.
Professor(a) O quanto o(a) Sr(a). diria
que o aluno X é bom em Matemática enquanto
seu aluno?
Com a sua percepção de sala de aula, como o (a) Sr(a). acha que os outros alunos
diriam que ele é?
Como é a compreensão, por parte do aluno X, do que está sendo ensinado em sala
de aula?
A seu ver, existe alguma influência da turma de sala de aula sobre como o aluno X se sente em relação à
Matemática?
O aluno X já manifestou algum desejo em relação à Matemática que foi distinto
dos demais?
Que características são marcantes no aluno X a seu ver?
No diagrama a seguir, em linhas gerais, são apresentadas as perguntas que foram feitas aos professores sobre cada aluno.
Figura 2 - Diagrama ilustrativo de perguntas feitas nas entrevistas aos professores
Concomitantemente às entrevistas com os alunos e professores, estive em sala de aula, nas turmas regidas pelo professor Reinaldo nas quais estudavam os sete alunos selecionados – Delta, Echo e Fox – para acompanhamento das aulas.
No dia 15 de abril de 2009, iniciei outra etapa da coleta de dados em sala de aula. Nesse dia, fui às salas de aula onde estavam os alunos selecionados e, para todos os alunos, sem a presença do professor Reinaldo, expus a vontade de estar em sala de aula por um período com a intenção de gravar as aulas em áudio e vídeo como parte da pesquisa que empreendia para o mestrado. Pedi a autorização dos alunos através do TCLE. Com a concordância de todos, entreguei aos menores de idade o TCLE para que seus pais tomassem ciência e também concordassem.
De posse das devidas autorizações, no dia 6 de maio, comecei as filmagens em sala de aula. Nos dois primeiros dias, estive em sala com a intenção de que os alunos se acostumassem com minha presença e da câmera. Foram um total de 21 aulas gravadas em áudio/vídeo e anotadas em caderno de campo.
No findar do primeiro semestre de 2009, haviam sido feitas as primeiras entrevistas com os sete alunos selecionados e com os professores. Dessa forma, diante da tabulação dos questionários QAM e QCM, das entrevistas e das anotações em sala de aula, foram feitas novas intervenções no segundo semestre de 2009, aplicação das duas
Quem é o aluno X...
...como aluno de Matemática antes da EPCAR? ...como aluno de Matemática na EPCAR? ...nas aulas de Matemática na EPCAR? ...com relação a tornar-se cadete da FAB? ...com relação a tornar-se piloto da FAB?partes do QSM e, na sequência, realização de novas entrevistas individuais gravadas em áudio com os alunos e, por fim, uma entrevista com o grupo, gravada em áudio e vídeo.
Dessa maneira, no dia 10 de agosto de 2009, reuni-me novamente com os sete alunos na Sala dos Professores da EPCAR para que pudessem responder ao QSM. Ao término, combinamos a rotina de entrevistas para as segundas e terças-feiras.
A pergunta-chave da segunda entrevista com cada aluno selecionado foi “Quem é o aluno X?”, na qual se buscava interpretar na narrativa do aluno, seu posicionamento diante da Matemática nas diversas situações propostas na entrevista. A figura a seguir ilustra algumas situações colocadas para os alunos na entrevista para responder à pergunta-chave.
Figura 3 - Diagrama ilustrativo da pergunta-chave feita na segunda rodada de entrevistas com os alunos
No dia 27 de outubro de 2009, terminada a segunda rodada de entrevistas com os sete alunos selecionados, novamente nos reunimos, na Sala dos Professores da EPCAR, para procedermos a uma entrevista coletiva, gravada em áudio e vídeo, com o objetivo de perceber o posicionamento dos alunos em relação a essas crenças, baseada em estudos sobre crenças de alunos sobre a Matemática e Educação Matemática como o de Gómez Chacón (2003). Foi elaborado um roteiro que contemplasse o conteúdo de
crenças sobre a Educação Matemática, sobre si mesmo como estudante de Matemática e sobre seu contexto específico de sala de aula. O roteiro para essa entrevista consta nos anexos desta dissertação (Anexo 6).
Ao longo da aplicação dos outros instrumentos, fui recebendo os QPA. A maioria dos pais preferiu enviar suas respostas através de seus próprios filhos; outros enviaram-nas por correio.
O conjunto dos instrumentos utilizados foi muito revelador para alcançar os objetivos da pesquisa e as entrevistas individualizadas com os alunos e com o grupo de selecionados tiveram um papel fundamental na escrita desta dissertação.