DÖRDÜNCÜ BÖLÜM
4.2. ÖRGÜT KÜLTÜRÜ VE PAZARLAMA YENĠLĠĞĠ ĠLĠġKĠSĠ
A newsmagazine, como foi referido no final do ponto anterior, tem uma natureza híbrida, a meio caminho entre o universo das revistas e o dos jornais. A sua idiossincrasia merecia uma designação específica na língua portuguesa que denotasse o seu caráter: “jorvista”, por exemplo, que denunciaria a mistura entre jornal e revista, tal como o termo newsmagazine funde as palavras inglesas news e magazine. Sérgio Vilas Boas, jornalista, escritor e professor de jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, Brasil, desenha-lhe um lugar especial, afirmando que a newsmagazine “preenche os vazios informativos deixados pelas coberturas dos jornais, rádio e televisão” (Vilas Boas, 1996: 9).
80 Para Carolyn Kitch também não há dúvidas quanto à sua especificidade: “independentemente das suas origens, estas revistas abandonaram a linguagem tradicional, distanciada, dos jornais a favor de uma voz que tinha a intenção de estabelecer a sua autoridade como líderes nacionais e moldar um laço pessoal com os seus leitores. Os seus objetivos eram explicar, sintetizar e interpretar, assim como informar” (Kitch, 2005: 15,16). Para alcançarem estas metas, “as revistas americanas ofereciam uma mescla de autoridade e interpretação que ajudava a que a sua cobertura das notícias principais parecesse conclusiva, explicando o que as notícias
significavam75 não só para os seus leitores, mas para a nação como um todo” (Kitch,
2000: 174).
A periodicidade semanal, afirma, por seu turno, Sérgio Vilas Boas, é uma marca
distintiva, uma vez que este tipo de revista faz “jornalismo daquilo que ainda está em
evidência nos noticiários, somando a estes pesquisa, documentação e riqueza textual” (Vilas Boas, 1996: 9). A newsmagazine tem assim a oportunidade de trabalhar o
quotidiano com um toque de literatura, apostando na “reportagem interpretativa” e
exigindo aos seus jornalistas “textos elegantes e sedutores” (Vilas Boas, 1996: 9). Daniel Ricardo acrescenta à sedução um outro aspeto, afirmando que aquilo que se deve exigir a uma newsmagazine é “que se torne necessária e sedutora” (2012: 5). A forma de cumprir estes dois objetivos, de acordo com o autor, passa pela escolha cuidada dos assuntos da semana que desenvolverá, depois de já terem sido notícia noutros meios de comunicação social; pela atenção dada ao que chama “transformações sociais”, que devem ser exploradas através dos jornalismos de investigação e interpretativo; e pela atenção às novas soluções gráficas e o cuidado na sua aplicação, para não correr o risco de ficar parecida com “uma senhora idosa, toda maquilhada e de minissaia”” (Ricardo, 2012: 5).
A revista de informação geral tem contra si o imediatismo da rádio, televisão e das notícias na internet, mas a seu favor tem “a capacidade de ir mais longe e mais
fundo na investigação do que aconteceu, está a acontecer ou se prevê que aconteça”,
assuntos “sobre os quais impende a obrigação de explicar os processos em curso e de
imaginar formas apelativas de os abordar” (Ricardo: 2012, 7). O autor considera, por
75 Em itálico no original.
81 isso, que dentro de cada número de uma newsmagazine, entre estórias com origem em investigação original e as que dizem respeito ao que já está a marcar a atualidade, deve haver uma relação de 70/30 por cento, respetivamente (Ricardo: 2012, 7).
Para Herbert Gans, a narrativa noticiosa televisiva e a da revista semanal de
informação geral assemelham-se, uma vez que “a televisão favorece as notícias que
produzem um filme dramático, cheio de ação, mas as newsmagazines enfatizam histórias que também as levam a uma narrativa dramática, intercalada com citações vívidas e ilustradas com imagens fixas cheias de ação” (Gans, 1979: XII,XIII). Apesar disso, o sociólogo americano identifica especificidades nas newsmagazines. Explica que, “como as revistas são publicadas depois de todas as manchetes serem conhecidas, estas reveem os acontecimentos mais importantes da semana, resumindo e integrando as reportagens dos jornais diários e da televisão num todo único, e
especulam, quando possível, sobre o futuro”, uma caracterização reafirmada, como
vimos, por Vilas Boas (1996), Sumner (2003), Sterling (2009), e Ricardo (2012). Sterling diz que as newsmagazines “procuram encapsular os acontecimentos da semana anterior em secções digeríveis, ajudando a tornar claro o que é importante e, com
frequência, interpretando essas notícias” (Sterling, 2009: 1007).
Por outro lado, as newsmagazines “também adicionam detalhes que os seus pares diários podem ter ignorado ou não ter notado, nomeadamente, detalhes biográficos das pessoas que fizeram manchetes, e dados ou especulações sobre os seus motivos, quando estes são conhecidos” (Gans, 1979: 4). Nesta última afirmação do sociólogo, importa sublinhar o uso da expressão “pares diários” (daily peers, no original), uma vez que permite afirmar que Gans coloca na mesma categoria jornais diários e newsmagazines. Em 1979, a newsmagazine é assim enquadrada pelo teórico americano na “família” dos jornais, afastando-a das revistas. Esta perceção académica, consciente ou inconsciente, da natureza das newsmagazines é uma explicação possível para o facto de este género de revista estar ausente do livro Magazine Journalism de Tim Holmes e Liz Nice, embora haja duas referências à Time, meramente indicativas e misturadas com outros títulos de natureza diferente (Holmes e Nice, 2012: 16,17). Inquirido através da rede social LinkedIn, Tim Holmes explicou a ausência pelo facto de
82 a obra não se focar em géneros específicos de revistas, o que não impede os autores de dar atenção alargada às revistas femininas e às juvenis.
Para Martin, ter de descrever as revistas semanais de informação geral para as poder definir, “torna a comparação entre newsmagazines de diferentes pontos do globo muito difícil”. A razão desta dificuldade é a proximidade entre este tipo de revista e os jornais, também referida por este autor. Martin refere que as sete características do jornal apontadas pelo jornalista e académico alemão Otho Groth em 1928 se adequam também às newsmagazines: 1) publicado pelo menos uma vez por semana; 2) produzido por meios mecânicos; 3) de grande circulação; 4) contém informação de interesse geral; 5) redigido numa linguagem acessível; 6) trata temas oportunos; 7) publicado de forma contínua (1960: 205). Refira-se que, em 1960, distinguir um jornal de uma newsmagazine não era uma questão meramente académica. Numa altura em que a emblemática Time contava já 37 anos de existência, algumas associações de imprensa, como a da Florida, não reconheciam as newsmagazines como membros. Tanto neste estado americano como noutros, estas revistas não podiam, por isso, incluir publicidade política, reservada aos jornais (Martin, 1960: 221).
Daniel Ricardo também reconhece a proximidade entre jornais e revistas semanais de informação geral. “Há, efetivamente, nos diários e nos semanários de referência, afloramentos cada vez mais sistemáticos do tipo de jornalismo próprio dos
newsmagazines” (Ricardo, 2012: 12), afirma. E dá como exemplos portugueses os
dossiers que ocupam as páginas de abertura do jornal Público, as reportagens da
edição de fim de semana do diário I e as peças jornalísticas da “Revista”, suplemento
do semanário Expresso. Contudo, Ricardo considera que a linguagem e o tratamento da informação das newsmagazines é coerente e idêntico, semana após semana, enquanto nos jornais esse estilo de tratamento dos temas apenas surge de vez em
quando. Para além disso, “se alguns diários e semanários utilizam métodos de trabalho
e valorizam temas típicos dos newsmagazines, o contrário também se verifica: quando obtêm uma cacha importante, os newsmagazines dedicam-lhe a capa, em detrimento
de outras matérias mais – digamos – conformes à sua natureza, contidas na mesma
83 da revista, sintetizou bem o carácter peculiar da “jorvista”, definindo-o como um “meio de comunicação social insólito que é um semanário, aliança de factos e de reflexões, da objetividade do repórter e da tomada de posição do editorialista” (Barbier, 2009: 3).
Uma diferença essencial entre os conteúdos jornalísticos dos jornais e das revistas, aponta Jenny McKay (2000: 80), é o facto de os primeiros se centrarem nas
hard news e os segundos apostarem nos features, ou seja, nas peças que contam
estórias de pessoas (é o caso do perfil) ou sobre os mais variados temas (habitualmente através da reportagem) e que muitos autores classificam como soft
news. Mckay afirma que as newsmagazines constituem uma exceção, uma vez que
contêm páginas noticiosas, redigidas num formato tradicionalmente mais próximo do usado nos jornais. Contudo, como as newsmagazines “não são publicadas diariamente, não é comum os leitores obterem a primeira informação sobre os acontecimentos mais importantes através destas”. Esse primeiro contacto com o que é novo “vem da
imprensa diária ou da rádio ou da televisão76, a não ser que o assunto apenas tenha
interesse para especialistas” (McKay, 2000: 80).
Por esse motivo, as newsmagazines, tal como as outras revistas, optam por peças jornalísticas que vão para além da notícia e que fornecem background e desenvolvimentos. Para a académica britânica, o tipo de peça jornalística mais habitual nas revistas semanais de informação geral devia ser classificada como news
backgrounder, que traduzimos no Capítulo I (cf. I.7) como reportagem de
contextualização, e se configura como um tipo de feature. A reportagem de
contextualização distingue-se da reportagem tradicional porque “oferece mais
informação, é mais longa, ocupa mais espaço, que é disponibilizado para o escritor explicar os assuntos ou citar exemplos” (Mckay, 2000: 80). Segundo a teórica, as características da reportagem de contextualização não permitem enquadrá-la na classificação de soft news e este tipo de peça jornalística é pelo menos tão difícil de construir quanto a notícia “dura”, se não mais. Para o leitor podem tornar-se mais
76 Acrescentaríamos aqui as fontes online, sejam publicações, blogs ou redes sociais que, atualmente, são incontornáveis ter em consideração neste âmbito.
84 interessantes de ler, uma vez que “oferecem uma cobertura mais aprofundada e alargada dos assuntos” (McKay, 2000: 80).
Tal como no caso dos jornais, quando comparadas com as outras revistas, as newsmagazines apresentam marcas distintivas. Podemos afirmar que são o tipo de revista menos desconectada da atualidade (já que são semanais) e a que mais procura a proximidade com a agenda mediática diária, com o que está a acontecer (por serem de informação geral). Duas características que chocam com a descrição de revista como “superficial e desconectada do mundo real” feita por Charon (2008: 3). Por outro lado, uma vez que as newsmagazines pretendem contextualizar e explicar de forma equilibrada o que se passa no mundo, existe uma tensão permanente entre a natureza habitualmente positiva de informar, que caracteriza as revistas e que leva, como já foi
referido, Abrahamson a afirmar que neste tipo de imprensa “não existe distância
jornalística” (2007: 669), e a necessidade muito frequente de tratar temas negativos com equidistância por parte das revistas semanais de informação geral.
Cruzando as várias definições de revista apresentadas no ponto I.5. do Capítulo I, nomeadamente as de Charon (2001), Johnson e Prijatel (2007), Scalzo (2011), e Holmes e Nice (2012), a grande diferença que se verifica é em relação ao público alvo
das newsmagazines – muito mais vasto e próximo dos jornais classificáveis como “de
referência” do que da segmentação habitual da vasta maioria das revistas. Sammye
Johnson e Patricia Prijatel, recorde-se, afirmam que a revista é orientada “para uma
audiência bem definida, especializada” (2007: 14). Na Teoria Geral das Revistas,
proposta por Holmes e Nice, a primeira característica é muito clara: “as revistas
dirigem-se sempre a um grupo bem definido de leitores” e a segunda, que deriva da
primeira, afirma que “as revistas baseiam o seu conteúdo nas necessidades, desejos, esperanças e medos expressos e percebidos desse grupo definido” (2012: 7). Nenhuma destas características se aplica às newsmagazines. As revistas semanais de informação geral destinam-se a um público generalista, do qual podemos retirar apenas as crianças. Em termos de target a única baliza a que estes títulos apontam é, como vimos (cf. I.9.), a apontada para o resto da imprensa (jornais e revistas), indiciada pelo
85 dos serviços, comércio e administrativos, estudantes e jovens entre os 15 e os 34 anos” 77
.
A newsmagazine não parece enquadrar-se, assim, na aceção mais consensual de revista. A Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT) coloca as duas newsmagazines portuguesas, Visão e Sábado, no segmento “informação geral”. Uma categoria que mistura os dez jornais analisados pela APCT e sete revistas, entre as quais as duas newsmagazines. Contudo, quando se analisam as tipologias dos teóricos que classificam as revistas, a newsmagazine surge de forma direta ou indireta.
No caso de Johnson e Prijatel, quando distinguem os tipos de revista (cf. I.5.), a
newsmagazine enquadra-se logo na primeira categoria, a de “consumo” (2007: 15),
que diz respeito aos títulos criados para consumo popular, que se podem adquirir por assinatura ou nas bancas. As teóricas indicam um primeiro subtipo dentro da categoria “consumo”, as revista de “interesse geral”, que explicam ser publicações que trabalham matérias que interessam a um grande número de pessoas. Dão como
exemplo a Reader’s Digest, mas as newsmagazines também servem esta definição. As
autoras norte-americanas referem de forma direta as revistas semanais de informação geral quando aplicam a Teoria dos Usos e Gratificações de Katz, Gurevitch e Haas (1973) para organizar as revistas de acordo com as necessidades que estas publicações servem e o que motiva os leitores a comprá-las.
Para Johnson e Prijatel (2007: 5,6), usando a tipologia de Katz, Gurevitch e Haas, é possível encontrar revistas que satisfaçam nos seus leitores necessidades cognitivas, afetivas, pessoais, sociais ou de libertação de tensão. E referem a
Newsweek e a Time como exemplos de títulos que se enquadram no primeiro tipo, ou
seja, nas revistas que satisfazem necessidades cognitivas dos leitores, uma vez que oferecem informação e análise sobre o que se passa no mundo, ajudando quem as lê a descodificar a realidade. Embora a satisfação de necessidades cognitivas seja claramente predominante, partindo do princípio que no mesmo tipo de revista podem coexistir mais do que uma categoria, é fácil encontrar também o objetivo de satisfazer
86 necessidades afetivas, pessoais, sociais ou de libertação de tensão ao longo das páginas das newsmagazines, sublinhando a natureza eclética deste tipo de publicação.
Se no universo dos jornais, os semanários são os que estão mais próximos das newsmagazines, no campo das revistas, o tipo de publicação que mais semelhanças partilha com este tipo de publicação é a revista ilustrada de informação, também chamada de revista de atualidades, revista ilustrada semanal ou revista de interesse geral, segundo Angeletti e Oliva (2004: 115). Este género nasce cinco anos após a Time, em março de 1928, do outro lado do oceano, com a francesa Vu, criada e dirigida por Lucien Vogel, que tinha sido fotógrafo e editor das revistas La Gazette du Bom Ton e
Jardin des Modes. Vogel interessava-se mais por política do que por moda e estava
convencido que era possível representar os acontecimentos do mundo através da fotografia. Aposta, por isso, numa publicação que narra através de fotorreportagens o que de mais importante aconteceu a cada semana. Também nesta publicação a proximidade inicial com os jornais é denotada logo no título, que incluía a menção, com destaque, Journal de la Semaine. Um subtítulo que rapidamente cai, assumindo a
Vu a sua natureza de domínio fotográfico logo na capa.
Dominadas pela fotografia, pelas páginas da revista Vu passaram os melhores fotógrafos da época, como Brassaï, Robert Capa ou André Kertész. A revista, desaparecida em 1940, inaugurou um género que seria copiado um pouco por todo o mundo, incluindo em Portugal com a Século Ilustrado (1933) e a Flama (1937). Henry Luce, um dos fundadores da Time, lança em 1936 a Life, também inspirada no título francês de 1928. O êxito planetário da Life, que deixou de ser publicada em 2000, tendo agora apenas existência online, foi tal que muitos teóricos desconhecem a sua percursora e a apontam como a fundadora da revista ilustrada de informação. Isto apesar de Luce, como referimos no Capítulo I (cf. I.4), ter reconhecido em 1954 que
“sem a Vu, a Life nunca teria visto a luz do dia”78
. A também francesa Paris Match, que
surge em 194979 pela mão de Jean Prouvost, e a alemã Stern, fundada por Henri
Nannen em 1948, são exemplos de revistas ilustradas de informação de grande êxito, que continuam a ser publicadas todas as semanas.
78 Declaração referida por Freund apud Feyel (2001: 35). 79 Tendo como origem a revista Match, de 1938.
87 De dimensões ligeiramente superiores, a revista ilustrada de informação tem em comum com a newsmagazine a periodicidade semanal e o objetivo de retratar a atualidade nacional e internacional. A abordagem das temáticas é, contudo, menos densa, ocupando o texto um lugar secundário em relação à fotografia. Por outro lado, a revista ilustrada de informação trabalha com frequência o social e as notícias que
envolvem celebridades80. A revista ilustrada de informação original, com uma forte
aposta na cobertura política através da fotorreportagem, foi perdendo terreno – o
fecho da Life é, sem dúvida, o caso mais emblemático – e desapareceu por completo
em Portugal. Joaquim Letria81considera que “as ilustradas são mortas pela televisão”,
ao mesmo tempo que a newsmagazine moderna se multiplica um pouco por todo o mundo e absorve elementos das revistas ilustradas de informação, apostando na fotografia e num design mais arrojado.
Ao contrário do que se passa com o universo das revistas em geral, tem havido
atenção académica regular às newsmagazines, em particular à Time82. Stephen Bates,
professor de Jornalismo e Estudos dos Média, na University of Nevada, afirma que a primeira newsmagazine do mundo “está entre as publicações mais aprofundadamente investigadas no mundo” (2011: 40). Justifica esta afirmação, com a existência de uma história autorizada da Time publicada em três volumes, as biografias de Briton Hadden, e de Henry Luce, e os livros de memórias de vários editores sobre a experiência de trabalho na revista. Em termos académicos, Bates diz que “os investigadores têm analisado a cobertura da Time de, entre outros assuntos, eleições, mortes de celebridades, memória pública, religião, temas sociais, China, África, o Xá do Irão, Martin Luther King Jr, e a reformista da área da educação Michelle Rhee, assim como a
narrativa da revista e o uso que faz dos verbos modais” (Bates, 2011: 40).
Outras newsmagazines que têm sido abordadas com alguma regularidade em estudos académicos são a Newsweek, a US News & World Report, a Veja, esta última maioritariamente por académicos brasileiros, que também se têm debruçado, mais
80
O que a sugere precursora das revistas de social, também designadas por revistas de sociedade ou revistas cor de rosa, que em Portugal tem como exemplos os títulos Nova Gente, Caras, Vip ou Lux. 81 Em entrevista realizada no âmbito desta investigação a 9 de abril de 2010. Transcrição disponível no Anexo II.
82 Um facto a que, no caso dos estudos mais recentes, não pode ser alheio o volume de materiais que a newsmagazine americana disponibiliza online gratuitamente.
88 recentemente, sobre a Época e a IstoÉ. Em Portugal, a capa da Visão tem sido o objeto preferido. A explicação mais lógica para que a produção científica sobre newsmagazines seja mais profícua do que a aplicada ao universo das revistas em geral pode residir precisamente na sua natureza de “jorvista”. Tal como diários e semanários, as newsmagazines dão atenção alargada às hard news, fazem claramente jornalismo, sem necessidade de acrescentar “de revista”, e isso facilita a abordagem pelos estudos dos média.