• Sonuç bulunamadı

A Psicologia do Esporte como uma disciplina da Ciência do Esporte cresceu juntamente com o desenvolvimento do esporte após a II Guerra Mundial. A Psicologia como a disciplina mãe também se desenvolveu principalmente ao longo dos últimos 60 anos. A Psicologia do Esporte tem sido institucionalizada de várias formas através de congressos

científicos, disciplinas nas universidades, publicações e sociedades científicas nacionais e internacionais (SCHILLING, 1992).

O marco histórico fundamental para o desenvolvimento da Psicologia do Esporte no mundo foi a realização do I Congresso Mundial de Psicologia do Esporte em Roma, em 1965, no qual foi fundada a International Society of Sport Psychology – ISSP. Para Schilling (1992), os congressos representam uma metáfora do que há de mais importante no campo da Psicologia do Esporte no âmbito internacional. O autor realizou um estudo apresentado na

Sport Science Review especial sobre Psicologia do Esporte, em 1992, quando analisou os sete

primeiros eventos internacionais.

Na década de 50, após a II Guerra Mundial, as Ciências do Esporte, especialmente a Medicina do Esporte foi usada para aperfeiçoar a performance atlética. Nos anos 60, um grupo de médicos franceses, espanhóis e italianos discutia não só os aspectos físicos, mas também os aspectos psicológicos da performance esportiva: citius, altius, fortius. Indagações sobre como alcançar uma melhor performance e como desenvolver o treinamento marcaram o início da sistematização dos fatores psicológicos.

No I Congresso Mundial da área, em Roma, o psiquiatra italiano Ferruccio Antonelli, editor dos Anais desse evento, destacou no prefácio da obra que a Psicologia aplicada ao esporte já apresentava nível científico e uma prática importante não indiferente. Ressaltava também que a comunidade acadêmica já estava pronta para se organizar e cooperar para um melhor desenvolvimento de um tão importante e produtivo campo de pesquisa. No congresso de Roma foram apresentadas 216 comunicações por 237 autores de 27 países. Muitos diferentes tópicos e abordagens da Psicologia do Esporte foram apresentados: mecanismos fisiológicos e psicológicos no esporte; aspectos da psicologia social no esporte; mulher no esporte; psicoterapia e psicopatologia no esporte; atletas militares; drogas no esporte (SCHILLING, 1992).

Após os Jogos Olímpicos do México, a Sociedade Internacional de Psicologia do Esporte – ISSP foi convidada para realizar o II Congresso nos Estados Unidos, em Washington. Durante os Jogos Olímpicos, e especialmente nesse congresso, havia um sentimento de pesada tensão provocado pelas forças armadas da então União Soviética na ocupação de Praga. O tema central definido para o congresso foi “Dimensões Sociais do Esporte”. Além da situação política internacional, as comunicações e discussões nesse congresso foram prejudicadas por não haver tradução para outro idioma que não fosse o inglês.

Cinco temáticas foram priorizadas no congresso: (a) a personalidade do atleta; (b) a psicologia social do esporte; (c) a criança e a atividade física; (d) aprendizagem motora; (e) problemas metodológicos em psicologia do esporte. Ênfase especial foi colocada no atleta e sua personalidade, tanto quanto a posição e o significado psicológico do esporte e da educação física no contexto social da época. Esses dois temas estiveram muito presentes nas discussões da Psicologia do Esporte durante o final dos anos 60. Gerald Kenyon e T. Grogg foram os editores dos Anais desse II Congresso intitulado Psicologia Contemporânea do

Esporte.

Em sua conferência sobre a Psicologia Social do Esporte e a Atividade Física, Gerald Kenyon lembrava que a primeira investigação de laboratório em psicologia social foi conduzida por Tripplet, em 1897, usando uma tarefa motora no seu clássico estudo da influência social sobre a performance. Destacava também que pesquisadores demonstravam pouco interesse em explicar o comportamento social ou funcionamento dos sistemas sociais, usando o esporte meramente como uma conveniente e definitiva forma de ação social.

Aspectos da Psicologia Social tornaram-se uma ativa área de conhecimento nos Estados Unidos, embora, sob o poder soviético, tenha se expandido posteriormente pela Europa.

Para a organização do II Congresso, nos Estados Unidos, foi fundada a North

American Society for the Psychology of Sport and Physical Activity – NASPSPA, realizando o

seu primeiro evento científico no ano de 1967.

Após a realização do II Congresso, em dezembro de 1968, Eric de Winter da França e Ema Gueron da Bulgária lideraram um protesto contra os organizadores americanos do evento da ISSP nos Estados Unidos, promovendo o I Congresso Europeu de Psicologia do Esporte e fundando, também, a Federação Européia de Psicologia do Esporte e das Atividades Corporais – FEPSAC, que passou a apoiar fortemente a criação de outras sociedades de Psicologia do Esporte.

Em 1973, o III Congresso Mundial de Psicologia do Esporte foi realizado em Madrid com temática centrada na Performance Humana e Psicologia. As discussões alertaram para o fato de que tantos os atletas de competição como as crianças nas aulas de educação física até então eram tratados como se fossem simplesmente “corpos fisiológicos”, negligenciando-se os aspectos psicológicos da performance humana. Na sua conferência, “Atributos Intelectuais e Esportes de Performance”, Bryan Cratty ressaltava que, se os cientistas do esporte de várias disciplinas tomassem a posição filosófica de que o homem

pensa tanto quanto alcança performances, então deveriam analisar as interações de vários aspectos do esporte performance e a natureza multidimensional do comportamento inteligente.

Nesse III Congresso ficou evidente que a elevação da performance foi o principal tema discutido, entre outros: (a) psicologia do esporte em geral; (b) aprendizagem motora e eficiência no esporte; (c) comunicação humana através da atividade física. A melhoria da performance continuou sendo o principal tema nos congressos subseqüentes, destacando os seguintes aspectos de investigação: (a) o papel da psicologia do esporte; (b) o papel do psicólogo esportivo; (c) a base teórica e ética da melhoria da performance.

A cidade de Praga foi a sede do IV Congresso Mundial de Psicologia do Esporte em 1977, tendo como tema central a personalidade no esporte. Foi um tema novo que surgiu e que se tornou presente nos congressos seguintes. Embora se constatando que o mundo dos esportes era dominado pelos homens, algumas mulheres pesquisadoras começaram a trabalhar em Psicologia do Esporte, focalizando a participação feminina. Nesse IV Congresso deve-se ressaltar a conferência de Dorothy Harris intitulada “Uma Nova Maneira de Olhar a

Personalidade e o Esporte”, destacando que masculinidade e feminilidade, como

culturalmente definidas, são extremamente resistentes a mudanças, o que é especialmente verdade onde o esporte de competição tem sido concebido. A pesquisadora propunha que as dimensões psicológicas da masculinidade e feminilidade não deveriam ser apenas conceptualmente distintas dos papéis do sexo masculino ou feminino, mas de atributos masculinos e femininos, uma vez que essas diferenças entre os sexos não são oposições bipolares.

O IV Congresso em Praga recebeu 373 delegados de 28 países, tendo sido apresentados 229 papers que foram reunidos nos Anais, tendo W. Vanek como editor dessa publicação.

Em 1981, Otawa, no Canadá, foi a sede do V Congresso Mundial de Psicologia

do Esporte. O tema central discutido no evento foi “Treinamento e Personalidade”. Os

organizadores do congresso introduziram um novo estilo de evento científico e um novo tipo de Anais, ampliando as perspectivas da Psicologia do Esporte para a vida cotidiana. Foram publicados três volumes dos trabalhos apresentados no congresso: Mental Training for

Coaches and Athletes, editado por Orlick, Partington e Salmela; New Paths of Sport Learning,

editado por Salmela, Partington e Orlick; Sport in Perspective, editado por Partington, Orlick e Salmela.

Nesse V Congresso, temas como participação, educação, cooperação, treinamento e aconselhamento foram enfatizados pelos organizadores e editores na profissionalização e difusão da Psicologia do Esporte. Um aspecto importante sobre a difícil profissão de treinador foi bastante discutido, referindo-se à participação de crianças no esporte de competição. Vencer e perder, sucesso e fracasso são aspectos que devem ser investigados sistematicamente pela Psicologia do Esporte.

Em 1985, a Sociedade Internacional de Psicologia do Esporte celebrou 20 anos de existência e teve como sede para a realização do VI Congresso Mundial de Psicologia do

Esporte, a cidade de Copenhagen, na Dinamarca. O evento focalizou três temáticas principais:

(a) psicologia do esporte contemporânea; (b) psicologia do esporte na teoria e na prática; (c) aplicações em psicologia do esporte. Os dois primeiros temas foram publicados em volumes separados, tendo Lars-Eric Unestahl como editor dos Anais, e o terceiro não foi publicado.

Aprendizagem motora foi uma principal área de investigação na Psicologia do Esporte desde o início. Robert Singer, na sua conferência intitulada “Perspectivas Correntes

em Aprendizagem Motora e Psicologia do Esporte”, destacava que era fácil fazer uma breve

história da Psicologia do Esporte e da Aprendizagem Motora, mas ainda não estava claro o que constituia a especificidade de pesquisa dessas duas áreas, não havendo convergência de esforços entre ambos até então. A contribuição de Glencross intitulada “Human Skill and

Motor Learning” evidenciava as sérias limitações do estudo da aprendizagem motora em

contextos artificialmente isolados.

Após a realização de quatro congressos na Europa (Roma, Madrid, Praga e Copenhagen) e dois na América do Norte (Washington e Otawa), o VII Congresso Mundial de Psicologia do Esporte teve como sede Singapura, na Ásia, em 1989. Participaram do evento mais de 400 delegados de 35 países. O tema mais discutido nesse congresso foi o exercício para o bem-estar humano. O exercício para manutenção da saúde numa perspectiva psicológica cresceu muito de interesse através da década de 80.

No final dos anos 80, esse tema se tornou parte tão importante da Psicologia do Esporte que o principal periódico da área, o Journal of Sport Psychology, mudou o nome para

Journal of Sport & Exercise Psychology, refletindo a mudança.

Temas apresentados e discutidos no VII Congresso refletiram também essa tendência ao focalizarem a prática do exercício e qualidade de vida, percepção do esforço e bem-estar através da atividade física. Psicologia do Exercício tem se desenvolvido como um

campo principal dentro da Psicologia do Esporte. Na América do Norte já é uma das três subdivisões da “Association for the Advancement of Applied Sport Psychology”.

Na conferencia de R. Dishman intitulada “Physical Activity: The Way to the

Psychological Wellbeing”, no congresso de Singapura, ficou evidenciado que, embora muitas

instâncias de problemas de saúde mental necessitem de psicoterapia, psicofarmacoterapia ou hospitalização, o papel da atividade física na atenção preventiva da saúde mental demanda estudo continuado.

Durante o VII Congresso Mundial em Singapura foi fundada mais uma sociedade científica continental, a Asian South Pacific Association of Sport Psychology – ASPASP, realizando seu primeiro congresso em Melbourne, em 1991. Em 1993, Lisboa foi a sede do

VIII Congresso Mundial de Psicologia do Esporte.

Os estudos de Psicologia do Esporte, de um modo geral, ou são direcionados para o esporte de alta performance ou para a prática do esporte de crianças e adolescentes, visando à competição esportiva, a curto ou médio prazo. Os estudos de Psicologia do Esporte aplicados à Educação Física Escolar geralmente estão voltados para temas específicos de aprendizagem motora ou para o processo de socialização através do esporte. Psicologia do Esporte aplicada ao âmbito educacional, na escola ou no lazer, que aborde o ser humano na sua totalidade e também se preocupe com o desenvolvimento do adulto, tem sido pouco divulgado nos meios acadêmicos comumente acessíveis aos pesquisadores.

Cabe destacar os estudos de Csikszentmihalyi (1992, P. 20) e colaboradores sobre a Teoria do Fluxo aplicada ao esporte e ao lazer. O fluir é o conceito fundamental dessa teoria que significa “o modo como as pessoas se referem ao seu estado mental quando a consciência está organizada de forma harmoniosa, e desejam continuar a atividade pela satisfação que sentem”. Para o autor, tudo que o corpo pode fazer tem um potencial para gerar satisfação. No entanto, as pessoas ignoram essa capacidade, não sabendo usar seus atributos físicos, deixando, portanto, inexplorada essa via de acesso ao fluir. Assim, quando não desenvolvemos os sentidos, recebemos informações caóticas:

[...] quando destreinado, o corpo se movimenta de maneira desajeitada e insegura; um olho insensível presencia cenas feias ou desinteressantes; um ouvido pouco musical escuta principalmente barulhos desafinados; o paladar não refinado percebe apenas sabores insípidos. Se deixarmos que as funções do corpo se atrofiem, a qualidade de vida torna-se apenas adequada [...] Porém, se aprendermos a controlar aquilo que o corpo pode fazer, e impusermos ordem às sensações físicas, a entropia sede lugar a uma

sensação de satisfação e harmonia na consciência (CSIKSZENTMIHALYI. 1992, P. 141).

O corpo humano é capaz de realizar infinitas funções distintas como ver, ouvir, tocar, correr, nadar, arremessar, agarrar, escalar montanhas, entrar em cavernas entre outras, e “para cada uma delas há uma experiência do fluir correspondente”. Explica o autor que

Quando uma função física normal, como correr, é realizada numa estrutura socialmente planejada, orientada para uma meta com regras que ofereçam desafios e exijam habilidades, ela se torna uma atividade que flui. [...] acrescentando à atividade uma dimensão ritualística elaborada, o simples ato de movimentar o corpo no espaço torna-se uma fonte de retorno complexa que proporciona a experiência máxima, e reforça o self. Cada órgão sensorial, cada função motora pode ser canalizada para produzir o fluir (CSIKSZENTMIHALYI. 1992, pp. 141-142).

Altius, citius, fortius! Mais alto, mais rápido e mais forte! A máxima latina dos Jogos Olímpicos da Modernidade “é um resumo perfeito, embora incompleto, de como o corpo pode experimentar o fluir”, pois ela abrange o fundamento lógico de todos os esportes, que é “fazer melhor algo que já foi feito antes”. As experiências do fluir utilizando aptidões físicas não ocorrem apenas no contexto de importantes proezas atléticas, como os participantes dos Jogos Olímpicos. Afirma o autor que

Toda pessoa, independente de sua capacidade, pode subir um pouco mais alto, ir um pouco mais rápido e tornar-se um pouco mais forte. A alegria de ultrapassar os limites do corpo está ao alcance de todos. Mesmo a ação física mais simples pode causar satisfação quando se converte numa fonte geradora do fluir (CSIKSZENTMIHALYI. 1992, p. 144).

As etapas essenciais desse processo do fluir são assim caracterizadas por Csikszentmihalyi (1992, p. 144):

1. Estabelecer uma meta global e tantas submetas quantas forem realmente exeqüíveis;

2. Descobrir formas de avaliar o progresso em função das metas escolhidas; 3. Manter-se concentrado no que se está fazendo e continuar efetuando distinções

cada vez mais precisas nos desafios envolvidos na atividade;

4. Desenvolver as aptidões necessárias para interagir com as oportunidades disponíveis;

No estudo sobre o fluir no esporte, publicado no livro Flow in Sports, Jackson e Csikszentmihalyi (1999) descrevem nove dimensões identificadas no estado de fluxo, vivenciadas no contexto do esporte: (1) Equilíbrio entre desafio e habilidade; (2) Fusão entre ação e consciência; (3) Metas objetivas; (4) Feedback preciso; (5) Concentração na tarefa; (6) Senso de controle; (7) Perda da autoconsciência; (8) Transformação do tempo; (9) Experiência autotélica.

Se a experiência de fluxo, experiência máxima, experiência autotélica é aquela que tem um fim em si mesma, como transformar ou enriquecer a vivência esportiva para que possa contribuir com a melhoria da qualidade de vida? Aprimorar a qualidade da vivência para que a vida seja melhor significa encontrar o caminho para se conquistar uma personalidade autotélica.

Quando o indivíduo consegue equilibrar diversos fatores biológicos, sociais, culturais, existenciais, envolvendo-se com complexas atividades desafiadoras que propiciam vivenciar o fluir, é uma vida “mais digna de ser vivida do que uma vida de consumo e entretenimento passivo”, comenta o autor, explicando ainda que

Quando conseguimos enfrentar a vida com tamanho envolvimento e entusiasmo, podemos dizer que conquistamos uma personalidade autotélica. [...] Uma pessoa autotélica precisa de poucos bens materiais e pouco entretenimento, conforto, poder ou fama, porque o que ela faz já é gratificante (CSIKSZENTMIHALYI. 1999, pp. 114-115).

Nas pesquisas realizadas por Csikszentmihalyi e seus colaboradores, uma dimensão importante do que significa ser autotélico está relacionada ao que a pessoa faz com seu tempo. O chamado lazer passivo não oferece muita oportunidade para que a pessoa exercite a suas habilidades. Aprende-se a experimentar o fluxo quando se busca envolvimento em atividades complexas e desafiadoras como o trabalho intelectual e o lazer criativo.

Outro aspecto importante evidenciado nas pesquisas indica que as pessoas autotélicas se preocupam menos consigo mesmas, possuindo, portanto, mais energia psíquica livre para experimentar a vida. Observa-se também que os indivíduos criativos, geralmente, são autotélicos, pois muitas vezes chegam às suas descobertas porque possuem energia psíquica de sobra para investir em coisas aparentemente sem importância.

De sua pesquisa sobre criatividade e invenção, o autor constata que o interesse de uma pessoa autotélica não é inteiramente passivo e contemplativo. O importante é que o

interesse seja desinteressado, ou seja, “que não esteja inteiramente a serviço de nossas

próprias metas pessoais”, pois só poderemos aprender a realidade se a nossa atenção “conseguir se libertar de nossas metas e ambições”.

Refletindo sobre o dilema humano na vida cotidiana, o autor ressalta que a maioria das pessoas aprende a poupar a atenção para poder lidar com as exigências imediatas de suas vidas, sobrando muito pouco para que possa se interessar pela natureza do universo, o próprio lugar no cosmo ou em qualquer outra coisa que não seja computada como ganho na contabilidade de metas imediatas.No entanto, afirma o autor que

[...] sem o interesse desinteressado a vida é desinteressante. Não há espaço para o deslumbramento, a novidade, a surpresa, para a transcendência dos limites impostos por nossos medos e preconceitos. Se o indivíduo deixou de desenvolver a curiosidade e o interesse nos primeiros anos de vida, é uma boa idéia fazê-lo agora, antes que seja tarde demais para melhorar a qualidade de sua própria vida (CSIKSZENTMIHALYI. 1999, pp. 123-124).

Sobre as oportunidades do lazer criativo para se vivenciar o fluir, o autor evidencia que se o próprio trabalho está além da redenção, é preciso saber fazer do tempo livre “uma oportunidade real para o fluxo” para poder explorar o nosso potencial do self e do ambiente. Com tantas opções para se vivenciar os jogos e os esportes, só a falta de imaginação ou de energia poderá impedir esse caminho para o fluir, encontrando-se assim com a alegria de viver.