5. ARAġTIRMANIN SINIRLILIKLARI
2.7. Ölçeğin Uygulanması
Do mesmo modo, intentando um acompanhamento maior da aprendizagem das crianças em relação à competência leitora, a SME do município de Fortaleza, tendo como setor responsável a Coordenadoria de Ensino Fundamental, Célula de Ensino Fundamental I - Eixo de avaliação, orienta uma avaliação em rede que acontece periodicamente nas turmas do Ensino Fundamental, a ADR. Por meio dos Distritos de Educação, a SME envia para as escolas um instrumental específico para cada avaliação, a ser aplicado de forma individual com os alunos. Nas turmas de 1º ano, 2º ano e PCA28, essa avaliação acontece com periodicidade bimestral no primeiro semestre e mensal no segundo semestre do ano letivo.
Segundo as orientações sobre a sistemática de avaliação da rede municipal (FORTALEZA, 2016c, p. 1, grifo do autor), “O caráter diagnóstico da avaliação qualifica o contexto, as características e o nível em que se encontra o estudante em qualquer momento do seu percurso, a fim de subsidiar algumas sequências de trabalho e estratégias de ação adaptadas às suas necessidades, pré-requisitos e interesses.” Dessa forma, os instrumentais avaliam a leitura e a escrita das crianças com o intuito de acompanhar sua aprendizagem no decurso do ano letivo, a fim de colher dados com o objetivo de direcionar as intervenções didáticas específicas às necessidades dos alunos e, consequentemente, elevar os níveis de aprendizagem. A intencionalidade dessa ação está explícita no documento disponibilizado às escolas pela SME ao afirmar que,
A inserção dos instrumentais de avaliação (mensal e periódica) na rotina da escola possui o intuito de diagnosticar a aprendizagem do aluno, por meio de uma análise entre o planejamento pedagógico e os resultados da avaliação, adequando assim, a intervenção pedagógica de acordo com as necessidades do aluno (FORTALEZA, 2016c, p. 8).
Com esse objetivo, por meio do SAEF29, um sistema desenvolvido pela própria SME, os coordenadores das escolas, de posse dos resultados das avaliações realizadas pelos professores com os alunos, inserem os dados nesse sistema para acompanhamento dos distritos de educação, os quais dão conta do andamento da aprendizagem dos alunos à SME. Subjacente a esse acompanhamento está uma preocupação com a avaliação externa a ser aplicada no final do ano letivo nas turmas de 2º ano, que classifica os municípios do estado do
28 Programa de Consolidação da Alfabetização (PCA) – turma que atende aos alunos do 3º ao 5º ano ainda não
alfabetizados, utilizando metodologia específica para a alfabetização.
29 O SAEF ajuda no processo de cadastramento da avaliação de alunos para obter relatórios de desempenho de
Ceará conforme os padrões de desempenho do SPAECE-Alfa, já mencionados na seção 4.4 desse trabalho.
As ADR assumem um caráter formativo à medida que, a cada resultado, os gestores, juntos aos professores, devem planejar as intervenções adequadas aos alunos em fase de alfabetização com vistas à efetiva aprendizagem. A SME (FORTALEZA, 2016c, p. 1, grifo do autor) defende que “O caráter formativo orienta e reorienta o processo de elaboração do conhecimento, exigindo de professores e estudantes o estabelecimento da relação dialógica entre ensinar e aprender [...]”, dando conta aos envolvidos do nível de conhecimento em comparação ao padrão desejado para o ano e possibilitando, assim, um olhar mais direcionado do professor na construção e elaboração de ações didáticas que visem à melhoria do desempenho do estudante.
Nas ADR, os alunos são submetidos à leitura individual de textos, frases e palavras para que os dados sejam coletados e, por meio do SAEF, possam ser agrupados de acordo com a legenda e analisados. Tratando-se dos instrumentais do 1º ano, as unidades linguísticas, base para a avaliação da leitura, são assim distribuídas:
a) três opções de textos;
b) seis opções de frases, relacionadas aos textos, e
c) vinte e quatro opções de palavras, dentre elas, palavras com sílabas canônicas e não canônicas, também relacionadas aos textos.
Os textos, frases e palavras submetidos à leitura dos alunos sujeitos dessa pesquisa, no período da investigação de campo, encontram-se no Anexo D.
Na leitura, os resultados dessa avaliação são expostos e agrupados em uma tabela com a seguinte legenda:
Quadro 10 ─ Legenda da avaliação da leitura
NÃO IDENTIFICA LETRAS/SÍLABAS NI
APENAS LETRAS AL
APENAS SÍLABAS AS
LÊ PALAVRAS LP
LÊ FRASE LF
LÊ TEXTO SILABANDO LTS
LÊ TEXTO COM FLUÊNCIA LTCF
Além das ADR, no 1º ano, há outro instrumental de avaliação, de periodicidade bimestral, que avalia algumas habilidades de leitura dos alunos, a ser preenchido pelo professor da turma. Trata-se de uma ficha na qual o professor, ao longo do ano, ancorado nas atividades cotidianas realizadas, vai acompanhando e registrando o desenvolvimento dos alunos nas habilidades especificadas na PCLP, PCN e Direitos de Aprendizagem mencionados na seção 3.3. O documento é o Instrumental de avaliação da aprendizagem – 1º ano (Anexo C) e, no eixo leitura, traz as seguintes habilidades a serem avaliadas por meio da legenda ED – em desenvolvimento e DS – desenvolvimento satisfatório:
Quadro 11 ─ Habilidades avaliadas no eixo da leitura 1. Lê textos não-verbais, em diferentes suportes;
2. Relaciona textos verbais e não-verbais, construindo sentidos;
3. Lê textos (poemas, canções, tirinhas, textos de tradição oral, dentre outros) com autonomia, lidos pelo professor ou por outras crianças;
4. Antecipa sentidos e ativa conhecimentos prévios relativos aos textos a serem lidos pelo professor ou por outras crianças;
5. Compreende textos lidos por outras pessoas, de diferentes gêneros e com diferentes propósitos;
6. Reconhece finalidades de textos lidos pelo professor ou por outras crianças;
7. Localiza informações explícitas em textos lidos pelo professor ou outro leitor experiente; 8. Realiza inferências em textos lidos pelo professor ou outro leitor experiente;
9. Interpreta textos de diferentes gêneros e temáticas com autonomia. Fonte: SME.
Fechando a sistemática de avaliação anual do 1º ano, os professores elaboram um relatório descritivo baseado no referido instrumental de avaliação. No que tange a essa ação, o documento de orientações assevera:
A referida ficha auxiliará na elaboração do Relatório Descritivo Anual considerando as habilidades definidas para cada ano escolar em cada etapa, respeitando e valorizando as especificidades das áreas de conhecimento. Contemplará toda a evolução do estudante, e será referência para o professor do ano seguinte, possibilitando-lhe um planejamento mais eficaz (FORTALEZA, 2016c, p. 2).
Na elaboração do relatório, o professor deve fazer um apanhado geral do desempenho, das conquistas e avanços do aluno durante o ano letivo, além dos aspectos
sócio-afetivos. A SME, por meio do documento Orientações para elaboração dos relatórios – 1º e 2º anos – Ensino Fundamental, aponta sugestões de como o professor organizar as observações, os registros feitos e redigir o texto. Conforme as referidas orientações “A avaliação contínua e cuidadosa de cada criança é de suma importância para evidenciar os momentos de aprendizagem no seu cotidiano.” (FORTALEZA, [2015], p. 1). A pesquisa em questão, por meio da análise documental e da observação, propõe-se a verificar se efetivamente esse instrumento atende ao objetivo exposto e desejado pela SME.
Com a pesquisa, foram revelados os instrumentos de avaliação aplicados às crianças do 1º ano descritos no quadro a seguir.
Quadro 12 ─ Instrumentos de avaliação - 1º ano
Instrumento Objetivo Periodicidade
Caderno de registro das observações
Registrar sucintamente as observações feitas pelo professor das interações cotidianas das crianças e subsidiar a escrita do relatório anual.
Diário/semanal
Instrumental de avaliação da aprendizagem do 1º ano
Preencher, baseado em critérios pré- estabelecidos, o desenvolvimento das crianças e subsidiar a escrita do relatório anual.
Bimestral
Relatórios individuais
Descrever criticamente o percurso de desenvolvimento vivido pelas crianças em cada um dos semestres do ano letivo.
Anual
Avaliações Diagnósticas de Rede
(ADR)
Avaliar a leitura das crianças; Gerar relatório por meio do SAEF;
Subsidiar as ações visando à melhoria da aprendizagem dos alunos.
Bimestral no 1º semestre; Mensal no 2º
semestre. Fonte: Achados da pesquisa documental.
O relatório da Educação Infantil, assim como o do 1º ano do Ensino Fundamental, segundo os documentos municipais de orientação aos professores, é apontado como instrumento de orientação ao professor do ano seguinte, para que este possa conhecer antecipadamente algumas características e o histórico das crianças que irão atender. Tais instrumentos de avaliação têm funcionalidade na interlocução dos professores de anos subsequentes das informações acerca das crianças, cumprindo a função social e pedagógica no contexto escolar da transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental, bem como do
1º para o 2º ano do Ensino Fundamental. Nos Anexos E e F, encontram-se exemplos de relatórios individuais de alunos das turmas Infantil V e 1º ano, respectivamente.
O resultado da busca documental revelou que as turmas investigadas utilizam diversificados instrumentos de avaliação, sendo comum às duas turmas: o caderno de registro das observações, a ficha avaliativa ─ instrumento que para o Infantil V tem o nome de Ficha de acompanhamento do desenvolvimento da criança e, para o 1º ano, é nomeada de Instrumental de avaliação da aprendizagem do 1º ano ─ e os relatórios individuais. Exclusivamente utilizadas no 1º ano, identificaram-se as ADR.