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Ölçülerin Bedeni

2. POSTHÜMANİZM KAVRAMI ve TRANSHÜMANİZMİN DÜŞÜNSEL

2.2. Tranhümanizmin Zihinsel Serüveni

2.2.3. Rönesans'tan XXI Yüzyıla

2.2.3.1. Ölçülerin Bedeni

A produção de conhecimento dos professores da Pós-Graduação tem em sua construção o sentido da reflexão e do interesse, não se reduzindo às questões técnicas, pedagógicas ou didáticas da educação, mas visando também a uma produção de conhecimento prático, socialmente útil, fundamentado em uma leitura de intervenção da sociedade civil e sociedade política.

Nesse sentido, a produção de conhecimento desses docentes se traduz em construção acadêmica, sobretudo em pesquisa, produção bibliográfica e ensino que tentam realizar uma integração concreta entre as ações científicas e as práticas profissionais.

Esta pesquisa permite avaliar que no campo acadêmico a produção docente baseia- se, em grande parte, no princípio da originalidade e reestruturação de conhecimentos diretamente construídos nas atividades profissionais, através da ação comunicativa prática, experimental, sensorial.

A produção do conhecimento dos docentes do Programa apresenta, em seu fundamento político, as dimensões de ciência e tecnologia como universalização tanto na comunicação, ao promover a integração global da produção, como ao personalizar as identidades e individualidades, criando novas formas de interação com a vida social.

A penetrabilidade do conhecimento no mundo da vida tem como ponto inicial a complexidade que opera a economia, a sociedade e a cultura. O Estado pode ser interpretado como elemento político para emergir a inovação, como também pode tornar-se incapaz de promover novas formas de comunicação, estagnando a autonomia da sociedade para criar e ampliar novas formas de saber (HABERMAS, 2004).

O saber pensar e o aprender deixam de ser fatores técnicos, para se expressar como ação crítica e criativa do conhecimento, como processo epistemológico. Assim, conhecimento significa cientificização da vida que, para Habermas (2004), indica a colonização do mundo da vida.

Dessa forma, o conhecimento relaciona-se com o impacto da ciência na vida das pessoas e a informatização do mercado, promovendo o fator organizacional da produtividade, força motriz do capitalismo (CASTELLS, 1999).

Esse autor acrescenta, ainda, que, o referido conhecimento continua, sobretudo, relevante na construção de novos conhecimentos, em um movimento dialético, com uma dinâmica marcada pela ciência e tecnologia, permitindo, desde logo, o processo de informação voltado para a competitividade globalizada.

Nesse conjunto, o conhecimento fundamenta-se no paradigma caracterizado pela informação como matéria-prima, que penetra na atividade social, nos processos individuais e coletivos, moldado sobre a lógica de redes, ou seja, vincula-se em relações crescentes de interações para o desenvolvimento e produtividade.

A produtividade do conhecimento, como sistema de rede, baseia-se na flexibilidade de reconfigurar as constantes mudanças organizacionais com criatividade, ampliando as formas do agir comunicativo (HABERMANS, 1989).

A dinâmica da produtividade do conhecimento interage com a economia, utilizando-se de estruturas globais, ou seja, uma organização econômica capaz de funcionar em unidade, em tempo real, baseando-se na infraestrutura mercantil da tecnologia, da informação e da comunicação.

Embora a produção do conhecimento seja globalizada, isso não a faz planetária, o que permite sinalizar algumas correntes sobre a competitividade e a relação da sociedade, bem como o papel do Estado (CASTELLS, 1999).

Ainda para Castells (1999), a acumulação do conhecimento visa ao desenvolvimento, em níveis cada vez mais complexos, do processo de informação, reestruturando o capitalismo, como forma de produção.

Discutir o conhecimento inclui perceber que a relação entre tecnologia e ciência torna-se fator decisivo no processo de inovação das forças produtivas, caracterizadas pelo entrelaçamento dos interesses de grupos e pela ação comunicativa.

Para Castells (1999), o mundo divide-se, cada vez mais, entre a parte que é capaz de produzir o próprio conhecimento e aqueles que o copiam. Afirma ainda que existe a construção de uma força produtiva convertida em ciência em expansão, nas esferas sociais e nos espaços da tecnologia, capaz de promover, em grande parte, a substituição do senso comum pela crescente lógica do conhecimento científico, evidenciando, sobretudo, a competitividade que transforma as ações sociais, orientadas pelas estratégias políticas, em uma permanente reconstrução do capitalismo.

Hoje, a construção do conhecimento vincula-se às novas tecnologias como ferramentas do processo de desenvolvimento das pesquisas científicas, o que permite uma nova reestruturação do aprender a fazer, relacionado à interatividade contínua de ações entre os sujeitos e a sociedade.

Assim, conhecimento na modernidade efetiva-se através da produtividade e competitividade, bem como da capacidade de gerar e processar atividades para o crescimento econômico. A reestruturação capitalista impulsiona uma economia em rede, interdependente dos processos científicos e tecnológicos, permeando descobertas que intensificam o crescimento produtivo, para Castells (1999)

A tecnologia e o gerenciamento da tecnologia, envolvendo mudanças organizacionais, poderiam estar se difundindo a partir da produção da tecnologia de informação, telecomunicações e serviços financeiros (as localidades originais da revolução tecnológica), alcançando em grande parte a atividade industrial e depois os serviços empresariais, para então, aos poucos, atingir as atividades em que existe menos incentivo para a difusão da tecnologia e maior resistência a mudanças organizacionais. (CASTELLS, 1999, p. 97)

Desse modo, a ênfase na esfera econômica intensifica as oportunidades produtivas da ciência e tecnologia, através de interesses políticos articulados em um sistema globalizado.

O conhecimento no processo produtivo tem como princípio a flexibilização, pois permite a sua transformação, de acordo com as variações do mercado, em uma visão desenvolvimentista que estabelece o princípio mercantilista do crescimento econômico (CASTELLS, 1999).

A fonte da produtividade e crescimento reside na geração de conhecimento que se expande na esfera da atividade econômica mediante o processamento da informação. Castells (1999, p. 225) afirma que “conhecimento e informação, sem dúvida, parecem ser as fontes principais de produtividade e crescimento nas sociedades avançadas”.

Esse autor acrescenta, ainda, que a inter-relação do conhecimento com a inovação incide sobre o valor agregado neste processo, pois

É um conjunto específico de relações de produção e gerenciamento com base em uma organização social que, de modo geral, compartilha uma cultura de trabalho e metas instrumentais, visando gerar novos conhecimentos, novos processos e novos produtos. (CASTELLS, 1999, p. 414)

Em suma, o conhecimento na sociedade pode ser entendido como um conjunto interdependente, com estruturas abertas capazes de aumentar de forma ilimitada, desde que se utiliza da comunicação, para compartilhar da mesma linguagem em uma estrutura dinâmica suscetível de inovações.

Portanto, o conhecimento e os interesses que promovem a sua produção são relações conexas no processo de construção, de transformação na experiência humana, na ação individual e coletiva, fundamentada vis-à-vis às permanências das

incongruências necessárias para renovar as realidades e suas incompletudes na tessitura do conhecimento.

CAPÍTULO IV

A PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO E A

PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO