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Alt amaç: Okul öncesi öğretmenlerinin öz yeterlik inançları ne düzeydedir? Tablo 4’te o kul öncesi eğitimi öğretmenleri öz yeterlik inançların ne düzeyde olduğunu

SONUÇLAR VE TARTIŞMA

1. Alt amaç: Okul öncesi öğretmenlerinin öz yeterlik inançları ne düzeydedir? Tablo 4’te o kul öncesi eğitimi öğretmenleri öz yeterlik inançların ne düzeyde olduğunu

Poucos anos depois do advento dos tipos móveis, já havia quem reclamasse que era impossível ler todos os livros, mesmo que fosse só o título. Diante do aumento exponencial de atividades e sa- beres, a solução adotada por enciclopédias modernas foi “substituir a exigência positivista de cobertura integral de conteúdos específicos de cada disciplina por uma estrutura temática” (Pombo, 2006, s.p.).

Ao contrário da assimilação indiscriminada de informações, geralmente associada à ideia de uma enciclopédia, o plano de uma enciclopédia exige “espírito seletivo e alerta perante as indispensáveis omissões” (Cannabrava; Ribeiro, 1956, p. 4). A tendência é para re- duzir significativamente o número das entradas, selecionando aquelas “cuja pertinência, atualidade ou capacidade de irradiação justifique um tratamento alargado e compreensivo” (Pombo, 2006, s.p.).

O conhecimento enciclopédico “seria de natureza desordena- da, de formato incontrolável, e praticamente deveria fazer parte do conteúdo enciclopédico cão tudo o que sabemos e poderemos saber sobre os cães” (Eco, 1998, p. 192). Mas a própria ideia de exaustivida- de torna impossível a enciclopédia como empreendimento.

Como Lucien Febvre explica, há que abandonar a ordem alfa- bética e organizar a enciclopédia em torno dos principais pro- blemas de cada campo do saber, preferir à enumeração exaus- tiva dos factos conhecidos a perspectivação alargada e viva dos principais problemas em aberto, começar pelos instrumentos mentais de que o homem se pode servir (a lógica, a linguagem e a matemática) para estudar problemas tais como Matéria e Energia, Universo estrelar, Planeta Terra, Vida e Mundo vivo, Homem físico, Raça, Espécie, História, Estado, Guerra, Siste- ma económico, Tempos livres, Jogos e Desporto, Leitura, Vida mental, Artes e Literatura, Religiões, Filosofia e finalmente a Máquina, utensílio material com que se fecha o círculo com que o homem “envolve aquilo que hoje vive, age, pensa e se pensa a si próprio” (Febvre, 1935 apud Pombo, 2006, s.p.).

Também a Encyclopaedia Britannica, na sua 15ª edição (1973- 1974), “passa a apresentar uma estrutura mista, não já disciplinar, mas temática. A obra é dividida em três grandes livros: a Macropaedia (19 volumes) que inclui artigos de síntese tematicamente organizados em apenas 10 secções, a Micropaedia (10 volumes) que contém entradas curtas por ordem alfabética; e a Propaedia (1 volume), constituída por um conjunto de propostas de percursos de leitura. Como explica Mor- timer Adler, num texto de introdução à Propaedia significativamente

7 intitulado O círculo do conhecimento, as dez partes em que está tema-

ticamente dividida a Macropaedia,

dispõem-se, não ao longo de uma linha reta finita que começas- se num ponto e terminasse noutro, mas antes como segmentos de um círculo” e, “uma vez que o circulo pode rodar em volta do seu eixo (...) o leitor pode começar onde quiser no círculo do conhecimento e ir daí para qualquer outra parte à volta do círculo” (Adler, 1973-1974 apud Pombo, 2006, s.p.).

A Enciclopédia Einaudi (1977-1984) constitui o caso limite desta tendência à organização temática. Os seus 42 volumes se caracteri- zam pela ruptura com a vontade de exaustividade característica de todo o enciclopedismo anterior, pela exclusão de toda a parte lexical e por uma diminuição drástica do número de artigos em favor daqueles cuja pertinência na cultura contemporânea é indiscutível. A escolha das entradas obedece ainda a critérios de amplitude e transversalidade (Pombo, 2006).

A enciclopédia ganha um alcance interdisciplinar e heurístico, “não pretendendo inventariar os conhecimentos adquiridos no passa- do nem sequer fazer o balanço dos conhecimentos do presente, ela tem como objectivo abrir-se às novas estruturas conceituais, aos novos objetos de estudo e investigação” (Pombo, 2006, s.p.).

Os volumes XV e XVI — respectivamente, Sistemática e Índi- ces — são constituídos por um conjunto amplíssimo de meca- nismos de cruzamento (índices e repertórios alfabéticos, tabelas de frequência de ocorrências e diagramas de conceitos) e ainda por uma série de gráficos representativos das várias zonas de leitura, seus nós e zonas de influência. Digamos que não há um efectivo abandono da ideia de totalidade. O que há é a ideia de que “a totalidade do saber não é fruto de uma série de adições, mas sim da complexidade das articulações” (Romano, 1977-1984 apud Pombo, 2006, s.p.).

As enciclopédias do século XVI também eram organizadas te- maticamente, “as categorias principais correspondendo muitas vezes às dez disciplinas da universidade medieval” (Burke, 2003, p. 89). A definição dos temas na presente tese se baseou em alguns tópicos associados à produção de uma enciclopédia visual, considerando as- pectos conceituais (sistema de organização) e práticos (que tipo de imagens deve fazer parte da enciclopédia? como obter as imagens? qual deve ser a forma de apresentação do trabalho?).

Algumas enciclopédias modernas, como a Einaudi, conjugam as duas formas de leitura, podendo ser consultados os artigos de um

“No limite da tendência à estru- turação temática da enciclo- pédia, estaria a dissolução da própria ideia de enciclopédia. Referimo-nos à possibilidade, já efectivada, de rebater a ideia de enciclopédia na categoria da colecção enciclopédica consti- tuída como biblioteca de volu- mes autônomos. Tal é o modelo da Enciclopédia Labor que se começou a editar em 1955 em Barcelona e Buenos Aires, e da

Encyclopédie de la Pléiade, criada por Raymond Quéneau (1903- 1976) em 1956. Concebidas como enciclopédias, é afinal de coleções sistemáticas de livros independentes que se trata”. (Pombo, 2006, s.p.).

determinado tema, com as indicações de percursos de leitura para o aprofundamento em temas correlatos.

As entradas não precisam mais aparecer em ordem de impor- tância, como nas enciclopédias anteriores ao iluminismo. Por isso foi escolhido deixar para o final da tese o capítulo sobre o enciclopedismo em livros de artista, retomando alguns pontos tratados aqui nesta in- trodução. Cada capítulo mostra um aspecto do que seria a atividade enciclopedista dos artistas, e somente após a leitura de todos os capí- tulos, parecerá evidente os critérios adotados para se referir a deter- minadas obras como enciclopédicas, mesmo que não tenham o nome enciclopédia em seu título.