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Öğretmen adaylarının sınıflar bazında “Toplumun Bilim/Teknoloji Üzerindeki Etkisi” hakkındaki görüşleri nedir?

BULGULAR VE YORUM

4.1.2 Öğretmen adaylarının sınıflar bazında “Toplumun Bilim/Teknoloji Üzerindeki Etkisi” hakkındaki görüşleri nedir?

A mediação nos museus também pode ser exercida por instrumentos ou dispositivos que não envolvem o ser humano. Algumas soluções são: painéis de textos, vitrines, painéis interativos, experimentos, computadores, cenografias, dioramas, computadores, terminais multimídia, réplicas de objetos para toque etc. O sentido que os objetos ganham nos museus também nasce da sua disposição, de cenários e do uso associado de técnicas que possam conter informações. Nesse sentido, consideram-se elementos da expografia como mediadores.

Percebe-se que muitos dispositivos são simples e se encontram em todos os museus. Porém, nota-se que cada vez mais as exposições multimídias vêm ganhando espaço nos museus, seja nos de Ciências ou em outros, como o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. Tais exposições aumentam uma expectativa de imersão do visitante, esperando que ele possa entrar em contato direto com o objeto/tema.

É comum encontrar estudos sobre museus apontando que essas exposições interativas partem do pressuposto de que o visitante irá apertar botões em busca de respostas para ter contato com as informações. Em muitos desses estudos, usa-se o termo hands-on para definir o uso dos dispositivos de multimídia ou reprodução de

experimentos nos casos dos museus de Ciências. Pavão e Leitão (2007) relacionam a interatividade nesses museus como algo que permite uma percepção mais próxima da realidade científica. Ao protagonizar o experimento (mesmo que seja somente acionando um botão que gera reações), o visitante cria uma relação direta e protagoniza a ação e o descobrimento, tornando-se ativo perante a exposição.

O conceito de hands-on está vinculado diretamente à curiosidade natural de toque que é inerente ao visitante no museu. Historicamente, a distância entre objeto e visitante é algo que sempre existiu e, inclusive, colabora para que se crie uma imagem de um objeto sacralizado, para o qual só se permite a admiração e contemplação. A mediação até então guiada por uma pessoa ou presente nos painéis expositivos e outros recursos gráficos era a única responsável por aproximar o objeto. A partir dessa interatividade que se desenvolve hoje, o sentimento de proximidade pode ser ampliado. A necessidade de tocar é saciada pela proposta de hands-on, que convida constantemente o visitante a um novo tipo de relação no museu. Toledo e Caiuby (2008) refletem que, para que esses dispositivos se tornem ainda mais atraentes, os visitantes devem acreditar que estes oferecem tarefas solucionáveis com informações compreensíveis e que tudo isso será aproveitável ao longo do percurso expositivo.

Uma das preocupações relacionadas à mediação por esse tipo de dispositivo é que muitas vezes o visitante se depara com um volume de informações desconexo (em alguns casos), podendo sentir-se perdido. Daí, entende-se que mesmo em exposições interativas, a presença do mediador humano se faz importante, pois este assume um papel de orientador em relação aos dispositivos. Nessa situação, a mediação

é feita, então, no sentido de focar o olhar do visitante, propiciando descobertas, possibilitando uma ampliação da percepção do conteúdo do acervo e produzindo reflexões e diálogos transformadores. Para tanto, a forma da mediação escolhida é um misto de discussão dirigida e descoberta orientada. (TOLEDO; CAIUBY, 2008, p. 44).

Nesse sentido, acredita-se que a mediação em museus ou centros de Ciências que configuram suas exposições a partir dos dispositivos não humanos deve ser mista, isto é, deve haver um equilíbrio entre os aparelhos (ou outros recursos) e os mediadores humanos.

Essa questão leva a uma das preocupações que permeiam as exposições interativas, ou seja, o esvaziamento do discurso expositivo. Se o visitante não traz um

conhecimento prévio sobre o tema, pode se deparar com experimentos dispersos ou não interagir com todos, causando, assim, determinada perda de informação que poderia ser útil para sua experiência. Cazelli et al. (2008, p. 63) consideram, no cenário brasileiro, que

a interatividade, apesar de sua diversidade de estratégias, consiste basicamente em possibilitar escolhas de exploração por parte do visitante. Se admitirmos que mesmo exposições não interativas são obras abertas, a introdução da interatividade, por sua vez, é uma fonte intrínseca de abertura. O mediador, mais do que nunca, deverá estar pronto para negociar e orientar o visitante a explorar as inúmeras possibilidades de significados advindos com a abertura causada pela interatividade. Portanto, a interatividade precisa ser mediada.

Percebe-se, então, que ainda há uma necessidade de se pensar a mediação voltada para a concepção de um papel ativo do visitante em relação aos dispositivos, sem abdicar do suporte interativo humano.

Outro questionamento acerca do modelo hands-on é o efetivo envolvimento que é proporcionado ao visitante. Enquanto a mediação por esses dispositivos interativos for superficial, corre-se o risco de se perderem os objetivos da visita ao museu, transformando-a em um lazer que não promove nenhuma apropriação da informação. Screven (apud CHELINI; LOPES, 2008) acrescenta que a interatividade, se não estiver em consonância com uma ação educativa específica, pode distrair o visitante. Isto é,

o visitante pode explorar um elemento museográfico interativo sem, no entanto, refletir sobre o que está fazendo [...] divertimento e participação, muitas vezes observados nas exposições de vulgarização científica, não significam que a educação científica esteja realmente acontecendo, podendo ser simples reflexo da excitação provocada pela liberdade de exploração [...] uma boa opção seria subordinar elementos divertidos à atenção e ao aprendizado [...] no museu, a diversão deve ser um meio para se atingir um objetivo, o aprendizado, por exemplo, e não o objetivo em si. (p. 231).

As autoras recorrem, ainda, a uma explicação sobre o termo hands-on. Para elas, o termo leva à ideia de uma interatividade apenas manipulativa ou participativa que pode gerar confusões, isso porque

nem toda manipulação é uma interação, e que a interação acontece quando o visitante age sobre a exposição e esta faz algo que age sobre o visitante. Assim, o termo ‘participativo’ define a relação do visitante com a exposição, enquanto o termo ‘interativo’ enfatiza a capacidade da exposição de responder a estímulos do visitante [...] é também possível falar de dispositivos

com dois tipos de respostas diferentes: aqueles que sempre responderão da mesma forma à atuação do visitante, e aqueles que trazem ao visitante uma infinidade de opções de manipulações e conseqüentes respostas. (CHELINI; LOPES, 2008, p. 231).

Percebe-se, então, a importância de se pensar os propósitos de cada instituição no momento de se escolher a mediação a ser disponibilizada no museu.

Os estudos sobre a interatividade e as suas aplicações não se resumem ao modelo hands-on, mesmo que ele seja apontado como o mais comum. Esse conceito despertou também outros, como o minds-on e o hearts-on. O primeiro deles é definido por Wagensberg (apud CHELINI; LOPES, 2008) como uma interatividade que leva à compreensão científica, ou seja, distingue o essencial do acessório, percebe o que há de comum no que é aparentemente distinto e estabelece relações entre o que se vê no museu e no cotidiano. Esse tipo de interatividade deve estimular o diálogo entre diferentes perspectivas e representa um desafio do ponto de vista cognitivo e emocional, levando o visitante a assumir postura crítica (CHELINI; LOPES, 2008).

Já o conceito de hearts-on implica um envolvimento emocional por meio da interatividade. Acredita-se que as sensações proporcionadas são úteis e necessárias para a construção do conhecimento (PAVÃO; LEITÃO, 2007). Para Wagensberg (apud CHELINI; LOPES, 2008), o conceito também pode ser chamado de interatividade cultural, e explica que embora a Ciência seja universal, a realidade na qual ela se desenvolve não o é. Para promover o hearts-on, “uma exposição deve tentar priorizar as identidades presentes no entorno do museu, promovendo a identificação, com o acervo, do visitante da comunidade local; e um despertar para uma nova cultura, quando o visitante é de outras localidades.” (p. 232).

Ressalta-se que esses três modelos de interatividade nem sempre estão presentes juntos no museu. Entretanto, aponta-se o hands-on como conveniente, o

hearts-on como recomendável e o minds-on como imprescindível. Isto é, evidenciam-

se a importância de privilegiar a informação no museu e a capacidade do visitante de transformá-la. Além disso, destaca-se o valor de reconhecer a diversidade cultural do público e do entorno museal, aspectos significativos para o desenvolvimento da mediação.

Ainda sobre o modelo de hands-on que se evidencia nos museus, a questão não é negar a sua eficiência, porém, é necessário que a dimensão lúdica e de entretenimento da atividade de push-button avance na expectativa da apropriação da

informação. Muitas vezes, o problema desse tipo de mediação é a forma como se orienta o uso e a inserção no discurso expositivo. Além disso, é preciso considerar o espaço museológico como ambiente de convivência social e usar esses dispositivos mecânicos para criar um mecanismo de convivência, e não de isolamento do visitante.

Ainda que se perceba um vínculo da mediação com a presença do mediador humano, o que interessa pensar sobre os dispositivos de mediação não humanos é que, mais do que uma função informativa, eles exercem uma provocação e buscam envolver o visitante. Moraes et al. (2007) ainda consideram que esses dispositivos funcionam para auxiliar na resolução de problemas em experimentos e, principalmente, para testar os conhecimentos já estabelecidos, relacionando-os ao conteúdo museológico e apontando o caminho para o novo.

Nota-se que a mediação por dispositivos requer não só o interesse do visitante em interagir, mas também uma preocupação em se imaginar como essa interação irá ocorrer. Um desafio dos museus que optam por utilizar tais formas de mediação consiste em buscar maneiras de atingir níveis sofisticados de interatividade. Desde a concepção do dispositivo, por exemplo, de um experimento em um museu de Ciências, Moraes et al. (2007) mostram que o nível de compreensão dos possíveis visitantes deve ser levado em conta, isso porque se deve facilitar a forma de manipular, de visualizar e outras formas de interação com o dispositivo. Deve-se ter em mente, nesses casos, que a mediação é o próprio dispositivo.