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4.1.5 Öğretmen adaylarının sınıflar bazında “Bilimsel Bilginin Toplumsal Yapısı” hakkındaki görüşleri nedir?
Ao tratar dos museus como ambientes para a educação não formal, cabe apresentar um conceito para definir esse tipo de aprendizagem. Portanto, pode-se dizer que ela é
uma atividade educacional organizada e sistemática, levada a efeito fora do marco de referência do sistema formal, visando propiciar tipos selecionados de aprendizagem a subgrupos particulares da população, sejam estes adultos ou crianças [...] a educação não-formal designa um processo com quatro campos ou dimensões, que correspondem às suas áreas de abrangência. O primeiro envolve a aprendizagem política dos direitos dos indivíduos enquanto cidadãos [...] o segundo, a capacitação dos indivíduos para o trabalho, por meio da aprendizagem de habilidades e/ou desenvolvimento de potencialidades. O terceiro, a aprendizagem e exercício de práticas que capacitam os indivíduos a se organizarem com objetivos comunitários, voltados para a solução de problemas coletivos cotidianos [...] o quarto é a aprendizagem dos conteúdos da escolarização formal, escolar, em formas e espaços diferenciados. (GOHN apud SMANIA-MARQUES, 2007, p. 31).
Percebe-se que o museu, como uma instituição aberta à sociedade, corresponde ao local em que essas quatro dimensões podem ocorrer. Para isso, são necessárias mediações cujas intenções ultrapassem o interesse único de fazer o visitante compreender uma exposição. Para Meneses (2000), a educação só ocorrerá no museu quando este se tornar um local de perguntas mais do que de respostas, sem esquecer que é essencial para o público um momento de estranhamento com o objeto, para incentivar o pensamento crítico.
Parte importante do pensamento sobre a educação não formal é a experiência museal, isto é, a experiência da visita ao museu. É nesse âmbito que se definem as condições, intenções e outros elementos que irão instigar o público para o desenvolvimento do conhecimento. A visita ao museu é interpretada como a interseção de quatro contextos: pessoal, sociocultural, físico e temporal (FALK; DIERKING apud ALMEIDA, 2005). Para os autores, é a partir dessa interseção que a aprendizagem no museu pode ocorrer. Pode-se entender que tanto o contexto físico quanto o sociocultural (sendo este considerado como os contatos que o visitante tem na visita ao museu) estão ligados à mediação.
O museu como local de informação vai além da apropriação no sentido de um visitante passivo. O que importa no museu é a experiência vivida e os seus
resultados. Por isso fala-se da educação não formal, pois ela é fruto dessa experiência e não ocorre apenas por meio da aquisição da informação. O museu permite, em realidades distintas, uma democratização da informação. Ao falar dos museus de Ciências, considera-se que a transformação do conhecimento para uma linguagem acessível é um exercício social capaz de divulgar o que poucos teriam acesso nas academias. Isso se evidencia quando Valente, Cazelli e Alvez (2005, p. 200) enfatizam
o valor da cultura científica para o desenvolvimento social dos cidadãos, porque os capacita a entender a base científica da sociedade moderna de modo a desempenharem um papel ativo nos debates sociais, enquanto que outros a percebem como um pré-requisito para o desenvolvimento econômico e a inovação.
A partir dessa questão, Bondía (2002) destaca que a informação por si só não é experiência, e, paradoxalmente, o excesso de informações pode tornar a experiência cada vez mais rara. Na sua concepção, isso aconteceria também por falta de tempo, mas não falta de tempo para o contato, e sim pela forma efêmera como este acontece. O estímulo e a sensação do instantâneo impedem a conexão significativa e a memória, “ao sujeito do estímulo, da vivência pontual, tudo o atravessa, tudo o excita, tudo o agita, tudo o choca, mas nada lhe acontece.” (p. 23). Então, o museu deve se esforçar para que não seja um local de experiências vazias, ou, ainda, de não experiências.
Considerando esse vazio com o qual o indivíduo se depara ante os impedimentos da experiência, Bondía (2002) busca a definição para o termo, que vai estar intimamente ligada à atmosfera que um museu pode construir para o visitante. A experiência requer a pausa, pois a possibilidade de que algo aconteça
requer um gesto de interrupção, um gesto que é quase impossível nos tempos que correm: requer parar pra pensar, parar para olhar, parar para escutar, pensar mais devagar; parar para sentir, sentir mais devagar, demorar-se nos detalhes, suspender a opinião, suspender o juízo, suspender a vontade, suspender o automatismo da ação, cultivar a atenção e a delicadeza, abrir os olhos e os ouvidos [...] dar-se tempo e espaço. (BONDÍA, 2002, p. 24).
A experiência é de dimensão pessoal e única, e, para que aconteça, é imprescindível que o indivíduo esteja aberto a ela. O museu precisa ser vivido, e, de alguma forma, é necessário acompanhar o visitante para que ele escolha o que
deseja compreender. Acrescenta-se, ainda, que a experiência museal é uma ressignificação na dinâmica cultural da vida cotidiana (CURY, 2007).
Dessa forma, o autor ressalta que o indivíduo da experiência é “ex-posto”. Isto é, o importante não é
nem a posição [nossa maneira de pormos], nem a ‘o-posição’ [nossa maneira de impormos], nem a ‘proposição’ [nossa maneira de propormos], mas a ‘exposição’, nossa maneira de ‘ex-pormos’, com tudo que isso tem de vulnerabilidade e de risco [...] a experiência é em primeiro lugar um encontro ou uma relação com algo que se experimenta, que se prova. (BONDÍA, 2002, p. 25).
O museu prevê essa exposição do indivíduo? Acredita-se que é um ambiente onde o visitante entra e está aberto às descobertas, porém, nota-se a necessidade do estímulo para que essa exposição seja completa, e, portanto, esse estímulo é que deve ser trabalhado pela mediação, considerando suas diversas possibilidades para alcançar a expectativa de experiência do visitante.
Essa ideia vai ao encontro da noção de que a mediação oferece, então, as condições para que o visitante possa transformar algo e desenvolver seus próprios fins, conforme afirmam Souza e Crippa (2009). Diante da noção da experiência e da mediação, vale dizer que o visitante não é considerando um agente passivo na ocasião. Especialmente nos museus de Ciências, Mora (2007) defende que “a experiência do visitante se afaste de uma mera observação passiva e se encaminhe, cada vez mais, para um processo de questionamento, no qual o visitante se transforme num construtor de ideias.” (p. 22). Principalmente, quando se pensa na educação não formal, não se pensa apenas na transmissão da informação, mas na oportunidade da reflexão e crítica que a experiência museal proporciona.
É o visitante que dará o sentido ao que viu no museu, exercitando uma conexão com o que já sabe e com o que aprendeu de novo. Essa é a ideia relativa à apropriação. Para Valente, Cazelli e Alves (2005, p. 200),
independentemente do que se considere, seja o desenvolvimento da ciência, a democratização dos debates em torno dela ou a luta contra a alienação em uma sociedade cada vez mais norteada pelo desenvolvimento científico [...] Godin e Gingras interpretam a cultura científica como a ‘expressão de todos os modos por meio dos quais indivíduos e sociedade se apropriam da ciência e da tecnologia’. Sobre esta noção, importa destacar que contempla tanto a dimensão individual como a social da ciência. As exigências contemporâneas referentes sobretudo ao alfabetismo científico salientam a necessidade de os cidadãos se relacionarem com temas e conhecimentos científicos. Do mesmo
modo, devem ser capazes de tirar conclusões baseadas em evidências, nas quais basearão suas decisões sobre o mundo natural e as mudanças nele provocadas [...] a educação em ciências deve, pois, entre outros fatores, incorporar estratégias que possibilitem tal postura.
Daí percebe-se a importância dos museus científicos e das estratégias de mediação que serão utilizadas para que essa divulgação seja adequada e de relevante resultado para o indivíduo e para a sociedade.
Diante da ideia de que o museu é uma instituição aberta a todos, fala-se de um local que pode permitir uma educação emancipatória, desvinculada das escolas e, por isso, democrática, no sentido de que é um local de experiências acessíveis e capazes de transformar a realidade. Nesse mesmo sentido, Reis e Pinheiro (2009, p. 37-38) acreditam que
os museus requerem criar condições para que seus espaços se construam como lócus de experimentações e de práticas museológicas estimulantes, que promovam o desenvolvimento dos patrimônios, pessoal e social, no público que a eles acorre, em busca de conhecimentos indispensáveis a uma experiência sociocultural sempre renovada, com vistas à compreensão e interpretação do mundo vivido e da importância do saber, dos diversos e múltiplos saberes para um mundo em transformação.
Ou seja, a apropriação que se faz da exposição museológica deve ser pensada a partir não só da forma como ocorre a mediação, mas também a partir do que já se conhece. Bondía (2002) ainda complementa que a experiência é uma mediação entre o conhecimento e a vida humana. Por isso, no museu, mesmo que duas pessoas visitem a mesma exposição, participem das mesmas ações, cada uma delas terá uma experiência diferenciada, relacionada à sua própria vida e ao seu conhecimento prévio.