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Öğretim Elemanlarının Karşılıklı Değişim

4.2 ERASMUS PROGRAMI

4.2.3.2.2 Öğretim Elemanlarının Karşılıklı Değişim

À base de uma idéia crítico-sistemática não restou à Filosofia transcendental, na série de seus pressupostos, senão um desiderato ou disposição metafísica. No desdobramento das categorias na faculdade do pensamento, os conceitos puros não revelaram o fundamento da consciência teórica como faculdade racional da pesquisa em geral.

Do ponto de vista metafísico, a imersão da razão nos fins mais gerais do pensamento puro dependia por isso do propósito “de alargar o

“transcendental” acaba por designar de modo válido igualmente aquilo que é puramente transcendente ao desenvolvido, de fato, pela exposição kantiana.

138 Schelling, Philosophische Briefe über Dogmatismus und Kritizismus, p. 295. Assim, o princípio

estabelecido para fundamento da pura relação conceitual, mediante o princípio da consciência teórica (Eu penso), revela, segundo Schelling, a desvantagem da abordagem meramente criticista, no “considerar que a faculdade de conhecer é independente do próprio ser do sujeito”(p. 195).

nosso conhecimento a priori”139 como motivo fundamental da crítica, que é

algo material e empírico. Mas, na medida em que o conceito empírico pode ser apenas explicitado ou exposto (jamais definido), a atividade do filosofar toma seu início na filosofia crítica no desiderato de mapear os limites da razão; pois,

visto que um limite é em si mesmo algo positivo, que pertence tanto ao que nele está incluído, como ao espaço situado no exterior de um todo dado, ele é no entanto um conhecimento positivo (sintético) real (efetivo) de que a razão participa unicamente por se estender para lá deste limite, mas sem tentar ultrapassá-lo, porque então se encontraria perante um espaço vazio em que pode, certamente, pensar formas para as coisas, mas não as próprias coisas140.

A designação indiscriminada do estatuto desse limite, no trânsito entre as esferas da Ciência e da razão especulativa (Metafísica), sua insuficiência se expressa no fato de Kant abordar conjuntamente os domínios da razão sem caracterizar, entretanto, conforme um referencial destacado à qual condição fundamental a razão deve elevar esse ponto de vista especulativo. Esse vínculo estrito entre o domínio da Ciência e o da razão especulativa se desenvolve por uma racionalidade indiferenciada, que terá exclusivamente presente para si que

139 Na Crítica da razão pura (Kritik der reinen Vernunft B 18) diz Kant: “De modo algum se trata de simplesmente decompor os conceitos, que formamos a priori acerca das coisas, para os explicar analiticamente; o que pretendemos, pelo contrário, é alargar o nosso conhecimento a priori, para o que temos de nos servir de princípios capazes de acrescentar ao conceito dado alguma coisa que nele não estava contida e, mediante juízos sintéticos a priori, chegar tão longe que nem a própria experiência nos possa acompanhar. (..) Assim, a metafísica, pelo menos em relação aos seus fins, consiste em puras proposições sintéticas a priori”(grifo do autor).

o mundo sensível nada mais é do que uma cadeia de fenômenos ligados segundo leis gerais; [que] não tem pois consistência por si mesmo, não é propriamente a coisa em si e relaciona-se, portanto, necessariamente com aquilo que contém o fundamento deste fenômeno, com seres que podem ser conhecidos não só como fenômenos, mas como coisas em si. Só no conhecimento desses seres pode a razão esperar ver alguma vez satisfeito o seu desejo de plenitude, no progresso do condicionado para as suas condições141.

Não se trata de justificar que em ambos os domínios os conceitos são pensáveis sem contradição; antes, trata-se de pontuar que, diz Kant,

há uma vantagem capaz de fazer-se compreensível e ao mesmo tempo atraente, inclusive para o aprendiz mais lento e obstinado de tal investigação transcendental, a saber, que o entendimento que se ocupa unicamente com o seu uso empírico e não reflete sobre as fontes do seu próprio conhecimento pode muito bem progredir, mas uma coisa não pode absolutamente realizar, ou seja, determinar para si mesmo os limites do seu uso e saber o que pode situar-se dentro ou fora de sua esfera total142.

Kant considera não apenas os elementos do conhecimento conforme à noção representacional143, mas conserva desde a exposição

dos princípios144 até a dos conteúdos do conhecimento (intuição e

141 Prolegômena, A 170.

142 Kritik der reinen Vernunft, B 298. (grifo do autor)

143 Veremos no Capítulo 2 porque a carência da fundamentação transcendental liga-se ao caráter representacional. Adianta-se que a representação do conceito numênico, que devia fornecer ou

conter igualmente uma forma, só se resolve, como demonstrará Reinhold, por sua completa supressão, mediante a elucidação do seu pseudo-estatuto. Para Fichte, na consideração da razão teórica a partir da razão prática, o primado da série reflexiva, intitulada por ele de “figurações”(Bilder) face às representações (Vorstellungen), é o pano de fundo da refutação do fundamento do conhecimento como assentado em representações. No fundo, isso o que Kant entende por “esquema” é o que Fichte considerará como “imagem”, em vista do protótipo absoluto que resolve a questão do surgimento da representação na razão teórica. Veremos essa elucidação na exposição dos “princípios” da Doutrina da Ciência. Para aprofundamento da compreensão fichtiana da série reflexiva como “imagem”, cfe. Pohl, Karl. Fichtes Bildungslehre in seinen

Schriften über die Bestimmung des Gelehrten. Meisenheim am Glan: Verlag Anton Hain, 1966. 144 Kant alia o caráter representacional à noção de Princípio: “Tudo na natureza age segundo leis. Só um ser racional tem a capacidade de agir segundo a representação das leis, isto é, segundo princípios”(Grundlage der Metaphysik der Sitten, BA 36, p. 47). (grifo do autor)

conceito)145, e ainda a da consciência146, procurando-os manter

vinculados a um fundamento suprassensível do conhecimento. No § 16 da Crítica da razão pura, disse:

uma representação, que deve pensar-se como sendo comum a coisas diferentes, considera-se como pertencente a coisas que, fora desta representação, têm ainda em si algo diferente; por conseguinte, tem de ser previamente pensada em unidade sintética com outras representações (ainda que sejam apenas representações possíveis), antes de se poder pensar nela a unidade analítica da consciência que a eleva a um conceptus communis147.

Essa afirmação não deve causar espécie, pois esse modo de proceder é típico da razão teórica (Verstand), a saber, que ela, numa relação na qual

dá o nome de fenômeno a um objeto tomado em certa relação, produz ainda simultaneamente, fora dessa relação, a representação de um objeto em si, assim se lhe afigurando que poderia formar conceitos dessa espécie de objetos e que, visto o entendimento não fornecer outros conceitos que não sejam categorias, o objeto, nesse último sentido pelo menos, deveria poder ser pensado por esses conceitos puros do entendimento (..)148.

145 Kant define as representações da intuição e do conceito a partir de suas notas características: “a intuição refere-se imediatamente ao objeto e é singular; o conceito refere-se mediatamente a ele, mediante um traço que pode ser comum a mais coisas”(KrV B 376/7). E, na Lógica, diz: “Todos os conhecimentos, quer dizer, todas as representações relacionadas a um objeto são ou intuições ou conceitos. A intuição é uma representação singular (repraesentatio singularis), o conceito uma representação universal (repraesentatio per notas commmunes), ou refletida (repraesentatio discursiva)”(Lógica, § 1, p. 109).

146 Na Lógica (p. 50), Kant dirá: “consciência é uma representação de que uma outra representação está em mim”.

147 Kritik der reinen Vernunft, B134 (nota)(grifo do autor). 148 Kritik der reinen Vernunft B 306/7. (grifo do autor).

O modo como um elemento suprassensível subjaz aqui ao vínculo entre o “dentro” e o “fora” da relação no pensamento do fenômeno se perde na margem deixada para correr ora a uma, ora a outra alternativa, sem completar essa fundamentação sob um mesmo princípio. Na oscilação da atenção à causa limitadora do fenômeno, parecendo tal sentido positivo advir de um conceito (princípio) estabelecido analiticamente, o vínculo da razão à Ciência, em vez de à Filosofia, com vistas à perspectiva sistemática, apresenta-se como o elemento aporético da esfera especulativa da razão, nomeadamente, de saber que

a experiência nunca satisfaz totalmente a razão; [que] ela remete- nos sempre para mais longe na resposta às questões e deixa-nos insatisfeitos relativamente a uma solução completa149;

mas de saber também que:

toda a resposta conforme às leis fundamentais da experiência engendra sempre uma nova questão que, ao exigir ser respondida, mostra assim claramente a insuficiência de todas as espécies de explicação física para satisfazer a razão150.

Ou seja, a despeito de manter tributário, num tipo de argumentação confusa, o primado estabelecido à Ciência, torna-se aqui patente que

o mundo sensível nada mais é do que uma cadeia de fenômenos ligados segundo leis gerais; [e que] nada tem, pois, consistência por si mesmo, não é propriamente a coisa-em-si e relaciona-se, portanto, necessariamente com aquilo que contém o fundamento deste fenômeno, com seres que podem ser conhecidos não só como fenômenos, mas como coisas em si. Só no conhecimento

149 Prolegomena, A 166. 150 Prolegomena, A 166.

desses seres pode a razão esperar ver alguma vez satisfeito o seu desejo de plenitude, no progresso do condicionado para as suas condições151.

Pois Kant, parecendo visar à preservação do sentido inverso, é ciente de que na consideração científica o limite serve só de “símbolo (...) para fixar as fronteiras da razão em relação ao seu uso legítimo”152. Vê-se

assim que o limite é definido aqui a partir de uma reflexão que não alcança conteúdo histórico, mas configura pura e simplesmente a limitação da razão (Verstand) como procedimento de um conhecer não apresentado como fim em si mesmo:

Quem não vê a impossibilidade de se ater à contingência e dependência constante de tudo que se pode conceber e admitir segundo os princípios da experiência e não se sente impelido, sem consideração por todo o interdito de não se perder nas idéias transcendentes, a procurar, no entanto, ainda, para lá de todos os conceitos que ele pode justificar pela experiência, paz e satisfação no conceito de um ser, cuja idéia em si, segundo a possibilidade, não pode se apreendida, embora também não refutada, porque ela concerne a um ser puramente inteligível, sem a qual porém a razão deveria permanecer para sempre insatisfeita?153

151 Prolegomena, A 170.

152 Prolegômena, A 181. Concorde a tal visão eminentemente analítica da Ciência, Kant (KdU §

59, p. 254 e p. 195) manifesta-se dizendo que são expressões simbólicas, indiretas, “as palavras

‘fundamento’(apoio, base), depender (ser segurado de cima), fluir de algo (ao invés de suceder), substância”, e podem ser explicadas como tal desde que vinculadas a intuições diretas, expressões

ostensivas, esquemas.. Conforme dirá Hegel (Ciencia de la Lógica, p. 416), posteriormente: “a

filosofia não necessita de tais auxílios (...). As determinações habituais de força, ou substancialidade, causa e efeito, etc., são igualmente só símbolos para a expressão, por exemplo, de relações vitais ou espirituais, vale dizer, são determinações não verdadeiras para elas (...)”. 153 Prolegomena, Ak 166. É nesse sentido que Kant expressa o operar da faculdade de imaginação

não ainda de modo transcendental, na Crítica da faculdade do juízo: “A faculdade de imaginação

transcendental, quando opera segundo a lei de associação, torna o nosso estado de contentamento fisicamente dependente; mas a mesma, quando opera segundo princípios do esquematismo da faculdade do juízo (consequentemente, enquanto subordinada à liberdade), é instrumento da razão e de suas idéias, como tal, porém, é um poder de afirmar nossa independência contra as influências da natureza, de rebaixar como pequeno o que de acordo com a primeira é grande e, deste modo, pôr o absolutamente grande somente em sua própria destinação (isto é, do sujeito)”(KdU, Ak 118, p. 116).

No resultado que devia conduzir á idéia de Sistema do ponto de vista transcendental, fundamentadora não de representações psicológicas, subjetivas, resta à noção sistemático-científica garantir a objetividade como algo possível (problemático); disse Kant:

a limitação do campo da experiência por algo que, sob outros aspectos, lhe é desconhecido, constitui não obstante um conhecimento, que permanece adquirido nestas condições para a razão; ela não fica assim encerrada no interior do mundo sensível e também não se perde fora dele, mas se confina, como convém a um conhecimento dos limites, simplesmente à relação do que está fora deles com o que está contido no interior154.

Fundado o fenômeno em um conceito inteligível (noumeno), nessa conciliação a atividade da razão não alcança clareza quanto ao núcleo diferenciador comum ao uso dos conceitos em que têm de ser distinguidos, segundo um status autônomo (sujeito), o que pertence à autonomia da esfera Idealista, e o que é próprio ao domínio realista (realismo dogmático ou ingênuo), devido a manter tanto o interior como o exterior do Sistema conformes ao caráter meramente representacional155.

154 Prolegomena, § 59, A 181/4 (grifo do autor).

155 Na medida em que as etapas que amadureceram o processo de fundamentação da Filosofia são

exemplificadas, na história da filosofia, como transição do Idealismo subjetivo ao Idealismo objetivo e ao absoluto, os condicionamentos das filosofias da representação devem ser contados como contidos no modelo inicial. Todavia, se por esse motivo a fundamentação absoluta da Filosofia deve se considerada como superação do psiquismo da representação do modelo Idealista subjetivo, nem por isso descuida-se do importante estatuto transcendental da faculdade fundamentadora da representação, a faculdade da imaginação. Como sublinha Castoriadis (A

descoberta da Imaginação, in: Os Destinos do Totalitarismo, p. 68-9), não passará despercebido

que, após ter reaparecido em Kant e Fichte, se seguiu em Hegel o novo ocultamento da faculdade de Imaginação transcendental. Em seu escrito Glauben und Wissen (p. 308) Hegel teria chegado a enfatizar – em acordo com Fichte – que “a imaginação não é um termo médio, mas o que é

primeiro e originário”, na conscientização do seu poder como elemento necessário para o processo

dialógico e dialético. Entrentanto, posteriormente, completa Castoriadis, “não se encontrarão

traços do tema e do termo da imaginação na Fenomenologia do Espírito”, tendo Hegel deslocado

Por isso retoma Kant o pensamento inicial, para idéia metafísica, de que é mais importante o além do conhecimento do que o próprio conhecimento. Mas, como tarefa de outro domínio, trata de afirmar a necessidade subjetiva da razão.