GENEL BĠLGĠLER
2.2 Okul Öncesi Dönem Çocuklarında Obezite
2.2.5 Çocuklarda Obezite OluĢumunu Etkileyen Risk Faktörleri
Para alcançar os objetivos propostos, foram necessárias algumas precauções para verificar se a areia de fundição (resíduo industrial) incorporada à massa asfáltica contaminaria ou não o meio ambiente e com isto traria risco potencial à saúde. Para tanto, foram realizados os ensaios, a saber:
lixiviação de resíduos (ABNT-NBR 10005/87); solubilização de resíduos (ABNT- NBR 10006/87); massa bruta (ABNT-NBR 10004/87);
alteração por lixiviação contínua com extrator soxhlet. Segundo a ABNT-NBR 10004/87, os resíduos são classificados em:
resíduos classe I – perigosos: aqueles que apresentam periculosidade, em função de suas propriedades físicas, químicas ou infecto-contagiosas, podem exibir risco à saúde pública e/ou riscos ao meio ambiente (resíduo manuseado ou destinado de forma inadequada). Além da periculosidade, podem apresentar uma das seguintes características: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade
resíduos classe II – não inertes: aqueles que não se enquadram nas classificações de resíduo classe I (perigosos) ou de resíduo classe III (inertes), podendo ter propriedades, como: combustibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade em água;
resíduos classe III – inertes: quaisquer resíduos, que, quando amostrado de forma adequada e submetidos a um contato estático ou dinâmico com a água destilada ou deionizada, à temperatura ambiente, segundo ensaio de solubilização (NBR 10006/87), não apresentarem nenhum de seus constituintes solubilizados em concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água, excetuando-se os padrões de aspecto, cor, turbidez e sabor.
4.3.3.1 Ensaio de lixiviação de resíduos
O ensaio de lixiviação de resíduos foi executado com o objetivo de separar substâncias contaminantes (fenóis, metais pesados e outras) ou não, do meio ambiente, contidas na areia de fundição por meio de lavagem ou percolação e desta forma, classificar esse resíduo, conforme o seu potencial contaminante (ABNT-NBR 10004/87). Este ensaio foi realizado de acordo com os procedimentos descritos na NBR 10005/87, sendo os valores máximos permitidos, os que fazem parte do ANEXO G, Listagem no 7 (Concentração – limite máximo no extrato obtido no teste de lixiviação) da NBR 10004/87.
4.3.3.2 Ensaio de solubilização de resíduos
O ensaio de solubilização (NBR 10006/87) de resíduos foi realizado com o intuito de diferenciar os resíduos da classe II (não-inertes), que é o caso da areia de fundição utilizada neste estudo, dos resíduos da classe III (inertes), sendo aplicado somente para resíduo no estado físico sólido. Os valores máximos permitidos (Limites máximos no extrato - mg/L), são os que constam na NBR 10004/87 (ANEXO H, Listagem no 8, Padrões para o teste de solubilização).
Os ensaios classificatórios de resíduos, lixiviação, solubilização e massa bruta, foram realizados em amostra de: areia de fundição (resíduo de fundição); areia virgem (areia antes da utilização no processo de fundição); massa asfáltica contendo 10% de areia virgem e massa asfáltica contendo 15% de areia de fundição (soltas).
Os ensaios de lixiviação e solubilização foram realizados no Laboratório de Saneamento do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Escola de Engenharia de São Carlos, USP (EESC/USP), segundo, respectivamente, a NBR 10005/87 e a NBR 10006/87. A análise química do material lixiviado, solubilizado e do extrato oriundo do ensaio de lixiviação alterada foi realizada, parte (cianeto, fenol, fluoreto, nitrato,
cloreto, dureza total, sulfato e sódio) no Laboratório de Saneamento da EESC e parte (metais e surfactantes) no Laboratório de Recursos Hídricos da UNAERP/SP (Universidade da Associação de Ensino de Ribeirão Preto, São Paulo). A análise dos parâmetros, referentes à massa bruta (ANEXO I Listagem no 9 – Concentrações máximas de poluentes na massa bruta de resíduo, que são utilizadas pelo Ministério do Meio Ambiente, França, para a classificação de resíduos), foi inteiramente realizada pelo Laboratório de Recursos Hídricos da UNAERP/SP.
4.3.3.3 Ensaio de lixiviação com extrator soxhlet
Este ensaio foi executado em amostras da massa asfáltica com incorporação de areia de fundição para verificar se este resíduo encapsulado liberaria substâncias perigosas, em concentrações tais, que viessem a comprometer o meio ambiente. Este ensaio foi realizado com o objetivo de avaliar o comportamento, em termos ambientais, desse material na pavimentação de vias em longo prazo, quando submetido à ação de agentes de alterações naturais por meio de solicitações físicas e físico-químicas.
O ensaio foi realizado em corpo-de-prova cilíndrico compactado (diâmetro de 101,8 mm, altura de 63,48 mm e peso de 1255,5 gf) de mistura asfáltica com 15% de areia de fundição (≅ 190 gf) e com um teor de vazios de, aproximadamente, 5%.
Este ensaio ocasiona uma lixiviação contínua (durante o ciclo, considerado neste estudo de 12 horas), em virtude da água percolar a amostra a uma temperatura em torno de 60oC, possibilitando, desta forma, o arrastamento de substâncias contidas na mesma (mistura asfáltica compactada – Marshall) para a solução. A água ferve, o vapor passa pelo material asfáltico, entra em contato com o condensador vítreo, quando se liquefaz e desce, percolando o corpo-de-prova. Os ensaios de alteração, geralmente, impõem condições mais severas do que as que ocorrem no meio ambiente, como o que acontece, por exemplo, em relação à temperatura e umidade neste ensaio.
Nesta pesquisa, a duração deste ensaio foi de três meses (90 dias) em sistema intermitente, sendo percolado pela água por, aproximadamente, 12 horas, quando era desligado, permanecendo nesta condição por igual período.
O equipamento para este ensaio é constituído de uma placa aquecedora elétrica, um recipiente cilíndrico de vidro, com capacidade, em torno, de 7,0 litros (7.000 cm3), um
suporte (17 cm de altura) e um condensador de vidro (Figura 4.05). A opção pelo vidro, para confeccionar o condensador e o suporte para o corpo-de-prova, foi para que não
houvesse a presença de materiais que pudessem interferir nos resultados de análise química realizada nas amostras de solução coletadas deste ensaio.
A quantidade de água destilada utilizada para cada coleta foi de 2,1 litros, sendo este o material necessário para cada análise química, visto que esta foi realizada em dois laboratórios, como explicado anteriormente. O cronograma de coleta pode ser verificado na Tabela 4.21.
Figura 4.05. Ensaio de lixiviação com extrator soxhlet
Tabela 4.21. Cronograma de coleta do extrato resultante do ensaio de lixiviação com extrator soxhlet.
Coletas Tempo de lixiviação (h) Duração do ensaio (d)
primeira 12 1
segunda 84 7
terceira 252 21 quarta 540 45 quinta 1080 90 O material coletado foi submetido à análise química para quantificar as substâncias presentes e desta forma avaliar se as concentrações estavam dentro dos padrões de potabilidade de água, conforme a listagem no 8 da norma ABNT-NBR 10004/87 (anexo H desta norma).