5. Hazar Denizi'nin Bölgede Yaşayan Devletler Açısından Önemi ve Ortaya Çıkan
2.5. Süper Güçlerin Bölgedeki Politikalarına Bakış
2.5.2. Çin Halk Cumhuriyeti’nin Bölgeye Tarihsel Süreç İçerisinde
Aqui as mais brilhantes flores Não escondem as violetas ;
Nossos estandartes e os báculo (episcopal) Estão enfeitados com as mesmas cores. Os cantos de nossos ternos pastores Se misturam ao barulho dos trompetes; O amor anima nesses retiros
Todos os olhares e todos os corações. Aqui as mais brilhantes flores
Não escondem as violetas ;
Nossos estandartes e os báculo (episcopal)
Estão enfeitados com as mesmas cores.
( Os senhores e as damas romanas se juntam e dançam
com os pastores e pastoras)50
49UNE ROMAINE. Tout rang, tout sexe, tous âge Doit aspirer au bonheur. LE CHOEUR. Tout rang, tout sexe,
ous âge Doit aspirer au bonheur. LA ROMAINE. Le printemps volage, L'été plein d'ardeur, L'automne plus age, Raison, badinage, Retraite, grandeur, Tout rang, tout sexe, tous âge Doit aspirer au bonheur. LE CHOEUR. Tout rang, etc. (Des bergers et des bergères entrent en dansant)
50UNE BERGERE.Ici les plus brillantes fleurs N'effacent point les violettes ;Les étendards et les houlettes Sont
ornés des mêmes couleurs.Les chants de nos tendres pasteurs Se mêlent au bruit des trompettes ;L'amour anime en ces retraites Tous les regards et tous les coeurs.Ici les plus brillantes fleurs L'effacent point les violettes ;Les tendards et les houlettes Sont ornés des mêmes couleurs. (Les seigneurs et les dames romaines se joignent en dansant aux bergers et aux bergères.)
Isto posto, o texto da ópera voltairiana reitera o posicionamento de que o iluminsmo não prescreveu a prisão para a mulher nos moldes como destacou a historiografia. Para melhor entendermos o posicionamento do compositor Jean-Jacques Rousseau e afastá-lo do rótulo de “opressor das mulheres”, precisaríamos nos reportar ao tempo histórico em que essas mulheres foram representadas em óperas. Tempo no qual cantavam, encenavam, compunham, interpretavam papéis e apoiavam a encenação de óperas e comédias, como proprietárias de seus próprios tablados e representadas como personagens em inúmeras óperas.
Neste sentido, a ópera de Jean-Jacques Rousseu, inseriu-se numa atmosfera histórica de transformações sociais nas quais as mulheres cumpriram um papel social na esfera musical, filosófica, teatral e operística. Momentos em que as cortesãs, esposas ou amantes, burguesas ou aristocratas, rainhas ou princesas, estão no centro da sociedade e da ópera francesa. Transitando nos teatros de ópera, participando de montagens teatrais, ou, nestas sendo representadas em cenas. Fazendo parte de uma temporalidade que permitiu que algumas possuíssem seus próprios tablados ou salões. Uma atmosfera histórica que valoriza o amor, o sentimento individual, a família e o autodesenvolvimento. Um contexto histórico moderno que tivera início no Renascimento e que se prolongara durante a modernidade do século XVIII.
A autora Agnes Heller nos informa que durante o Renascimento, período em que se consolidou a burguesia e o individualismo, a beleza atraía, suscitava o prazer e que, de fato, era o objeto do amor. Coloca que a medida do amor correspondia à medida da beleza. Neste sentido, assinala que se quisermos entender o caráter intermediário do Renascimento entre o mundo antigo e a sociedade burguesa, deve-se entender o problema da beleza e da arte. Aponta para o sentimento familiar burguês e os valores a ele inerentes, onde surgiram ligações emocionais profundas e intensas, e que se tratava de relações que se tinham desenvolvido e que tinham sido escolhidas exatamente da mesma maneira que nos casos da amizade ou do amor. Trata das novas relações sociais que substituíram as relações feudais e trouxeram valores autônomos constituídos pelas relações que tinham de ser necessariamente escolhidas.
A filósofa húngara aponta que o amor e a amizade renascentistas tinham muitas caras e que a grande variedade de tipos destes dois sentimentos desenvolvidos durante o Renascimento, constitui um aspecto bastante importante da aparição de uma pluralidade de valores e do homem dinâmico. Mais importante ainda, firma posicionamento de que estes sentimentos deixaram de constituir um privilégio de uma classe ou de uma ordem feudal.
Destaca que até ao Renascimento, tanto o amor quanto a amizade só surgiram e floresceram entre certas ordens sociais e em determinadas situações. Assim, durante o Renascimento, as limitações feudais à amizade e ao amor ruíram; estes sentimentos universalizaram-se, passaram a ser propriedade de toda a Humanidade. A amizade e o amor, como sentimento e ideais, passaram a ocupar um lugar dominante na vida, tanto na cidade como no campo, entre superiores e inferiores, entre ricos e pobres. E, por essa razão, não estavam sujeitos a convenções fixas.
Heller aponta que começa a surgir, no amor e na amizade, uma pluralidade de tipos. Para as velhas ordens cavalheirescas, o amor era uma coisa. Para a classe de mercadores, outra, e para o campesinato ainda outra. O amor surgiu como parte de uma totalidade de valores e sentimentos e essa totalidade foi sempre diferente. O amor surge em toda a sua riqueza sob muitas formas, do sublime ao ridículo, do convencional até o apaixonado, desde a camaradagem espiritual até a beleza sensual. A transformação do amor e da amizade em algo universal, acessível a todos os homens, ocorreu simultaneamente com o processo de individualização. Aquele que procurava o seu próprio caminho como indivíduo, liberto das restrições feudais, percorreria igualmente os caminhos do amor e da amizade como indivíduo. Segundo Heller, quanto mais autônoma era a escolha do amigo ou do ser amado, tanto mais alta se encontrava na escala de valores do Renascimento. O critério da escolha era o mérito individual e pessoal. Nos diferentes tempos e lugares, o mérito pessoal foi interpretado de maneiras muito diversas. Podia significar atração sensual, agudeza de espírito, beleza, inteligência ou integridade. Uma coisa era essencial: os fatores externos, não relacionados com a substância humana da pessoa, não deviam influenciar o desenvolvimento dos sentimento de alguém. Manifestava-se uma globalidade na convicção de que estes sentimentos não deviam apenas governar um departamento da vida, mais ou menos independente dos outros, devendo, pelo contrário imbuir toda a maneira de ser; era o indivíduo na sua totalidade que se manifestava nos seus sentimentos. Cada um dos parceiros, tanto no amor quanto na amizade, desejava participar em toda a existência do outro. As relações entre eles tinham um caráter absoluto. A reciprocidade sempre fizera parte da amizade. Assim, no mundo emocional do Renascimento, extinguiu-se o amor não correspondido. Neste mundo emocional, a autonomia significava também o reconhecimento da autonomia da outra pessoa ( HELLER, 1992) .
Após as considerações da autora, reiteramos o entendimento de que o Iluminismo como processo histórico oriundo do Renascimento, não trouxe proposta de enclausuramento
para as mulheres. Para melhor compreensão, necessitamos abster-nos de um certo presentismo e situar a mulher naquele tempo histórico. Um tempo em que estiveram no centro da sociedade, que discutiram questões políticas filosóficas e musicais em condição de igualdade com os iluministas. Um tempo no qual permitiu-se as representações operística de Rousseau que as destacaram inseridas no tourbillon social.
Portanto, pelas óperas, vislumbramos a construção de personagens cuja natureza feminina é pautada pela capacidade de amar, pela capacidade de escolha do companheiro, voz de comando, decisão, beleza, inteligência, força e audácia. Personagens delimitadas dentro da idéia de natureza de Rousseau.