7. ELAZIĞ VE YAKIN ÇEVRESĐNDEKĐ TARĐHĐ CAMĐLER
7.1. Çemişgezek Süleymaniye Camisi (XV-XVI yüzyıl)
Os idosos foram comunicados com 24 horas de antecedência, sobre o lugar e o horário do tranporte. Procurou-se realizar todas as coletas de sangue antes da aplicação dos outros instrumentos. Dos indivíduos selecionados para as entrevistas pela manhã, foi orientado o jejum de 12 horas. E, para os indivíduos selecionados para as entrevistas à tarde, a coleta de sangue foi pós-prandial. As amostras de sangue foram encaminhadas para o laboratório de análises clínicas do Hospital São Lucas (HSL) da PUCRS, para o devido processamento.
As coletas foram realizadas em local apropriado e o paciente foi posicionado de acordo com as recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Clínica Laboratorial para coleta de sangue venoso.206 As amostras de sangue foram coletadas por punção venosa periférica direta com tubo siliconizado do sistema Vacutainer (Becton-Dickinson), contendo 0,5ml de solução estéril de citrato de sódio (19,2mg de citrato de sódio e 2mg de ácido cítrico) e agulha descartável 19G1 (25 x 10), em fossa cubital e em condições assépticas. Dos indivíduos com dificuldade de acesso venoso, utilizaram-se seringa de plástico e agulha descartável 21G1 (25mm x 8mm) ou dispositivo venoso periférico 23G1 (25mm x 6mm). Foram coletadas duas amostras de sangue com 3 a 4 ml em cada tubo (amostra de reserva). Todo material pérfuro-cortante foi descartado em recipiente próprio e os materiais com resíduo biológico foram descartados em saco branco.
As amostras foram encaminhadas ao Laboratório de Análises Clínicas do Hospital São Lucas para análise, não sendo estipulado número máximo de coletas
por turno. Todas as amostras de reserva foram armazenadas no Laboratório de Bioquímica e Genética Molecular do Instituto de Geriatria e Gerontologia da PUCRS. Para confirmar o diagnóstico dos indivíduos que apresentaram alteração glicêmica (jejum >110mg/dl e pós-prandial >140mg/dl), conforme as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes, foi realizada uma nova coleta de amostra sangüínea. Os idosos foram contatados através de telefone. Com os idosos que não apresentavam um telefone para contato, foram realizadas buscas diretas no endereço fornecido no inquérito domiciliar.41-44 Para a coleta da nova amostra, foram agendados dia e horário e orientado jejum de oito horas. As coletas foram realizadas no domicílio e o idoso assinou um novo Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Apêndice A e B).
Para a verificação da motivação dos indivíduos para o autocuidado, foi empregada a subescala III da Escala para Determinação da Competência do Diabético para o Autocuidado (ECDAC).203 A subescala III determina as capacidades motivacionais e emocionais para o autocuidado, relacionada em 11 itens que abordam auto-estima, autovalorização, controle emocional para fazer julgamentos e executar ações, autodisciplina e aceitação de sua situação de pessoa portadora de diabetes. A cada alternativa é atribuído um escore de 1 a 4, sendo aceita somente uma resposta.
Com o IB, modificado por Granger204, avaliou-se o grau de incapacidade funcional dos indivíduos. O IB é uma medida genérica que avalia a capacidade funcional do indivíduo para executar atividades de vida diárias e atividades instrumentais, tais como alimentar-se, vestir-se, realizar higiene pessoal, colocar aparelho ortopédico, ter controle urinário e intestinal, usar vaso sanitário, realizar deambulação, subir e descer escada, e movimentar uma cadeira de rodas. Isso auxilia a identificação de áreas que demandam maior atenção do cuidado. Uma incapacidade orgânica não é condição suficiente para determinar dependência.207,208 Dos 15 itens do IB, foram acrescentados dois itens referentes à incontinência urinária e intestinal, não modificando a pontuação final. Tal inclusão esclarece o nível de dependência quanto aos cuidados necessários referentes ao controle urinário e intestinal.
Consideram-se para cada tarefa funcional questionada três categorias de respostas: a) posso fazer sozinho; b) posso fazer com a ajuda de alguém; e c) não posso fazer de jeito nenhum. O instrumento foi aplicado diretamente ao idoso, sem
interferência do acompanhante. Todas as questões assinalam diferentes pontuações e ponderações, sendo que utilizamos a interpretação sugerida por Shah et al.208: 100 é a pontuação máxima e indica independência; 91-99, dependência leve; 61-90, dependência moderada; 21-60, dependência severa; e contagens inferiores a 20 pontos, dependência total.204,209,210 Os pacientes com escore 100 são considerados independentes, não indicando que estão aptos a viverem sozinhos, mas são aptos a realizarem seus cuidados pessoais sem auxílio.210 Para a verificação das atividades da vida diária, utilizar-se-ão as questões 99 a 103 do inquérito domiciliar.
Para medir a qualidade de vida dos idosos, foi utilizado o WHOQOL-Bref205, que consta de 26 questões, sendo duas questões gerais de qualidade de vida e 24 questões que representam um dos quatro domínios que compõem o instrumento original (Quadro 4). Todas as questões apresentam cinco opções ordenadas, compondo um valor que varia de 1 a 5, para cada resposta. A primeira questão reflete como o entrevistado avalia sua qualidade de vida, em uma escala com opções que vão de ―muito ruim‖ a ―muito boa‖. A segunda questão mede a satisfação do indivíduo com seu estado de saúde e tem escala que varia de ―muito satisfeito‖ até ―muito insatisfeito‖. As questões de 3 a 9 referem-se à influência da presença de dor, tratamento médico, aproveitamento da vida, sentido da própria vida, concentração, segurança e ambiente físico na qualidade de vida. Todas as respostas medem o quanto a pessoa tem sentido algo e varia de ―nada‖ a ―extremamente‖. As perguntas de 10 a 14 estão relacionadas ao quanto a pessoa tem se sentido ou é capaz de fazer alguma coisa (questionam energia para o dia-a- dia, aparência física, dinheiro, informações disponíveis e lazer). As opções de respostas vão de ―nada‖ a ―completamente‖. A pergunta 15 refere-se à capacidade de locomoção, cuja resposta varia de ―muito ruim‖ a ―muito bom‖. As perguntas de 16 a 25 medem a satisfação com vários aspectos da vida (sono, desempenho nas atividades diárias, trabalho, relações pessoais, vida sexual, apoio social, acesso a serviços de saúde, lugar que habita e meio de transporte), e sua resposta varia de ―muito insatisfeito‖ a ―muito satisfeito‖. A última pergunta refere-se à freqüência com que apresenta sentimentos negativos e conta com uma escala que vai de ―nunca‖ a ―sempre‖. Cada aspecto representa uma das facetas do original WHOQOL-100 (Quadro 10).
Para o preenchimento do WHOQOL-Bref, foi solicitado que o idoso tivesse em mente seus valores, aspirações, prazeres e preocupações, tomando como referência as duas últimas semanas.
Tabela 10
Domínios e facetas do WHOQOL-bref Domínio físico
Dor e desconforto Energia e fadiga Sono e repouso Mobilidade
Atividades da vida cotidiana
Dependência de medicação ou de tratamentos Capacidade de trabalho
Domínio psicológico Sentimentos positivos
Pensar, aprender, memória e concentração Auto-estima
Imagem corporal e aparência Sentimentos negativos
Espiritualidade/religião/crenças pessoais Relações sociais
Relações pessoais Suporte (apoio) social Atividade sexual Meio ambiente
Segurança física e proteção Ambiente no lar
Recursos financeiros
Cuidados sociais e de saúde: disponibilidade e qualidade Oportunidades de adquirir novas informações e habilidades Participação e oportunidades de recreação/lazer
Ambiente físico (poluição/ruído/trânsito/clima) Transporte
Fonte: FLECK ET AL, 2000