• Sonuç bulunamadı

ÇeĢitli Hukuk Sistemlerinde Dava Konusu Olan “Talep” Kavramı

D. ĠNCELEME PLANI

II. ÇeĢitli Hukuk Sistemlerinde Dava Konusu Olan “Talep” Kavramı

Os planos de contribuição definida são mais simples e diretos, constituindo modalidade de planos no qual em cada período os empregados e a empresa fazem contribuições numa determinada quantia, que é contabilizada numa conta individual de aposentadoria, juntamente com os rendimentos das aplicações financeiras.

O dinheiro dessa conta é investido em diferentes modalidades de investimentos, algumas vezes escolhidos pelos próprios empregados segundo o seu critério de

diversificação ou ditados pelos empregadores ou até mesmo, em outras ocasiões, por outras organizações, como os sindicatos da categoria profissional.

Quando o trabalhador se aposenta, a conta individual, que representa uma medida de riqueza, forma a base do plano de aposentadoria, podendo ser resgatado totalmente de uma única vez, em n anos ou através de um sistema de anuidades considerando um montante para cada ano até a morte.

Nota-se que não existe nenhum mutualismo nesses planos de contribuição definida, pois as reservas constituídas são individualizadas. Por esse modelo de plano, o benefício não tem seu valor predeterminado no regulamento, sendo simplesmente função da reserva que se pode acumular. Assim, se o resultado das aplicações das contribuições vertidas ao plano for positivo na fase de acumulação, o valor do benefício do participante será maior que o projetado inicialmente, caso contrário, se a rentabilidade das aplicações dos recursos for baixa, o prejuízo é todo do participante, que deverá receber um benefício de aposentadoria menor que o anteriormente planejado.

Dessa forma, tem-se o plano de contribuição definida, no qual a variável dependente é o benefício e a variável independente é a contribuição, ou seja, o benefício fica indefinido e varia de acordo com o nível do patrimônio existente que depende da rentabilidade alcançada pelos investimentos realizados com os recursos das contribuições provenientes da remuneração do empregado.

Por essa modalidade de plano, além do risco financeiro das aplicações, um aumento da longevidade do participante implica num aumento da reserva garantidora dos benefícios, não existindo assim, mecanismos adequados que façam frente a essa necessidade, uma vez que não há dispositivo que exija aumento das contribuições.

Esse tipo de plano nada mais é do que um fundo de investimento ou uma poupança programada, no qual o saldo acumulado na data de aposentadoria é transformado em benefício de renda mensal, podendo ou não ser vitalício, com ou sem garantia de reajustes anuais. O benefício do empregado vinculado ao plano poderia, a título de exemplo, ser estabelecido por uma fórmula expressa em:

) (

)

( g Saldo de Conta

benefícioPCD  (4.2)

Onde o Saldo de Conta é o total acumulado na conta individual de aposentadoria do participante, desde a data de ingresso no plano de benefício até a data da sua aposentadoria,

e g é o percentual incidente sobre o saldo de conta total, que corresponde ao nível de benefício escolhido pelo participante.

Alguns fundos de pensão que administram planos de contribuição definida têm permitido que, no período da capitalização, seus participantes escolham perfis de investimentos adequados aos seus objetivos pessoais de formação de poupança no saldo de conta de suas aposentadorias, segundo regras preestabelecidas.

Em geral, são oferecidas opções de perfis de investimentos com as possíveis alocações de recursos entre segmentos de aplicação, que podem variar de composição máxima em ativos de renda fixa, como títulos públicos federais, passando por constituição moderada em aplicações de renda fixa e de renda variável, que incluem também ações de empresas, até arranjos mais agressivos de aplicações cuja carteira de investimentos é composta, em sua maior parte, por ativos de renda variável.

A legislação permitiu ao órgão regulador e fiscalizador normatizar planos de

benefícios que reflitam essa evolução técnica10. Nesse sentido, o CNSP-Conselho Nacional

de Seguros Privados, órgão regulador das entidades abertas de previdência complementar, regulamentou por meio das Resoluções CNSP n°s 006/1997 e 104/2004, que os planos serão de três tipos, conforme a composição da carteira de investimentos do fundo de investimentos especialmente constituídos.

O primeiro perfil é o soberano, em que os investimentos são exclusivamente em títulos de emissão e créditos securitizados do Tesouro Nacional, tendo como exemplo, a composição do fundo de investimento por 100% em títulos públicos federais. O segundo perfil é de renda fixa, com a mesma aplicação do plano soberano, mas acrescido de investimentos de renda fixa, nas modalidades e dentro dos critérios de diversificação admitidos pela regulamentação vigente, como por exemplo, de composição entre 70 a 100% em títulos públicos federais e de 0 a 30% em renda fixa. E por fim, o perfil composto que abrange demais modalidades, limitando os investimentos em renda variável a 49% do patrimônio líquido do fundo de investimentos, como por exemplo, de constituição entre 0 a 100% em títulos públicos federais; de 0 a 49 % em renda variável; e 0 a 80% em renda fixa.

Quanto à forma, os planos de contribuição definida nunca terão a estrutura de um U invertido dos planos de benefício definido, pois a expectativa do valor presente é crescente com a idade de aposentadoria – para uma taxa de contribuição de 7,5% do salário e uma 10 A experiência internacional tem mostrado que a regulamentação dos planos de contribuição definida em

muitos países tem sido pela oferta de fundos com perfis de investimentos que consideram o ciclo de vida dos participantes.

taxa de desconto de 4%ªª. A razão para essa diferença é que com a contribuição definida, os pagamentos das aposentadorias esperadas não dependem do número de anos trabalhados na vida de uma pessoa.

O GRAF. 4.2 demonstra o padrão de aposentadoria para os planos de contribuição definida, no qual o valor do benefício aumenta em função da idade de aposentadoria.

Gráfico 4.2 - Plano de contribuição de finida: valor($) pre se nte do be ne fício e m função da idade de apose ntadoria

- 200.000 400.000 600.000 800.000 1.000.000 1.200.000 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 Idade de Aposentadoria V al o r P re se n te B en ef íc io Fo nt e : Lazear (1 9 9 8 ). Elab o ração d o aut o r.

A comparação entre os GRAF. 4.1 e 4.2 indica um ponto importante na escolha do tipo de plano de aposentadoria, uma vez que o benefício acumulado é sempre positivo para o plano de contribuição definida, tornando-se negativo para o plano de benefício definido, onde apenas esse último tipo de plano pune o adiamento da aposentadoria.

A legislação atual da previdência complementar fechada tem dado grande impulso aos planos de contribuição definida, na medida em que incentiva a criação desses planos, principalmente se considerar pela lei complementar n° 109/2001, que os planos instituídos por sindicatos, associações e cooperativas, a partir do vínculo associativo, sejam exclusivamente na modalidade de contribuição definida.

Outrossim, pela previdência complementar do servidor público, segundo a emenda constitucional n° 41/2003, que instituiu por lei de iniciativa do respectivo poder executivo através de entidades fechadas de previdência complementar de natureza pública, planos de benefícios somente na modalidade de contribuição definida para seus participantes.

Igual incentivo tem sido dado pela regra tributária, nos termos da lei ordinária n° 11.053/2004, que permite às entidades de previdência complementar, em relação aos planos de benefícios de caráter previdenciário e estruturados nas modalidades de contribuição definida, a opção por um regime de tributação pelo qual os valores pagos aos participantes ou assistidos, a título de benefícios sujeitam-se à incidência de imposto de

renda na fonte segundo alíquotas regressivas, variando de 35% para prazo de acumulação inferior a dois anos até 10% para prazo de acumulação superior a dez anos, além do diferimento tributário que implica somente na cobrança de impostos na fase de recebimento dos benefícios pelos participantes dos planos previdenciários.