3.5. Araştırmada Elde Edilen Bulgular
3.5.3. Çalışma Koşulları, Çalışma Koşullarının Etkisi ve Performans Kriterleri ile
3.5.3.23. Çalışma Koşulları ve Performans Kriterleri Arasındaki İlişki
Nossa premissa é que comportamento e aprendizagem são expressões da atividade das células nervosas e que a formação de memória depende do nível de alerta e do estado de humor dos sujeitos. O processo de formação de memórias se inicia com um impulso elétrico que vai deixando vestígios neuronais, que podem se tornar permanentes e mais eficientes na transmissão de sinais a partir da repetição do uso de mesmos circuitos neurais.
Conforme Bear, Connors e Paradiso (2002); Kandel, Schwartz e Jessel (2003); Gazzaniga, Ivry e Mangun (2006); Lambert & Kinsley (2006) e Machado (2002) o lobo temporal, localizado abaixo do osso craniano temporal, responde a estímulos auditivos e possui áreas relacionadas com a produção e reconhecimento de linguagem assim como áreas que regulam e mantêm processos integrados à memória, aprendizagem, emoções e comportamento de reação a estímulos sensoriais, compreendendo o Sistema Límbico. Machado (2002) e Felter e Józefowicz (2005) estabelecem que o sistema Límbico, que rodeia o diencéfalo (porção medial do encéfalo) é formado por um grupo de estruturas que incluem o lobo límbico, hipotálamo e tálamo, sendo que esses formam um circuito de processamento rápido denominado Circuito de Papez, estando essas áreas anatomicamente interconectadas.
2.3.1 O lobo límbico e o sistema límbico
Paul Broca, em 1877, descreveu o "grande lobo límbico" como sendo constituído pelos giros do cíngulo e parahipocampal, e a "fissura límbica" (RIBAS, 2006) como sendo constituída
pelos sulcos atualmente denominados sulco do cíngulo, sulco subparietal e sulco colateral. O nome límbico é derivado de seu formato (do latim "Limbus": orla, anel, em torno de).
Em 1937, James Papez propôs que o circuito constituído pelo giro do cíngulo-giro parahipocampal-hipocampo-fórnix-corpo mamilar-núcleos anteriores do tálamo-giro do cíngulo se constituísse no circuito básico das emoções. Essa idéia foi ampliada por Paul MacLean, em 1949, ao propor o conceito de cérebro visceral.
Apesar de haver consenso entre os diversos autores de que o sistema límbico tenha como estruturas principais os giros corticais, os núcleos de substância cinzenta e tratos de substância branca dispostos nas superfícies mediais de ambos os hemisférios e em torno de III ventrículo que, funcionalmente, se relacionam com os instintos, emoções e memória, e através do hipotálamo, com a manutenção da homeostase - existem divergências quanto à sua própria conceituação e quanto à inclusão de certas estruturas na sua composição, como o lobo olfatório e o próprio hipotálamo. RIBAS (2006)
O Sistema Límbico seria composto pelo Giro Para-hipocampal – localizado na face inferior do lobo temporal; pelos Núcleos anteriores do tálamo - localizado no tubérculo anterior do tálamo; pelo Hipotálamo – situado na parte ventral do diencéfalo, formando a base do terceiro ventrículo. Entre as suas funções está a coordenação das expressões periféricas das emoções e manutenção da homeostase corporal. A Amígdala e sua estria terminal tem uma importante função no processamento das memórias emocionais (essa é uma estrutura em forma de amêndoa localizada anteriormente ao hipocampo em ambos os hemisférios). Esta se apresenta envolvida no processamento de experiências emocionais, em certos tipos de aprendizagem condicionada por medo, por reações de luta e fuga e memórias (núcleo lateral, basolateral e central). Também estão envolvidos no sistema Límbico o Hipocampo e o Fórnice – adjacente ao córtex olfativo, no assoalho do corno inferior dos ventrículos laterais acima do giro para- hipocampal, conforme Machado (2002). O Hipocampo é necessário para os aspectos de reconhecimento e identificação baseada em duas formas de memória:
a. avaliação de estímulos familiares e;
b. reconhecimento de detalhes específicos envolvidos na memorização.
Ele tem função indireta na emoção, na regulação do comportamento emocional, na aprendizagem e na memória, principalmente na memória espacial e episódica. A área Cingulada também faz interface com o sistema Límbico contornando o corpo caloso estando ligada à depressão e ansiedade, com a função de monitoramento de respostas, detecção de erro e função atencional. Já o neocórtex é uma região de processamento para codificação de novos traços de memória declarativa - o córtex temporal está envolvido na formação e consolidação de novas memórias e armazenamento de conhecimentos episódicos e semânticos (memória declarativa e de longa duração). A complexa rede neural envolvida nos processos da memória converge para uma região cerebral importante - o córtex frontal, área de planejamento e execução de comportamentos orientados pela razão, a partir de informações oriundas da região temporal límbica com suas conexões somatossensoriais e com as áreas de processamento visual posterior. Isto oferece condições para a integração entre a rememoração do estado do corpo, a imagem visual e o conteúdo das lembranças, tudo regulado pelo estado emocional da pessoa no momento da evocação e relacionado aos meios interno e externo, com amplas possibilidades de variações. Na formação das memórias há um trabalho neuronal ativo do sistema límbico. Estudos com neuroimagem (conforme Peres e Nasello, 2005) vêm confirmando resultados relevantes para o entendimento de alterações neuroanatômicas, estruturais e funcionais associadas ao TEPT.
A dificuldade em sintetizar, categorizar e integrar a memória traumática em uma narrativa pode estar relacionada à relativa diminuição do volume e ativação do hipocampo, à diminuição na atividade do córtex pré-frontal, do cíngulo anterior e da área de Broca. O mecanismo deficiente de extinção da resposta ao medo e à desregulação emocional estão possivelmente relacionados à menor atividade cortical pré-frontal, implicado na atenuação do feedback negativo da atividade da amígdala. (PERES E NASELLO, 2005).
Os principais achados replicados de 68 estudos com neuroimagens em TEPT são mostrados na TABELA 1.
TABELA 1. Principais achados replicados de 68 estudos com neuroimagem em TEPT, até setembro de 2004.
Achados em neuroimagem
atividade da amígdala
atividade na área de Broca
atividade no córtex pré-frontal
atividade no hemisfério esquerdo
atividade no giro cíngulo posterior
Número de replicações 18 10 4 11 13 9 16
Fonte: Extraído de Peres, J.F.P.; Nasello, A.G.( 2005).
As memórias traumáticas não-dependentes do hipocampo e do lobo pré-frontal são involuntariamente acessadas, apresentando-se sensorialmente fragmentadas, sem estrutura narrativa desenvolvida e tendendo a permanecer com expressão emocional intensa e sensações vívidas. Processos psicoterapêuticos, baseados em exposição e reconstrução cognitiva, podem estimular as faculdades cognitivas e integrativas do encéfalo correspondentes às estruturas encontradas como deficitárias em indivíduos com TEPT,
favorecendo assim a criação de narrativas organizadas cognitivamente e possibilitando a elaboração e a ressignificação dos eventos traumáticos pelos indivíduos com TEPT.
Também os neurônios hipotalâmicos que secretam Hormônio Liberador de Corticotropina (CRH) são regulados pela amígdala e o hipocampo. A amígdala é precisa na resposta ao medo, ela é responsável pelo tom emocional das memórias sendo o mediador principal do estresse. As informações sensoriais entram na amígdala basolateral, onde são processadas e transmitidas para os neurônios no núcleo central que, quando ativado, emite resposta ao estresse. Abaixo da amígdala existe uma coleção de núcleos chamados de núcleos de estria terminal que ativam o eixo Hipotálamo-Hipófise-Adrenal (eixo HPA ou Hypothalamic - Pituitary -Adrenal). Esse eixo regula a liberação pela glândula adrenal de cortisol, que exerce papel fundamental na resposta aos estímulos geradores de estresse psicológico, sabendo-se que o estresse exerce papel fundamental como precipitante de episódios de transtornos psiquiátricos em indivíduos predispostos (Bear, Connors e Paradiso, 2002; Juruena, Cleare e Parlante, 2005; Kesner 2007). Juruena, Cleare e Parlante (2005) relatam que um percentual significativo de pacientes com depressão maior apresenta concentrações aumentadas de cortisol no plasma, na urina e no líquido cérebro raquidiano (LCR), com aumento da hipófise e das glândulas adrenais.
O TEPT é um transtorno de estresse onde a memória de um evento traumático parece manter em constante ativação o circuito do medo no cérebro: hipocampo - núcleo basolateral da amígdala – núcleo central da amígdala – hipotálamo – hipófise – glândulas adrenais – resposta simpatomimética – aumento da pressão arterial + aumento dos batimentos cardíacos
Os aspectos psicobiológicos parecem indicar que, numa perspectiva microscópica, a memória é codificada em células nervosas individuais e depende da intensidade de suas interconexões.
Segundo SQUIRE e KANDEL (2003, p.15), as alterações são estabilizadas pela ação de determinados genes nas células nervosas.
Um ponto importante é que, ao ocorrer uma aprendizagem ocorrem alterações na arborização dendrítica neuronal e na formação de sinapses, de tal modo que, se mais tarde, por falta de uso essa nova conexão for esquecida, ainda assim a memória celular fará com que o reaprendizado ocorra muito mais rapidamente. De um ponto de vista bioquímico, os neurotransmissores refazem seus circuitos neurais com maiores facilidades a partir de uma primeira atuação, tanto por já terem alcançado seus neurônios- alvo anteriormente, quanto em função da memória celular.