5. ANALİZLERE YÖNELİK BULGULAR VE YORUMLAR
5.3. ÖRGÜTSEL BAĞLILIK TÜRLERİ İLE İŞTEN AYRILMA NİYETİNİN
5.3.2. İşten Ayrılma Niyetinin Demografik Değişkenler İle İlişkisi
5.3.2.6. Çalışma Şekli ile İşten Ayrılma Niyeti İlişkisi
Atendendo a que é complexo poder-se estudar de forma exaustiva todos os elementos da população, surge a necessidade de escolher um grupo de indivíduos representativos da mesma, de forma a garantir que as observações, que deles forem feitas, possam ser generalizadas a todos os elementos da população. Para tal, é necessário que esse grupo de pessoas – amostra – apresente características semelhantes às da população em estudo, ou seja, que seja representativa da mesma (Ghiglione & Matalon, 2001). No entanto, a escolha de uma amostra desencadeia um erro amostral, o qual:
“(…) está sempre presente em qualquer estudo, dado que se desconhece na totalidade as características da população, pelo que ´o erro amostral está ligado ao facto de não se analisar se não uma porção da população para conhecer esta última`” (Beaud, 1992, citado por Fortin, 1999, p. 205).
Com a finalidade de reduzir ao mínimo o erro amostral, é necessário seguir uma das soluções (Fortin, 1999):
• retirar de forma aleatória, e em número suficiente, os indivíduos que integram a amostra (método probabilístico ou aleatório);
• tentar recriar a população em estudo, de acordo com as suas características, o mais fielmente possível (método não probabilístico).
Atendendo a que a investigação é do tipo qualitativa optou-se, para a escolha da amostra pelo método não probabilístico, pois de acordo com Morse (citado por Fortin, 1999) “(…) é mais pertinente em investigação qualitativa ter uma amostragem não probabilística mas apropriada, do que ter uma amostra probabilística que não o seja” (p. 156).
Assim, neste tipo de amostragem não probabilística, de acordo com Fortin (1999), mais que o questionamento sobre a representatividade da amostra, importa questionar em que medida os participantes no estudo podem fornecer dados válidos e abrangentes.
Também houve a preocupação em evitar uma amostra muito extensa, de forma a evitar um enorme acumulado de dados, o que tornaria a sua análise complexa e muito exaustiva (Fortin, 1999). Atendendo a este pressuposto, surgiu, então, a questão “como determinar o tamanho da amostra de maneira a assegurar uma quantidade de dados válidos e suficientes?”.
Para responder a esta questão seguiram-se as orientações de Fortin (1999), segundo os quais se teria que incluir o número de sujeitos até se atingir a “saturação de dados”, isto é, até chegar o momento da colheita de dados em que o investigador não obtém mais informação nova e relevante dos participantes.
O recurso à referida “saturação de dados”, adverte a autora, deve ser feita tendo por base o uso de “casos negativos”, ou seja, a amostra deve incluir sujeitos (no caso
desta dissertação trata-se de enfermeiros-trabalhadores de nível 1) que tenham opiniões diferentes daquelas que prevalecem entre os sujeitos que já deram o seu testemunho, que já foram entrevistados. O recurso aos “casos negativos” possibilita uma análise mais rica e completa.
Na presente investigação, atendeu-se a este aspecto dos “casos negativos” da amostra, na medida em que se privilegiou a diversidade das seguintes características:
sexo; idade; experiência profissional; tempo de serviço; estado civil; categoria profissional e formação profissional e para que seja, enfim, razoavelmente
representativa também da categoria de enfermeiros da população do distrito de Braga, mesmo sabendo que, em estudos qualitativos, a representatividade não seja tão relevante, como afirma Fortin (1999):
“(...) é preferível questionar-se em que medida estas pessoas são susceptíveis de fornecer dados válidos e completos do que perguntar-se se elas ´são representativas da população`donde provêm” (p. 156).
A amostra desta investigação qualitativa foi, assim, de oito sujeitos, maioritariamente femininos, constituída por 6 elementos do sexo feminino e 2 elementos do sexo masculino. De forma a obter a caracterização da amostra foi
elaborado um questionário (ver Apêndice II) que “(…) é um método de colheita de
dados que necessita das respostas escritas a um conjunto de questões por parte dos sujeitos” (Fortin, 1999, p. 249). Tal vem de encontro ao preconizado por Ghiglione e Matalon (2001), segundo os quais um dos propósitos do questionário é exactamente “(…) descrever uma população ou subpopulação” (p. 106).
Na presente investigação a “saturação de dados” começou a surgir na realização da quinta entrevista. Contudo, optou-se por prosseguir com a realização de mais três entrevistas, para que, efectivamente, existisse uma confirmação deste importante requisito.
Face aos resultados obtidos nos oito questionários procedeu-se à caracterização da amostra, a qual versou sobre elementos de carácter sócio-demografico-profissional, tais como: sexo; idade; estado civil; existência de filhos; área de residência; distância do local de residência ao local de trabalho; habilitações literárias; formação profissional; categoria profissional; natureza do vínculo; tempo de exercício profissional no Centro de Saúde; número de horas de trabalho semanais no Centro de Saúde; experiência profissional; método de trabalho utilizado; número de utentes atribuídos e, por último, a existência de um segundo emprego; abrangendo, assim, as características mencionadas a propósito da importância dos casos negativos na colheita de dados.
As idades da amostra obtida distribuem-se nos seguintes grupos etários: • < 25 anos – 4 sujeitos
• 25-35 anos – 3 sujeitos • > 55 anos – 1 sujeito
Relativamente ao estado civil, registam-se três casados e cinco solteiros. No que concerne à existência de filhos, os dados são similares aos registados para o estado civil, ou seja, dos oito sujeitos, três têm filhos.
A área de residência dos indivíduos é a seguinte: • Urbana – 1 sujeito
• Semi-Urbana – 5 sujeitos • Rural – 1 sujeito
• Semi-Rural – 1 sujeito
No que se refere à distância do local de habitação ao local de trabalho, a amostra obtida distribui-se da seguinte forma:
• <5 Km – 3 sujeitos • <10 Km – 2 sujeitos
• 10 Km a 20 km – 2 sujeitos • 30 Km – 1 sujeito
Quanto às habilitações literárias, os oito participantes possuem o 12.º ano de escolaridade, tendo um dos sujeitos obtido este grau de escolaridade há 2 anos, feito por iniciativa própria, dado que na altura em que frequentou o curso de Enfermagem, este grau não era obrigatório.
A formação profissional dos sujeitos não é uniforme, verificando-se que dois são detentores do bacharelato em Enfermagem e seis possuem o grau de licenciatura em Enfermagem.
No que toca à categoria profissional, três são enfermeiros graduados e cinco são enfermeiros 1 (ver Capítulo IV, item 4.3).
A natureza do vínculo à instituição também é diferente: três sujeitos fazem parte do quadro do pessoal do Centro de Saúde, quatro estão em Contrato Administrativo de Provimento e um está em Contrato de Trabalho a Termo Certo.
Quanto ao tempo de exercício profissional no Centro de Saúde, ele distribui-se da seguinte forma, por anos e meses:
• 1 a 3 anos – 3 sujeitos • 4 a 9 anos – 3 sujeitos • Mais de 10 anos – 2 sujeitos
No que respeita à experiência profissional, quatro sujeitos sempre trabalharam no Centro de Saúde. Os restantes três sujeitos já experienciaram prestar cuidados de Enfermagem noutros serviços de saúde, experiência esta que se concentra no âmbito hospitalar e numa clínica de dermatologia. Destes três sujeitos que têm experiência profissional noutras unidades de saúde, sem ser o Centro de Saúde, apenas um sujeito actualmente trabalha também num outro local, além de trabalhar no Centro de Saúde em questão. Outro local onde este sujeito trabalha é numa clínica de dermatologia, com uma carga horária semanal de 20 horas.
O número de horas de trabalho semanais que todos os indivíduos fazem no Centro de Saúde é de 35.
Pela caracterização da amostra em estudo, realmente pode-se constatar que a mesma foi diversificada, o que garante tanto a questão da saturação de dados, quanto a questão da representatividade, tal como se pode observar pelo quadro síntese das características dos enfermeiros que integraram a amostra (ver Apêndice III).