2. HZ PEYGAMBER'İN EVLİLİKLERİ
1.1. CAHİLİYE DÖNEMİ EVLATLIK ANLAYIŞININ VAHİYLE İPTALİ
1.1.2. Zeyneb bint Cahş’ın Zeyd b Hârise ile Evlendirilmesi
Em se tratando do panorama atual do artesanato, artigo divulgado pelo SEBRAE (2006), abordando o artesanato como “um instrumento de inserção social”,
considera que “a atividade artesanal é um bom negócio no Brasil”. Dados do Ministério do Desenvolvimento confirmam essa hipótese, apontando que o setor movimenta cerca de R$28 bilhões por ano, o que corresponde a 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB). A renda gerada pelo artesanato supera a de indústrias tradicionais, como vestuário (2,7%) e bebidas (1%), chegando próxima à de uma das mais tradicionais indústrias brasileiras, a automobilística, responsável por pouco mais de 3% do PIB.
Segundo a Organização Mundial de Turismo, enquanto a indústria automobilística precisa de R$170 mil para gerar um emprego, com apenas R$50 é possível garantir matéria-prima e trabalho para um artesão. Existem cerca de 8,5 milhões de pessoas que sobrevivem da cadeia produtiva do artesanato no país, com rendimento médio de dois a três salários mínimos mensais. Nas regiões mais pobres do país, o artesanato é um importante instrumento de inserção social, considerando que, além de gerar renda, a atividade ajuda a preservar as tradições locais e a fortalecer o sentimento de cidadania (SEBRAE, 2006).
Numa entrevista ao “Estado de Minas”, Sabrina Campos de Albuquerque (2007) ressaltou que 90% dos 853 municípios mineiros desenvolvem uma produção artesanal, movimentando, em 2006, R$ 3,5 milhões. Considera, entretanto, que é necessário desenvolver a mentalidade do artesão, enquanto indivíduo inserido num contexto coletivo de produção, ao afirmar que o artesanato “sem dúvida, é uma atividade que, quando bem assessorada, viabiliza ocupação, a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das pessoas envolvidas” (ALBUQUERQUE, 2007, p.11).
O Projeto Cara Brasileira, realizado pelo SEBRAE (2002), destaca que o artesanato aparece entre os produtos tipicamente brasileiros11 que obtêm sucesso no mercado, justamente porque possuem densidade cultural, além de outros fatores essenciais como qualidade, logística e comercialização (SEBRAE, 2002, p.4). O artesanato está apontado entre os cinco setores12 em que o Brasil se exprime com maior criatividade, no âmbito econômico e tecnológico, e entre os sete setores13 que representam as principais oportunidades das micro e pequenas empresas concorrerem
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Os demais produtos incluem os da moda, do turismo, da cachaça, da pintura, da música, do carnaval e dos produtos naturais.
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Sendo os demais as comunicações, os recursos naturais, o esporte e a indústria aeroespacial.
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Sendo as demais os setores agro-alimentar, de confecções, de móveis, de entretenimento, de saúde e de esportes.
com os produtos importados (SEBRAE, 2002, p. 28,30 e 31). Enfatiza, ainda, que o artesanato no Brasil resulta das tradições e da necessidade de “fazer”, estimando que, nos próximos anos, nas regiões em que faltam empregos, o artesanato representará a alternativa à migração para o setor informal ou o subemprego: as pessoas ou artesãos produzindo com o material que têm em mãos – barro, madeira, palha14 – poderão realizar melhor o artesanato. (SEBRAE, 2002, p.33).
Sob o aspecto da qualificação, o estudo ressalta que o artesão, que permanece ligado estritamente à mera sobrevivência, não irá gerar uma qualidade que possa ser valorizada e recomenda interferência em sua atividade, por exemplo, na ergonomia ou combinação das cores, de modo a auxiliar o artesão “na impostação e adaptação de um olhar mais universal”. A possibilidade de se incluírem produtos artesanais num mercado com características de universalidade dependerá, portanto, da capacidade das comunidades de artesões de absorver e de se apropriar de interferências externas precisas (SEBRAE, 2002 p.33,34).
Quanto ao ensino-aprendizagem do artesanato, Martins (1977, p. 15) é categórico: “O que se ensina é técnica, fazer. E não criar. Formam-se artesãos, não se forma, propriamente artista. Mas, através da experiência das mãos, a pessoa é encaminhada, despertada, descobre a si mesma e evolui – torna-se artista” A diferença entre artesão e artista reside no grau de habilidade e intenção do trabalhador. Um se satisfaz apenas com a forma, enquanto outro ainda quer a idéia. Um apenas sabe fazer, o outro sabe criar. A distinção está no predomínio das mãos ou da imaginação.
No Brasil, a diversidade racial, a abundância de matérias-primas e a criatividade do povo são elementos que, somados, resultam na riqueza cultural e artística brasileira, sendo o artesanato uma dessas manifestações. Além de encantar os sentidos, é fonte de trabalho e renda para milhões de pessoas país afora (SEBRAE, 2005, p.16). Bons exemplos dessa diversidade e riqueza do “fazer” artesanal, ligados aos objetivos de melhorar o nível sócio-econômico de grande parte da população pobre do Brasil, são os artesãos do Maranhão, produtores de esteiras de palha; do Ceará e Paraíba, produtores das fibras e bordados; do Pará, com sua riqueza na tecelagem, por conta da origem indígena (SEBRAE, 2002, p. 33-34, 56- 57).
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Pode-se considerar, também, a relação de possibilidades auferidas às artesãs envolvidas no Programa Artesanato Solidário que, segundo Michelle G. de Morais (2002, p. 39-40), inclui: (a) produção de trabalhos que refletem suas preferências, visões e habilidades, criando condições para que as artesãs reafirmem seus próprios valores; (b) desenvolvimento do potencial profissional e artístico com autonomia criativa; (c) condições reais de inserção no processo produtivo, proporcionando acréscimo de renda, fator que, indiretamente, contribui para aumentar a auto-estima feminina e para, conseqüentemente, valorizar sua posição no núcleo familiar.
O programa beneficia artesãos que, majoritariamente são mulheres (85%), na faixa etária de 22 a 50 anos, e com um baixo grau de escolaridade. A maioria reside na zona rural e pertence a famílias grandes que dispõem de uma renda familiar de até dois salários mínimos mensais. Em parceira com o Conselho da Comunidade Solidária, a UNESCO presta apoio técnico especial ao programa, potencializando o aumento de opções e oportunidades às mulheres envolvidas (MORAIS, 2002). Caracteriza-se principalmente por aliar a atenção para com a cultura de comunidades produtoras de artesanato à criação de condições para a melhoria da qualidade de vida. Nesta linha de ação, revitaliza e difunde saberes tradicionais, ligados à utilização das matérias-primas disponíveis, aos conhecimentos transmitidos entre as diferentes gerações e aos padrões estéticos da comunidade, e identifica, nas manufaturas artesanais, um rico patrimônio capaz de lastrear o desenvolvimento sustentável e a inclusão social de inúmeros brasileiros situados abaixo da linha da pobreza.
Sob o aspecto da comercialização, o desenvolvimento da produção artesanal requer a criação de um amplo setor de intermediários socialmente corretos que evitem a sua exploração. Para trabalhos manuais tradicionais e/ou funcionais, são necessários pontos de referência local, os chamados “faróis de venda” (SEBRAE, 2002, p. 34).
O arsenal teórico discutido anteriormente, além de viabilizar o entendimento dos conceitos e categorias, também norteou o delineamento do estudo empírico, especificamente no que se refere às indagações do questionário e aos aspectos estabelecidos para aprofundamento dos tópicos de discussão.