1. BÖLÜM: ĠSLAM HUKUKUNDA ZEKÂT
1.8. Zekâtın Sarf Yerleri
Como é a interação do frequentador do AcessaSP com as TIC? Visando o entendimento de como os atores do Programa relacionam-se com as tecnologias e por meio delas, a PONLINE possui algumas respostas, principalmente a partir da descrição das atividades que realizam na Internet e como se comunicam a partir dela. Neste sentido, sobressai a comunicação interpessoal, já que conversas via mensagens instantâneas, o diálogo a partir de e-mail, em redes sociais e em salas de bate-papo e chats possuem altos índices de utilização. Soma-se aqui, também, 10% que afirmam conversar usando programas de mensagens de voz e conferência.
Numa perspectiva de partilha de conhecimento, 13% afirmam criar ou atualizar
blogs ou sites, enquanto 12% postam informações em micro-blog. Já numa perspectiva de
comunicação colaborativa, apenas 9% afirmam participar de listas de discussão ou fóruns. Quando perguntados sobre a frequência com que utilizam os meios de comunicação, os respondentes da PONLINE 2012 apontam, como já referenciado acima, o telefone celular como um meio sempre ou frequentemente utilizado, numa proporção de 75,7%. Um dado ressaltado neste sentido é o papel da Internet como meio de comunicação, já que, na sequência, as estratégias de comunicação com maiores índices são ligadas essencialmente à rede. Nesta ordem, aparecem recados e publicações em redes sociais (67%); mensagens instantâneas (65,6%); e-mail (57,1%); e telefone via Internet (32,1%). Meios de comunicação tradicionais como o telefone fixo e cartas via Correio aparecem em último lugar neste
ranking, com 31,6% e 12,3% respectivamente.
Numa perspectiva de partilha de conhecimento, a PONLINE 2012 perguntou que tipo de conteúdo os frequentadores do AcessaSP haviam publicado na Internet nos últimos três meses. A resposta indica que 19,6% não publicaram nenhum tipo de conteúdo na Internet,
prevalecendo aqueles que o fizeram, na proporção de 80,4%. Dentre estes, sobressai o papel das redes sociais e do conteúdo imagético entre o que é publicado, já que 72,1% dos frequentadores responderam postar fotos em plataformas como as do Facebook, Instagram, Fotolog, Picasa, Flickr e Tumblr. Mesmo aqueles que afirmaram publicar conteúdo textual, também o relacionam a redes sociais (39,6%) ou a blogs (5,7%). O conteúdo audiovisual apresentou-se na proporção de 23,8% para vídeos, mediados por plataformas como as do Youtube e Vimeo, e 15,2% para áudio.
Este papel das redes sociais na mediação dos conteúdos publicados pelos atores do AcessaSP é comprovado pelo fato de apenas 7,3% deles não possuírem perfis ou contas em nenhuma rede social. Dentre elas, prevalece o Facebook, onde 84,6% dos respondentes afirma possuir conta, seguido do Orkut, com 58,1%; MSN Web Messenger, 51,4%; Youtube, 28,1%; Google+, 26,2%; Twitter, 24,8%; Skype, 9,8%; Linkedin, 5,2%; Picasa, 4,3%; e Tumblr, 3%.
Em relação à interação com conteúdo audiovisual na Internet, o que também é possível explorar a partir da PONLINE é a relação dos frequentadores com vídeos. Entre os que responderam a pesquisa em 2012, 45% afirmaram que não assistem vídeos na Internet, 29% os assistem com áudio e 26% os assistem sem áudio. Porém, não é possível inferir se estes mesmos respondentes possuem alguma postura proativa em termos de produção ou edição de material audiovisual.
Os indicadores apresentam estes atores em relação às duas dimensões da interação mantida com as TIC pelos atores do AcessaSP. Por um lado apontam uma dimensão reativa, ao passo que os dados de partilha do conhecimento envolvem a operação de sistemas (sites, CMS e outros sistemas web), que requerem a reação a espaços pré-determinados, ou seja, trata-se de uma interação reativa, pré-concebida pelo arquiteto destes softwares e delimitada dentro das possibilidades que oferece. Entretanto, é interessante observar que o que sobressai no AcessaSP, como revelam os dados da PONLINE 2012, é a comunicação interpessoal, com interações mantidas entre atores, por meio de sistemas que favorecem o diálogo interpessoal. No modelo de análise desta tese, isto enquadra-se numa dimensão de interação mútua, já que a comunicação com outros atores humanos é sempre portada de imprevisibilidade. Aprofundando esta análise, percebe-se a comunicação interpessoal a partir do modelo de McMillan (2002) numa perspectiva de relação entre usuário-usuário, o que é interessante ao ressaltar o papel da tecnologia como mediadora deste tipo de interação, as relações humanas que ela favorece e os indícios de desejos e aptidões dos frequentadores do AcessaSP.
Preocupa, no entanto, um número de respondentes da PONLINE que afirmou não realizar nenhuma atividade no Posto do AcessaSP. Por quê tal resposta? O que estarão fazendo estes atores enquanto permanecem no posto?
Ao comparar as atividades frequentemente realizadas por estes atores a questões como renda, entre aqueles que disseram não ter realizado nenhuma das atividades na Internet nos últimos três meses, prevalecem os atores com renda familiar entre sete e nove salários mínimos, seguidos, nesta ordem, por quem possui um, de um a dois, de dois a três e mais que nove salários mínimos. Esta exceção a uma tendência que poderia ser suposta para uma imaginária linearidade pode ser indício de que não há uma relação direta entre a renda e uma postura mais ativa em termos de comunicação na Web.
Já numa avaliação da frequência por posto, entre os que declararam não ter realizado nenhuma das atividades apontadas nos últimos três meses, prevalecem, também numa curva não linear, os que frequentam o posto menos de uma vez por semana e, em segundo lugar, os que vão até o local todos os dias, demonstrando, como também no caso da renda, que há indícios de que pode não haver relação entre estas variáveis.
Uma análise completa dos dados para estas duas variáveis – renda e frequência ao posto – também demonstra que há indícios de que uma melhor interação com o computador e a Internet não depende exclusivamente da frequência com que usam o computador e acessam a Internet. A figura 15, por exemplo, demonstra que não há alterações substanciais no comportamento dos dados quando analisados sob esta variável.