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2. BÖLÜM: DÜNDEN BUGÜNE ZEKÂT UYGULAMALARI

3.2. Zekâtın KurumsallaĢmasına Diyanet Personelinin BakıĢ Açısına Yönelik Anket

3.2.3. Demografik Göstergeler ile Zekâtın KurumsallaĢması

A segunda competência de MIL na proposta de Grizzle e Wilson (2011, p.30-35) trata da compreensão do conteúdo dos Meios de Comunicação e seus usos. Como descrevem os autores, trata-se da “capacidade para demonstrar conhecimento e entendimento das formas como as pessoas utilizam os meios de comunicação em suas vidas pessoais e públicas, as

relações entre cidadãos e o conteúdo dos meios de comunicação, bem como seu uso para uma variedade de finalidades”.

Ao analisar as entrevistas com os frequentadores do AcessaSP, notaram-se quatro tipos de comportamentos nas mensagens. Os entrevistados, neste quesito, ressaltaram suas relações com os meios ou emitiram mensagens em que demonstram compreensão do contexto de produção e circulação da informação nos meios de comunicação social (MCS) e na Internet, que evidenciam uma visão crítica em relação aos meios e a seus conteúdos, que apontam para os meios como necessários para manterem-se informados.

Apenas cinco entrevistados explicitam suas relações com os meios, ressaltando seus comportamentos frente aos MCS, como pode ser conferido em expressões como:

• “se eu estou assistindo televisão, não me agrada, eu desligo”, • “eu gosto de programas de entrevistas. Filmes, raríssimo”,

• “você joga na Internet, dali a pouco tem milhões te apoiando ou não”,

• “é uma informação que eu localizei através dos meios de comunicação (…) usei aquilo em consideração pra tomar uma decisão que vai ter relevância no meu futuro”,

• “em relação ao que eu aceso, ao que eu leio, no final das contas a gente acaba se tornando crédulo, ou incrédulo” e

• “porque é impossível ficar longe de alguma notícia. Você chega num lugar, a TV tá ligada na notícia, o rádio tá ligado na notícia, um amigo tá com o computador ligado na notícia”.

No entanto, a maior parte das mensagens dos entrevistados em que foi possível identificar algum tipo de enunciado em relação a esta MIL está relacionada a três outras situações. A que prevalece, entre doze dos entrevistados é a de crítica aos meios de comunicação. Algumas expressões demonstram isso, como em:

• “os conteúdos que eu acesso é ruim”,

• “como tem pornografia, coisas ruins também”,

• “nos meios de comunicação, televisão, rádio, eu, sinceramente, acho uma caca, uma merda. Porque só tem porcaria”,

• “tudo manipulado”,

• “passa muita coisa que é mentira”,

• “algumas emissoras que não quis mostrar a verdade, outras mostraram”, • “um monte de programa imbecil”, “só que a maioria das vezes não é verdade”, • “apesar de ter só coisa ruim”,

• “não gosto de ver muita televisão não. Muita enganação. Prefiro mais um rádio”, • “os repórteres publicaram aquela notícia sem nem confirmar se era verdade ou não que

• “mas quanto aos meios de comunicação eu gostaria de deixar bem claro que Globo, Band, isso, aquilo outro, se fosse eu mudava, pensava a programação”,

• “prefiro assistir o que está acontecendo no momento, na vida real, do que assistir três, quatro novelas que vão retratar o que está passando na vida real, mas em capítulos” e • “tudo que você vê nos meios de comunicação você tem que ter um belo de um filtro”.

Essa compreensão crítica em relação aos meios, no entanto, poderá ser melhor compreendida no tópico que trata da quarta MIL.

Em outra vertente, dez entrevistados demonstram uma compreensão dos contextos de produção e circulação da informação nos meios de comunicação. Isso se dá em situações em que se descreve práticas dos meios, como em:

• “aquela informação passou por crivos críticos. Ela acaba se tornando conhecimento”, • “os repórteres publicaram aquela notícia sem nem confirmar se era verdade ou não que

o cara tava inscrito de fato”,

• “tudo que você posta fica gravado, fica arquivado em algum lugar”,

• “o pessoal da rádio. Eles praticamente procuram informação no computador, Internet. Eles procuram pra depois falar pra nós”e

• “acredito que são fatos, às vezes manipulados, às vezes não. O menos imparciais possível”.

Também há situações em que fica clara a noção de tempo nos diferentes meios e a Internet, como expresso na fala “o jornal você tem que esperar a informação de um dia pro outro. A Internet você pega na hora a notícia, no mesmo instante” ou situações em que demonstra-se a preocupação com os mecanismos de verificação da informação, como em “algumas emissoras não quis mostrar a verdade, outras mostraram e tal” e em “você propaga um conteúdo só de acordo com sua capacidade de crítica em relação àquele conteúdo”.

Por fim, uma outra característica que pode ser descrita nesta MIL diz respeito à necessidade dos meios de comunicação para se manterem informados. Também neste caso, dez entrevistados tiveram essa preocupação verificada em suas mensagens. Expressões que comprovam isso estão nos exemplos:

• “não adianta o cidadão ter a Internet para ele, mas não saber, não ter a curiosidade de aprofundar no conhecimento”,

• “mas acho que sabendo usar, né, tem muito, um conteúdo muito gratificante”, • “então o repórter vai passando pra gente tentar entender pros nossos filhos”, • “são imprescindíveis”,

• “é difícil passar um dia sem Internet, sem ver o computador, sem ver televisão, sem estar falando no celular, sem ler o jornal”,

• “eu aprendo muito com as entrevistas”,

• “penso que é bom, por causa da gente tá sendo informado do que está acontecendo”, • “é importante ter estes veículos até pra poder retratar um pouco as mazelas deste

mundo, que não são poucas” e • “por um lado é útil, ajuda bastante”.

Benzer Belgeler