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3. Genişletme Soruları: Genişletme, hipotez haline getirme ya da mümkün olan ve delillerle desteklenebilen belirli bir sayıda cevabı teşvik etme ya da anlamlı sorular

2.3 İLGİLİ ARAŞTIRMALAR

2.3.1 Yurt İçinde Yapılan Araştırmalar

Os processos familiares refletem diretamente nas interações entre pais e filhos e na emocionalidade dos cuidadores. A exposição da criança a práticas parentais pouco construtivas ou a sua privação de envolvimento afetivo com pais e mães constitui num fator de risco para o desenvolvimento da criança, aumentando sua vulnerabilidade a eventos ameaçadores externos ao seu ambiente familiar (Pacheco & cols., 2005). Em contrapartida, pais socialmente habilidosos, que estabelecem um ambiente familiar acolhedor, organizando contextos favoráveis, são mecanismos de proteção diante de fatores ameaçadores aos quais as crianças usualmente estão expostas (Aunola & Nurmi, 2005; Barros, 2006; Del Prette & Del Prette, 2005; Yunes, 2003). Para Barros (2006), os pais são modelos de comportamento e fonte de significações para os filhos e são os que selecionam e constrõem os ambientes dos filhos, de acordo com os seus princípios e com o que valorizam. São os pais que executam e planejam as atividades dos filhos, por meio de uma dialética entre os interesses das crianças, os interesses seus e de os terceiros.

As atividades educativas dos pais são bastante variadas e têm sido referidas na literatura sob diferentes denominações, tais como práticas e estilos parentais. Gomide (2003) aponta que as práticas educativas negativas que podem desenvolver padrões de comportamentos anti-sociais nos filhos são: negligência (ausência de atenção e afeto), abuso físico e psicológico (disciplina por meio de práticas corporais negativas, ameaça/chantagem de abandono ou humilhação do filho), disciplina relaxada (relaxamento das regras estabelecidas), punição inconsistente (pais que se orientam pelo seu humor, para punir ou reforçar e não pelo ato praticado), monitoria negativa (excesso de instruções independentemente de seu cumprimento, o que gera um ambiente de convivência hostil).

Baumrind (1966), uma das pioneiras em estudos sobre estilos parentais classifica três estilos: (a) autoritativo, em que se enquadrariam os pais que tentam direcionar as atividades de seus filhos de maneira racional e orientada, incentivam o diálogo - compartilhando o raciocínio e considerando as formas como as crianças agem, solicitam as objeções dos filhos - quando os mesmos se recusam a concordar, exercem um controle firme nos pontos de divergência colocando a sua perspectiva, sem restringir as da criança e reconhecendo que as crianças possuem interesses próprios e maneiras particulares e não baseiam suas decisões no que a cultura prescreve e nem nos desejos das crianças; (b) autoritário, são os pais que modelam, controlam e avaliam o comportamento da criança, de acordo com as regras de conduta estabelecidas e absolutas, estimam obediência como uma virtude e são a favor de medidas punitivas para lidar com as características da criança que entram em conflito com o que os pais pensam ser certo e (c) permissivos, são os pais que se comportam de maneira não punitiva e receptiva diante dos desejos e ações das crianças, apresentam-se como um recurso para a realização dos desejos das crianças e não como um modelo.

Buscando resumir as principais estratégias utilizadas pelos pais na promoção da educação e desenvolvimento dos filhos, Del Prette e Del Prette (2005) destacam três desses conjuntos mais gerais: (a) as orientações, instruções e exortações para estabelecer regras; (b) o uso de recompensas e punições como estratégias de manejo das conseqüências; e (c) a apresentação de modelos como facilitadores da aprendizagem de novos comportamentos. Essas estratégias ocorrem, na maioria das vezes, em interações sociais face-a-face e requerem dos pais um conjunto de habilidades sociais que precisam ser articuladas e emitidas de forma competente. Alguns estudos destacam a importância dos modelos parentais como recurso efetivo na educação dos filhos (Del Prette & Del Prette, 1999; 2005; Ingberman & Löhr, 2003).

Neste sentido, Parke (2004) aponta que os pais têm o papel de instrutor, educador e consultor. São instrutores quando transmitem aos seus filhos as normas e os padrões culturais. Os pais são educadores em uma variedade de formas, como por exemplo, supervisionando as atividades dos filhos, direcionando estratégias de manejo de novas situações sociais e negociando mudanças comportamentais. No terceiro papel, o de consultor, os pais funcionam como manejadores da vida social de seus filhos, sendo reguladores das oportunidades de contato social e de experiências cognitivas.

Quanto aos aspectos cognitivos e comportamentais dos pais, que influenciam diretamente no modo como irão se relacionar com os filhos, Barros (2006) aponta três influenciadores diretos que devem ser trabalhados em um programa de intervenção com pais: (a) a forma como os pais identificam os problemas, as suas causas e conseqüências e como relacionam tais problemas com o desenvolvimento das crianças (esses fatores influenciam nos cuidados parentais, nos objetivos educacionais e no conceito de saúde); (b) possibilidade de mudanças ou controle dos problemas e o grau de competência que atribui a si para modificar tais problemas, e o quanto estão dispostos a participarem das intervenções, pois se vêem como agentes diretos de tais problemas e (c) metodologia de resolução de problemas, incluindo: procura de soluções concretas e generalizáveis, uso de criatividade e autonomia para resolver os problemas.

Pais que apresentam dificuldades interpessoais certamente podem comprometer a qualidade desse relacionamento, além de oferecerem modelos inadequados de desempenhos sociais para os filhos (Bolsoni-Silva, Del Prette & Del Prette, 2000; Del Prette & Del Prette, 1999). Cia e cols. (2006) correlacionaram indicadores do repertório de habilidades sociais e o envolvimento dos pais na educação dos filhos. Participaram deste estudo 22 mães e 13 pais que tinham um filho na 1a série. Não houve diferença na intensidade do envolvimento de mães e pais com os filhos e os cônjuges com maior

repertório de habilidades sociais apresentaram maior envolvimento na educação dos filhos, no que diz respeito à comunicação entre pais e filhos, à participação dos pais nos cuidados com os filhos e à participação dos pais nas atividades escolares, culturais e de lazer dos filhos. Estes autores enfatizaram a importância do envolvimento parental para maximizar o desenvolvimento infantil e a necessidade de programas nessa área junto aos pais e mães, visando melhorar a qualidade de seu relacionamento com os filhos.

As habilidades parentais tornam-se fundamentais para o desenvolvimento infantil, considerando que as crianças com características interpessoais positivas (auto- estima, autoconceito acadêmico e não acadêmico, competência social e habilidades específicas de empatia e de resolução de problemas) têm maior probabilidade de uma trajetória desenvolvimental satisfatória. A ausência destas características é tida como fator de risco, podendo levar a criança a apresentar dificuldades de aprendizagem (Del Prette & Del Prette, 2005; Dunn & cols., 2004), problemas comportamentais ou emocionais (Bolsoni-Silva & Del Prette, 2002; Stevanato & cols., 2003), entre outros desajustes psicossociais (Bongers & cols., 2004; Coley & cols., 2004; Frosch & Mangelsdorf, 2001; Oliveira & cols., 2002). Estas intercorrências no desenvolvimento podem ser um facilitador para que essas crianças busquem aceitação em grupos nos quais os comportamentos desadaptativos são valorizados, o que leva ao comprometimento da aquisição e de um adequado desempenho de habilidades sociais (Freitas & Zamberlan, 2003).

Com base nos pressupostos acima citados, pode-se supor a existência de uma relação entre as habilidades parentais e o desenvolvimento das crianças, que fica evidente nos programas de intervenção que visam maximizar tais habilidades. Deve-se considerar que existem outros aspectos relevantes a serem trabalhados com os pais, que têm sido promissores para a melhoria de práticas parentais e do desenvolvimento

infantil, como demonstram os estudos que avaliaram os programas de intervenção com famílias.