BÖLÜM IV BULGULAR VE YORUM
EK 3: Bir Ders Örneği
Além de os participantes avaliarem cada sessão separadamente, solicitou-se que eles avaliassem todo o programa de intervenção. Assim, a Tabela 60 mostra a avaliação do grupo de pais.
Tabela 60. Avaliação dos participantes sobre o programa de intervenção
Média D.P. Valor
mínimo máximo Valor
Qualidade do atendimento recebido*. 4,81 0,39 4 5
Grau de ajuda recebida no grupo de pais*. 4,84 0,37 4 5
Grau de satisfação com a ajuda recebida*. 4,73 0,45 4 5
Nota que daria ao grupo de pais**. 9,73 0,41 9 10
Sim Não
Recomendaria o grupo de pais para algum amigo? 100% 00%
Participaria novamente do grupo de pais? 100% 00%
O grupo de pais ajudou nos cuidados e na educação do seu filho?
100% 00%
Encontrou o atendimento que procurava? 98,4% 1,6%
Nota: * A pontuação varia de 1 ‘muito ruim’ a 5 ‘muito bom’; ** A nota varia de 0 a 10.
Pode-se verificar, com base na Tabela 60, que os pais/mães avaliaram o atendimento recebido, o grau de ajuda recebida e a satisfação de ter participado do grupo de ‘bom’ a ‘muito bom’. Todos os participantes apontaram que recomendariam o grupo para algum amigo, participaria novamente do grupo e que o grupo ajudou na educação e nos cuidados com os filhos. Apenas um participante relatou que não encontrou o atendimento que procurava, ao participar do grupo de pais.
A Tabela 61 mostra a opinião dos participantes do porque encontraram ou não o atendimento que procuravam no grupo.
Tabela 61. Opinião dos participantes sobre ter encontrado o atendimento que procurava no grupo Porque encontrou o atendimento que procurava no grupo de pais? F % Encontrei o atendimento porque:
1- Aprendi sobre a melhor maneira de educar um filho. 22 34,9 2- Esclareci dúvidas e resolvi dificuldades que tinha com o filho. 15 23,8
3- Me ajudou no que precisava. 07 11,1
4- Meu marido passou a participar mais da educação do filho. 06 09,5 5- Passei a valorizar mais o relacionamento familiar. 03 04,8 6- Pude transmitir o que aprendi aos meus familiares. 01 01,6
7- Teve material de apoio. 01 01,6
Não encontrei o atendimento porque:
1- As crianças não receberam atendimento. 01 01,6
Não respondeu. 12 19,0
Dentre os participantes que disseram ter encontrado no grupo o atendimento que procuraram, 34,9% deles apontaram que o grupo fez com que aprendessem sobre a melhor maneira de educar o filho e outros 23,8% esclareceram as dúvidas e resolveram as dificuldades que tinham com o filho. O participante que não encontrou o atendimento que procurava foi porque gostaria que as crianças também recebessem atendimento, como mostram os dados da Tabela 61. Na Tabela 62 encontra-se a opinião dos participantes do porque o grupo ajudou nos cuidados e na educação dos filhos.
Tabela 62. Opinião dos participantes sobre o que o grupo ajudou nos cuidados e na educação dos filhos Porque o grupo de pais ajudou nos cuidados e na educação dos filhos? F % 1- Consegui tratar com mais facilidade os problemas enfrentados na educação
do filho.
14 22,2
2- Diminui a minha agressividade/exigência. 14 22,2
3- Ajudou em como lidar com os problemas de comportamento do filho. 12 19,0 4- Passei a valorizar mais aos sentimentos do meu filho. 10 15,9
5- Esclareceu minhas dúvidas. 08 12,7
6- Passei a me colocar no lugar do filho. 08 12,7
7- Aprendi a lidar com os problemas escolares do filho. 07 11,1
8- Pela troca de experiência entre os pais. 05 07,9
9- Passei a ouvir mais o meu filho. 04 06,3
10- Porque o meu filho passou a me ouvir mais. 04 06,3
11- Porque os pais devem estar sempre buscando aprender. 02 03,2
Não respondeu. 12 19,0
Para 22,2% dos pais/mães, o grupo ajudou a conseguir tratar com mais facilidade os problemas enfrentados na educação do filho e a diminuir a sua agressividade/exigência e 19,0% apontaram que o grupo ajudou a lidar com os problemas de comportamento dos filhos, como mostram os dados da Tabela 62. A Tabela 63 mostra a opinião dos participantes sobre as contribuições do grupo.
Tabela 63. Opinião dos participantes sobre as contribuições do grupo
Quais as contribuições do Grupo de Pais? F %
1- Aumentei o diálogo com o filho. 24 38,1
2- Esclareci as dúvidas (impor horários, como proceder quando o filho não quer fazer lição de casa ou não quer obedecer, entre outros).
22 34,9 3- Passei a educar o filho de maneira diferente/Mudei as atitudes com o filho. 17 27,0
4- Passei a respeitar mais as opiniões do filho. 12 19,0
5- Melhorou a obediência do filho. 10 15,9
6- Melhorou os problemas de comportamento do filho. 10 15,9
7- Melhorou os estudos (realização de tarefas de casa e interesse) do filho. 08 12,7
8- Parei de gritar com o filho. 08 12,7
9- Possibilidade de trocar experiências. 08 12,7
10- Diminuiu meu estresse/Maior equilíbrio emocional. 07 11,1
11- Enfrentei qualquer situação com o filho. 07 11,1
12- Conheci novas pessoas. 06 09,5
13- Melhorei o relacionamento com o filho. 06 09,5
14- Busquei entender a situação, antes de agir. 04 06,3
15- Corrigi os próprios erros ao educar o filho. 04 06,3
16- Aprendi a importância do modelo que os pais dão ao filho. 01 01,6
17- Maior felicidade do filho. 01 01,6
Quando questionados sobre as contribuições que o grupo de pais trouxe, 38,1% deles apontaram o aumento de diálogo com o filho e 34,9% apontaram que a participação no grupo possibilitou que esclarecessem algumas dúvidas, quanto a educação dos filhos, como mostram os dados da Tabela 63. A Tabela 64 mostra a opinião dos participantes quanto ao que aconteceu no grupo que eles esperavam e que eles não esperavam.
Tabela 64. Opinião dos participantes sobre o que esperavam ou não esperavam no grupo
O que esperava no grupo...(aspectos que esperavam e foi cumprido) F %
1- O que esperava foi cumprido. 21 33,3
2- Conversas/discursos/segurança nas informações transmitidas/esclarecimento de dúvidas.
15 23,8
3- Melhorar o relacionamento com o filho. 15 23,8
4- Orientar os pais para melhorar o comportamento do filho. 15 23,8
5- Orientar os pais para ajudar o filho a estudar. 12 19,0
6- Aprender a controlar os comportamentos do filho. 10 15,9
7- Trocar experiência entre os pais. 07 11,1
8- Corrigir os meus erros. 06 09,5
9- Todos os pais participarem até a última sessão. 04 06,3
10- Ajudar a resolver os problemas pessoais. 03 04,8
11- Alta participação de homens na intervenção. 03 04,8
O que não esperava no grupo...(aspectos esperavam e não foi cumprido)
1- Maior número de sessões. 04 06,4
2- Trabalhar com as crianças. 02 03,2
3- Abordar como os pais podem falar sobre morte com o filho. 01 01,6
4- Abordar educação sexual. 01 01,6
O que não esperava no grupo...(aspectos que não esperavam e foi cumprido)
1- Nada. 18 20,6
2- Maior envolvimento dos homens na educação dos filhos. 08 12,7
3- Ter poucos pais. 07 11,1
4- Falar da situação de cada criança. 04 06,4
5- Falar quando os pais estão errados. 04 06,3
6- Trocar experiência entre os pais. 04 06,3
7- Capacidade de a psicóloga conseguir ouvir e respeitar a opinião de todos os pais.
03 04,8
8- Conhecer melhor o meu filho. 03 04,8
9- Aprender a impor limites no filho. 02 03,2
10- Orientar no relacionamento conjugal. 02 03,2
A maioria dos participantes apontou que o grupo cumpriu com as suas expectativas, 6,4% gostariam que tivesse um maior número de sessões e 3,2% gostariam que houvesse um trabalho com os filhos, concomitante ao trabalho com os pais. Além disso, 12,7% dos participantes se surpreenderam com o envolvimento dos homens na educação dos filhos, como mostram os dados da Tabela 64. A Tabela 65 apresenta os aspectos que mudaram no relacionamento com o filho, segundo a opinião dos pais/mães, após a participação no grupo de pais.
Tabela 65. Opinião dos participantes sobre as mudanças no relacionamento com os filhos, após a participação no grupo
Opinião dos participantes sobre as mudanças no relacionamento com o
filho F %
1- Estou mais calmo/paciente com o filho. 18 28,6
2- Melhora no comportamento do filho. 17 27,0
3- Tenho mais diálogo com o meu filho. 17 27,0
4- Imponho mais limites no filho/conseqüências. 16 25,4
5- Brinco mais com o filho. 15 23,8
6- Respeito os sentimentos do filho. 14 22,2
7- Ouço o filho. 10 15,9
8- Dou mais incentivo ao filho. 09 14,3
9- Manejo melhor as situações difíceis (falta de interesse em realizar atividades escolares, brigas entre irmãos, entre outros).
09 14,3 10- Respeito o tempo do filho para realizar o que foi solicitado. 09 14,3
11- Me acalmo antes de agir com o filho. 08 12,7
12- Parei de gritar com o filho. 08 12,7
13- Respeito o relacionamento e a opinião do filho. 08 12,7
14- Tento compreender mais os comportamentos do filho. 08 12,7
15- Tento me colocar no lugar do filho. 08 12,7
16- Tenho mais amizade com o filho. 07 11,1
17- Dou mais carinho para o filho. 06 09,5
18- Parei de bater no filho. 05 07,9
19- Tenho mais confiança em educar. 05 07,9
20- Expresso meus sentimentos, diante dos comportamentos do filho. 02 03,2 21- Não sinto culpa em não dar tudo que o filho quer. 01 01,6
Para 28,6% dos participantes, o grupo possibilitou que ficassem mais calmos/pacientes com o filho e para 27,0% deles, o grupo fez com que tivessem mais diálogo com o filho, assim como melhorou o comportamento do filho, ou seja, o filho ficou mais obediente, como mostra a Tabela 65. Na Tabela 66 encontram-se as dificuldades que os participantes ainda têm para cuidar e educar o filho.
Tabela 66. Opinião dos participantes sobre as dificuldades em cuidar e educar o filho
Opinião dos participantes sobre as dificuldades... F %
1- Nenhuma. 24 38,1
2- Fazer com que o meu marido/esposa concorde com as mudanças na forma de educar.
12 19,0
3- A teimosia/desobediência do filho. 08 12,7
4- Gritar com o filho. 05 07,9
5- Ter mais paciência com o filho. 05 07,9
6- Ensinar o filho a lidar com preconceitos. 05 07,9
7- Ser mais compreensivo com o filho. 04 06,3
8- Ser ouvida pelo filho. 04 06,3
9- Ficar brava com o filho sem motivo. 04 06,3
10- Fazer com que o filho respeito ao próximo. 03 04,8
11- Não dar tudo o que o filho quer. 03 04,8
12- Não bater no filho . 03 04,8
13- Lidar com a agressividade da criança. 02 03,2
14- Insegurança no cuidar. 02 03,2
De acordo com a Tabela 66, os participantes ainda apresentavam dificuldades como: fazer com que o cônjuge concordasse com as mudanças na forma de educar os filhos, na teimosia e desobediência do filho e em gritar com o filho. Em contrapartida, 38,1% dos participantes apontaram não encontrar mais dificuldades para educar o filho. Os dados da Tabela 67 mostram o que os participantes aprenderam, de modo geral, com o grupo de pais.
Tabela 67. Opinião dos participantes sobre o que aprenderam no grupo
Opinião dos participantes sobre o que aprenderam... F %
1- Respeitar a opinião do filho. 20 31,7
2- Saber impor limites/regras no filho. 19 30,2
3- Relacionar melhor com o filho/Relacionamento “mais aberto”. 18 28,6
4- Ter mais paciência. 15 23,8
5- Ouvir mais o filho/Ter mais diálogo. 14 22,2
6- Não bater/xingar/ofender o filho. 14 22,2
7- A importância dos homens para o desenvolvimento da criança. 13 20,6 8- Os comportamentos que os pais precisam ter para ajudar no desempenho
acadêmico do filho.
12 19,0
9- Ignorar alguns comportamentos do filho. 11 17,5
10- Valorizar os bons comportamentos do filho. 10 15,9
11- Relacionar melhor com as outras pessoas. 08 12,7
12- Se preocupar com os sentimentos da criança. 08 12,7
13- O porquê de a criança ter problemas de comportamento. 08 12,7
14- Não ameaçar o filho. 08 12,7
15- Diminuir os conflitos com o filho. 07 11,1
16- A importância dos pais e das mães terem a mesma opinião na educação do filho.
06 09,5
17- Que todos têm dificuldades. 05 07,9
18- Respeitar as diferenças entre os filhos. 05 07,9
19- Não envolver o filho em conflitos conjugais. 05 07,9
20- Ter mais diálogo com o marido. 04 06,3
21- Que os pais são carentes de informações. 03 04,8
22- Educar com carinho. 03 04,8
23- Lidar com os conflitos familiares. 03 04,8
24- Que os pais são modelos para o filho. 01 01,6
Respeitar a opinião do filho, saber impor limites/regras ao filho e se relacionar melhor com o filho, foram os aspectos que os participantes apontaram que aprenderam no grupo de pais, como mostram os dados da Tabela 67.
Relações entre as variáveis paterna e infantil
Para responder os objetivos de (a) Verificar a existência de correlações entre as condições de trabalho, o bem-estar pessoal e familiar, o envolvimento paterno (segundo pais, mães e crianças) e o repertório de habilidades sociais dos pais e (b) Verificar a existência de correlações entre o envolvimento paterno (segundo pais, mães e crianças) e o repertório de habilidades sociais dos pais com o desempenho acadêmico (segundo crianças e professoras), o autoconceito, os problemas de comportamento (segundo pais, mães e professoras) e o repertório de habilidades sociais das crianças (segundo pais, mães, crianças e professoras), este tópico será dividido em dois sub-tópicos: (1) Relação entre as condições de trabalho, o bem-estar pessoal e familiar, o envolvimento paterno (segundo pais e mães) e o repertório de habilidades sociais dos pais e (2) Desempenho acadêmico, autoconceito, desenvolvimento social e variáveis relacionadas.
As relações entre as variáveis levantadas com os pais, as crianças e as professoras serão apresentadas considerando apenas os dados do pré-teste, pois realizaram-se as mesmas análises com os dados referentes ao pós-teste e ao follow-up e foram encontradas correlações similares e, além disso, não foi objetivo do programa de intervenção alterar as correlações.
1- Relação entre as condições de trabalho, o bem-estar pessoal e familiar, o