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Yunanistan’ın Avrupa Birliği’nden Türkiye’ye Karşı Elde Ettiği Diplomatik

BÖLÜM 3: 1999 SONRASI İKİ ÜLKE İLİŞKİLERİNDEKİ YUMUŞAMA DÖNEMİ VE

3.4. Türk-Yunan İlişkilerinde Yumuşamaya Ortam Hazırlayan Nedenler

3.4.4. Yunanistan’ın Avrupa Birliği’nden Türkiye’ye Karşı Elde Ettiği Diplomatik

Os sujeitos13 foram definidos entre os intelectuais que se envolveram com o campo da

didática desde o momento do debate sobre seus rumos nos anos finais da década de 1970. A primeira dificuldade reside na riqueza dos inúmeros e significativos educadores que constituíram o movimento da didática crítica, que colocaram a didática em questão. Desse amplo universo, e com o recorte necessário imposto pela pergunta medular da pesquisa, foi colocado o difícil desafio de optar por alguns desses. Foram então selecionados os que apresentavam suas produções em didática ancoradas nos fundamentos epistemológicos do materialismo histórico-dialético como Luiz Carlos de Freitas, José Carlos Libâneo, Maria Rita de Oliveira, Selma Garrido Pimenta, Lilian Wachovwicz e Vera Maria Candau. Essa última, muito mais em função de sua expressão reconhecida na história do movimento por uma nova didática. Diante do desafio de trabalhar com autores de densidade teórica tão rica e variada, foi necessário recorrer à prudência de limitar mais ainda o universo da pesquisa. Mas como fazer? Não podíamos eleger uns e excluir outros, à mercê de preferências por A ou por B.

Na questão, perguntamos sobre as implicações para a pedagogia e a didática na visão dos estudiosos da didática – daqueles elencados, quais continuam investigando e produzindo de modo mais direto sobre a didática, cujos estudos se relacionam com as questões da pesquisa. A direção estabelecida fez que permanecêssemos com Candau, Libâneo, Oliveira e Pimenta. O número de estudiosos é significativo por se tratar daqueles que, no campo da pedagogia e da didática, são reconhecidos pela comunidade científica e pelos envolvidos com as questões pedagógicas como expoentes, autoridades, profissionais influentes, qualificados na área e que ocupam posições estratégicas no cenário acadêmico-educacional.

Com base no exposto, restou identificado que os sujeitos da pesquisa são estudiosos da didática que, em suas trajetórias intelectuais e profissionais, vinculam-se de modo direto às questões da pesquisa.

Mas por que os estudiosos? A questão norteadora do estudo e a sua intencionalidade constituinte nos remeteram a aproximações com as considerações de Bourdieu (2004, p. 40), ao indagar sobre como extrairmos uma amostra de um campo:

Como obter uma amostra num campo? Se, num estudo de campo da magistratura, não se considerar o presidente do Supremo Tribunal da Justiça ou se, num estudo intelectual em França em 1950, não se considerar Jean-

13 Explicitamos nossa concepção de sujeito adiante, no Capítulo 3; contudo, algumas pistas já foram apresentadas ao tratarmos da postura teórico-metodológica com a qual se pretende trabalhar na pesquisa.

Paul Sartre, o campo fica destruído, porque estas personagens marcam, só por si, uma posição.

Com esse entendimento e objetivando garantir a lógica que se impunha pela questão de estudo, procuramos, intencional e criteriosamente, definir os sujeitos que sinalizassem na direção do esclarecimento dos questionamentos da investigação. A pesquisa aborda questões centrais do debate presente nas ciências humanas e sociais, como na pedagogia e na didática, em particular. Trata de concepções, de posturas epistemológicas; de questionamentos da e para a área da didática, da produção do conhecimento didático e de seu objeto de estudo. Entendemos que a seleção dos sujeitos já se impôs pela própria manifestação do objeto.

Não é por demais observar que as condições de elaboração, sistematização das ideias, expressas pelos sujeitos nas entrevistas, têm caráter, substancialmente, diferente daquelas realizadas no âmbito da produção escrita.

Este sentendimento se fundamenta tanto na concepção de sujeito com a qual trabalhamos quanto nas condições e modos de conhecer dessa teoria.

Observamos que, pelos pressupostos teóricos que fundamentam nossos estudos, o homem, o sujeito é entendido como conjunto de ricas e complexas relações sociais. Suas ideias, seus valores, suas práticas, seu modo de pensar, sentir e agir no mundo, são reproduções e reelaborações ativas da experiência social acumulada pelas gerações anteriores, em confronto com as forças sociais de sua contemporaneidade. Ele, o sujeito, entra em contato com os condicionalismos histórico-sociais que, simultaneamente, funcionam como potencializadores e limitadores do pensamento e da ação do homem no mundo e com o mundo. Frisamos que esse contato não é uma relação de passividade, mas de atividade, de recriação e criação no seu processo de humanização, “processo através do qual as determinações naturais, sem deixar de existir, jogam um papel cada vez menos relevante na vida humana” (PAULO NETTO; BRAZ, 2006, p. 39). Assim como apontamos no item 1.3, os homens fazem sua própria história, de acordo com Marx, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim com o legado histórico-cultural com o qual se defrontam, transmitido pelas gerações anteriores; contudo, insistimos, eles, os homens,

a fazem. O sujeito – homens e mulheres – são, portanto, indivíduos sociais, ativos,

participantes, imaginativos, criativos e não um ser acorrentado, determinado de modo absoluto, inerte, passivo no processo de constituição social.

Significa que o homem, seu modo de ser e pensar, carrega, encarna as marcas de seu tempo, mas, precisamente, do desenvolvimento social, científico, artístico, filosófico e

tecnológico e, desse modo, não apenas opera no presente, mas por meio dele projeta novas possibilidades e necessidades: antecipa, projeta, cria. Em especial, quando se trata dos processos científicos, da reconstituição da estrutura do objeto, no caminho que vai da

aparência à essência; quando por meio da investigação, da análise, o sujeito for capaz de

“penetrar na dialéctica do processo, na dinâmica que leva os diferentes momentos, aspectos e elementos, através e apesar da contradição que os perpassa e empapa, a constituírem um devir uno, simultaneamente, idêntico e diverso” (BARATA-MOURA, 1998, p. 92). Sem deixar de atentar para o fato de que “O conhecer é ele próprio um processo de apropriação, em cujo decorrer transformações diversas intervêm” (BARATA-MOURA, 1998, p. 95). Daí a necessidade, entre outras coisas, da “indispensabilidade de a crítica assumir em toda a operação do saber científico um papel do maior destaque” (BARATA-MOURA, 1998, p. 95).

Significa que entendemos e tomamos, nessa investigação, o pensamento, as ideias dos pensadores da didática como situadas e datadas historicamente, desse modo, em movimento, num processo de permanente reelaboração diante dos novos problemas e necessidades postos pela problemática educacional nas suas relações e mediações com contexto histórico-cultural mais amplo. A produção das ideias não é, assim, nem linear e nem evolucionista, mas marcada por continuidades e rupturas e por novas sínteses, o que garante ao sujeito a possibilidade de rever, refazer suas posições anteriores, assim como de reafirmar a validade de ideias apresentadas em determinadas circunstâncias e que continuam fecundas no contexto atual. Nem sempre o novo é avançado, assim como nem sempre o velho é conservador.