1.4 Türkiye’nin Yenilenebilir Enerji Kaynakları ve Potansiyelleri
3.1.5 Yoğunlaştırıcı Güneş Enerji Sistemleri
Durante esta pesquisa, a partir da análi se documental, po dem os ve rif icar uma di versidade de imagens criadas sobre as mulheres parteiras que atuaram na Cidade de Go ya z. A re flexão em torno do exercício da pesquisa permit iu- nos conhecer melhor a t raj etória dessas mulheres conf erindo a elas vis ibilidade histó rica.
A presente inve stiga ção, e análise, sobre as mulheres partei r as goianas nos f az per ceber que muitas representações dadas a elas ainda merecem ser obj eto de pesqui sa. Até mesmo em nó s fica o desej o de continua r investi ga ndo a história das mulheres parteiras, mesmo por que, após as últimas pá gi nas escritas, novas inquietações sur gi ram. Como precisamos dar esta pesquisa por encerrada, pelo menos tempora riamente, esperamos, nas pá ginas precedentes, termos cont ribuíd o com algu mas informações necessárias ao entendimento da história das mulh eres parteira s na Cidade de Go yaz durante o século XIX e início do XX.
As inf ormações ini ciais relati vas a nosso o bj eto de estudo envol ve ram doi s grandes desafios. O primeir o por ser este um t rabalho inédito, pelo menos no plano re gional; o out ro se verif icou em decorrência de as f ontes manuscritas e impressas est arem em gran de part e dispersas e mal conserva das, nos diferentes arqu i vos por onde pesquisamos. Daí term os
alcançado mais um dos propós itos de n osso estud o, aprend er a or gani zar uma pesquisa em arqui vos.
Na primei ra parte deste trabalho, a busca de informações so br e como f oram constr uídos socialmente os discu rso s sobre as mulheres parteiras levou à ne cessidade de ref letir sobre a política de saúde pú blica da Cidade de Go ya z da época. Ela estava marcada, sob retudo no pe río do re gencial, pela preo cupação em hi gieni zar os espaços públ icos da cidade. No perí odo imperial , principalmente na sua segunda metade, a meta era atender às exi gênci as da legislação do Império brasileiro referentes à saúde. Porém, a pro víncia de Goyaz pouco conseguiu r ealizar nesse sentido, até mesmo por que o número de profissionais da área da saúde na província era reduzi do. Se, por um lad o, a quase inexistê ncia de médicos representa va um obstáculo para que as estraté gias sanitárias fossem implementadas na Cidade de Go ya z; po r out ro, pe rmiti u q ue os práticos, entre eles as parteiras, pudessem atuar na área da saúde.
A parti r de uma relação conflituosa, mas de complementaridade com o discurso médic o da época, as mulh eres partei ras consegui ram preservar sua t radição na memória coletiva da família vi laboense. As f ont es documentais tam bém most ram que grande parte dessas mulhe res resi stiu e persistiu nas suas práticas, técnicas e f ormas de partej ar, demonst ran do que faziam pa rte da hist ória na medic ina da Cidade de Goyaz, já que contrib uíram para a sua f ormação.
Na segunda par te, a busca pela compreensão dos si gnificado s das ima gens sobre as mulheres partei r as levo u à análise dos di scur sos
masculinos elab orados pela Igrej a Católica, por literatos, médicos e memorialistas. Nota-se que as represe ntações construídas são bastante di versificadas. Alguns discu rsos constatam que as mulheres parteiras supera ram várias dif iculdades, demonstrando muita ded icação à arte de partej ar; outr os p reo cuparam-se em elab orar ima ge ns dep reciativas dessas mulheres, j ustif icadas pelo perigo q ue elas causavam às gestantes e aos recém-nascidos. Esta , muitas ve zes, como most rou a document ação, foi uma das táticas encontradas pelos médico s para garanti r o u co nquistar sua posição numa soci edade que pouco val ori zava os con hecimentos do s doutos.
É importante ressalt ar ainda que as mul heres partei ras, dent ro de sua prática, faziam uso de várias técn icas, que mereciam confiança não somente das partu rientes mas també m dos médicos, j á que esses conhecimentos empír icos faziam parte do cotidiano médico.
Com a advento dos preceitos republicanos, houve um a preocupação em medicalizar o parto. Na Cidade de Goyaz, pr incipalmente no início d o sécul o XX, o discurso médico ga nha maior peso, como conseqüência as no vas parteiras adqui re m aprendi za gem médica e passam a atuar no s ho spitais. Entretanto, percebemos a persistência da feminilização da arte de partejar, claro que não tão f orte quanto no ima gin ário social do império. Assim, podemos af irmar que, em parte, o discu rso segu ndo o qua l são as mulheres q ue devem cui dar das mulheres f ez-se presente também no início do século XX.
Apresentamos, dessa forma, nossa pesq uisa, com a esperanç a de que esta dissertação de mestrado possa realmente da r f rutos. Pois acreditamos que o historia do r deve sempr e estar atento pa ra in terpreta r o j á explicado, uma vez que há limites nos o lhares dos pesquisadores. Cremos que a análise por nós empreendida sob re os diferent es document os analisados para recuperar a história das par teiras per mitiu-nos dar vi sibil idade e si gnificado aos a gentes histór icos que, por muito tempo, foram excluídos da história oficial, como é o caso do nosso obj eto de estudo selecionado, As mulheres parteiras na Cida de de Goyaz (século XIX ).
FONTE S