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Yiyecek İçecek İşletmelerini Tekrar Ziyaret Etmeyi Sağlayan Faktörler

1.5. Tekrar Ziyaret Etme Niyeti

1.5.1. Yiyecek İçecek İşletmelerini Tekrar Ziyaret Etmeyi Sağlayan Faktörler

Na atividade material viva, ocorre internamente uma dinâmica de relações sistêmicas que possibilitam a manutenção orgânica. Essas relações ligam a atividade interna com as externas por uma relação de consumo e carência de determinados elementos que constituem a

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vida material. Da mesma forma, como vimos, a produção da atividade subjetiva do homem está diretamente correlacionada com a social. Porém, o homem reproduz sua atividade psicológica por meio de elementos não materializados objetivamente, mas simbólicos da cultura.

A importância da diferenciação entre a necessidade natural (material) e a social (simbólica) se concretiza pelo fato de as sociais serem criadas pelos próprios homens. Com isso, ocorre que os homens podem intencionalmente criar novas necessidades psicológicas com fins ao desenvolvimento do processo educativo. Isso é de fundamental importância quando salientamos que a atividade de ensino deve ser intencionalmente direcionada.

Assim consideramos que, no desenvolvimento filogenético, o homem constituiu-se com um conjunto de necessidades que são estritamente de caráter biológico, ou seja, estão inscritas no código genético de forma que, ao nascerem, os homens as manifestam de forma imediata. Essas necessidades biológicas objetivam-se no curso das interações sociais, mas, depois de satisfeitas, apresentam-se como insuficientes para a transformação do homem em ser humano socializado, já que por si só o amadurecimento biológico não corresponde ao social.

Por outro lado, a criança, inserida em meio social, manifesta naturalmente esse conjunto de atividades que se correlacionam com as necessidades biológicas como, por exemplo, a do intelecto, a afetiva nas relações com os adultos, as geradas pelos reflexos de orientação e controle das relações com o meio, as de locomoção etc., ou seja, necessidades que têm motivação natural para a atividade que, por outro lado, quando são satisfeitas em meio social relacionando-se com interesses desenvolvidos historicamente pela cultura, suscitam na criança o surgimento de novas necessidades de relacionamento, agora não mais de origem biológica, mas social. (SERRA, 1995 p. 64-65)

Ocorrem, nesse percurso de desenvolvimento, inter-relações existentes entre as necessidades e a motivação. Leontiev (1978, p. 108) afirma que toda atividade ocorre em presença de uma necessidade que por si só não a determina ou orienta, antes, é o objeto/objetivo que determina e transforma-se em motivo para a atividade. Essa determinação, pelo motivo de sua realização, acontece no plano psicológico como orientação e controle das ações por meio do processo de apropriação dos significados sociais que são mediadores da conduta humana.

É por isso que os objetos do mundo cultural são constituintes tanto das novas necessidades quanto dos motivos da a atividade da criança. São eles que orientam o desenvolvimento psíquico, a consciência da criança. Leontiev (1978, p. 108) explicou como

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se dão as vicissitudes no processo de desenvolvimento da atividade e da criação de novas necessidades, quando, considerando as inter-relações entre a motivação e os objetos culturais, afirmou que:

Evidentemente, a consciência dos motivos que responde às necessidades naturais não constitui, ela só, a relação que existe entre a consciência dos motivos e a evolução das necessidades. O fato psicológico decisivo consiste no deslocamento dos motivos de uma ação para os fins que precisamente não respondem diretamente às necessidades biológicas naturais. É especialmente o caso dos motivos de cognição, que aparecem ulteriormente. O conhecimento, como fim consciente de uma ação, pode ser estimulado por um motivo que responde à necessidade natural de qualquer coisa. Mas a transformação deste fim em motivo é também a criação de uma necessidade nova, neste caso de uma necessidade de conhecimento. (tradução nossa) É justamente nisso que poderemos nos basear para criar intencionalmente uma nova necessidade correlacionada a interesses educativos, porque ela representa o fato de que em um conjunto de relações e inter-relações dinâmicas, criou-se uma condição na qual um conjunto de objetos é essencial para a resolução, síntese ou objetivação da atividade em processo. A nova necessidade configura-se, assim, como uma condição que impulsiona o sujeito à organização de uma esfera de relações, motivado pelas qualidades dos objetos que fazem a ligação entre os seus componentes.

A motivação, assim, está em estreita correlação com a satisfação das necessidades e é um dos componentes orientadores das ações. Serra (2004 p. 2) escreve sobre essa correlação entre a motivação e seus objetos de satisfação das necessidades dizendo que “a motivação determina, regula a direção (o objeto-meta) e o grau da ativação ou intensidade do comportamento.”

Porquanto, a motivação aparece na complexidade da vida psicológica como fenômeno subjetivo e ideal, no qual podemos observar a presença de processos afetivos e cognitivos, percebemos que em sua constituição as emoções, os sentimentos, a vontade, o pensamento etc. indicam a produção de um determinado sentido que o objeto adquiriu para o sujeito. Por isso, ela reflete o mundo objetivo com o qual ele se correlaciona na forma de atividade externa.

Na atividade externa, é que se objetivam os resultados esperados para a satisfação das necessidades. Nela se encontram ou não os objetos e estímulos para a motivação. Nessa relação ocorre um constante processo de transformação da determinação recíproca entre a motivação e seus conteúdos. (SERRA, 2004 p. 3)

Assim, a partir dessas considerações, compreende-se que a necessidade humana, que representa a carência de elementos que constituem uma atividade, tem esse caráter de ligação

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do mundo interno/externo, porquanto o objeto (externo) representante da carência interna (necessidade) encontra-se diante do sujeito como meta de suas ações. É seguindo então essa lógica de relações que, ao apresentar à criança um objeto em uma atividade, na qual ele represente uma carência para uma determinada ação, é que se cria uma nova necessidade.

A atividade de estudo, por sua vez, caracteriza-se por ser criada especificamente pela cultura. É, portanto, uma nova atividade na vida da criança que produz, da mesma forma, novas necessidades.

Ao iniciar uma apreciação sobre a atividade de estudo, quero me valer da referência que Leontiev (1978, p. 225) fez sobre a relação consciente da criança com essa atividade - portanto, consciente também dos seus componentes – e suas motivações.

Desde seu ângulo psicológico, o problema do consciente no estudo se propôs para nós como o do sentido que adquirem para a criança os conhecimentos que se vão assimilando. Por conseguinte, em que se convertem esses conhecimentos para a criança e como esta os vai assimilando deve ser determinado pelos motivos concretos que a impulsionam a estudar. (tradução nossa)

A forma de assimilação é determinada pelos motivos concretos. Assim, para que a assimilação adquira a forma que interessa para o processo de formação de uma habilidade, e para que isso faça sentido, a habilidade como objeto deve constituir-se com qualidades tais que expressem para o sujeito as características de um instrumento que preencha a carência da nova necessidade criada na atividade de estudo.

Segundo Davidov (2003, p. 230-231), a assimilação na atividade de estudo, a sua peculiaridade, relaciona-se com conteúdos como os “conceitos científicos, as leis da ciência e os modos gerais de resolver problemas práticos baseados nessas leis e conceitos”. Para isso, criam-se situações nas quais os estudantes devem assimilar, juntamente com aqueles conteúdos, determinados procedimentos correspondentes, reproduzindo uma atividade modelar da atividade produtiva humana no uso dos instrumentos e conteúdos ideacionais.

Para isso, segundo Davidov (2003), a criação de circunstâncias problemáticas e desafiadoras em atividades práticas é um dos processos de criação dos vínculos motivacionais com os objetos de estudo. Nesse caso, o professor envolve o estudante em circunstâncias tais que criam a necessidade de se buscar um procedimento geral para a resolução das tarefas de um determinado tipo de problemática que é produzida na atividade.

Criando as circunstâncias, o professor cria a motivação para a assimilação do material dado quando: proporciona o reconhecimento das qualidades do material, para que é necessário assimilá-lo, que papel ele ocupa em algum sistema de relações (no caso da escrita, por

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exemplo, as suas funções práticas e sociais, as possibilidades de registro, comunicação, criação artística, etc.). Porém, deve fazê-lo reproduzindo com os estudantes aquela atividade modelo, da atividade social. , como afirma Davidov (1988, p. 158-159),

Ao entrar para a escola a criança experimenta um momento de transformação e mudança nas suas relações com a realidade social. Nesse momento ocorrem mudanças internas que são produto de uma nova relação com as formas mais desenvolvidas de cultura humana que são representadas pela ciência, arte, moral, pelo direito, essas são as formas que tomam a consciência e o pensamento teórico. Assim, a atividade de estudo se apresenta como fundamental para a criança nesse processo de transformações. (tradução nossa)

Essas formas de atividade humana só fazem sentido, quando reproduzidas em sua estrutura, isto é, quando nelas se encontra sua necessidade, sua motivação, ações, operações e objetivos. Somente assim, é possível estabelecer uma conexão entre a motivação e os sentidos, que sejam coerentes com a realidade na qual o objeto de estudo existe.

No estudo, organizado dessa forma, os estudantes podem reproduzir a experiência social, assimilando, além do mais, “a atividade criadora de outros homens” na história da produção do objeto dado. Com isso, o sentido que atribuem ao uso dos conhecimentos assimilados correlaciona-se coerentemente com a consciência social do objeto. Ainda, segundo Davidov (1988 p. 170), “A atividade criadora apresenta-se como a principal atividade na qual se apoiam as outras atividades de relação com o mundo como, a produção de conhecimentos, o desenvolvimento de capacidades que formam a personalidade.”

Assim, a atividade de estudo que é a principal no início da escolarização, deve ela mesma fazer sentido para a criança. Se a necessidade de estudar for motivada por fatores extrínsecos de obrigatoriedade social, imposição familiar, pelo autoritarismo, pelo domínio ou ameaça de qualquer forma, a vinculação afetiva com os seus conteúdos não será motivadora e criadora de sentidos atrativos para o estudante. A motivação nesses casos se fará contraditória e aversiva. Segundo Leontiev (1978, p. 233/234):

[…] os motivos vão se formando na vida real da criança; a unidade da esfera motivacional da personalidade concorda com a unidade da vida, por isso os motivos não podem desenvolver-se seguindo linhas isoladas, não vinculadas entre si. Por conseguinte, o que se trata é de que as tarefas de educar os motivos do estudo estejam ligadas com o desenvolvimento da vida, com o desenvolvimento do conteúdo das verdadeiras relações vitais da criança; somente com esta condição os objetivos propostos serão suficientemente concretos e, o que é fundamental, reais. A aprendizagem, os conhecimentos que se adquirem, educam, e isto não se deve subestimar. Mas para que os

conhecimentos eduquem é preciso educar a atitude para com os conhecimentos. Essa é a essência do caráter consciente do estudo. (tradução

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Para finalizar, podemos concluir que o objeto de estudo não pode apresentar-se à criança como instrumento meramente técnico, como tarefa isolada em si mesma, sem um fim para a vida concreta. Correlacionada com a experiência vivenciada pela criança em atividades conscientizadas por seus próprios atos, pela atividade comunicativa com o professor e pela experiência social acumulada na cultura, a assimilação do objeto de estudo se fará pleno de sentido humanizador. Assim, para a criança, o seu conhecimento, será próprio para a sua individualidade e poderá representar um sentido vital de realização da sua função social.

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CAPÍTULO - 2