E- DEVLET DÖNÜŞÜMÜNÜN İDARE HUKUKUNA YANSIMALARI
6. E-Devlete Güven
3.1. Olağan Usullerle Yapılan İdari İşlemler
3.2.3. E-İdari İşlemlerin Unsurları
3.2.3.1. Yetki Unsuru
A construção democrática dos países e as intensas transformações do constitucionalismo em busca de manter e de ampliar direitos humanos, fundamentais e sociais vem promovendo alterações sensíveis no mundo do trabalho.
A modernidade, segundo Habermas (1990) constitui-se como um projeto inacabado das sociedades que visa estabelecer um modo de compreensão do mundo e de aperfeiçoar-se a partir dele. Ao estudar os principais problemas dos últimos quatro séculos descobriu que é necessário produzir uma crítica ao projeto moderno de construção de um mundo melhor para todos.
Muitas das reflexões que podem ser feitas sobre este inacabamento partem e retornam às visões que os seres humanos do presente têm a respeito do tempo e do espaço. Entre os reflexos da modernidade, finalmente, a concepção de história assumirá outra
perspectiva, incorporando uma noção evolutiva de tempo que implicará numa visão progressiva e expansiva do espaço, sendo consolidadas por novos empreendimentos, novas conquistas, pluralizações de desafios e no progresso que supera contradições e imprime verdades que são falíveis.
A modernidade vista por este prisma possibilita uma ampliação da abrangência da relação entre espaço, tempo e política. Diante deste contexto, os cidadãos começam a experimentar e a exigir seus direitos básicos de participação individual e coletiva nas decisões dos destinos das suas cidades, do país onde habitam vivem e o estabelecimento de vínculos e acordos que possam levar a estes fins transformam grupos humanos antes politicamente rivais, em capazes de conviver num estado mínimo de civilidade e de paz social.
Lefebvre (1974) dedicou sua vida e obras à compreensão da produção do espaço, o que veio a chamar de ―a reprodução das relações sociais de produção‖. E seu principal argumento foi pautado pela crença de que o espaço é ―uma produção social, ou uma construção social complexa (baseada em valores e na produção social de significados) que afeta práticas e percepções espaciais‖. Para ele cada sociedade produz seu espaço, seu próprio espaço, com esferas ideológicas e culturais. O espaço social179 é, portanto, parcialmente uma determinada configuração do espaço real, um recipiente de relações, em que os ambientes físicos têm histórias e os seres humanos são parte delas.
Ainda sobre as contribuições de Lefevbre (1974) entendemos que a modernidade nasce com as grandes mudanças, e encerra duas contradições essenciais à sua compreensão: a construção e a destruição de princípios. Para ele a contradição estaria na solidão individual e na aglomeração de massas humanas. E a linguagem teria muito a oferecer na compreensão destes conflitos por possuir mecanismos de análise das relações do moderno com o passado.
Se a linguagem amplia estas relações a participação do individuo num ambiente democrático favorece sua abrangência e o faz ter parte com o seu lugar, com tudo que o cerca e com o projeto social que pretende ideologicamente se identificar e defender.
179Na obra organizada pela autora Maria Lúcia Malard (2005), Cinco Textos sobre Arquitetura, encontram-se
referências marcantes sobre a Arquitetura como campo interdisciplinar e pluralista, em que a História, a Filosofia, a Arte, a Tecnologia e a Psicologia promovem abordagens metodológicas, tecnológicas, analíticas e críticas dos espaços sociais, urbanos ou rurais, numa perspectiva do ―humano do homem‖. A Arquitetura manifesta-se na junção do espaço e do tempo, em que a noção de lugar é desenvolvida na interação das pessoas com o ambiente. Nos edifícios, nas casas, nas favelas, a Arquitetura articula e materializa as permissões e as interdições do meio ambiente, uma vez que o ―indivíduo constrói a sua subjetividade em estreita dependência do lugar arquitetônico‖. Na contemporaneidade as funções da Arquitetura derivam das necessidades naturais e artificiais dos seus sujeitos, do processo de constituição do lugar, cuja concretude não pode ser negada sob pena de se perder progressivamente a identidade dos mesmos, ou seja, há, portanto, uma valorização do ―chão por onde o homem caminha, na sua lida no mundo, construindo sua identidade, seu lado humano‖.
Em termos de sindicalização, uma questão é imperativa para vencermos os desafios do presente em se tratando do movimento sindicalista: a greve. Neste direcionamento as entidades sindicais deverão estar sintonizadas com os anseios das categorias que representam e como serão instrumentalizadas na perspectiva de atuar em prol do emprego, das condições de trabalho e das identidades culturais do mundo do trabalho.
Se na modernidade a relação de trabalho se desenvolve ainda entre partes desiguais, havendo um poder tido como forte da categoria patronal e um poder percebido como mais fraco ou subordinado da categoria econômica ou profissional, a greve se instaura como uma paralisação voluntária e coletiva da produção, em que os trabalhadores se organizam no sentido de obter benefícios materiais ou sociais para sua categoria ou ainda com o objetivo de manter conquistas laborais sedimentadas que podem ser alvo de ameaça de retrocesso ou recuo, embora numa dimensão de curta temporalidade.
Portanto, uma greve não nasce e não se efetiva de uma hora para outra. Ela encerra a análise racional dos trabalhadores sobre o que querem e como vão fazer a classe patronal repensar suas condutas à prestação laboral.
As primeiras greves brasileiras180 são datadas no final do Século XIX e eram reprimidas com a força coercitiva do Estado porque representavam condutas contra a ordem social e política vigente. Inclusive, Washington Luis, que foi Secretário de Justiça e Presidente do Brasil as classificou como um ―caso de polícia‖.
Nesse período as condições de trabalho eram aviltantes no nosso país, que saia da escravidão e se voltava para o mercado livre de trabalho, sendo visivelmente concretas as jornadas de trabalho de 14 até 16 horas seguidas, da exploração do trabalho de mulheres e crianças como se fossem ―homens‖, salários muito baixos, redução destes como forma de punição e de despedida, sobretudo, com mulheres e crianças, e o que era ainda pior não havia proteção legal ao trabalhador.
Quando os sindicatos começaram a surgir o quadro foi sendo progressivamente alterado, buscando a união dos trabalhadores e a liberdade política necessária à sua atuação.
180As primeiras experiências sindicalistas no Brasil produziram os seguintes fatos históricos que nos legaram o
entendimento de sua estruturação e militância: 1858 (foi realizada a primeira greve no Brasil com os tipógrafos organizados do Rio de Janeiro); 1890 ( foi fundado oficialmente o 1º Partido Operário do Brasil); 1906 (foi realizado no Rio de Janeiro o 1º Congresso Operário Brasileiro, produzindo o nascimento da Confederação Operária Brasileira (COB)); 1907 ( ocorreu a expulsão do solo brasileiro de 132 sindicalistas como clara reação do poder público às manifestações sindicais); 1917 a 1920 (surgiu uma onda de greves em torno da crise econômica produzida pós 1º Guerra Mundial); 1929 ( foi realizado o Congresso Sindical Nacional, originado a CGT, entidade responsável por todos os sindicatos e identificada de natureza comunista).
No entanto, posteriormente o Estado foi limitando as funções dos sindicatos brasileiros, e na ditadura, as entidades sindicais foram fechadas e tidas como subversivas; suas lideranças perseguidas, torturadas e punidas sem o direito ao contraditório e a ampla defesa.
A legislação pátria trabalhista sofreu alterações objetivando manter os sindicatos sob o controle do Estado e imprimir o desenvolvimento econômico que o país queria alcançar dentro e fora de sua territorialidade.
Somente com a redemocratização do país no final da década de 1980 o cenário se modifica novamente e os sindicatos retomam seu poder de representatividade dos seus sindicalizados. Os partidos políticos de esquerda auxiliam nesta reconquista de espaço social e político e a igreja, na sua vertente progressista se torna mais uma aliada neste processo quando assume a dinâmica do trabalho assalariado e decente na perspectiva do princípio da dignidade da pessoa humana e de sua prole.
Nestes períodos as entidades sindicais tiveram de se reinventar e reencontrar novos caminhos de sua participação na empresa, na sociedade e diante do papel do Estado. Suas lideranças tiveram de superar a fase do peleguismo e ser identificadas como representantes legítimas e legais dos seus filiados e quando necessário, dos não filiados e dos trabalhadores desempregados, no tocante à intervenção na agenda governamental e na propositura de políticas públicas para o mundo do trabalho. Foi preciso sair da estruturação de sindicato meramente reivindicador e alcançar o sindicato de resultados.
Portanto, nos últimos anos os sindicatos saíram dos pátios e galpões das indústrias e das fabricas e alcançaram o terceiro setor da economia brasileira, buscando nichos de categorias econômicas mais bem postas no mercado de trabalho e com uma taxa de escolarização mais elevada, facilitando a disseminação da ideologia reinante em cada sindicato e nos seus graus hierárquicos de níveis de sindicalização. Neste sentido, podemos relembrar a organização sindical mais fortalecida dos sindicatos dos bancários, e dos professores como exemplos importantes destes novos momentos de ampliação do sindicalismo no Brasil.
Mas para além destas configurações históricas não podemos deixar de lado as construções paralelas dos direitos sociais no Brasil e no mundo, que fizeram com que os países reconhecessem e ampliassem legalmente, sobretudo, em Constituições e outras leis infraconstitucionais, direitos trabalhistas como elementos norteadores de um novo modelo de relações laborais nas sociedades.
Sem o amparo legal certamente o cenário seria outro e mais conflituoso. As partes envolvidas com dimensões diferenciadas de poder político em virtude de sua participação nos bens de produção seriam antagônicas ao extremo, sem nenhuma ou quase nenhuma capacidade de negociação e de diálogo. As questões problemáticas das greves e manifestações populares nos países desenvolvidos, sobretudo, na Europa181, estão sendo mais constantes nos últimos anos, numa marca registrada dos movimentos sociais e trabalhistas anticapitalistas contra o avanço de reformas previdenciárias que prejudicam direitos laborais mais antigos e reduzem a qualidade de vida das pessoas após a aposentadoria.
A Europa, que vem enfrentando uma crise financeira mundial, na implantação e sobrevivência da zona do euro, iniciada nos Estados Unidos no final de 2008, com taxas elevadas de desemprego, exclusão social entre a oferta de trabalho para negros e descendentes de imigrantes, levando a população às ruas das capitais e dos grandes centros urbanos, e colocando à classe média local o desafio das contradições do capitalismo no mundo do trabalho.
Como este continente concentrou nas últimas décadas uma renda per capita elevada e produziu mecanismos jurídicos e sindicais de flexibilização do trabalho agora se depara em seus governos de múltiplas experiências políticas, com o agravamento das relações nos mercados financeiros e de atividades laborais, retendo o crescimento econômico e fazendo emergir uma diplomacia delicada em favor dos que governos que estão com uma economia mais equilibrada internacionalmente. E o caso da Alemanha, reconstruídos pós Segunda Guerra Mundial, e que na atualidade empresta dinheiro ao FMI e é símbolo de retomada do crescimento externo e interno de sua economia.
Se na Europa o papel precípuo dos será o de ―lembrar aquilo que os outros esquecem‖, em termos de lutas sindicais e de direitos trabalhistas, na América Latina os ventos ainda sopram em busca da construção histórica destes direitos, sobretudo, em governos de experiências não-democráticas.
Geralmente as greves que acontecem em tempos mais recentes nestes continentes são numerosas e bastante representativas das classes trabalhadoras, afetando setores essências da vida social, como os aeroportos, os portos, os transportes urbanos, os hospitais, as escolas, e
181―Na Europa, de um modo geral, cresce a percepção popular nos seus países mais prósperos de que a União
Européia é um pretexto para minar direitos sociais e trabalhistas – naqueles que mais claramente haviam se beneficiado da integração, os países menos ricos da periferia européia, o sonho subitamente acabou.‖ Ver a análise e comentários críticos das greves na Europa a partir das contribuições de Antonio Luiz M. C. Costa (Revista Carta Capital nº. 605, 21 de julho de 2010).
outras atividades laborais que deixam a coletividade prejudicada durante dias, semanas e meses, exigindo que o poder estatal e o poder judiciário intervenham, dentro dos expressos limites de sua legislação pátria, objetivando coibir os excessos e a manter o mínimo de condições básicas destes serviços à população.
A concentração de renda na Europa e a má distribuição de renda na América Latina são fatores cruciais ao surgimento de greves que atestam a falência do sistema econômico de natureza capitalista e acenam para sistemas híbridos que possam conciliar o capital e o trabalho em esferas sustentáveis de aceitação social e econômica.
Os governos destes países vêm alegando constantemente o rombo no orçamento do setor público e a ausência de investimentos da iniciativa privada nos setores mais produtivos da economia local, além da desigualdade nas estratégias mundiais de competitividade num mundo considerando globalizado.
O balanço destas realidades está levando os governantes a uma preocupação imediata com reformas sociais e trabalhistas, que possam produzir uma transformação nos modelos econômicos já não mais tão eficientes e produtivos e na visão dos cidadãos sobre o papel do Estado e das legislações diante destes contextos revolucionários e reivindicatórios das classes trabalhadoras.
A participação solidária da população em greves e manifestações ou até protestos, de forma a pressionar as instituições estatais e privadas à valorização da atividade laboral e ao pagamento justo de quem a efetiva, tem provocado a realização de uma dialogo social e dialético do Estado, dos empregadores, dos empregados e da sociedade e ampliado a melhoria da organização sindical.
Um contexto de crises econômicas e sociais dos países destes continentes utilizados como exemplos neste estudo e de outros continentes agregam aspectos diversificados, em alguns casos assemelhados, de empresas que chegam rapidamente à falência, do aumento real e estatístico do desemprego, da redução do consumo, do aumento da informalidade empregatícia, da diminuição do PIB e do aumento da dívida externa.
A preocupação mais latente do novo sindicalismo europeu é o de ser representativo e combativo nos momentos de negociações coletivas, quando estão instauradas sérias crises econôomicas ou ainda na dimensão de evitá-las, sem prejuizo dos trabalhadores e da população em geral.
Na atualidade, uma estratégia de atuação tem sido muito recorrente no sentido de amenizar os conflitos trabalhistas e lidar com as questões políticas, legais e econômicas que organização a produção, a negociação coletiva, sobretudo, no âmbito central da política de ―Concertação Social‖ em que se verifica que os empresários e os governos, mediante pactos macros subscritos e divulgados socialmente, com as categorias econômicas ou profissionais, e abrangendo inclusive os desempregados, buscam empreender uma nova fórmula de construção democrática social.
E para tanto a representatividade sindical tem sido um elemento de discussões, elaboração de critérios normativos e de propositura de políticas públicas econômicas nacionais que valorizem e incentivem a sustentabilidade do desenvolvimento socioeconômico em tempos difíceis de crise mundial.
Neste processo de construção/reconstrução da representatividade sindical os critérios mais comuns tratam de estabelecer distinções claras e precisas das organizações sindicais no exercício da representação dos interesses profissionais, no âmbito territorial e funcional plenamente determinado, ou no inteiro conjunto de sistemas das relações laborais. Dizendo de outra forma, as organizações sindicais devem promover um eixo de conexão entre a representatividade sindical e a contratação coletiva de eficácia geral. Este critério basilar se efetiva nos espaços de descentralização das unidades sindicais e encontra sua eficácia no sindicato como centro do trabalho ou das práticas de ofícios e de profissões.
Convêm que se destaque que os pactos que são feitos entre as associações ou confederações sindicais que detenham a maior expressividade de suas categorias servem para fixar as pautas das convenções futuras, como mecanismos de convênios que obrigam as partes envolvidas à celebração de suas próprias convenções (―convênios para convenir‖).
Contudo, é inegável que é na moderação salarial que reside a chave de análise interpretativa da representatividade sindical para estreitar o fosso que separa os países mais ricos dos mais pobres do mundo, bem como na capacidade de especialização dos seus trabalhadores para atrair o investimento dos parceiros para os diversos setores de sua economia.
A ―Concertação Social‖182 proposta principalmente pelo Direito Comunitário
Europeu implica dizer que as atividades comunitárias entre os países que formam os Estados-
182Sobre este assunto e suas repercussões aconselhamos a leitura da obra intitulada ―Os impactos da Integração
Membros poderão ser desenvolvidas mediante dois caminhos decisórios em face das questões trabalhistas: da harmonização (introdução de elementos comuns nos diversos sistemas jurídicos) e da coordenação (que procura estabelecer mecanismos para coordenar os diversos sistemas sob a óptica de tutela).
Exemplos claros da harmonização podem ser percebidos no Direito Coletivo do Trabalho a partir de greves, conflitos e negociações coletivas. As peculiaridades de cada país devem ser tratadas de acordo com suas regras legislativas e suas historicidades políticas.
No caso mais específico das negociações coletivas elas podem abrigar dois sentidos concretos de sua funcionalidade: a) stricto sensu (negociação entre representantes dos trabalhadores e dos empregadores convertida em instrumento escrito com posterior registro; e b) lato sensu (sinônimo de ―Concertação social‖).
A ―Concertação Social‖183, portanto, é vista também como o procedimento técnico-
negocial cujo resultado pode ter como modalidades a legislação negociada, a elaboração de pactos (sem a confecção expressa de uma lei ao seu final) ou ainda a constituição de acordos ou convênios e ainda de formação de mesas-redondas.
Mediante a ―Concertação Social‖184se busca o dialogo social como forma de
legitimar a participação dos trabalhadores (devidamente organizados) à estipulação de normas laborais que serão submetidos, numa tentativa de dirimir mais rapidamente os litígios trabalhistas e de promover uma harmonia mais equilibrada e mais real aos interesses imediatos das relações laborais.
É muito importante que se reconheça nesta experiência de Direito Internacional que sua adaptação aos novos contextos do mundo do trabalho neste continente e nos demais continentes significa estabelecer e gerir uma ferramenta de sobrevivência histórica e de inserção nos mecanismos de globalização da economia, do trabalho e das relações sociais e diplomáticas internacionais.
183 Na ―Concertação social‖ encontramos o seguinte modelo operativo: Quanto às Partes: Empregadores,
empregados e o Estado; quanto ao conteúdo: é mais amplo, abrangendo questões econômicas e sociais; quanto aos Efeitos: apresenta efeitos gerais; quanto à Eficácia Jurídica: Meramente programática.
184 Podem ser consultadas sobre este temário as seguintes Convenções da OIT: nº11, nº84, nº 87, nº98, nº135,
nº141, nº 151 e nº154. Além de elementos jurídicos trazidos à baila sobre a sua efetivação através do Tratado Instituidor da Comunidade Européia e o Tratado da Comunidade Européia (Direito Comunitário) e o Acordo de 7 de fevereiro de 1992, integrado ao Tratado de Amsterdã (separação do direito de greve e do direito de lock-out enquanto particularidades de cada país). As Diretivas, as Cartas Sociais e as Jurisprudências que foram sendo elaboradas desde a década de 50 à atualidade.
Entender estes contextos que traduzem posicionamentos ideológicos, fatores econômicos, crises jurídico-constitucionais, desejos sociais da coletivamente não é algo que possa ser visto como fácil. Na verdade, palavras, tais como: ―caos‖, ―tumultos‖, ―badernas‖, revolucionários‖, ―contestadores‖, ―suspeitos‖, cercam os movimentos sindicais e sociais do presentismo.
Voltando ao caso brasileiro a respeito das greves, que foram essenciais na formação e no crescimento do movimento sindical no país, alterando a esfera das políticas públicas econômicas, e que muito nos interessam pelas suas abrangências nos contextos locais, regionais e nacionais, lembramos que a sua finalidade geralmente encontra esteio na necessidade de melhores condições de trabalho.
No entanto, esta sua finalidade se depara com as reações da classe empresarial que não pretende contrair custos em se tratando de manter ou ampliar a sua produtividade. Na sua totalidade as greves no Brasil e nos demais países do mundo apresentam reivindicações que são contrarias aos interesses dos empregadores.
Na sua trajetória no nosso país ela vem superando fases em sua existência. Estas fases são recorrentes no mundo, em se tratando da organização do movimento sindical e das suas lutas contra governos, ideologias e aspirações internas. Inicialmente foi tida como um ilícito penal (delito)185, em seguida foi vencendo a rejeição social e passou a ser considerada uma liberdade e atualmente é tida como um direito constitucional de âmbito social.
Na sua fase inicial, como possíveis ―casos de polícia‖, as greves eram consideradas