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Ahlaki Yargı Yetenek Düzeyleri Gelenek Öncesi Geleneksel Ve Gelenek Sonrası Olan Bireylerin Ahlaki Yargı Evreleri ile Psikolojik Belirti Puan

5- Scheffe Testi: Çoklu karşılaştırma, birbirinden bağımsız ikiden fazla grubun

4.1. Çalışma Grubuna Ait Bulgular

4.2.4. Ahlaki Yargı Yetenek Düzeyleri Gelenek Öncesi Geleneksel Ve Gelenek Sonrası Olan Bireylerin Ahlaki Yargı Evreleri ile Psikolojik Belirti Puan

Proposição 7.6. Seja G um grupo nito tal que Hom(G; Z2) é não trivial. Para cada homo-

morsmo não trivial α : G → Z2 existe um 2-complexo nito e conexo K, com π1(K) ≈ G, e

existe uma aplicação celular fα: K → RP2, que não é livre de raízes, induzindo α em grupos

fundamentais.

Prova: Da hipótese, G possui uma apresentação P = hx | ri, onde x e r são nitos. Seja K = KP o 2-complexo modelo induzido pela apresentação P. Então G ≈ π1(K) e, a me-

nos de isomorsmo, cada homomorsmo α ∈ Hom(G; Z2) pode ser considerado como um

homomorsmo de π1(K) em π1(RP2). Pelo Lema 7.4, cada tal homomorsmo α é reali-

zado como o homomorsmo induzido em grupos fundamentais por uma aplicação celular fα : K → RP2. Então, como π1(RP1) ≈ Ze π1(G)é um grupo nito, existe um levantamento

φα : π1(K) → π1(RP1)de (fα)#ao longo de l#se, e somente se, (fα)#é trivial. Agora, como

Hom(G; Z2) 6= 1, por hipótese, para cada homomorsmo não trivial α ∈ Hom(G; Z2), cada

aplicação fα: K → RP2 não é livre de raízes, pelo Teorema 7.5. ¥

Para ilustrar a aplicabilidade desta proposição, considere o pseudo plano projetivo P2 2d

de grau 2d, o qual é obtido colando-se uma 2-célula na esfera S1 através de uma aplicação

(combinatorial) S1 → S1 de grau 2d. (Note que RP2 = P2

2). É bem sabido que π1(P22d) ≈

Z2d e assim Hom(π1(P22d); Z2) ≈ Z2. Seja α : Z2d ≈ π1(P22d) → π1(RP2) ≈ Z2 o único

homomorsmo não trivial pertencente a Hom(π1(P22d); Z2). Pela proposição anterior, existe

uma aplicação f : P2

2d → RP2 tal que f#= αe f não é livre de raízes.

Proposição 7.7. Seja K um 2-complexo com grupo fundamental livre. Uma aplicação f : K → M é livre de raízes se, e somente se, o homomorsmo f#2 é trivial.

Prova: Seja f : K → M uma aplicação. Pela Observação 7.3, f é conveniente. Para cada gerador xj do grupo livre π1(K), escolha uma palavra wj no grupo livre π1(M1) tal que

7.2 Algumas conseqüências do Teorema 7.5 109

l#(wj) = f#(xj). Então, existe um (único) homomorsmo φ : π1(K) → π1(M1) tal que

φ(xj) = wj. É claro que φ é um levantamento de f# ao longo de l#. Pelo Teorema 7.5, f é

livre de raízes se, e somente se, f#2 é trivial. ¥

Outra prova para esta proposição pode ser elaborada utilizando um Teorema de Wall (veja [1], página 120), que arma que todo 2-complexo conexo e nito com grupo fundamental livre é homotopicamente equivalente a um bouquet nito de esferas 1- e 2-dimensionais.

Outra prova para a Proposição 7.7: Pelo Teorema de Wall citado, K é homotopicamente equivalente a um bouquet nito de esferas 1- e 2-dimensionais. Seja L = L1∨ L2 tal bouquet,

sendo L1 um bouquet de 1-esferas e L2 um bouquet de 2-esferas. Seja ψ : L → K uma

equivalência de homotopia. Então, pelo Lemma 1.4, µ(f) = 0 se, e somente se, µ(f ◦ ψ) = 0. Agora, é claro que Lh2i = L2 (conra denição no parágrafo que antecede a Proposição 3.19).

Então, pela Proposição 3.19, µ(f) = 0 se, e somente se, µ(i ◦ ψ ◦ f) = 0, onde i : L2 ֒→ L

é a inclusão natural. Agora, se π2(M ) = 0, então é claro que i ◦ ψ ◦ f é homotópica a uma

aplicação constante. E portanto, µ(f) = 0. Se, por outro lado, π2(M ) 6= 0, então M é ou a

esfera S2 ou o plano projetivo RP2. Neste caso, é claro que µ(i ◦ ψ ◦ f) = 0 se, e somente se,

(i ◦ ψ ◦ f )#2 : π2(L2) → π2(M ) é trivial. É também claro que este último fato ocorre se, e

somente se, f#2 : π2(K) → π2(M ) é o homomorsmo trivial.

Proposição 7.8. Seja K um 2-complexo com grupo fundamental nito. Uma aplicação con- veniente f : K → M é livre de raízes se, e somente se, f# e f#2 são triviais.

Prova: Como π1(M1) é um grupo livre e π1(K) é nito, o único homomorsmo de π1(K)

em π1(M1) é o trivial. Logo, f# : π1(K) → π1(M ) possui levantamento ao longo de l# :

π1(M1) → π1(M ) se, e somente se, f# é trivial. Segue-se do Teorema 7.5 que f é livre de

raízes se, e somente se, f#e f#2 são ambos triviais. ¥

A parte somente se desta proposição é verdadeira ainda que f não seja conveniente.

Corolário 7.9. Seja K um 2-complexo com grupo fundamental nito e seja M uma superfície fechada, S26= M 6= RP2. Toda aplicação f : K → M é livre de raízes.

Prova: Note que π2(M ) = 0; assim toda aplicação f : K → M é conveniente (veja Observação

7.3) e M é um complexo K(π1(M ), 1) nito. É bem sabido que se G é um grupo que contém

um subgrupo de torção, então todo complexo K(G, 1) é innito (veja Proposição II.3 de [30]). Portanto, o grupo fundamental π1(M ) é livre de torção. Logo Hom(π1(K); π1(M )) = 0 e o

resultado segue da proposição anterior. ¥

Este corolário não é verdadeiro, em geral, se M é ou a esfera ou o plano projetivo. Para exemplicar isto, considere as aplicações identidades da esfera e do plano projetivo. Apesar do grupo fundamental destes dois espaços serem nitos, tais aplicações não são livre de raízes.

O resultado da Proposição 7.8 pode não se aplicar nos casos em que π1(K) não é um

grupo nito. Por exemplo, se Π é o grupo cíclico innito, então a esfera 1-dimensional S1

é um complexo K(Π, 1) e toda aplicação de S1 em RP2 é uma aplicação conveniente, pela

Observação 7.3. Agora, apesar da aplicação f : S1 → RP2, que identica a esfera S1 ao 1-

esqueleto de RP2, ser livre de raízes, o homomorsmo induzido por ela em grupos fundamentais

é idêntico ao epimorsmo canônico Z → Z2.

Agora, vamos considerar casos em que o grupo fundamental de K é uma soma direta da forma F ⊕ T com F um grupo abeliano livre e T um grupo de torção. Sendo K um complexo nito, isto ocorre, por exemplo, se π1(K)é um grupo abeliano.

Diremos que um subgrupo H de um grupo G é cíclico (em G) se H ou é trivial ou pode ser gerado por um só elemento.

Suponha que seja A um grupo com subgrupo de torção T e que o quociente A/T seja abeliano livre. Então A ≈ F ⊕ T , onde F é o quociente A/T . Um homomorsmo arbitrário de grupos h : A → B dá origem a dois homomorsmo de grupos

hF : F → B e hT : T → B

de maneira natural: Para cada x ∈ F, denimos hF(x) = (h ◦ Λ)(x, 0) e, para cada y ∈ T ,

denimos hT(y) = (h ◦ Λ)(0, y), onde Λ : F ⊕ T ≈ A.

Estas construções e notações são assumidas nos resultados doravante apresentados. É conhecido como Teorema de Nielsen-Schreier o seguinte importante resultado:

Todo subgrupo de um grupo livre é livre.

Uma prova para isto, que pode ser encontrada na página 103 de [31], segue-se do fato que todo subgrupo de um grupo livre pode ser realizado como o grupo fundamental de um grafo. É uma conseqüência imediata do Teorema de Nielsen-Schreier que se dois elementos de um grupo livre comutam, então eles são potências de um terceiro. Sendo assim, segue-se que:

Todo subgrupo abeliano não trivial de um grupo livre é cíclico innito. Em decorrência disso, podemos demonstrar o seguinte lema:

Lema 7.10. Seja A = F ⊕ T um grupo, com T o seu subgrupo de torção e F abeliano livre. Seja h : A → B um homomorsmo de grupos. Seja ξ : F → B um epimorsmo de um grupo livre F sobre B. Existe um levantamento φ : A → F de h ao longo de ξ se, e somente se, hF(F) é cíclico e hT(T ) é trivial.

Prova: Como F é livre, é óbvio que hT tem um levantamento φT : T → F ao longo de ξ se,

e somente se, hT é trivial e, neste caso, também φT é trivial.

Agora, se existe um levantamente φF : F → F de hF ao longo de ξ, então a imagem

φF(F) é um subgrupo abeliano livre de F e, assim, é cíclico. Portanto, como hF = ξ ◦ φF, o subgrupo hF(F)de B também é cíclico.

7.2 Algumas conseqüências do Teorema 7.5 111

Reciprocamente, suponha que hF(F)seja cíclico e seja ϑ ∈ hF(F)um seu gerador. Seja

po posto de F e seja F′ o grupo abeliano livre gerado por u1, . . . , up. Existe um isomorsmo

η : F′ → F tal que (hF ◦ η)(u

1) = ϑ e (hF ◦ η)(ui) = 0 para cada 1 < i ≤ p. Como ξ é

um epimorsmo, podemos selecionar w ∈ F tal que ξ(w) = ϑ. Seja φ′ : F→ F o único

homomorsmo de F′ em F satisfazendo φ(u

1) = w e φ′(ui) = 11para cada 1 < i ≤ p. Agora,

dena φF : F → F pela composição φF = φ◦ η−1, onde η−1 : F → Fdenota o isomorsmo

inverso de η. É óbvio que φF é um levantamento de hF ao longo de ξ.

¥

Proposição 7.11. Seja f : K → M uma aplicação conveniente com π1(K) = F ⊕ T, onde

F é abeliano livre e T é um grupo de torção. Temos:

1. Se S26= M 6= RP2, então f é livre de raízes se, e somente se, fF

#(F) é cíclico.

2. Se M = S2, então f é livre de raízes se, e somente se, f

#2 é trivial.

3. Se M = RP2, então f é livre de raízes se, e somente se, f

# e f#2 são ambos triviais.

Prova: Faremos a prova de cada asserção separadamente, apesar dos argumentos comuns. 1. Temos π2(M ) = 0 e π1(M ) livre de torção. Logo, os homomorsmos f#2 : π2(K) →

π2(M )e f#T : T → π1(M )são ambos triviais. Neste caso, o Teorema 7.5 implica que f é livre

de raízes se, e somente se, o homomorsmo fF

# : F → π1(M ) admite um levantamento ao

longo do homomorsmo l#: π1(M1) → π1(M ). Pelo lema anterior, isto ocorre se, e somente

se, o subgrupo imagem fF

#(F) é cíclico.

2. Como o homomorsmo f#: π1(K) → π1(S2)é trivial e, por isso, admite levantamento

óbvio ao longo de l#, segue-se do Teorema 7.5 que f é livre de raízes se, e somente se, o

homomorsmo f#2 é trivial.

3. Certamente fF

#(F) é cíclico e, assim, f#F tem um levantamento ao longo de l#, pelo

Lema 7.10. Ainda por este lema, existe um levantamento φ de f#ao longo de l#se, e somente

se, fT

# é trivial. O resultado segue do Teorema 7.5. ¥

Desta proposição, podemos extrair um resultado particular para o acaso em que o domínio da aplicação considerada é o toro T.

Corolário 7.12. Uma aplicação conveniente f : T → M do toro em uma superfície fechada é livre de raízes se, e somente se, f# é não injetivo.

Prova: Se f# é injetivo, então é claro que f#π1(T) não é cíclico e, pela Proposição 7.11,

f não é livre de raízes. Agora, note que f#2 : π2(T) → π2(M ) é trivial e suponha que f#

seja não injetivo. Então, como π1(T) ≈ Z ⊕ Z, temos que f#π1(T) = f#F(F) é cíclico. Pela

Proposição 7.13. Seja K um 2-complexo asférico e seja T1 o subgrupo de torção de H1(K).

Se Hom(T1; Z2) = 0 então toda aplicação conveniente de K em RP2 é livre de raízes.

Prova: Primeiro, lembramos que um 2-complexo K (nito e conexo) é asférico se, e somente se, π2(K) = 0 (veja [1] para detalhes). Assim, para qualquer aplicação f : K → RP2, o

homomorsmo f#2 é trivial. Agora, seja ρ : π1(K) → H1(K)o homomorsmo de Hurewicz

(o homomorsmo abelianização). Como π1(RP2)é um grupo abeliano, existe um único homo-

morsmo f⊛: H1(K) → π1(RP2)tal que f⊛◦ ρ = f#. Por hipótese, f⊛T1 é trivial. Além disso,

é claro que a imagem de fF1

⊛ é um grupo cíclico, onde F1é o subgrupo abeliano livre de H1(K)

tal que H1(K) ≈ F1⊕ T1. Pelo Lema 7.10, existe um homomorsmo φ′ : H1(K) → π1(RP1)

tal que l#◦ φ′ = f⊛. Dena φ : π1(K) → π1(RP1)pela composição φ = φ′◦ ρ. Então φ é um

levantamento de f# ao longo de l#. Pelo Teorema 7.5, f é livre de raízes. ¥