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1.5. YEREL ÖLÇEKTE KALKINMA İÇİN POLİTİKA VE ÖNCELİKLER

1.5.1. Yerel Yönetimler, Yerel Kalkınma ve Katılım

A pesquisa foi realizada em uma Escola, Pública da Rede Municipal de Belo Horizonte, localizada na região Centro-Sul. Atende principalmente a uma população

de baixa renda, moradora de comunidades e aglomerados, próxima ao bairro classe alta, onde ela se situa. Possui mais de 1000 alunos, que cursam o Ensino Fundamental. Esta Escola está incluída no Projeto da Escola Integrada.

O programa Escola Integrada teve início em 2007, partindo da reorganização do programa “Escola de Tempo Integral”, iniciado em sete escolas piloto, para o modelo atual, já implantado em mais 50 escolas da rede municipal e atendendo aproximadamente a 15.000 crianças e adolescentes do Ensino Fundamental, na faixa etária de 6 a 14 anos. A Escola Integrada desenvolve ações articuladas com projetos já existentes na comunidade, integrando também os diferentes programas públicos e sociais, baseando-se no trabalho de rede. Esse programa proporciona vivências educativas que visam ao desenvolvimento integral das crianças e dos adolescentes da Rede Pública Municipal através de oficinas diversas, que auxiliam e ampliam a participação dos alunos em atividades de seu interesse (CANELAS, 2009).

O programa Escola Integrada (PEI) - nasceu como uma política pública intersetorial, coordenado pela Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte – SMED/PBH. Para a realização desse Programa, foi proposta a parceria com diversas instituições de ensino superior de Belo Horizonte, entre elas a UFMG, para a oferta de atividades/oficinas e de estudantes/bolsitas que, juntamente com agentes culturais comunitários, desenvolvessem-nas junto aos alunos das escolas que participassem do programa.

Dessa forma, a concepção de educação que fundamenta a escola de tempo integral, como um processo que abrange todas as dimensões formativas do sujeito, precisa ir além do seu espaço físico, demandando a ampliação de outros espaços educativos, num movimento de reconhecimento das alternativas e das possibilidades formativas existentes na própria sociedade. Assim, o programa Escola Integrada (PEI) incorpora a proposta de “cidade educativa”, visando implicar a comunidade e mesmo a cidade no processo de educação dos alunos. Partindo dessa visão da escola de tempo integral, para a formação integral e integrada do sujeito e desta integração da escola em outros espaços educativos, inaugura-se, então, a concepção de “Escola Integrada” (GUIMARÃES, 2010).

Portanto, esta pesquisa foi desenvolvida em uma Escola vinculada ao Programa Escola Integrada. A população geral deste estudo foi de 36 famílias de adolescentes envolvidos no fenômeno bullying que eram vítimas, testemunhas ou agressores. Os alunos envolvidos cursavam o terceiro ciclo do Ensino Fundamental, ou seja, 7º, 8º e 9º anos respectivamente. É importante ressaltar que a escolha das famílias de alunos do terceiro ciclo do Ensino Fundamental corresponde a alunos na faixa etária de 12 a 15 anos. De acordo com a literatura, é nessa idade que ocorre uma maior incidência desse tipo de violência (VENTURA; FANTE, 2011).

A seguir, mostraremos a participação dos pais desta pesquisa nas duas reuniões semestrais em que foram feitas as triagens de acordo com as listas de chamadas assinadas pelas famílias durante os dois encontros realizados no período de fevereiro/março e setembro de 2001 (TAB. 1).

TABELA 1 - Processo de triagem dos grupos focais na Escola

Ensino funda-

mental Turma

1a. Reunião 2a. Reunião

Total de

alunos compareceram Pais que Adesão Total de alunos compareceram Pais que Adesão

7º ano A 31 10 1 28 3 2 B 34 14 1 32 13 3 C 35 6 1 35 14 1 D 36 13 1 27 6 0 E 34 7 2 26 9 0 F 35 13 1 - - - Total 205 63 7 148 45 6 8º ano A 31 3 - 28 3 2 B 33 6 1 32 13 3 C 35 11 1 35 14 1 D 32 3 - 27 6 - E 31 4 1 26 9 - Total 162 27 3 148 45 6 9º ano A 34 6 2 32 8 0 B 28 7 1 25 4 0 C 28 8 - (*) - 0 D 30 10 2 20 5 0 Total 120 31 5 77** 17 0

(*) A Escola não forneceu os dados.

** A soma total só considerou os dados fornecidos. Fonte: dados do estudo.

Destas reuniões foram formados três grupos focais os quais foram realizados na Escola (TAB. 2).

TABELA 2 - Amostragem grupos focais

Grupo focal Participantes Total

1 Família das vítimas 3

2 Família das vítimas 12

3 Família dos observadores 10

Total 25

Fonte: dados do estudo.

Processo de adesão das famílias dos agressores por meio de listagem fornecida pela Escola: O total de pais de agressores que aderiram à pesquisa foram 11 em um total de 14 indicações pela diretoria da Escola. Desses, 11 participaram de entrevistas semiestruturadas com a pesquisadora, sendo apenas uma entrevista realizada na Escola; as outras 10 foram realizadas em uma sala próxima à Escola (Quadro 1).

QUADRO 1 - Alunos agressores / adesão das famílias / comparecimento à reunião

Turma Nome fictício Reunião

7º ano

A

B Carla Nenhuma

C Ronald Nenhuma

C Pedro Nenhuma

D Leonel 2a. reunião (*)

D Abelardo Nenhuma

F Genaro Nenhuma

8º ano

B Tadeu 1a. Reunião

B Betânia Nenhuma

C Jeferson Nenhuma

D Jovito Nenhuma

E Celton Nenhuma

(*) O padrasto compareceu apenas na 2ª, respondeu ao questionário e pelas respostas queria participar, depois a escola me alertou que o enteado era agressor e posteriormente marquei a entrevista.

Fonte: dados do estudo.

Observação: as famílias de nove dos 11 agressores não compareceram a nenhuma reunião pedagógica semestral da escola.

Foram entrevistados 36 responsáveis com idade média de 40 anos, sendo que 28 (77,8%) eram mães e 4 (11,1%) pais. Cinco alunos participavam da escola integrada (TAB. 3).

TABELA 3 - Caracterização sócio-demográfica dos pais entrevistados (n=36)

Responsável n %

Mãe 28 77,8

Pai 4 11,1

Outros (tia/irmã/casal/ padrasto) 4 11,1

Adolescentes na escola integrada 5 13,9

Idade (anos)

Média ± desvio padrão 40,6±7

Mediana (Min-Máx) 41 (26-54)

Fonte: dados do estudo.

Nota: nesta tabela das 36 famílias há o predomínio das mães 28, apenas 5 participam da EI.

Onze famílias de agressores foram entrevistadas, nove dos responsáveis eram as mães, a idade média foi de 36,5±5 anos e como configuração familiar prevaleceu a mono parental feminina simples com cinco casos (TAB. 4).

TABELA 4 - Caracterização sócio-demográfica das famílias dos agressores (n=11)

Características n % Responsável Mãe 9 81,8 Escolaridade 5ª a 8ª série 3 27,3 2º grau completo 4 36,4 Idade (anos)

Média ± desvio padrão 36,5±5

Mediana (Min-Máx) 36 (26-45)

Configuração familiar

Mono parental feminina simples 5 45,4

Nuclear simples 2 18,2

Nuclear com crianças agregadas 1 9,1

Feminina extensa 1 9,1

Nuclear reconstituída 1 9,1

Genitores ausentes 1 9,1

Fonte: dados do estudo.

Nota: não informaram a escolaridade (5), participou da escola integrada (0). Verificar definições das configurações familiares no Anexo A.

Em relação às famílias de vítimas e testemunhas, observou-se que as mães prevalecem como o principal responsável, conforme TAB. 5.

TABELA 5 - Caracterização sócio-demográfica das famílias de vítimas e testemunhas

Características Vítimas (n=15) Observadores (n=10) Total (n=25)

n (%) n (%) n (%) Responsável Mãe 11 (73) 8 (80) 19 (76) Pai 2 (13) 2 (20) 4 (16) Outros 2 (13) 0 2 (8) Idade (anos)

Média ± desvio padrão 42,8±6,6 44,6±7,1 43,4±6,7

Mediana (Min-Máx) 44 (34-53) 45 (30-54) 45 (30-54)

Escola integrada 3 (20) 2 (20) 5 (20)

Fonte: dados do estudo.