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Belgede TÜRK TİCARET KANUNU (1) (sayfa 25-30)

O turismo era originalmente uma actividade exclusiva de uma elite económica e social, mas depois generaliza-se à classe média e mesmo a camadas sociais mais alargadas. A sua massificação origina uma forte pressão sobre regiões, sendo geradora de impactes que têm merecido a atenção das ciências sociais.

A abordagem sistémica desenvolvida por Chadefaud (cit. por Soneiro, 1993), situa o turismo entre a “procura social” e a “oferta” – o produto turístico – o “espaço”. A relação entre a oferta e a procura social estabelece-se em sentido recíproco: a procura social dá lugar à oferta turística, mas o produto turístico estimula e alimenta uma imagem do destino turístico, que se pode constituir como um “ícone”, “símbolo” ou “mito” a procurar.

A dimensão da procura social considera a importância do valor das representações sociais das elites em relação a certas regiões turísticas, que se podem constituir como locais de referência. Neste sentido, o turismo de massas contemporâneo também é o resultado da difusão, por camadas da população mais amplas nos países desenvolvidos, das representações das elites sociais, que nos séculos XVIII e XIX inauguram a viagem turística durante o tempo de ócio10.

De facto, a procura social é composta por aspirações que progressivamente adquirem a condição de supostas necessidades, e dá lugar a um conjunto de representações mentais (imagens e discursos) cuja duração no tempo gera um mito espacial (Soneiro, 1993). Actualmente, o mito, que serve de referência às aspirações das classes de estratos sociais mais baixos, alimentam-se fundamentalmente da busca da alteridade espacial, do outro, e apoiam-se na paixão pela natureza, na recriação do espaço rural, como expressão do anti-cidade.

Tal como acontece com outras formas de actividade económica, o “turismo” intensifica- se quando o rendimento disponível, o tempo para o gastar e os meios de transporte e as infra-estruturas o permitem.

O aumento do rendimento e da capacidade de consumo de estratos sociais médios cada vez mais alargados originaram um crescimento significativo da mobilidade espacial com fins recreativos (Soneiro, 1993). De facto, a generalização destas condições a largas camadas da população dos países contribuem para o forte crescimento do turismo.

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O Grand Tour da aristocracia inglesa, o termalismo, a natureza, a pesca, são ideias veiculadas pelos modos de vida das classes dirigentes. A expressão tour generalizou-se no século XVIII, na época em que o Grand Tour of Europe fazia parte da formação dos jovens ricos e educados da nobreza e dos cavalheiros cultos britânicos. Apesar da viagem se realizar por toda a Europa, centrava-se principalmente nos locais com mais interesse estético e cultural, tais como Roma, Toscânia e os Alpes. O turismo, tal como existe na actualidade, apenas se desenvolveu no século XIX.

O segundo parâmetro, o tempo, resulta das profundas transformações das sociedades ocidentais na segunda metade do século XX: a redução do horário laboral, a ampliação do período de férias pagas, o aumento da esperança média de vida com boas condições de saúde foram condições essenciais para disponibilizar tempo para actividades extra laborais, quer durante a vida activa quer durante a reforma.

Igualmente, os meios de transporte e as infra-estruturas foram importantes para a massificação do fenómeno turístico, uma vez que paralelamente às estruturas hoteleiras tradicionais, utilizadas pelas elites sociais, surgiram novas formas de hospedagem, como o campismo e o caravanismo ou mesmo hotéis e pensões de baixo custo. Neste caso, a massificação é também um resultado da profunda transformação operada nas tipologias de alojamento. Paralelamente, deu-se uma “democratização” dos meios de transporte colectivos e próprios, que se desenvolveram consideravelmente na segunda metade do século XX, onde o avião teve um papel essencial para regiões como a que é analisada nesta dissertação.

No início na década de setenta do século XX surgem novos mercados turísticos em consequência das novas formas de organização do trabalho e das mudanças caracterizadas pela queda da indústria nos países desenvolvidos e a primazia sectorial da economia de serviços (Meethan, 2001). A partir da década de noventa, é evidente a procura de regiões exóticas ou circuitos urbano-culturais, numa tendência que Soneiro caracteriza como “...uma nova moda que gravita tanto sobre a globalização da viagem turística, quanto sobre o desejo de distinção e elitismo das novas classes socioprofissionais surgidas na era pós-industrial.” (1993: 330).

Na actualidade, a Europa e a América absorvem grande parte das chegadas turísticas, seguidas da Ásia Oriental e do Pacífico, e por último da África, da Ásia Meridional e do Médio Oriente com uma capacidade de recepção muito inferior11. A distribuição espacial das divisas geradas pelo turismo internacional indica que uma parte maioritária destas divisas vão para as economias dos países mais ricos (UNWTO, 2006). Além

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Os valores por região, em 2009, revelam que a Europa, com 52%, apresenta a maior fatia do turismo internacional, seguida da Ásia e Pacífico, com 21%, do continente Americano, com 16%, e do Médio Oriente e África, com 6 e 5%, respectivamente. África registou o crescimento mais acentuado em 2005 (9%), seguido da Ásia e o Pacífico (8%), a América e o Médio Oriente (ambos com mais 6%) e a Europa com um crescimento menos acentuado (4%). Enquanto entre 2007 e 2008, o Médio Oriente apresenta um crescimento de 18,1%, seguido de África com 3,8%, entre 2008 e 2009, apenas África apresenta um crescimento positivo de 5,1%.

disso, é também nos países desenvolvidos que se regista um significativo turismo doméstico.

Assim, a análise da evolução da distribuição espacial da actividade turística revela duas características que, para Soneiro (1993), são inquestionáveis: o crescimento irreversível das actividades recreativas de alcance turístico e o protagonismo dos países industrializados, nos quais o turismo se converteu praticamente numa necessidade para estimular o crescimento das suas economias. Esta condição, mais precoce nos países desenvolvidos, tem tido, nos últimos anos, uma expressão muito significativa na Índia, justificando a procura crescente de alguns destinos turísticos neste país.

O mercado turístico pode ser também dividido noutros segmentos, que variam de acordo com o tipo de oferta e de procura. Esta segmentação dá origem a diferentes produtos e formas de turismo, que dependem em grande parte das características que condicionam a oferta e que Goeldner (2000) designa por componentes da oferta ou por “recursos dos destinos turísticos” (Cater, 1992), quer sejam as condições naturais – as paisagens e a vida selvagem - quer sejam as construídas - os artefactos históricos, as características culturais, os parques temáticos e os eventos, como os jogos olímpicos ou os campeonatos de futebol12.

A análise das componentes da oferta turística é essencial para a compreensão dos estados e dos impactes provocados por esta actividade num determinado território (Goeldner, 2000). Nomeadamente, os recursos naturais e o ambiente, o ambiente construído, os sectores que operam na actividade turística e os recursos culturais e de hospitalidade13.

Estas condições têm um poder de atracção que determina o produto turístico e as formas de turismo. Ora, os produtos turísticos estão dependentes e actuam no espaço e no ambiente, provocando impactes mais ou menos intensos, de acordo, principalmente, com o maior ou menor volume de turistas que lhes está associado. A seguir procurar-se- á elencar os recursos dos destinos turísticos, as formas de turismo e identificar os estados e impactes que se podem associar a cada uma.

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Há um conjunto de actividades, serviços e indústrias que permitem a utilização dessas componentes da oferta.

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