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Konu ve kapsam (1)

Belgede TÜRK TİCARET KANUNU (1) (sayfa 90-93)

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B) Konu ve kapsam (1)

Na literatura científica existem várias definições de ecoturismo. De acordo com Goeldner, (2000) o ecoturismo é entendido como a viagem responsável às áreas naturais, que conserva o ambiente e sustenta o bem-estar das populações locais. O principal objectivo consiste em poder desfrutar da vida selvagem ou áreas naturais não exploradas, pelo que estes destinos distinguem-se pelas condições climáticas, pelo exotismo das paisagens e das sociedades, ou pelo tipo de actividades proporcionadas. Nos últimos anos, e com a consciencialização geral dos valores ambientais, o ecoturismo cresceu a um ritmo acentuado (Cater, 1992)54. Este segmento será aqui

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As Nações Unidas designaram 2002 como o Ano Internacional do Ecoturismo, com o objectivo de promover a discussão de experiências com os actores envolvidos (stakeholders) em todo o mundo, procurando maximizar os benefícios económicos, ambientais e sociais do ecoturismo, e tentando evitar as deficiências e os impactes negativos.

abordado, dada a sua importância para o desenvolvimento sustentável das áreas turísticas.

Expressões correntes relacionadas com esta perspectiva de desenvolvimento do turismo são por exemplo o “turismo natureza”, o “turismo verde”, o “turismo de impacte reduzido”, o “turismo alternativo”, o “turismo responsável” e o “turismo de qualidade”. Todas elas pressupõem uma abordagem em que a qualidade e a capacidade de atracção do ambiente natural são evidenciadas. Os benefícios do ecoturismo consistem na criação de empregos e rendimentos para as populações locais, tornando possível a obtenção de fundos para financiar o melhoramento ou a protecção das áreas naturais para atrair mais ecoturistas no futuro. Além disso, fornece educação ambiental aos visitantes, encoraja a preservação do património e a preservação ambiental e reforça a criação de novos parques nacionais, preserva a floresta, reservas de biosfera, áreas recreativas, praias e áreas marinhas.

Em 1999, M. Honey define sete dimensões fundamentais para esta definição: 1) Implica viajar para destinos naturais que são frequentemente áreas remotas, quer sejam habitadas ou desabitadas, que estão normalmente sob uma forma qualquer de protecção ambiental a nível nacional, internacional, público ou privado; 2) Minimiza o impacte que está associado ao turismo, concretamente os efeitos adversos dos hotéis, trilhos e outras infra-estruturas, usando materiais recicláveis, materiais de construção disponíveis no local, fontes de energia renováveis, dispositivos de tratamento e reciclagem de lixo e concepção arquitectónica sensível do ponto ambiental e cultural. Também minimiza o impacte, limitando o número de turistas e regulando o seu comportamento, de modo a assegurar que os danos sobre o ecossistema são limitados. 3) Constrói a consciência ambiental através da educação, quer para os turistas quer para os residentes das comunidades locais55. 4) Promove benefícios financeiros directos para a conservação, apoiando a obtenção de fundos para protecção ambiental, investigação e educação, através de mecanismos como taxas de entrada em parques naturais, empresas organizadoras de percursos, hotéis, aeroportos e companhias aéreas e contribuições voluntárias. 5) Promove benefícios fiscais e o empoderamento das populações locais, isto é, a comunidade local tem que estar envolvida e receber rendimento e outros

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Neste sentido, antes da viagem, os turistas devem ser instruídos sobre o país, o ambiente e os costumes locais, assim como sobre o código de conduta. Os projectos de ecoturismo devem ainda apoiar a educação da comunidade local. Deve ainda existir uma redução nas entradas e nas taxas de alojamento para os nacionais e viagens grátis para os estudantes locais e para os que vivem perto da atracção turística.

benefícios (água potável, estradas, clínicas médicas) como resultado da definição de áreas de conservação. Negócios como parques de campismo, alojamentos e outras concessões devem pertencer ou ser geridas por pessoas das comunidades locais. Se o ecoturismo for considerado um instrumento do desenvolvimento rural deve contribuir para a passagem do controlo económico e político para a comunidade local ou para a aldeia, cooperativa ou empreendedores56. 6) Respeita a cultura local, sendo menos intrusivo e explorador desta cultura do que o turismo convencional57. 7) Apoia os direitos humanos e os movimentos democráticos, dado que exige uma abordagem mais holística da viagem, na qual os turistas esforçam-se por respeitar, compreender e beneficiar a população local e o ambiente58.

Estes princípios pressupõem que o ecoturismo é uma viagem responsável, em que o visitante está consciente e considera os efeitos das suas acções quer sobre a cultura quer sobre o ambiente do destino.

Apesar da viagem “verde” ser apontada como uma solução para os países em desenvolvimento, uma análise mais detalhada de alguns casos revela uma realidade mais complexa. Um dos problemas é evitar que se torne numa nova forma de trazer mais visitantes a ambientes frágeis e, consequentemente, aumentar a sua degradação. Além disso, se este tipo de turismo não se inserir numa estratégia de desenvolvimento mais alargada, pode tornar-se, no contexto da economia global, uma forma de eliminar as barreiras comerciais e facilitar a penetração de capital estrangeiro59.

O World Travel and Tourism Council declarou que sem uma gestão cuidada, o ecoturismo não é mais sustentável que as formas de turismo convencional e pode até causar mais problemas. A World Tourism Organization (1993) salienta igualmente que este tipo de turismo, apesar de bastante importante, só poderá ser uma contribuição marginal para o desenvolvimento sustentável, dada a natureza limitada do seu mercado.

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Segundo Honey (1999), este é o princípio onde residem as maiores dificuldades e que é esquecido com mais facilidade.

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Este princípio é mais difícil de aplicar em áreas remotas com pequenas comunidades locais muito isoladas e com pouca experiência de contacto com estrangeiros. As dificuldades devem-se à relação de poder desigual entre os visitantes e os residentes e a mercantilização da relação através da troca de dinheiro.

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Em muitos países em desenvolvimento, as populações locais que vivem junto dos parques nacionais e de outras atracções estão envolvidos em disputas com o governo nacional ou com empresas multinacionais pelo controlo dos recursos e dos seus benefícios. O ecoturismo deve ser sensível ao ambiente político e social do país de destino e considerar os méritos dos boicotes internacionais na defesa de reformas democráticas e dos direitos humanos.

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Países como a Costa Rica, Cuba, África do Sul, entre outros, promoveram o ecoturismo como o motor do crescimento económico e da integração no sistema mundial do mercado livre.

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