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I. BÖLÜM: YEŞİL PAZARLAMA KAVRAMI VE GELİŞİMİ

1.11. Yeşil Pazarlama Stratejileri

Os s diretores apontam que algo positivo na superação da violência é a utilização de regras claras para o bom funcionamento da escola. Segundo uma das diretoras entrevistadas, a função da escola é de orientar, por isso é importante que as regras sejam explícitas:

A escola usa o Regimento Interno que dá três advertências, depois uma suspensão, depende do caso, tem caso mais grave, se é um aluno que sempre está envolvido, a gente chama a família, mas a intenção é orientar, porque é a melhor forma. Temos um grupo de professores, esse grupo fica na hora do intervalo, fiscalizando para evitar maiores problemas Cada dia é um grupo diferente (D5).

No entanto, é preciso compreender que regras são importantes, mas não suficientes. É preciso que a escola trabalhe com princípios. Yves de La Taille (2009) defende que a escola ajude a formar pessoas capazes de resolver conflitos, coletivamente, pautadas pelo respeito a princípios discutidos pela comunidade. O caminho para chegar lá passa pela formação ética, não necessariamente como conteúdo didático, mas principalmente no convívio diário dentro da instituição.

É preciso que a escola explicite seus princípios de acordo com a Constituição Brasileira como liberdade, respeito, igualdade, justiça, dignidade. É fundamental, ainda, deixar claro aos estudantes e pais quais são esses princípios. Por exemplo, se um estudante for humilhado, ferindo o princípio da dignidade, alguma coisa precisa ser feita. Aí entram debates, reuniões e assembléias para discutir regras que garantam a defesa do princípio. Conforme La Taille (2009), a dimensão moral da criança precisa ser trabalhada desde a educação infantil. Ética se aprende, não é uma coisa espontânea.

O acolhimento dos conflitos que são normais em uma escola, a segurança de poder desenvolver suas potencialidades, os trabalhos em grupo para fomentar a troca de idéias, a aprendizagens para argumentação fazem parte das regras que podem ser construídas e trabalhadas por todos na escola. Ter regras para o grupo, ajuda no desenvolvimento do respeito e da capacidade de cada um fazer o exercício de poder tomar a palavra.

Os próprios estudantes sentem a necessidade de conscientizar os demais para as conseqüências das punições que a escola estabelece. Isso demonstra a capacidade do grupo em desenvolver cultura. Por isso, a importância da construção das regras e da discussão com os diferentes grupos para o entendimento delas. A educação trabalha com a transformação, e não somente com a imposição. Nesse caso, para que tenha vida saudável no grupo, é necessária a existência de regras e que elas sejam justas e validadas por todos os que farão uso delas.

É o todo da escola que precisa fazer o movimento para melhorar e propor outras situações, a fim de sair do foco da violência. A parte dos estudantes é apenas uma delas. É necessário planejamento e a opção efetiva para a criação de outra cultura, diferente daquela relatada ao longo das entrevistas.

Mas tem alguns momentos que eu não tenho vontade de estudar. Eu só venho mesmo porque vai ser melhor pra mim porque senão eu não vinha. Teve uma vez que eu cheguei na escola, fiquei feliz que ia ter aula de Geografia que o professor ia corrigir o dever e na aula de Geografia aconteceu que ele foi embora antes de chegar na nossa sala. Saiu. Falaram pra liberar que ele não ia dar aula. Então pra que ele vem? Falta muito professor. Aconteceu de aluno sair cedo e não voltar pra casa e não aparecer em casa.

Acontece muito de eles colocarem os alunos para escrever no quadro. O professor senta e fica penteando cabelo. Eu acho que os professores deveriam respeitar os alunos para poder mudar.

Respeitar mais os professores. Outra coisa é que aqui tem muita desigualdade social. Teve um tempo que eu não queria vir pra escola porque ficavam me chamando de biscoito queimado, de pretinha, daí eu não queria vim mais. Eu falei pro professor e a professora não fez nada. Na direção eles disseram que não podiam fazer nada. Minha mãe queria vir aqui, mas eu não deixei (GF1).

Para o desenvolvimento de processos educativos que levem em conta os conflitos, é fundamental a presença de líderes. Professores que liderem o processo na escola, abertura para que os adolescentes possam ocupar espaços de liderança. Mas é importante destacar que liderança se aprende. Segundo Guimarães (2005), em se tratando de formação, o conceito de ‘protagonismo juvenil’ 15 é determinante. Significa dizer que o adolescente tem autonomia na

ação e que ele é sujeito nos processos de educação e formação.

As manifestações dos adolescentes em relação ao cumprimento das regras são coerentes. Se os professores não cumprem as regras, eles ficam com sentimento de injustiça e acabam não compreendendo o sentido e a razão de as regras existirem. Há uma relação entre cumprir regras e poder. Fica a impressão de que cumprir as regras é humilhante. No contexto

de Brasília, onde parece que somente se dá bem quem manipula e não cumpre as regras, acaba deixando os adolescentes confusos em relação a isso.

Em relação ao cumprimento de regras, é possível perceber diferenças significativas, quando os mesmos adolescentes freqüentam outros grupos e lá há regras e leis. Enquanto na escola, há dificuldades no cumprimento de regras, nos grupos dos quais eles fazem parte essa dificuldade não se apresenta, pois há uma adesão à liderança que é o que cuida para que todas as combinações sejam cumpridas, ao contrário, há punições severas e até expulsão do membro que não cumpre as regras do grupo.