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Yeşil ile Geleneksel Pazarlamanın Farkları

I. BÖLÜM: YEŞİL PAZARLAMA KAVRAMI VE GELİŞİMİ

1.6. Yeşil ile Geleneksel Pazarlamanın Farkları

Quando os adolescentes são questionados a respeito da ajuda que recebem dos professores e da direção da escola, expressam que não se sentem ajudados pelos educadores. Segundo eles, a forma como a direção encaminha as queixas deles não resolve. Ao contrário, deixa o grupo sem vontade de procurar ajuda dos adultos da escola.

A direção dá advertência. Advertência não muda nada. Papelzinho não vai mudar nada, né? Eu acho assim, quando acontece alguma coisa na escola, eles (direção) deveriam conversar. Agora não. Eles já chegam brigando sem saber quem é o certo, quem é o errado. É pouco diálogo. Eles (direção) nunca chegam em você e chamam as pessoas que brigaram pra conversar. Eles vão naquela de dar advertência, suspensão, transferência. A primeira coisa que eles falam: “isso é problema da polícia. Não é mais problema meu”. “Chega aqui, assina o livro e pronto. Não é problema da direção”. Eles falam: “Se vocês querem resolver vão conversar com a polícia”. Não sabem conversar (GF3).

Quando indagados sobre como é possível tornar a escola mais segura, o grupo de adolescentes apresenta idéias que são encontradas nas diversas literaturas. Falam de que é preciso ter espaço para conversa, reuniões. É preciso comunicação. Pedem que a escola tenha compreensão da situação que o adolescente vive na família. Falam de acolher os estudantes que têm necessidades especiais e precisam de espaço para eles. Apontam o diálogo na escola e entre eles.

Segundo Galtung (2006), que é um dos estudiosos em resolução de conflitos, é necessário desenvolver aprendizagens sistemáticas em relação aos conflitos. A escola seria um dos lugares de aprendizagem para lidar com os conflitos.

Os conflitos podem ser analisados, podem ser compreendidos. Conflitos afetam tudo em nós: emoções, pensamentos, e mais. Assim temos que tentar superá-los, e não somente ceder às emoções. Precisamos de um trabalho intelectual preventivo, antes que as emoções tomem conta fazendo com que o cérebro do estomago prevalece sobre o cérebro da cabeça (p. 16-17).

Os estudantes identificam que a escola é conflituosa e agradável, ao mesmo tempo. Portanto, não há idéia absoluta, fechada, sempre é possível desenvolver os dois movimentos. Esta é uma questão de escolha e investimento. Não há uma única forma de ver e sentir o ambiente. A diversidade proporciona isso. Morin (2000) aponta a importância da diversidade e que não há idéias puras, mas a mistura delas. O importante é a construção que se faz de tudo o que se apresenta. “A escola tem que ser uma influência do bem. Tem que passar uma energia positiva. A escola é um ponto onde a gente aprende as coisas e a gente tem que passar algo positiva” (GF3).

Relatam que batem em outros alunos na frente de todos no pátio, ou seja, este é um espetáculo. O adolescente sente a necessidade de mostrar-se. Esses se mostram pela violência. Manifestam a necessidade de tocar no corpo do outro. Entretanto, a escola continua solicitando atitudes dos adolescentes que estes não são capazes de ter. Quando as regras,

estabelecidas na escola, não são cumpridas, como no caso das brigas, a escola faz o caminho da lógica de chamar os responsáveis para fazer a queixa e solicitar providências.

Começa com estas brincadeiras, e um faz e o outro não gosta, daí um começa a falar da mãe do outro, daí começa a porrada. Teve uma vez que um moleque ficou me xingando, eu não liguei, daí ele xingou minha mãe, e eu fui embora, daí ele pegou um pau e jogou nas minhas costas e veio pra cima, dei um murro na cara dele ele ficou ressentido.Eu vim para cá transferido porque eu bati em um menino, porque ele ficou xingando minha mãe de puta e eu parti para cima dele como eu sei artes marciais bati muito nele (GF3).

A menina esbarrou em mim e por isso começou uma briga, ele tinha brigado com minha amiga e eu achei que tinha acabado, mas daí ela quis brigar de novo. Na hora do intervalo o pessoal faz uma corrente e vai passando pelo corredor, e quem estiver na frente eles empurram (GF2).

As regras não foram construídas pelos grupos em cada ano e em cada ambiente, elas existem, porque sempre foram assim. Segundo, a família que a escola pensa que pode chamar não existe mais. Os adolescentes manifestam que os seus pais não podem comparecer à escola, então vem o tio, ou o irmão mais velho e, depois, eles conversam. Terceiro, o conteúdo que a escola exige, na maioria das vezes, não faz sentido para os adolescentes. Eles acabam preenchendo o tempo e a vontade de fazer algo com as brigas e as discussões, o que se constitui em um círculo vicioso.

Adverte, dá suspensão, expulsa. Mas não adianta nada, porque quando voltam continuam brigando e fazendo coisa errada. Isso não adianta nada, é só um monte de papel, pegar aluno e ficar dando advertência, suspensão, tem é que conversar, assim os alunos ficam apenas mais revoltados. Ás vezes os alunos ganhavam a suspensão e não entregavam para os pais assinar, pegavam e rasgavam. Ás vezes também ela mostra para os pais e eles nem ligam. Muitas vezes os pais passam a mão na cabeça, mas eles tinham que se endireitar, porque os pais não vão ficar batendo em meninos grandes. Acho que bater não adianta nada, os meninos só ficam mais revoltados. Acho que tinha que dá um castigo, sofrer uma pena. Eu conheço uns amigos meus que foram parar na cadeia (GF3).

Os estudantes apontam que, para a resolução de conflitos, não bastam procedimentos burocráticos, é necessária uma compreensão ampliada do que se passa no contexto dos conflitos, é possível entender que o grupo de adolescentes aponta para novas formas de acolhimento e encaminhamento dos conflitos.