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1.6. Literatür Araştırması

1.6.4. Yapısal Değişiklik

gerenciamento das áreas contaminadas, discutido no Capítulo 3, objetiva identificar e quantificar os riscos à saúde humana, provenientes de uma área contaminada. Ela fornece subsídios às etapas posteriores de remediação e controle de uso do solo (Figura 4.7). Os princípios de toxicologia humana, o conhecimento das propriedades físico-químicas e o comportamento ambiental dos contaminantes são a base das metodologias utilizadas.

A caracterização do risco inclui as etapas: avaliação de toxicidade e de exposição37. A avaliação de toxicidade verifica a magnitude da exposição, o tipo de

efeito adverso e a possibilidade de um composto produzir câncer no indivíduo ao longo da exposição. Ela compreende a identificação dos efeitos adversos (carcinogênicos e não carcinogênicos) à saúde humana, provocados por um agente tóxico específico e, a determinação da dose-resposta, que é a dose do contaminante recebida, pelo indivíduo ou população exposta, responsável pela incidência de efeitos adversos à saúde humana. As informações são obtidas de estudos epidemiológicos, estudos clínicos e experimentos em animais. A Dose de Referência deve ser determinada para cada via de ingresso (via de exposição) considerada na Avaliação de Risco.

37 Contato de um organismo receptor com um agente físico ou químico (contaminante). A exposição é quantificada como o

Figura 4.7 – Avaliação de Risco

Fonte: Cetesb (2001- 2007).

A avaliação de exposição é a determinação da intensidade, freqüência, duração e caminhos da exposição humana, atual ou futura, a um determinado contaminante. Para tanto, é necessário entender os mecanismos de liberação e transporte do contaminante no meio físico; identificar as populações expostas e todas as vias potenciais de exposição38 e estimar as concentrações nos pontos de

exposição39, para cada via específica (Figura 4.8) (Cetesb 2001-2007).

. O objetivo da caracterização de risco é quantificar a capacidade de desenvolver câncer ou de sofrer um efeito adverso não carcinogênico agudo, crônico ou subcrônico, baseado na exposição aos contaminantes no local. Os riscos carcinogênicos e não carcinogênicos são calculados para cada cenário (atual, futuro, hipotético) de interesse definido na avaliação de risco.

38 Modo como um composto químico entra em contato com o organismo exposto: ingestão,

contato dérmico e inalação (EPA, 1989 apud CETESB, ) .

Figura 4.8 - Estágios da avaliação de exposição (modificado de EPA, 1989)

Fonte: Cetesb (2001-2007)

A quantificação do risco é determinada para exposições individuais e simultâneas, respectivamente, para cada composto e múltiplos compostos químicos de interesse40. Deve ser realizada individualmente para efeitos carcinogênicos e não carcinogênicos, considerando cada contaminante e caminho de exposição41 identificado no Modelo Conceitual de Exposição da área de estudo.

Para a quantificação dos riscos é preciso estabelecer valores limites que possibilitem identificar os seus diferentes níveis de tolerância. A Cetesb (2001- 2007), a partir de levantamento bibliográfico internacional, definiu o limite de 10-5 (1 x 10-5), para o risco carcinogênico, ou seja, um caso de câncer em excesso em uma

população de 100.000 pessoas. Se esse limite for ultrapassado será necessário implantar medidas de remediação, remoção emergencial da população exposta ou até mesmo a eliminação da rota e exposição. Caso o risco obtido seja inferior a esse limite, ele é considerado gerenciável, onde ações de médio e longo prazo devem ser executadas a fim de reduzir emissões e exposições ou deve ser implantado um monitoramento da qualidade ambiental do sítio. Para o risco de toxicidade (não carcinogênico) é utilizada a comparação com o índice de

40 Composto ou substância química detectada no meio físico, que está relacionada à fonte primária ou secundária de

contaminação, por exemplo a matéria-prima ou produto final do processo produtivo ou de suporte operacional na área de estudo. Deve possuir perfil toxicológico e físico-químico suficientes para ser utilizado na quantificação do risco toxicológico e no estabelecimento de metas de remediação. Como exemplos temos : chumbo no solo, benzeno ou cloreto de vinila nas águas subterrâneas, estireno no ar atmosférico (EPA, 1989 apud Cetesb, 20).

41 Percurso do composto químico, da fonte ao receptor. Uma via de exposição descreve um único mecanismo pelo qual um

indivíduo ou população está exposta a um agente químico. Cada caminho inclui uma fonte de contaminação, uma rota de exposição e um ponto de exposição. Se o ponto de exposição difere do ponto de localização da fonte, o meio físico de

periculosidade de meta 1, calculado para cada caminho de exposição e o tempo de exposição definidos no modelo conceitual .

O comportamento da migração dos contaminantes no solo e nas águas subterrâneas, segundo Tressoldi e Consoni (1998), depende de uma série de condicionantes do meio físico, dos quais se destacam: os geológicos, os hidrogeológicos, os geotécnicos e os geomorfológicos.

Para uma dada via de contato, os mecanismos de liberação, de transporte, de transferência e de transformação serão importantes na determinação das concentrações dos contaminantes no local de exposição do receptor. Para que um efeito na saúde do receptor possa ser observado é necessário que a concentração da substância química seja tóxica ou perigosa e que possua mobilidade e biodisponibilidade.

Valentim (2010, p.137-138) destaca que é na cidade que “o social pressiona os recursos naturais muito além de sua capacidade de regeneração e autodepuração”. O seu território é o local dos impactos, advindos da concentração dos agentes químicos que viabilizam a produção e o consumo de base fabril. Ao citar Barreto e Carmo (2007)42, afirma que no Brasil, na última década, foi verificado

um intenso crescimento da participação dos cânceres no conjunto das internações hospitalares, exigindo-se a atuação nos determinantes ambientais da doença, tais como a exposição a agentes químicos no trabalho ou no ambiente em geral.

A Organização Mundial da Saúde (200043 apud Gouvea e Prado, 2010) apontou que a exposição a contaminantes advindos de aterros, provavelmente, está inserida num raio de 1 Km para a via aérea e de 2 Km para a via água.

As etapas da avaliação de risco incluem muitas incertezas, devido informações insuficientes ou superestimadas. Em geral são usados parâmetros conservadores que tendem a gerar valores superestimados de risco e de índice de periculosidade.

Pivato (200344 apud Real, 2005), na revisão bibliográfica realizada, compilou os resultados de trabalhos sobre o tema e elaborou uma síntese da probabilidade de

42 BARRETO, Maurício Lima e CARMO, Eduardo Hage. Padrões de adoecimento e de morte da população brasileira: os

renovados desafios para o Sistema Único de Saúde. Ciência & Saúde Coletiva 2007; 12 (sup.): 1779-1790.

43 World Health Organization. European Centre for Environment and Health. Methods of assessing risk to health from exposure

to hazards released from waste landfi lls. Report from a WHO Meeting Lodz, Poland, 10 – 12 April, 2000. Bilthoven; 2000.

44 PIVATO,A. An Overview of the Fundamentals of RIsk Assesment Applied to the Aftercare Landfill Impact. In: Proceedings of

ocorrência da contaminação, decorrente de aterros de resíduos sólidos urbanos. (Quadro 4.2).

Quadro 4.2 – Síntese da revisão bibliográfica sobre riscos à saúde humana decorrentes de aterros

desativados.

Riscos à saúde humana decorrentes de aterros desativados Meio

contaminante Mecanismo

Fonte

contaminante Vias de exposição

Probabilidade de ocorrência da contaminação Pós fechamento (anos) 0- 50 >50

Gasoso Fluxo de biogás

Biogás interior e exterior das Inalação de gás no

residências 2 0

Poeiras

Inalação de poeiras no interior e exterior

das residências 1 0

Líquido percolado Fluxo de

Água subterrânea Ingestão 3 2 Contato dérmico 3 2 Inalação de vapores no interior e exterior das residências 3 2 Ingestão de vegetais irrigados 2 1 Ingestão de água de irrigação 2 1

Contato dérmico com

água de irrigação 1 1 Inalação de sprays de água de irrigação 0 0 Água superficial Ingestão 1 1 Contato dérmico 1 1 Ingestão de vegetais irrigados 2 1 Ingestão de água de irrigação 1 1

Contato dérmico com

água de irrigação 1 1 Inalação de sprays de água de irrigação 0 0 Sólido Solos Solos Contato dérmico 1 1 Ingestão 1 2 Ingestão de vegetais plantados 1 3 Organismos microbiológico 0 0

Vapores Inalação de vapores no interior e exterior

das residências 1 1

Legenda: 3 - muito provável; 2 – provável; 1 - pouco provável; 0 – sem risco

4.4R

ISCOS SOCIOAMBIENTAIS E DE SAÚDE CONSTATADOS EM ALGUNS