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1.6. Literatür Araştırması

1.6.3. Model Güncelleme

1.6.3.2. Cevap Verilerinin Kullanıldığı Güncelleme Metotları

A degradação anaeróbica da matéria orgânica é responsável pela produção de gases tóxicos ao meio ambiente e à saúde humana. Dentre eles destacam-se o metano e o dióxido de carbono. Em geral a produção de gás ocorre por toda a vida útil do aterro com seu pico ocorrendo na fase de fechamento. Segundo Heimlich (s/d

apud USEPA, 2002) o início da produção de metano ocorre após um a dois anos da

disposição dos resíduos e pode perdurar por dez a sessenta anos.

Conforme relato de Silva (2001) o biogás já foi detectado à distância de até 1.500 m (Gandolla, Acaia e Fischer, 199829). A sua presença pode ser indicada pela morte da vegetação, que ocorre devido à redução da quantidade de oxigênio no solo, por oxidação do metano. Além disso, podem ocorrer riscos de explosividade e inflamabilidade.

A explosividade de um aterro é determinada pelos Limites de Explosividade Inferior (LEL) e Superior (UEL), que correspondem à porcentagem do gás no ar em volume. Nesse intervalo, com a presença de uma fonte de ignição, pode ocorrer

27 GUIGUER JUNIOR, N. Poluição das águas subterrâneas causadas por aterros sanitários: uma abordagem matemático-

experimental. Escola Politécinica. Universidade de São Paulo (EPUSP). São Paulo. 1987. 250 p. (dissertação de Mestrado).

28 O aterro sanitário S. João, encerrado a muito pouco tempo, depois de coletar o chorume nas lagoas de acumulação,

transportava-o, via caminhões especiais, para a Estação de Tratamento de Suzano da Sabesp (Enterpa Ambiental, S.A, s/d). Folheto de divulgação. 4 p.

29GANDOLLA, M.; ACAIA, C.; FISCHER, C. Landfill gas migration in the subsoil – experiences of control and remediation.

International Directory of Solid Waste Mangement. The ISWA Yearbook, James & James (science Publischers), London. 1998. p. 237-245.

explosão. O gás metano é explosivo entre o LEL de 5% em volume e UEL de 15% em volume. No interior do aterro o metano ocorre com concentrações típicas de 50% (muito mais alta do que o UEL), fora das condições de explosividade. Entretanto, ao migrar e diluir-se, especialmente em áreas próximas e confinadas, pode atingir as condições ideais para atingir os níveis de explosividade (Brito Filho, 2005). O gás de aterro pode percorrer diferentes caminhos potencias: pelo ar, solo, águas subterrâneas, edificações (Figura 4.6).

Brito Filho (2005) relaciona alguns acidentes com explosão do gás de aterro. Na Carolina do Norte, Winston-Salem, em 1969, houve a explosão de gás, confinado em um porão, adjacente a um aterro, provocada por um cigarro aceso, que causou a morte de três homens e feriu outros cinco. Num aterro em Sheridan, Colorado,em 1975, houve acúmulo de gás na tubulação de drenagem das águas pluviais, onde crianças brincavam com uma vela acesa, que resultou em sérios ferimentos em todas as crianças. Em Cincinnati, Ohio, em 1983, uma residência nas proximidades de um aterro foi destruída. Em 1984, agora em Akron, outra casa foi destruída e dez temporariamente evacuadas. Num parque construído sobre um aterro em Charlotte, Carolina do Norte, em 1994, uma mulher foi queimada na explosão ocorrida durante uma partida de futebol.

Figura 4.6 – Caminhos potenciais do gás de aterro.

Fonte: ASTDR (200530 apud Brito Filho, 2005, p. 73).

Garvin, Hartless e Tedd31 (1998 apud Silva, 2001) comentam que a concentração de gás no solo é extremamente variável em um curto período de tempo, dificultando a avaliação dos riscos de emissão de gás; recomendando-se, então, a medição da taxa de emissão de gás. No entanto, existe indefinição sobre o seu significado, além de existirem diferentes métodos, geralmente inadequados para a sua medição.

Lima (1986 apud Brito Filho, 2005), verificou que ao aumento da altura da célula de lixo (maior grau de adensamento ou compactação) corresponde a um aumento da velocidade no processo de digestão e um acentuado aumento na fração molar do metano, havendo maior produção de gás.

Leuenberger e Brandsch (2008, p.194) alertam para a diferença marcante entre os processos de migração de gás e de águas subterrâneas, pois aqueles migram muito mais rapidamente e seus riscos podem ser desconsiderados, dependendo do momento de sua medição.

[...] Aterros/depósitos inspiram e expiram de maneira que riscos podem ser subestimados. Se essas emissões gasosas são medidas durante uma inspiração, as concentrações comprovadas e os seus respectivos riscos serão por muitas vezes menores do que se a análise fosse feita durante a expiração.

Não são conhecidas muitas informações sobre a taxa de emissão de metano nos aterros brasileiros. O tempo de degradação também é muito variável, pois se relaciona às características do lixo e às condições meteorológicas de cada local (Oliveira e Mahler, 199832 apud Silva, 2001).

Ainda, conforme citação do mesmo autor, o estudo de diferentes aterros, em Wiscosin, mostrou que o Cloreto de Vinila (substância carcinogênica), ocorria em todos os aterros municipais, provavelmente, originado da biodegradação de um solvente muito comum, o Tricloroetileno (Chazin et al., 1987 apud Bagchi, 199033). A presença de compostos orgânicos voláteis (VOC‟s) também foi constatada nas emissões gasosas de aterros da Califórnia, sendo muito comum ocorrer migração de gás para o entorno (Hodgson et al.,1992 apud Lee e Jones-Lee, 1994).

31 GARVIN, S. L. HARTLESS, R. TEDD, P. Building on Contaminated Lands: The Risks. In: Contaminated Soil‟98. Thomas

Telford, London. 1998. p. 641-650.

32 OLIVEIRA, F.J.P.; MAHLER, C,F. Proposta de monitoramento ambiental para operação de aterros sanitários. Encontro

Nacional de Limpeza Pública. Anais. Associação Brasileira de Limpeza Pública. 1998. p. 145-163.

As diferentes situações de risco relacionadas às concentrações de gás no solo e em edifícios configuraram dez classes específicas de riscos de gás (Quadro 4.1), definidas por Leuenberger e Brandsch (2008). As classes se baseiam na presença e nas condições do metano no maciço do aterro, que poderão desencadear ou não medidas especiais, estabelecendo-se prioridades de ação.

Lee e Jones-Lee (s/d apud USEPA, 2002) relatam que, em muitos casos, o aproveitamento do metano como fonte de energia não é economicamente viável devido a sua baixa produção e qualidade, quando comparada às fontes naturais. Por outro lado, tecnologias de coleta, filtragem e limpeza existentes hoje, permitem a sua queima e a sua transformação em eletricidade (USEPA, 2002). Esse processo reduz os impactos ambientais e estéticos provocados pelo gás (Eren, 2000 apud USEPA,

2002). Nos Estados Unidos, existem muitos exemplos de sucesso da aplicação dessa tecnologia em aterros ativos e inativos (Ewall, 1999 apud USEPA, 2002).

Quadro 4.1 - Classes de riscos de gás

Classe Condições Aterro antigoMetano Boa proteção

(CH4)

Metano

presente? Risco necessárias Ações Urgência/ Prioridade

1 CH4 inexiste não baixo nenhuma 1x /2 anos

2 CH4 < 5 Vol%, em

profundidade não baixo observação 1x /ano

3 CH4 < 5 Vol%, inexiste

rota de migração não baixo observação 1x /ano

4 CH4 < 5 Vol%, existe

rota de migração não médio observação 1x /ano