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Yapı Kredi Bankası’nın Bankacılık Sektöründeki İnovasyon Uygulamaları

2.2. TÜRK BANKACILIK SEKTÖRÜNDE İNOVASYON UYGULAMA

2.2.2. Yapı Kredi Bankası’nın Bankacılık Sektöründeki İnovasyon Uygulamaları

Breve histórico da Empresa

Vinculada ao Ministério de Minas e Energia e controlada pela Eletrobrás, Furnas é uma empresa da administração indireta do Governo Federal. Sua criação deu -se em função da necessidade de sanar a crise energética que ameaçava, na década de 50, o abastecimento dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, principais centros econômicos do país.

Criada durante o governo de Juscelino Kubistcheck, com o nome de Central Elétrica de Furnas, em 1957, a companhia se estruturou para a construção da primeira usina hidrelétrica de grande porte no país – a Usina de Furnas, no rio Grande, em Minas Gerais, com capacidade de 1.216 MW. A construção, iniciada no final daquela década, e que entrou em funcionamento efetivo em 1963, foi um marco da intervenção direta e maciça do governo federal no suprimento de energia elétrica à região Centro -Sul, que compreendia parte dos estados do Espírito Santo e do Paraná, englobando os estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Após aquela obra, uma das maiores do mundo na época, a Companhia se configurou numa das mais significativas estatais do setor elétrico brasileiro.

A partir de 1968 começa a se caracterizar o “milagre” econômico brasileiro. Em 1971, quando a sede foi transferida para o Rio de Janeiro, teve seu nome mudado para Furnas Centrais Elétricas S.A. que expressa com maior fidelidade a proposta de construção de um conjunto de usinas. Os anos 70, considerados como anos de chumbo, segundo Reis (2002:61),

foram também anos de ouro, descortinando horizontes, abrindo fronteiras, geográficas e econômicas, movendo as pessoas em todas as direções dos pontos cardeais, para cima e

45 para baixo nas escalas sociais. Foram anos obscuros para quem descia, mas cintilantes para os que ascendiam. Naquelas areias movediças havia os que afundavam, mas também os que emergiam, surgidos de todos os lados, desenraizados, em busca de referências, querendo aderir.

No início dos anos de 1980, a geração e transmissão de energia elétrica em grande escala no Brasil, eram realizadas pelas quatro empresas (de geração e transmissão) de energia elétrica do grupo controlado pela Eletrobrás: Centrais Elétricas do São Francisco – CHESF, com área de atuação no Nordeste, Furnas Centrais Elétricas S.A., no Sudeste, Centrais Elétricas do Norte do Brasil – Eletronorte, nas regiões Norte e Centro -Oeste e Centrais Elétricas do Sul do Brasil – Eletrosul, na região Sul, e ainda pelas companhias estatais estaduais. A partir dessa época, essas áreas de atuação das empresas sofreram ajustes em função de questões tecno-políticas (capacidade técnica e financeira das empresas), havendo uma redistribuição das mesmas – na área de atuação de Furnas (Sudeste) os grandes aproveitamentos hidráulicos já estavam explorados, e essa redistribuição permitiu a entrada de Furnas em outras regiões. Nesse contexto, Furnas herdou algumas obras que antes eram de responsabilidade da Eletronorte, como Serra da Mesa e Corumbá em Goiás e mais tarde o Aproveitamento Múltiplo de Manso, no Mato Grosso.

Se a expectativa de crescimento econômico do país residia na concretização de grandes projetos de desenvolvimento, as usinas hidrelétricas figuravam como uma das principais alavancas propulsoras do progresso pretendido. Assim, das dez usinas hidrelétricas associadas à empresa, sete foram construídas durante as duas décadas do regime militar no Brasil.

Atualmente o parque gerador da empresa é composto pelas dez usinas hidrelétricas e três usinas termelétricas, e dispõe de capacidade instalada de geração de energia de cerca de 10 mil MW,32 majoritariamente concentrada em usinas hidrelétricas localizadas na região Sudeste e

Centro-Oeste, detendo um importante sistema de transmissão composto por mais de 20 mil km de linhas de transmissão, em sua maior parte de extra e ultra tensão,33 além de 43 subestações,

garantindo o fornecimento para uma região que corresponde a 51% dos domicílios do país e que responde por 65% do PIB, conforme dados do órgão de planejamento de FURNAS, em setembro de 2005.

Constitui uma empresa pública que conta com cerca de 6.000 colaboradores (entre funcionários efetivos e contratados), distribuídos por instalações da empresa em 10 unidades da Federação, além de um número expressivo de prestadores de serviço que dão apoio às inúmeras atividades da empresa na sua área exclusiva de negócios – produção, transmissão e comercialização de energia elétrica.

32 Megawatts. Apenas a Chesf, no Brasil, supera a capacidade instalada de Furnas. Dependendo do resultado do

próximo leilão de energia, Furnas poderá ultrapassar a Chesf.

Para apoiar a operação desse complexo de usinas geradoras e linhas de transmissão, a empresa desenvolveu um possante sistema de telecomunicações, que conta, inclusive, em suas linhas, com cabos contendo fibras óticas capazes de transmitir em alta velocidade uma grande quantidade de informações através de toda a área de operação da empresa.

Sua receita anual, obtida com a comercialização de energia e serviços de transmissão, na ordem de R$ 5 bilhões e orçamento de investimentos na faixa de R$ 1 bilhão anual, além de inversões financeiras em parcerias (sociedades de propósito específico – SPE) que giram em torno de R$ 250 milhões por ano. Furnas é agente ativo na expansão do sistema e, mesmo em ambiente altamente competitivo, tem mantido uma carteira expressiva de novos empreendimentos, tanto no que se refere à geração quanto à transmissão.

É imperioso, em uma emp resa com esses ativos e com sua vocação de agente investidor no setor elétrico, desenvolver uma visão estratégica para sua atuação. Não planejar adequadamente significa aplicar mal seus recursos, seguir percurso errático, perder mercado e, até mesmo, ser alijada do mercado, e não cumprir seu papel como empresa pública, de aplicar de forma adequada os recursos públicos.

É preciso, portanto, que a empresa tenha um planejamento estratégico alinhando os esforços da organização para objetivos definidos. Para isso é preciso conhecer o ambiente externo, identificando as oportunidades e os riscos, conhecer o ambiente interno (seus pontos fortes e fracos), definir claramente a missão da empresa, objetivos, estratégia e plano de ação para alcançar essas metas, e controles para avaliar a consecução das metas, custos e principalmente corrigir rumos. Tudo isso deve ser perseguido, no contexto competitivo, mas respeitando os princípios e valores da empresa, onde o resultado econômico, a ótica do lucro, não deve ser o parâmetro único, em especial quando se trata de uma empresa pública. Nesse sentido, a Política de Meio Ambiente da empresa deve ser entendida como sendo, mais que um princípio da casa, um compromisso com a sociedade no trato das questões ambientais.

A área formal de meio ambiente em Furnas iniciou em 1983 com a criação de uma Assessoria de Meio Ambiente que, em 1990, deu lugar ao Departamento de Meio Ambiente. Mais recentemente, em 2003, foi criada a Superintendência de Gestão Ambiental, onde as principais atribuições remetem à promoção do licenciamento ambiental dos empreendimentos da empresa, à formulação de diretrizes e políticas ambientais, à implementação dos Sistemas de gestão ambiental, além da realização de auditorias ambientais e da representação externa. Em 2004, o Departamento de Meio Ambiente cedeu lugar ao Departamento de Engenharia Ambiental, que tem como atividade central a incorporação da variável ambiental durante as fases de planejamento, projeto, construção e operação dos empreendimentos de Furn as. Daí advêm as demais atribuições, tais como assegurar o cumprimento das condicionantes das licenças ambientais, implantar as ações ambientais relativas às

47 fases de construção e operação, realizar o monitoramento ambiental e subsidiar tecnicamente os órg ãos da empresa nos assuntos afetos ao meio ambiente.