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5.1. Sonuç ve Tartışma

5.1.1. Yansıtıcı Düşünmeye İlişkin Sonuç ve Tartışma

Nessa seção será descrita a abordagem econométrica utilizada para analisar o mecanismo de transmissão da política monetária, bem como as bases de dados que servirão para estimar este mecanismo de transmissão da política monetária.

4.1 VETOR AUTO-REGRESSIVO – VAR

É recorrente o uso do método de vetores auto-regressivos25 para analisar o mecanismo de transmissão da política monetária. Esta abordagem tem sido vastamente utilizada em trabalhos sobre política monetária, principalmente devido a grande complexidade de modelar um embasamento teórico da estrutura econômica, ficando sensível a escolha de uma variável para instrumento da política monetária, sendo útil para analisar as relações entre as elas.

Essa metodologia do VAR ganhou uma significância maior através do trabalho de Bernanke (1986), passando a ser o método mais utilizado e mais viável para analise desse mecanismo de transmissão da política monetária, sendo por isso a opção de utilizar este método nesta pesquisa.

O modelo de Vetor Auto-Regressivo (VAR) pode ser definido como um modelo de series temporais multivariado, onde o vetor Yt no instante t depende de seus valores passados (semelhante ao componente auto-regressivo (AR) da metodologia de Box-Jenkins) e do vetor de Ruído Branco (Vt), tem como pressupostos para a sua estimação é que as variáveis devem ser endógenas, não identificáveis e estacionária ou cointegradas para que o resíduo seja ruído branco evitando uma regressão espúria26. Sua formulação primitiva é representado pelo sistema abaixo, sendo Yt e Mt as variáveis endógenas:

Escrevendo o sistema acima em formato estrutural vetorial, temos a equação 1:

25 Mesmo que, segundo Bernanke e Gertler (1995) essa metodologia seja considerada como “caixa preta” pelo

fato de não envolver interpretação econômica das variáveis em analise.

Onde: n é o vetor (kx1) de intercepto, Y é as variáveis macroeconômicas de interesse não políticas (produto e preço) e o M é as variáveis macroeconômicas de interesse políticas (taxa de juros, moeda), onde M é controlado pelos formuladores de políticas e a matriz “A” descreve as relações contemporâneas, já a matriz C(L) as relações defasadas entre as

variáveis. E , é o vetor dos distúrbios, resíduos ou termos aleatórios das variáveis

não políticas e políticas em análise para a política monetária. Este sistema não pode ser estimado pela técnica padrão (OLS – Ordinary Least Square) por existir autocorrelação com a variável e o termo de erro que em virtude desta autocorrelação serial se torna relevante a metodologia do VAR.

Segundo Favero (2001) o uso do modelo VAR para estimar o mecanismo de transmissão da política monetária, não permite obter a “melhor” política monetária, mas para prover as respostas das variáveis macroeconômicas devido as oscilação na política monetária. Portanto, para identificar as ações da política monetária o mecanismo de transmissão deve usar instrumentos político com potencial endógeno. Assim, sofre influencia das contrações e expansões da política e se reflete sobre as demais variáveis, políticas ou não, como por exemplo, juros, crédito, produto e preço. Bernake e Blinder (1992) sugerem utilizar o VAR na sua forma reduzida por apresentar resultados satisfatórios sobre os efeitos da política monetária. Deste modo, a forma reduzida é obtida ao se multiplicar ambos os lados da equação 1, pela matriz inversa de A e reescrevemos o sistema na sua forma reduzida:

Forma reduzida vetorial (2)

Forma reduzida linear (3)

Neste caso, o ut denota o termo aleatório ou perturbação estocástica observada, isto é,

os resíduos do modelo VAR, com média zero , variância constante

matriz (n x n) de variância-covariância27 dos erros. E o Et corresponde ao vetor (nx1) de termos aleatórios corresponde aos choques estruturais que se deseja identificar.

O seu uso nesta pesquisa é para verificar se choques na moeda, na taxa selic ou na taxa de juros a termo, que serão utilizadas como indicador de política monetária, tem influência e relevância para a determinação do credito (através dos empréstimos e dos balanços das empresas) e se explica também o nível de preços, os spreads, o câmbio, os títulos públicos e a produção como forma de afetar o crescimento da economia brasileira. Dada a presença da endogeneneidade nas variáveis, choque em quaisquer variáveis se propaga para as demais. Mas tem como propósito verificar se estes choques monetários levam a explicação do canal de credito para a transmissão da política monetária e sua relevância e influencia na determinação do crescimento da economia brasileira.

i) COINTEGRAÇÃO

As variáveis macroeconômicas em análises para o mecanismo de transmissão da política monetária, como, juros (selic), moeda, produção, preço, crédito, balanço patrimonial, spread e o câmbio podem apresentar não estacionaridade e serem cointegradas ou não. E neste caso, uma estimação de variáveis não estacionarias leva a problemas de regressão espúria.

Com isso, faz necessário a analise da cointegração pelo fato do erro ser considerado uma associação linear entre as variáveis, ou seja, duas variáveis I(1) resulta em um erro I(1), ou se tiver mais de duas, o erro será a de maior ordem. Ou seja, fazendo a analise da co- integração o erro pode ser estacionário I(0) ou possuir um ou mais vetores de co-integração em equações múltiplas, como no caso desta pesquisa.

Segundo Bueno (2008), cointegração corresponde a mesma ordem de integração entre as variáveis. Mas modelo, como o em analise, onde o numero de variáveis é superior a dois nem todas as variáveis macroeconômicas precisam ter a mesma ordem de integração para serem cointegradas. Para isso, essas variáveis macroeconômicas, citadas acima, devem possuir pelo menos duas variáveis integradas de mesma ordem para existir a co-integração entre elas. Sendo que a maior ordem de integração predomina sobre a menor ordem de

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covariância nula no tempo , mas covariância entre os distúrbios deve de ser diferente de

integração. Assim, para verificar se as variáveis macroeconômicas possuem estacionalidade e cointegração recorre-se aos testes de raiz unitária, como o teste Engle-granger e o procedimento de Johansen. Lembrando que se não possuem co-integração é o mesmo que dizer que não existe relação de longo prazo entre elas.