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2.1.2. YANSITICI DÜŞÜNME

2.1.2.3. Yansıtıcı Düşünme

O canal do balanço patrimonial teve como propulsores Fischer22 (1933) e Mishkin (1978) apud Denardin (2007), os quais buscaram concederam explicações para a grande depressão dos EUA, por meio das mudanças dos balanços patrimoniais para justificar a queda da produção e as falências, que ocorreram com o endividamento gerado pela crise. Para isso, analisaram um canal adicional de transmissão da política monetária que devido às imperfeições deixaram o canal da moeda viesado e não consistente em decorrência das mudanças ocorridas pela grande crise dos anos 30.

Bernanke (1983) considera que os mercados financeiros são incompletos e analisa a economia americana para o período da grande depressão (1930-1933), fazendo o uso de método de mínimos quadrados ordinários (OLS). Esse estudo é considerado um dos mais importantes trabalhos que analisa as mudanças da oferta de empréstimos. Essa crise bancária e a dívida dos anos 30 geraram queda da produção em decorrência do custo de obtenção de crédito, sendo este o principal responsável pela profundidade e propagação da crise. Concluiu que o crédito é fundamental para gerar aumento de produção, tanto por via de banco

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Faz uma análise da dívida do setor privado, enquanto Mishkin (1978) faz análise das mudanças no Banco patrimonial das famílias, combinando com uma análise keynesiana e monetarista, com uma ligação entre a demanda e o balanço patrimonial.

(pequenas empresas e agricultores) como por via de mercado financeiro (grandes empresas) esta através de seus ativos líquidos.

O estudo de Oliner e Rudebusch (1996) faz uma análise dos fluxos de caixas de pequenas e grandes empresas para o setor manufatureiro dos EUA, no período de abril de 1958 a abril de 1992. Os autores supõem que existe um nível de assimetria maior nas pequenas empresas do que nas grandes. Devido a isso, o balanço da empresa deve demonstrar a sua capacidade, principalmente, se tiver um baixo patrimônio líquido, pois fica mais volátil a choques monetários, sendo que os fluxos de caixas, são medidos pela sensibilidade dos investimentos em relação aos fundos internos, pois um baixo fluxo de caixa requer baixo investimento, o contrário é verdadeiro. Constataram a existência desse canal de credito.

Bernanke, Gertler e Gilchrist (1998) analisaram o canal de crédito amplo para a economia americana, no período da recessão, acrescentando em suas análises o “acelerador financeiro23” em decorrência dos movimentos anticíclicos do prêmio de financiamento externo. Buscou mostrar que o acelerador depende dos movimentos que influenciam o custo do capital e das características das variações das variáveis endógenas com intuito de fazer a oferta de trabalho elástica, considerado para análise um modelo keynesiano. Com isso, buscaram verificar se o “acelerador financeiro” influenciava nos ciclos de negócios, e estando de acordo com a presença do canal de crédito amplo para a economia americana.

Cecchetti (1999), analisa a existência do canal de crédito (amplo e empréstimos) para o ano de 1996 para os países da União Europeia (EU) com membros ou não na união monetária europeia, o Japão e os EUA dividindo em grandes e pequenos bancos. Os grandes bancos saudáveis não são tão sensíveis à política monetária, isto é, possuem um balanço consolidado onde tem um financiamento por meio de formas alternativas ao invés de ser totalmente dependente de empréstimos bancários. Isto é, possui acesso aos mercados de capitais. Assim, o mecanismo de transmissão da política monetária pelo canal do crédito com relação a esses países, é mais forte em países onde as empresas são mais dependentes dos empréstimos bancários e os bancos são menos concentrados. Essa concentração bancária não é necessariamente correlacionada com o número de bancos, ou seja, um país com mais bancos não significa que tem menor índice de concentração bancária. Conclui que na Bélgica, Dinamarca, Suécia, Reino Unido e EUA. A Áustria, Irlanda, Itália, Portugal e Grécia, os

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O acelerador financeiro, tem o efeito de propagar ou ampliar os efeitos de uma contração monetária inicial, onde é a expansão dos choques iniciais gerados por mudanças nas condições de credito. Só existe no canal do balanço patrimonial, porque uma contração monetária serve para enfraquecer as fontes internas o que torna mais custoso os recursos captados externamente o que reforça a desaceleração econômica. Maiores informações ver Bernanke, Gertler e Gilchrist (1998) e Anker (2005)

empréstimos pelos bancos são menos relevantes por possuírem importantes mercados de capitais. No entanto, a Áustria e a Itália possuem bancos pequenos importantes sofrendo um maior impacto da variação da taxa de juros em decorrência do sistema bancário ser menos saudável. Assim, as empresas têm pouco acesso a instituições não bancárias que possuem um forte canal de crédito. O autor conclui que a concentração bancária e o mercado de capitais dependem do tamanho do nível de proteção aos acionistas.

Tabela 3 descreve os principais estudos que relatam o mecanismo de transmissão da política monetária pelo canal do balanço patrimonial.

Tabela 3: Síntese da literatura empírica sobre o canal do balanço patrimonial

Autor País Dados Método Resultado

Ben Bernanke (1983) EUA Grande depressão (1930-1933)

Ativos e passivos das

empresas e bancos

falidos como Proxy para

variáveis não

monetárias. Choques na moeda e choques nos preços (separadamente em cada equação) Análise descritiva e estimação por MQO da equação de produção

O custo de obtenção de crédito foi o principal responsável pela profundidade e propagação da crise, devido ao elevado custo de obtenção do crédito.

Isso, atingiu principalmente o setor que era dependente de crédito bancário (família, agricultores e pequenas empresas).

Já com relação às grandes empresas, essas conseguiram sobreviver devido ao mercado financeiro em decorrência da sua preferência por carteiras de ativos que foi usada pelos bancos como reservas.

Sua análise mostra a relevância do canal do balanço neste período. Stephen D. Oliner e Glenn D. Rudebusch (1996) EUA Setor manufatureiro (1958:4–1992:4) Dados trimestrais ajustados sazonalmente: fluxos de gastos com investimentos, estoque bruto de capital fixo, vendas líquidas e fluxos de capital. Análise dos fluxos de caixas das pequenas e grandes empresas

Colabora com a existência do canal de crédito amplo.

E que os investimentos em ativos fixos das pequenas empresas são mais sensíveis aos fundos internos do que os investimentos das grandes empresas, aumentando em período de contração monetária.

Sendo que essas evidências não se sustentam em período de expansão monetária.

Bem Bernanke, Mark Gertler e Simon Gilchrist (1998) EUA Recessão econômica Variáveis trimestrais: PIB, log do deflator do PIB, índice de preços,

Taxa dos fundos

federais,

Spread (como Proxy para o prêmio dos fundos externos)

Cross-section e o VAR

Está de acordo com o canal de crédito amplo, mas inclui na sua análise o acelerador financeiro. E com a sua presença leva a um aumento maior nos investimentos, sendo que as grandes firmas respondem em maior parte das flutuações da produção americana.

Isto é, o acelerador influencia os ciclos de negócios. Stephen G Cecchetti (1999) Países da união europeia, com membros ou não da união monetária europeia, Japão, EUA. (1996) Tamanho e concentração dos sistemas de bancos,

saúde do sistema

bancário, importância do financiamento, relação empréstimos bancário, tamanho das empresas, número de empresas cotadas em bolsa, taxa de juros, produto e inflação, direito dos credores e acionistas (sistema jurídico)

Análise descritiva e VAR

Consistente com a visão do crédito (empréstimos e balanço patrimonial). E o mecanismo pelo balanço patrimonial é mais forte em países com sistema bancário menos concentrado, por possuir mercado de capitais mais desenvolvidos, já onde as empresas são bancos-dependentes, o mecanismo se dá pelos empréstimos bancários.

Mostra que grandes bancos saudáveis têm acesso ao mercado de capitais, são isolados das contrações de oferta de crédito, já o sistema bancário menos saudável (pequenos bancos) e as empresas têm pouco acesso às instituições não bancárias. Países com fracas normas legais e menos rigorosas da lei tem mercado de capitais menor e mais estreito.

3.2 EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS SOBRE O CANAL DOS EMPRÉSTIMOS