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Yalan Dünya Dizisinin Medyaya Yansımaları ve “Avrupa Yakası” Dizisiyle

5.5. Yalan Dünya Dizisi Hakkında Bilgiler

5.5.2. Yalan Dünya Dizisinin Medyaya Yansımaları ve “Avrupa Yakası” Dizisiyle

Tendo em vista os subsídios teóricos discutidos, esta seção explora as abordagens para o ensino da escrita via gêneros e apoia-se principalmente nos pressupostos de Dias (2004, 2012a), de Hyland (2004; 2007), de Bazerman (2006, 2011) e Bazerman e Miller (2011) que evidenciam uma característica relativamente nova que se incorpora aos textos da era atual: a multimodalidade. Miller (2011, p.25) afirma que:

[f]oi somente agora, com o advento das novas mídias e com a crescente multimodalidade de nosso ambiente imediato, que nós – teóricos de gênero em geral – começamos a prestar mais atenção às múltiplas formas de semioses que podem moldar os gêneros, e aos novos acordos sociais que estamos construindo e que se tornam tipificados de um jeito que entendemos como gêneros.

Conforme Dias (2012, p.296) “os alunos [...] se socializam por meio dos mais variados gêneros digitais, o que favorece suas interações com múltiplas formas de linguagem, a linguística ou a verbal, a imagética, a sonora, ou, seja, códigos semióticos diversos.” Além disso, esses gêneros permitem a “inserção de hiperlinks que ampliam e enriquecem a leitura, a escrita, a compreensão oral e a fala em inglês de maneiras antes nunca imaginadas” (DIAS, 2012a, p. 297). Destaca-se, assim, a importância da multimodalidade na produção textual do aluno, possibilitando que a escrita não se limite apenas ao modo linguístico. Diante disso, e também pensando nos alunos de hoje como usuários frequentes de espaços digitais, adotamos neste estudo “a ideia de que os gêneros textuais, incluindo também os da era digital, são potentes meios a serem trabalhados pedagogicamente no desenvolvimento da competência em L2 de alunos brasileiros [...] (Ibid., p. 297).

Bazerman (2006) também salienta que os gêneros textuais são meios propícios para a aprendizagem, visto que o “[...] gênero dá forma a nossas ações e intenções. É um meio de agência e não pode ser ensinado divorciado da ação e das situações dentro das quais são significativas e motivadoras” (Ibid., p. 10). Para o autor, o aluno deve ser agente de seus próprios textos. Ele ainda afirma que

uma teoria de gênero precisa ser dinâmica e estar sempre mudando. [...] Esse caráter dinâmico, interativo e agentivo dos gêneros escritos significa que no centro de nossa teoria devem estar pessoas que querem realizar coisas através da escrita em um mundo em mudança. (Ibid., p. 10).

Nessa perspectiva, entendemos que a pedagogia de ensino da escrita via gênero, visto como atividade social, pode apoiar o crescimento dos aprendizes como escritores e agentes efetivos de suas produções. Bazerman (2006), entretanto, observa que a escola, na maioria das vezes, tem se pautado por uma ótica mais tradicional no ensino dos gêneros, focalizando muito mais em seus aspectos formais e ignorando suas funções comunicativas.

Por outro lado, cabe enfatizar que, embora os gêneros caracterizam-se muito mais por seus aspectos sociais, não se deve desconsiderar integralmente suas regularidades formais. Nesse âmbito, Hyland (2007) explica que:

O ensino do gênero deve ser explícito em relação à maneira como os aspectos gramaticais contribuem para a sua tessitura. [...] [A] gramática deve, [então], ser integrada à exploração dos textos e aos contextos, ao invés de ser ensinada de maneira isolada, como um elemento independente. Desta forma, os alunos percebem não somente como as escolhas gramaticais e vocabular criam significado, mas também compreendem como a língua funciona dentro do texto (Ibid., p. 153)21

Assim, essa combinação de aspectos genéricos e contexto orientada pela pedagogia do gênero propicia benefícios ao aprendizado, uma vez que leva o aluno a reconhecer e produzir textos que lhe são significativos. Hyland (2004) defende que o foco do ensino da escrita via gêneros não é o de escrever apenas por escrever. O propósito e as intensões das tarefas de escrita são sempre orientadas para a comunicação com os possíveis leitores.

21 Minha tradução para: “Genre teaching involves being explicit about how texts are grammatically patterned, but grammar is integrated into the exploration of texts and contexts rather than taught as a discrete component. This helps learners not only to see how grammar and vocabulary choices create meanings, but to understand how language itself works, acquiring a way to talk about language and its role in texts.” (HYLAND, 2007, p. 153).

A escrita é, pois, “imbuída de agência”. “Ainda mais, a escrita fornece-nos os meios pelos quais alcançamos outros através do tempo e do espaço, para compartilhar nossos pensamentos, para interagir, para influenciar e para cooperar” (Bazerman, 2006, p.11).

Hyland (2007) acrescenta que a abordagem de ensino via gêneros favorece não só ao produtor de textos, ao aluno, como também ao professor. Tal pesquisador conclui que “[c]ategorizando e analisando os textos que os alunos escrevem, os professores tornam- se mais sintonizados com as formas que os significados são criados e mais sensíveis às necessidades comunicativas específicas de seus alunos” (Ibid., p. 151)22.

Ao propor uma pedagogia orientada para a função social do gênero, Bazerman (2011, p. 38) sugere que seja colocada, de maneira explícita ao aluno, o que vai ser aprendido, “[...] o que se pretende com esse gênero e como as pessoas podem percebê-lo. [...] O papel do professor, de certo modo, é gerenciar o sistema de atividades da sala de aula de modo a criar situações motivadoras, com gêneros significativos e razoáveis sendo trabalhados pelos alunos”. O trabalho pedagógico com gêneros desta forma, pode fazer com que a escrita de textos de gêneros diversos torne-se significativa para os alunos, proporcionando-lhes maior motivação e um maior preparo para as futuras oportunidades de escrita que vão enfrentar nos âmbitos pessoal, acadêmico e profissional. Para Bazerman (2006):

Quando abordado como uma disciplina puramente formal, o ensino de gêneros evoca todos os problemas de motivação, atenção, compreensão, aplicação e transferência que surgem quando se tenta ensinar um assunto a alguém, sem considerar o interesse, o envolvimento, a experiência e a atividade dessa pessoa. (Ibid., p.10)

Concordando com os autores citados, acreditamos que o trabalho com gêneros em sala de aula propicia o desenvolvimento da agência do aluno no processo de criar os seus texto para comunicar com seus leitores. Como lembra Bazerman (2006, p. 9), “é na sala de aula que os educadores de letramento têm a oportunidade de trabalhar e de contribuir para o crescimento e o desenvolvimento da maioria dos membros da sociedade”. Assim, “[u]ma visão social da escrita, [...] pode nos ajudar a desenvolver uma pedagogia que

22 Minha tradução para: “[b]y categorising and analysing the texts they ask their students to write, teachers become more attuned to the ways meanings are created and more sensitive to the specific communicative needs of their students” (Ibid., p. 151).

ensine aos alunos que gêneros são não somente formas textuais, mas também formas de ação” (BAZERMAN, 2006, p.19), tanto no meio impresso quanto no digital.

Benzer Belgeler