• Sonuç bulunamadı

Yabancı Dil Sınavları

Belgede Kariyer Planlama (sayfa 98-102)

B Grubu Kadrolar

6.4 Yabancı Dil Sınavları

Verificamos que, após o desembarque da expedição de Tomé de Souza, os expedicionários se estabelecem por um mês no Arraial do Pereira, Vila Velha. Neste local, mal se instalam os da Companhia e já o irmão Vicente Rijo inicia uma escola de ler e escrever e antes de cumprida a primeira quinzena de sua chegada já leciona aos pequenos brasis, sendo certo que o primeiro aluno foi um índio adulto (LEITE, 1938). Consequentemente, na primeira quinzena de abril é fundada a primeira escola brasileira, sendo o primeiro mestre do Brasil o jesuíta Vicente Rijo, o primeiro aluno – um dos “principais” do gentio, como tal, um índio adulto que, segundo o testemunho da carta de Nóbrega, apresentou em dois dias grande avanço em sua alfabetização. Evidentemente, são fatos memoráveis para a história da Educação Brasileira (WREGE, 1993).

Em Salvador, organizada definitivamente a Casa da Companhia com a Igreja, ao lado da escola de catequese e de primeiras letras, criam-se aulas de latim e gramática, como se faziam nos cursos secundários ou colégios. Não se tratava, contudo, de uma criação regulamentar, conforme a oficial institucionalização dos Colégios da Companhia.

Já tenho escripto por vezes a V. R. como nestas partes pretendíamos criar meninos do gentio por ser elle muito e nós poucos, e sabermos-lhe mal falar em sua lingoa, e elles de tantos mil annos e abituados em perversos custumes. E por estes nos parecer meio tão necessário há conversão do gentio, trabalhamos por dar princípio a cassas que fiquem pêra emquanto o mundo durar, vendo que na India isso mesmo se pretende e em outras partes, muitos collegios em que se criem soldados pêra Christo. (LEITE, 1955a, p. 138-139).

No ano de 1560, Tomé de Souza dá a Sesmaria da “Água dos Meninos” para o valimento das crianças da Terra e dos Órfãos recém-chegados de Lisboa. Mas à sesmaria incorporam-se três escravos conseguidos por Nóbrega e alguma vaca de leite, tudo para o sustento dos pequenos e da casa, como vemos no tratado de Serafim Leite (1938).

O Provincial do Brasil, Nóbrega, não aceita muito bem a idéia de terem os padres que mover a lavoura para o seu sustento e aos das dezenas de crianças sob os seus cuidados em cada Colégio. Outros são os objetivos das Missões, o tempo dos padres, que nunca estivera vazio, destina-se ao alimento das almas do rude selvagem, a quem deveria tornar dócil, cristão e civilizado. É exatamente o que alega Nóbrega que, por sua vez, ainda reconhece que de esmolas somente não se poderá viver, uma vez que a população paupérrima de Salvador, como das mais aldeias, não têm condições materiais para dá-las sempre.

Os Gentios, que parece que punham a bem-aventurança em matar os seus contrários e comer carne humana e ter muitas mulheres, se vão muito emendando, e todo o nosso trabalho consiste em os apartar disto; porque tudo o demais é fácil, pois não têm ídolos [...]. Todos querem e desejam ser cristãos; mas deixar seus costumes lhes parece áspero. Vão contudo pouco a pouco caindo na Verdade. (LEITE, 1955a, p. 86).

Já em certa ocasião, o Colégio de Pernambuco passa a viver exclusivamente de esmolas e o mendicante é o Pe. Luiz da Grã que tem, embora dentro do espírito de pobreza de Ordem, impresso na Constituição, essa concepção de sobrevivência das Missões. Aliás, apesar da docilidade, do amor fraterno e da obediência, mais tarde quando a doença alquebra o grande apóstolo, Manuel da Nóbrega e lhe sucede como superior o Pe. Grã, ambos não conseguem conciliar as suas orientações a respeito do sustento das Missões, pedem luzes aos de Portugal (LEITE, 1938; 1955a).

As dificuldades de manutenção das crianças e dos padres nas missões trazem problemas de toda ordem. São penosos os primeiros anos dos jesuítas no Brasil, mas tudo suportam, pois assim lhes competia, apenas não transigindo no que afeta a assistência às crianças. Já Nóbrega chega a queixar-se de muitas vezes haver de comer junto da criadagem, o que não deixa de ser, na época, uma

diminuição do prestígio dos jesuítas perante o próprio gentio, mas principalmente aos colonos portugueses (WREGE, 1993).

Depois de muitas dificuldades para o provento da Casa do terreiro de Jesus, terras, escravos e gado são recebidos pela Companhia. São exatamente os elementos indispensáveis à produção de bens com que manter o estabelecimento com os seus padres e os seus meninos órfãos e curumins. Cerca de uma década de tranquilidade conheceria Nóbrega e a sua comunidade missionária12.

Acontece que chegando às terras do Brasil as Constituições da Companhia de Jesus, em 1556, estas, como já vimos, proibiam a Ordem de possuir bens temporais, de raiz, ou renda fixa, com exceção dos colégios que, afinal, deveriam abrigar mestres e alunos, mais pessoal administrativo, e dar cobertura a despesas certas e imprevisíveis, para se cumprirem as finalidades educativas, catequéticas e de formação sacerdotal. Por outro lado, a permanecerem as sesmarias e confrarias em nome dos meninos, elas se fariam gravar do ônus das dízimas em suas rendas. Qual a solução? A criação do Colégio. Daqui para frente o tema constante seria a fundação canônica do Colégio (LEITE, 1938; 1955a).

Fala-se de um Colégio Real, isto é, criado e provido exclusivamente às expensas da Fazenda Real. Todavia, previne Nóbrega: se tiver que se criar um Colégio, que este seja Real, com subsídios certos e perenes. Nóbrega estava escaldado, conhecia as experiências dolorosas de fases anteriores do Colégio dos Meninos de Jesus da dita Bahia, como as experiências que ainda viviam outras casas (LEITE, 1955a).

Nasce daqui para frente um dos mais complexos problemas – a forma pela qual El-Rei proverá o Colégio. Muitos estudos e ensaios surgem. Repudiam-se as prestações em açúcar e outros víveres. Tudo haveria de envolver dotações atrasadas, isto é, que até então não haviam sido pagas pela Fazenda de El-Rei, por incúria dos seus funcionários; dificuldades em receber as redízimas de certos produtos; a má fé, ou quando não, má vontade dos que por aqui prestavam serviços à Fazenda Real. Fatos que muito transtorno levaria à futura manutenção do Colégio. O princípio adotado finalmente por El-Rei foi o das redízimas.

12 Dirá Nóbrega, em uma de suas cartas: “Esta é a melhor fazenda sem trabalho, que cá há,

e dão carnes e couros e leite e queijos, que sendo muitas poderão abastar a muita gente [...]. E assim, “a Casa da Baia, que fizemos para recolher e ensinar moços, vai muito adiante, sem El-Rei ajudar a nenhuma coisa, somente com as esmolas do governador e de outros homens virtuosos” ( LEITE, 1955a, p. 66).

O Colégio da Bahia torna-se um grande centro de missões, além de suas funções escolares das mais desenvoltas. Em torno de Salvador, onde ele se localiza, há um considerável número de Aldeias satélites. Com efeito, estas tinham a sua vida própria, em algumas muito intensa, inclusive a Casa dos Padres, porém, sob o comando do Colégio. O historiógrafo da Companhia de Jesus informa que, além do reitor do colégio, há um superior imediato de todos os padres encarregados das aldeias. Mas outros vínculos materiais, administrativos e principalmente morais existem ainda, entre as aldeias e o Colégio.

4.3 O Colégio de São Vicente – a sua criação e o seu significado de centro de

Belgede Kariyer Planlama (sayfa 98-102)