Poster Sunumlar (PS-001 — PS-298)
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Fonte: Centro de Etnoconhecimento - http://centrodeetnoconhecimento.blogspot.com/ Acesso em 16.10.2009.
A mobilização indígena fez afirmar seus direitos na CF/1988, onde surgem inscritos, pela primeira vez, numa Constituição Federal, os seus direitos de serem respeitados em suas crenças, costumes, tradições, autonomia. Aparece pela primeira vez que o Brasil é um país pluriétnico e que esta riqueza deve ser garantida e preservada. Rompe-se com a ideia de unificação cultural, onde os grupos étnicos têm direito de viverem de acordo com suas crenças e costumes. A partir de 1988, passou-se a perceber cada vez mais que a única forma de garantirem-se os diversos direitos desses povos era garantir-se sua existência do jeito que eles são, sem imposições externas, paternalistas, leigas, religiosas ou mesmo estatais. Em suma, sem querer transformá-los em “brancos”. Na reflexão sobre a situação da diversidade cultural, é fundamental que se pense em dignidade e cidadania como pressuposto básico à garantia de acessos a direitos.
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Nas décadas de 70 e 80 do Século passado, os movimentos sociais no Brasil desenvolveram atividades dirigidas para, ou contra o Estado, muitas vezes apoiadas por um tipo de organização que, particularmente nos contextos ditatoriais, surgia e se expandia de forma progressista. Nessas décadas, as conhecidas ONGs surgem vinculadas aos movimentos sociais, com articulação, participação, reivindicação e luta de movimentos diversos.
As ONGs vêm assumindo o papel de protagonistas na execução das políticas sociais e isso se intensifica com a adesão ao modelo neoliberal, implementado no Brasil a partir da década de 1990. As ONGs Começam a ganhar mais credibilidade do que os movimentos sociais, uma vez que elas não representam uma ameaça, mas sim uma contribuição para o crescimento econômico. No Brasil, sua expansão começou a partir da década de 1970, quando florescem os chamados novos movimentos sociais – movimentos de mulheres, negros, índios, homossexuais, etc – e juntamente com eles várias ONGs são criadas para atuar em conjunto com os movimentos sociais. Nessa época, se estabelece uma relação de co-participação entre ONGs e movimentos sociais, onde as ações coletivas buscam soluções para os problemas localizados. Nesse contexto dos anos 70, as ONGs assumem um papel articulador ao lado dos movimentos sociais, se colocando em sua maioria como captadoras de recursos para custear a sustentabilidade dos movimentos sociais (MONTAÑO, 2002).
Nesse período, então, para os indígenas e suas ONGs, próprias ou apoiadoras, foi necessário garantirem-se outros direitos, o de serem diferentes, com dignidade, específicos, próprios, únicos, e isto quase que por si só garantiria sua sobrevivência. Ser reconhecido como diferente, específico, viver de acordo com essas especificidades é, portanto, o grande avanço que os indígenas conquistaram nesse período. Portanto, as violações dos direitos humanos dos povos indígenas não podem ser somente olhadas do ponto de vista da falta de acesso à saúde, educação, habitação, da garantia dos direitos das crianças e dos jovens indígenas. Esses direitos genéricos eles efetivamente possuem por serem cidadãos brasileiros. Os mecanismos de efetivação e vigilância de garantia desses direitos, que a sociedade em geral possui também, devem ser estendidos aos povos indígenas. Mas, para bem mais do que isto, eles têm o direito a terem todos esses direitos garantidos, mas tudo de acordo com seus usos e costumes, com suas culturas.
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No processo histórico de construção do arcabouço dos direitos humanos que temos atualmente, entendemos que os direitos que traduzem mais propriamente a condição dos povos indígenas é o direito à diferenciação e, em consequência, à especificidade cultural.
Abordaremos, na sequência, questões que incidem sobre o direito à Educação, Saúde e Terra. Reforça-se que, na raiz de todas as questões, está o problema da garantia da terra, do direito à terra, visto que uma série de problemas enfrentados pelas populações indígenas, hoje e sempre, tem sua origem na perda dos territórios e na devastação do meio ambiente, que não permite aos indígenas viverem dignamente de acordo com suas tradições.
Saúde, educação, assistência social, por si só não bastam para garantir a perenidade dessas culturas. Todos esses direitos devem ser permeados pelo reconhecimento e respeito das suas especificidades, suas diferenças. Parte daí o principal problema a ser enfrentado pelos profissionais de todas as áreas, mas especialmente das áreas sociais. Não basta que se garanta aos indígenas os direitos que todos os cidadãos têm, eles têm direitos a serem tratados de forma específica e diferenciada, que é o direito humano a viver num grupo étnico e não ser pasteurizado no caldo cultural homogêneo do restante de uma sociedade. E é exatamente aí que residem seus maiores problemas. A sociedade em geral e os profissionais que os atendem não estão preparados para isto, pois a homogeneidade da sociedade acaba imputando aos indígenas um problema a mais aos que eles já têm. Ao buscarem um serviço de saúde, o qual não conhece ou não reconhece suas especificidades, além de não terem seu direito básico atendido, terão um outro agregado, que se traduz em segregação, discriminação, desrespeito, desconsideração. Um profissional de saúde que atende um indígena e desconhece, ou desconsidera, por exemplo, causas culturais de diagnóstico e terapia próprias desse povo, possivelmente vai errar no diagnóstico e na terapia e causar mais dificuldades do que curas.
As políticas públicas no Brasil seguem ações homogeneizadoras e o povo Kaingang, enquanto protagonista de sua história, não se conforma com o modelo que lhe é apresentado ou imposto. Os direitos sociais têm sido objeto de constantes disputas na sociedade para que possam ser efetivados (COUTO, 2004).
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Considerando-se que a questão social é o objeto do Serviço Social, o mesmo se dá com um profissional da área social que atende um indígena. A questão social nas suas múltiplas formas de expressão, assim como a realidade indígena, é bastante ampla e complexa.
A questão social é indissociável da forma de organização da sociedade capitalista, que promove o desenvolvimento das forças produtivas do trabalho social e, na contrapartida, expande e aprofunda as relações de desigualdade, a miséria e pobreza (IAMAMOTO, 2002, p. 26).
Em relação à realidade indígena, especificamente, ao partir de sua visão homogeneizada da sociedade, o agente social poderá aparentemente ver um problema e uma solução que não refletem a verdadeira situação e aspiração desses indivíduos. Isto acarretará, portanto, mais problemas do que soluções. Deve-se estar ciente, portanto, que não há como atuar eficazmente na garantia dos direitos humanos dos povos indígenas sem que se conheça e se considere essa diferenciação, essas especificidades culturais, ou melhor, a complexa diversidade cultural existente.
Para incluir as diferentes etnias indígenas é importante elaborar políticas públicas que sejam de fato eficazes no contexto sociocultural, pois, de forma geral, tais políticas públicas não levam em consideração a diversidade existente. Direitos à saúde e educação específicos aos índios, por exemplo, mesmo previstos e garantidos em leis, geralmente não são cumpridos pelas esferas públicas e privadas a quem compete a implantação dos sistemas diferenciados, o que comprova que a garantia da lei não significa a sua efetividade na prática. Os assistentes sociais, em suas intervenções, vêem possibilidades de garantir direitos e de criar estratégias para o enfrentamento de realidades excludentes, porém, deparam-se com leis, programas e serviços burocratizados, que dificultam e precarizam ações importantes.
Em geral, as políticas públicas, são estruturadas a partir de princípios comuns, ou seja, de forma homogênea, igual a todos os cidadãos brasileiros. Em função disto, agindo com atitudes meramente técnicas, os profissionais das mais diversas áreas de execução dessas políticas até mesmo dificultam, na prática, sua implementação. Infelizmente o sistema mantido é burocratizado e tecnicista, o que provoca distanciamento entre profissionais e indígenas. As equipes de intervenção
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perdem momentos importantes de intercâmbio e diálogo que possibilitariam a inserção do indígena em seu meio e o agente público na sua realidade e cultura.
A luta dos povos indígenas, hoje, pode ser caracterizada tanto como resistência étnica, como de cidadania. Não podemos dissociá-las, pois fazem parte do mesmo processo, onde a conquista de uma depende da garantia da outra. A construção de uma ideia de pertencimento entre os indígenas é antes de tudo uma referência sociocultural. Para os Kaingang, por exemplo, o sentimento de pertencer ao grupo, com valores e práticas culturais comuns, reforça a sua identidade cultural, isto os fortalece como comunidade, sedimentando novas formas de organização para questões do cotidiano: subsistência do grupo familiar, noções de espaço, organização, vínculos internos, etc.
Certo é que vivemos em uma sociedade bastante complexa, na qual a divisão social do trabalho provoca distinções entre as categorias sociais, exemplificando: classes pobres, classe média, classe média alta. O que se configura na contemporaneidade é, basicamente, os que têm e os que não têm poder aquisitivo para suprir suas necessidades básicas.
4.2.1 - Educação Indígena, inclusão e garantia de direitos
Muitas crianças indígenas são hoje forçadas a aprender em uma língua estranha, o que pode provocar um choque traumatizante capaz de resultar em efeitos negativos irreparáveis à sua sociabilidade (BANIWA, 2006, p. 122).
Neste item centramos atenção em relação à política de educação para os povos indígenas, contextualizando a origem da escola que, como instituição, surgiu para os povos indígenas a partir do contato com o colonizador, tendo como principais objetivos a domesticação, a catequização e preparação para o mercado de trabalho:
[...] a introdução da escola no meio indígena foi um dos principais instrumentos empregados para promover a “domesticação” dos povos indígenas, para alcançar sua submissão e para negar suas identidades, promovendo sua integração na comunhão nacional, desprovidos de suas línguas maternas e de seus atributos étnicos e culturais (GRUPIONI, 2006, p. 43).
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A imposição da catequese e exploração da mão de obra indígena foram duas formas eficazes de desmantelamento das culturas indígenas. Este dado histórico relaciona-se com a origem da escola, fundamentado na obra de Harper, a qual refere que a instituição escola, ainda na Idade Média, tinha por princípio a transmissão do saber (HARPER, 1994, p. 26). Ocorre que apenas as elites podiam desfrutar da escola e, com, o apoio de religiosos, o “saber” era ensinado aos poucos privilegiados da época.
Como estratégia missionária havia a adoção de intérpretes, os “línguas”, ou o aprendizado do idioma indígena, permitindo o ensino do evangelho às crianças através do aprendizado da escrita e da leitura. Nos “colégios de meninos”, os curumins eram educados através da música sacra e de práticas litúrgicas, utilizando os jesuítas instrumentos pedagógicos como catecismos, vocabulários e gramáticas elaboradas com o auxílio de intérpretes (OLIVEIRA; FREIRE, 2006, p. 47).
A educação escolar surgiu ainda com a burguesia (os que moravam nos burgos, nas cidades de então) e estava a serviço dos que tinham o poder social, político e econômico. A educação escolar apresentada era de cunho estritamente alfabetizador e de preparação para o mercado de trabalho. A estrutura educacional alfabetizadora preparava, essencialmente, para o mercado de trabalho, para um sistema organizado com o objetivo de tornar os indivíduos dependentes e limitados na forma de agir e pensar.
Nos primeiros anos de escola a criança terá de aprender a falar e a escrever uma língua estranha, que raramente é a sua ou a de seus pais: trata-se de língua escolar estandardizada, a única reconhecida pela escola como correta (HARPER, 1994, p. 50).
Antes da chegada dos europeus, os povos indígenas não conheciam a instituição escola, que é relativamente recente na história da educação indígena. Eles mantinham formas próprias de reprodução de saberes, desenvolvidas por meio da tradição oral e eram transmitidas em mais de 1.200 línguas diferentes, desprovidas da escrita alfabética (FREIRE, 2004, p. 11). Deste modo, possuíam seus próprios processos de educação, aprendizagem, e concepções pedagógicas.
A língua indígena é um elemento cultural importante para a autoestima e a afirmação identitária do grupo étnico, ao lado de outros elementos culturais, como a relação com a terra, a ancestralidade cosmológica, as tradições culturais, os rituais e as cerimônias (BANIWA, 2006, p. 123).
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Como princípio pedagógico, a língua materna deve ser utilizada para alfabetizar e educar as crianças indígenas (BANIWA, 2006), onde a alfabetização deve acontecer na língua específica de cada povo, lembrando que há cerca de 180 línguas indígenas faladas no Brasil (BANIWA, 2006, p. 123). No decorrer dos anos, a cultura e a língua portuguesa mantiveram-se dominantes, onde a inserção da escola manteve-se com o objetivo de integrar para ensinar os indígenas a ler e escrever em português.
As primeiras escolas para indígenas – e não de indígenas -, centradas na catequese, ignoraram as instituições educativas indígenas e executaram uma política destinada a desarticular a identidade das etnias, discriminado suas línguas e culturas, que foram desconsideradas no processo educativo (FREIRE, 2004, p.11).
A Constituição brasileira garante o direito aos indígenas de permanecerem índios, independente do local ou forma de organização que utilizam e, desta forma, a educação indígena é um dos direitos que reconhece e respeita suas especificidades culturais. Na CF/88, em seu Art. 210, está assegurado que:
Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais.
§ 2.º O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem.
A educação indígena está contemplada no Plano Nacional de Educação, na Lei n° 9.394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), e em projeto de lei de revisão do Estatuto do Índio em tramitação no Congresso Nacional. No Art. 78 da LDB está assegurado que:
O Sistema de Ensino da União, com a elaboração das agências federais de fomento à cultura e de assistência aos índios, desenvolverá programas integrados de ensino e pesquisa, para a oferta de educação bilíngüe e intercultural aos povos indígenas (Art. 78 da LDB/1996).
O Parecer do Conselho Nacional de Educação/CEB nº. 14 de 1999 reconhece e especifica dois termos: a educação indígena e a educação escolar indígena. A educação Indígena refere-se aos conhecimentos e vivência cotidiana dos índios com as suas comunidades, segundo os ideais e vivências de cada sociedade. Esta educação designa a maneira pela qual os membros de uma dada sociedade socializam suas gerações, objetivando a continuidade de valores e instituições
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consideradas fundamentais. Já a educação escolar indígena é a oferta de educação que o Estado deve fazer aos índios, mas respeitando, valorizando e utilizando-se de suas formas próprias e específicas de educação.
Currículos e manuais didáticos que silenciam e chegam até a omitir a condição de sujeitos históricos às populações negras e ameríndias têm contribuído para elevar os índices de evasão e repetência de crianças provenientes dos estratos sociais mais pobres. A grande maioria adentra nos quadros escolares e sai precocemente sem concluir seus estudos no ensino fundamental por não se identificarem com uma escola moldada ainda nos padrões eurocêntricos, que não valoriza a diversidade étnico- cultural de nossa formação (FERNANDES, 2005, p. 380 - 381).
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em seus artigos 78 e 79, estabelece que compete ao Estado oferecer aos índios uma educação escolar bilíngue e intercultural, ou seja, simultaneamente em português e nas línguas indígenas (ARAÚJO, 2006, p. 67).
É importante não perdermos de vista a questão das especificidades que cada povo indígena possui e compreender que estão reconhecidos os direitos garantidos na CF/88, como por exemplo:
Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.
§ 1.º O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.
A conquista dos povos indígenas no Brasil com a CF/88 nessa área da educação é uma das pautas contemporâneas em relação a esta política diferenciada uma vez “que culturas e tradições estão sendo resgatadas, revalorizadas e revividas. [...] línguas vêm sendo reaprendidas e praticadas na aldeia, na escola e nas cidades” (BANIWA, 2006, p. 39). O movimento social indígena no Brasil continua lutando e se organizando para que a educação seja de fato diferenciada, que ofereça possibilidade e facilidade para que eles próprios possam definir como será o processo de educação dentro de suas comunidades, a partir de seus processos de aprendizagem, levando em conta os projetos coletivos de cada povo. O que as comunidades discutem agora é que tipo de escola elas querem ter.
Aos educadores que atuam junto a essas comunidades cabe um desafio, o de garantir e preservar a diversidade cultural existente no Brasil, cuidando para que o
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contato que ocorre entre as diferentes culturas e o sistema educativo seja de fato garantidor desse direito e promova cidadania, dignidade e inclusão.
A diversidade social e cultural, a pluralidade étnica e racial são hoje o desafio daqueles que não querem ser apenas pessoas que ensinam, mas querem também educar. Nesta busca, pautam-se por princípios mais amplos e conseqüentes e tentam apoiar-se nas leis que regulam e orientam o processo educativo [...] (GUSMÃO, 2003, p. 101).
De um lado, a comunidade indígena com sua especificidade cultural e seus direitos garantidos na CF/88 e, de outro, a sociedade dita organizada, regida e normatizada por suas leis, valores e preconceitos. A partir de 1988, não se discute mais se eles têm ou não têm direito esses direitos especiais, diferentes do restante da sociedade nacional, pois isto já está garantido na lei. Sabemos que em nosso país a conquista de leis nem sempre é garantia de enfrentamento, superação e resolução de problemas. O que talvez devêssemos pensar é que importância tem a educação indígena no Brasil, um país multicultural? Por que implantar um sistema diferenciado para um público tão reduzido e que nem sabem falar a língua portuguesa? Ou ainda, por que atendimento diferenciado se existem tantas crianças não indígenas sem escola, sem acesso a Educação? Talvez ainda devêssemos refletir se a instituição escola tradicional, abordada no inicio, modificou mesmo seu agir nesse período recente pós Constituição de 1988?
Entendemos que o desafio persiste e que são os próprios povos indígenas que ainda precisam lutar, exigir pautas, fazer os enfrentamentos políticos necessários e, essencialmente, realizarem eles mesmos os processos próprios de aprendizagem, utilizando a estrutura estatal e própria de cada comunidade, como é exemplo o material didático elaborado pelo professor bilíngue, da Aldeia Por Fi, que apresentamos abaixo.
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