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Yöntemlerin Hassasiyet Analizi

3.2. Önerilen Yöntemin Örnek Uygulama ile Performans Analizi

3.2.1. Yöntemlerin Hassasiyet Analizi

semi-abertas disponibilizado na web (Apêndice 2), que deveria ser preenchido para a efetivação da inscrição para a candidatura no curso. Por tratar-se de amostragem ampla e desconhecida, ficamos impossibilitados de utilizar outro instrumento.

O período de inscrição foi de dois dias e o curso iniciou-se uma semana após a seleção.

O número de inscritos superou bastante as expectativas: foram recebidas 283 inscrições, das quais 250 foram feitas no prazo estipulado.

Os critérios gerais de seleção para a participação no curso de extensão eram que o candidato deveria:

a) ser estudante de graduação ou de pós-graduação; b) ser brasileiro;

c) nunca ter estudado a língua (o candidato não poderia ter freqüentado tempo algum de curso de alemão);

d) corresponder às expectativas da pesquisadora com relação às crenças apresentadas. Privilegiamos aqueles estudantes que apresentassem crenças fortemente marcadas por clichês, estereótipos sobre a língua e cultura alemã, comumente encontrados no contexto brasileiro (correspondentes às descritas no item 2.1.5), a fim de poder verificar em profundidade suas origens, características e também sua transformação ou estabilização no decorrer e ao final do curso.

A partir desses critérios gerais, os questionários recebidos foram sendo lidos, analisados e foi realizada a seleção de 20 estudantes, por meio de agrupamentos de respostas com características similares. Os grupos de respostas foram encontrados no decorrer das leituras e esse processo configurou a primeira análise de corpus, a qual denominamos análise para agrupamento. Por essa razão, trataremos dela de maneira mais específica no item 4.3.1.

Alguns questionários (38) foram desconsiderados por não preencherem critérios pré- estabelecidos, por se tratar de reenvio ou por conterem respostas vagas, breves (como sim ou não), sem conteúdo relevante. Dessa forma, totalizamos 242 questionários para análise na primeira fase. No decorrer da leitura atenta dos mesmos, verificamos que ainda restavam entre eles alguns reenvios, bem como estudantes estrangeiros, ou não estudantes. Esses também foram excluídos (14). Sendo assim, os questionários adequados para a análise da primeira fase totalizaram 233.

Dessa análise para agrupamento, ou triagem, resultou a constituição de grupos distintos de estudantes (ver descrição no item 4.2.1 deste estudo) e aqueles classificados na “lista final” foram convidados a integrar o grupo do curso de extensão. Eles foram comunicados e solicitados a confirmar participação no curso via e-mail (Apêndice 3). Aos demais alunos foi enviada uma mensagem, na qual foi comunicada a não seleção para o curso.

Vale ressaltar que nos deparamos durante as leituras com algumas dificuldades, como por exemplo, a de que muitos estudantes não foram capazes de responder às perguntas de forma objetiva, ficando o sentido da resposta, muitas vezes, bastante impreciso. Em tais casos, essas respostas foram analisadas em relação às outras e, a partir de tal análise, categorizadas, ou, em outros, desconsideradas. Além disso, certas respostas foram deixadas em branco e foram, por esta razão, excluídas da análise.

Nesse processo da análise, um fato que gerou dúvida, foi se as respostas eram de conteúdo verdadeiro, ou, se elas foram fornecidas com vistas ao deferimento da inscrição no processo seletivo. No segundo caso, os alunos poderiam ter dado suas respostas com base no que, a seus olhos, poderia ser “uma boa resposta” para a seleção ao curso.

Todavia, não nos aprofundamos nessa questão e aceitamos as respostas como amostragem relevante e significativa para análise, por duas razões: apesar de os estudantes saberem que o curso seria oferecido com o propósito de desenvolvimento de pesquisa, eles não tinham conhecimento dos objetivos da investigação e dos critérios de seleção para o curso. Além disso, verificamos na segunda fase, que os estudantes efetivamente selecionados para o grupo, responderam às questões da primeira fase de acordo com o que pensavam, fato que nos serviu de parâmetro para pressupor que as respostas dos demais estudantes na primeira fase também tenham sido dadas sob a mesma vertente.

Ressaltamos ainda que, em virtude dos numerosos questionários recebidos na primeira fase, obtivemos uma grande diversidade de dados. Em razão disso e da riqueza dessa amostragem, realizaremos uma análise criteriosa desses questionários. Denominamos essa análise, análise específica de registros.

Para a análise específica dos dados coletados nos 233 questionários da primeira fase, aquela com vistas à caracterização dos alunos e às crenças, utilizamos planilhas Excel, que se

configuraram como ferramenta de grande valia nessa fase, composta por um número elevado de participantes.

A partir de uma primeira leitura geral dos questionários respondidos, decidimos compilar os dados da seguinte forma:

1) estipulamos como Tabelas 1A, 1B e 1C (referente à fase1), aquelas que se referem respectivamente à caracterização dos alunos quanto a: área de conhecimento e conhecimento de outra(s) LE(s), motivação para a aprendizagem da língua (intrínseca ou extrínseca35), e ao interesse em conhecer a cultura dos povos falantes de alemão;

2) a Tabela 1/2 (fase 1, tabela 2) referiu-se às crenças quanto aos povos falantes de língua alemã;

3) durante a leitura e análise das questões relativas às crenças quanto à língua alemã (Tabela 1/3: fase 1, tabela 3), pudemos identificar três modalidades de crenças, as quais foram categorizadas neste estudo como: crenças tipicalizadas, crenças relativizadas e crenças comparativas36. Os tipos de crenças se caracterizaram como não excludentes, ou seja, é possível que um mesmo estudante apresente crenças de uma ou mais categorias.

4) Da mesma forma, foram categorizadas as crenças quanto ao povo alemão e aos povos falantes de alemão (Tabela 1/4: fase 1, tabela 4): crenças tipicalizadas, relativizadas e comparativas.

3.2.3. Segunda Fase: instrumentos, procedimentos e participantes