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Yönlendirme Yolunu İnceleme

Conforme os objetivos estipulados, as variáveis independentes desse estudo são: P9, P10 e P11, as quais visam a explicar a variável dependente P6; e as variáveis P8, P13, P14, P15, P16 e P17, que objetivam esclarecer a variável dependente P12.

A variável P7 não é independente e tem a característica de chamar a atenção dos respondentes quanto aos dois grupos de empresa: aquelas cujo processo de avaliação é objeto desse estudo e fazem uso intensivo de informação, tendo, consequentemente , segundo Porter e Millar (1985), um elevado investimento em TI; e as demais, que não fazem uso intensivo de informação e a TI é apenas relevante e não imprescindível.

Na sequência, expõe-se o detalhamento das variáveis independentes.

1. P9: “A representação do Valor de TI, na sua avaliação, é baseada em indicadores de desempenho FINANCEIROS?”: e P10: “A representação do Valor de TI, na sua avaliação, é baseada em indicadores de desempenho NÃO FINANCEIROS?”: Essas variáveis têm a característica de capturar a abrangência do valor de TI, sob a ótica dos analistas e profissionais de investimento. Os estudos de Brynjolfsson (1993), Brynjolfsson e Hitt (1996) e Dos Santos (1991) mostram que, no início dos anos 1990, o valor de TI era relacionado com o desempenho financeiro. Estudos posteriores, como os de Chau, Kuan e Liang (2007), promoveram uma visão mais ampla, associando o valor de TI com variáveis em outros níveis não financeiros.

Brynjolfsson e Hitt (1996) fizeram um estudo significativo que relaciona o investimento em TI com três medidas diferentes de valor da tecnologia da informação: 1- Teoria da Produção, segundo a qual o valor de TI é associado à redução de custo e automatização de processos (medidas financeiras); 2- Teoria da Estratégia Competitiva, abordagem do uso da tecnologia como vantagem competitiva, destacando-se a gestão de TI como medida de desempenho (não financeira); e 3- Teoria do Consumidor, com foco na satisfação do cliente (não financeira).

Outros autores, como Dedrick, Guarbaxani e Kraemer (2003) e Chan (2000), destacam que o processo de mensuração do valor de TI, por sua vez, pode exigir o uso de uma variedade de medidas qualitativas e quantitativas, pois sua principal função é promover mudanças organizacionais que podem levar a ganhos adicionais de produtividade.

Atualmente, mesmo com o maior reconhecimento dos benefícios da tecnologia para a empresa, ainda existem executivos e avaliadores de empresa os quais consideram os

benefícios apenas quando estes estão diretamente associados ao desempenho financeiro. Essas variáveis propõem-se a mensurar a abrangência do valor de TI no processo de avaliação.

Para efeito de análise dessas variáveis, o menor ponto da escala likert adotada representa a total discordância com a questão, enquanto o maior ponto da escala evidencia a concordância plena.

2. P11: “Modelo do Valor de TI - Na sua opinião, quais são os benefícios do valor da TI para o valor da Empresa?”: Trata-se de uma variável explicativa e com maior detalhamento, ou seja, ela esclarece a questão e também traz um maior nível de detalhamento, permitindo identificar quais as variáveis são mais relevantes para o valor de TI.

Para capturar o valor de TI, nesse estudo utiliza-se um modelo testado por Beltrame (2008) e Maçada et al (2012), composto de 4 dimensões (estratégico, informacional, transacional e transformacional) e 15 itens. Esse modelo foi originado a partir do modelo básico de Turner e Lucas (1985), que na sequência foi desenvolvido por Weill e Broadlent (1998) e depois ainda expandido por Gregor et al (2006).

Figura 18: Evolução do Modelo de Beltrame e Maçada et al. Fonte: Resultado da pesquisa.

Essa variável é desmembrada no questionário em mais 15 itens, divididos nas quatro dimensões do modelo (Transformacional, Estratégica, Transacional e Informacional).

Quadro 9: Variáveis do Modelo de Beltrame e Maçada et al.

Fonte: Adaptado de Beltrame (2008, p. 126).

Para efeito de análise dessas variáveis, o menor ponto da escala likert adotada significa a total discordância com a questão, enquanto o maior ponto da escala representa a concordância plena.

3. P8: “Na sua opinião, qual o método mais adequado para Avaliação de empresas que fazem uso de informação?”: Alguns autores, como Damodaran (2007) e Silva e Cunha (2003), defendem que os métodos tradicionais não são indicados para avaliar empresas nas quais a tecnologia é imprescindível. Por outro lado, Copeland, Koller e Murrin (2012), Martins et al (2001) e Assaf (2014) afirmam que o método Fluxo de Caixa Descontado é o mais indicado para avaliar as empresas de todos os setores e segmentos. Essa variável tem a característica de capturar essas informações dos analistas e profissionais de investimentos. Estes concordam que o método Fluxo de Caixa Descontado é flexível para avaliar empresas de qualquer setor, ou usam outro método tradicional, ou ainda desenvolvem uma nova técnica.

Outro ponto é quanto aos dados disponíveis no mercado e se eles são suficientes para fazer análises ou não. Mediante a suficiência dos dados, verifica-se qual método é possível ou viável de utilização pelos analistas de investimentos.

Para efeito de análise dessa variável, as alternativas são dispostas em formato de múltiplas escolhas, elencando-se os principais modelos de avaliação (Balanço Patrimonial, Demonstração de resultado, Goodwill, Fluxo de caixa descontado e Opções) e como última

Benefícios Transformacionais

Maior flexibilidade do negócio

Desenvolvimento de novos planos de negócio Melhorar os modelos de negócio

Melhorar nível de habilidade dos funcionários

Benefícios Estratégicos

Relações melhores com os clientes Melhores produtos ou serviços ao cliente

Melhor informação gerencial para o Planejamento Estratégico Estabelecimento de relações úteis com outras organizações

Benefícios Transacionais

Redução dos custos de TI

Redução do custo marginal de TI das unidades de negócio Redução de custos operacionais

Redução do custo de comunicação

Benefícios Informacionais

Acesso facilitado à informação Acesso mais rápido à informação Melhor acuracidade da informação

opção, há a alternativa “Outros”, que possibilita ao entrevistado descrever um outro método que, na sua opinião, seja mais adequado.

4. P13: “Considerando as informações publicadas, onde você coleta as informações sobre o Valor da TI para formação do valor da Empresa que faz uso intensivo de informação?”: Essa variável tem como característica explicar a “suficiência de informações no mercado para reportar o valor de TI”, trazendo detalhamento sobre onde é possível coletar essas informações.

Como os analistas e profissionais de investimentos são potenciais usuários das informações financeiras, para efeito de análise dessa variável, as alternativas são dispostas em formato de múltiplas escolhas, podendo-se escolher mais de uma alternativa, elencando os meios mais comuns para coletar essas informações, tais como: demonstração financeira, notas explicativas das demonstrações financeiras, site da empresa e outros.

5. P14: “Além dessas informações publicadas, faz-se necessária a utilização de algum outro processo para complementar as informações encontradas?": Essa variável é mensurada pelo questionamento direto aos respondentes, que apontam em uma escala likert de 10 pontos o grau de concordância com a afirmação. É uma questão invertida em relação à variável dependente, ou seja, quanto maior for o score apontado nessa questão, menor o grau de suficiência dos dados que explicam o valor de TI.

6. P15: “Na sua opinião, quais outros processos poderiam ser utilizados para complementar essas informações?”: Essa variável é mensurada pelo questionamento direto ao respondente e as alternativas são dispostas em formato de múltipla escolha, podendo ser escolhida mais de uma opção, elencando os processos usuais de captura de informações, tais como entrevistas, contato telefônico com a empresa e/ou com o pessoal do RI (Relacionamento com o Investidor), e evento especial promovido pela empresa, como os encontros realizados entre empresas e investidores intermediados pela APIMEC.

7. P16: “Visando a otimizar o processo de avaliação do Valor de TI das empresas, qual seria o melhor lugar para disponibilizar as informações do valor de TI?”: Trata-se de uma variável explicativa e com maior detalhamento, ou seja, ela explicita a questão e também traz um maior nível de detalhamento, pois, através de questão aberta, questiona os respondentes sobre qual seria o melhor lugar para disponibilizar as informações do valor de TI de maneira que seja mais fácil considerá-lo no processo de avaliação de empresa. Conforme já citado anteriormente, trata-se de uma questão aberta para a qual se usa a técnica de análise de conteúdo.

8. P17: “Como seria a melhor forma de apresentação desses dados?”: O esclarecimento desse item é similar ao item anterior, pois se trata de uma questão aberta que é feita ao respondente considerando-se a otimização do processo de avaliação de empresas.